Notas iniciais
So guys, desculpe eu ter demorado a postar! Mas taí o capítulo novo...

O que será que aconteceu com Soluço e Merida? VEJAM!

O corredor sombrio e as gotas de água caindo das paredes pareciam não ter fim.

Soluço começou a ter uma desconfiança de estar num esgoto. Num esgoto bem semelhante ao de sua época ou quem sabe a de Merida, onde não haviam canos nem metais. Apenas corredores com um grande problema de goteira.

Corriam muito. E o cansaço já chegara fazia um bom tempo. Soluço começou a desconfiar que Flyn Rider já estaria fora do Hotel a uma hora dessas.

A goteira e a escuridão não eram a única coisa que incomodava Soluço. Haviam ruídos. Ruídos estranhos e fantasmagóricos. Ele não conseguia associar aquilo a um Hotel com monstros tão legais e simpáticos.

Seu raciocínio é interrompido por um grito. Um grito de Merida.

Soluço para de correr imediatamente. A amiga (sei lá o que era agora) tinha parado de correr. Estava parada. Presa em alguma coisa no chão.

Banguela tentava puxá-la. Soluço se juntou aos dois.

- O que aconteceu? — pergunta.

- Eu... não.. sei — responde Merida.

Seus pés estavam em cima de uma estranha areia negra. Poderia ser uma espécie diferente de cola. Soluço não sabia. Mas teria de tirá-la dali ou perderiam totalmente Flyn Rider de vista... ou pior.

Ele tenta puxá-la pelos braços. A areia começa a correr pelo tornozelo dela. Prendendo-se como uma corda ou algo mais resistente.

Soluço começou a ficar desesperado.

- O que é isso?

- Eu não sei — Merida estava a ponto de chorar — você tem que ir! Não pode ficar parado.

- Eu não vou pra lugar nenhum, Merida!

Quanto mais esforço faziam, mas a areia caminhava pela perna dela.

- Merida, preciso que fique quieta. Banguela pare de puxa-la.

Banguela soltou o braço da menina.

Quando ficaram parados a areia parou de mover-se. Mas continuava prendendo Merida no chão. Isso não cheirava bem. Não parecia coisa do hotel... Só podia ser uma coisa.

- Isso deve ser obra do Breu — ele diz.

- Você tem que encontrar o Rider, Soluço. É mais importante.

- Fique quieta, Merida. Não vou considerar essa hipótese!

- Soluço! Se Rider está aqui você DEVE pegá-lo! Acabe com isso de uma vez por todas antes que Breu pegue a adaga!

Soluço respirou fundo. Deixá-la era a última coisa que queria. É algo que jamais deveria nem pensar em fazer! Mas ela estava certo. Aquilo ali não era um treinamento para matar dragões. Era algo muito mais problemático.

- Tudo bem. Banguela, fique aqui com Merida. Eu já volto.

Banguela faz uma cara interrogativa e preocupada.

- Eu vou voltar, amigão. Prometo!

Soluço vira e sai correndo. Sentindo os passos mais pesados com a culpa.

.

Ele correu por mais uma eternidade. O corredor era reto. Sem curvas ou seguimentos adicionais. Isso era bom para quando ele voltasse para Merida e Banguela.

Ele enxerga algo na escuridão mais a frente. Soluço levanta a tocha e estreita os olhos. Parecia ter uma pessoa encostada na parede mais adiante. Sentada e arfando. Era ele! Soluço tinha certeza que sim. A correria deve tê-lo cansado. Soluço conseguira!

Soluço continuou se aproximando, fazendo de tudo para que seus passos sejam silenciosos. Mas é difícil com uma perna de ferro, que já dificultava um pouquinho na corrida.

Soluço foi chegando mais perto. O sujeito estava imóvel. Não se movia nem para levantar o rosto e saber se havia alguém chegando. Soluço finalmente ficou frente a frente a ele, sem que ele olhasse. Estaria dormindo?

- Escute, Flyn Rider — diz Soluço ofegante — precisamos da adaga. Podemos te pagar uma boa quantia de coins... digo dólares. Essa adaga pode te matar então POR FAVOR, entregue-a.

O homem não se moveu.

Soluço se abaixou e virou seu rosto. Afastou-se rapidamente com o susto! O homem estava aparentemente morto. Seu rosto estava sem vida e os olhos vidrados. Soluço verificou a pulsação. Nadinha.

Ele começou a ficar assustado de verdade. Morto. Havia um sujeito morto ali. Breu estava solto. E ele deixou Banguela e Merida sozinhos mais atrás no corredor. Aquilo não podia estar acontecendo.

Ele se virou. Já ia começar a correr desesperadamente na direção dos dois. Mas havia uma pessoa bloqueando seu caminho. Um homem de manto negro envolto por sombras. Breu.

- Péssima escolha deixar seus amigos sozinhos, jovem Soluço — ele diz.

Soluço não podia acreditar. O que ele teria feito a Banguela? E a Merida? Será que ainda estavam vivos, ao menos?

- O que você fez? — Soluço perguntou, embora a voz tenha saído inaudível.

- Ah... Nada de especial... Por enquanto!

- Deixe-os viver. Deixe Banguela viver.

Breu ri.

- Pensasse duas vezes antes de lutarem contra mim! Agora, jovem Soluço, espero que me acompanhe... Se quer que seus amigos sobrevivam.

Soluço quase implorou de joelhos ao maldito. Ele o mataria, certamente. Mas era a melhor oferta que ele possuía agora. Isso, ou saber que havia falhado com os amigos. Falhado mais ainda.

- Vamos Soluço não tenho o dia todo.

- Prometa que vai deixa-los viver.

Breu põe a mão sobre o peito.

- Eu prometo.

- Merida e Banguela ficaram bem.

- Certamente que sim.

- Ótimo.

Soluço respira fundo. O que seu pai diria agora? Certamente seria: vá e encare os problemas como um viking!

Ele daria tudo para não ser um viking.

- Aonde você vai me levar? — Soluço pergunta ao homem assustador e sarcástico à sua frente.

Breu exibe um meio sorriso sombrio.

- Você vai ver. Será divertido.

Antes que Soluço notasse, estava coberto por sombras e escuridão.

.

Ele acordou num lugar escuro. Não podia distinguir o que era. Se era uma caverna, ou jaula ou se estava apenas sonhando. A única coisa que poderia enxergar era uma pequena vela ao seu lado. Ela iluminava parte do local, mostrando as paredes de concreto.

Soluço estava fraco. Se arrastou até a vela e ficou perto dela para se aquecer. Ao lado dela tinha um bilhete escrito com tinta preta. Dizia: Aproveite a estadia.

Soluço xingou Breu em pensamento. E, sem esperanças, encostou-se na parede. Rezando para que Banguela e Merida estivessem bem.

Notas finais
Pobre Soluço.