GuCilia - Uma História Diferente
4 Capítulo 4 - Aceita?
Notas iniciais
Cecília caminhava ansiosa ao lado de Estefânia. Por onde passava a agora ex-noviça atraía olhares, os demais convidados da festa estavam surpresos com a mudança e beleza da jovem. Para sorte de Estefânia, Gustavo não havia percebido a aproximação delas, a prima do empresário queria que tudo fosse perfeito.
Ao avistar Cecília, Fabiana se aproximou.
— Meu Deus, como você está linda Cecília! O papai bonitão vai ficar ainda mais apaixonado!
— Você não muda né Fabiana? — Riu, dando um abraço apertado na líder do coral
A religiosa deu de ombros, também rindo.
Cecília se afastou da ex-colega e de Estefânia, para se aproximar da mesa onde estavam Gustavo e Dulce Maria, sentada no colo dele, de costas para ela.
— Gustavo!
Gustavo virou-se e levantou ao ouvir a voz da ex-noviça. Olhou-a de cima a baixo, maravilhado com a beleza da jovem. Olharam-se fixamente e por um longo tempo, como se nada mais existisse ao redor deles, nem mesmo Dulce Maria. Após alguns segundos, tão longos quanto aqueles da primeira vez que eles se viram, Gustavo tentou dizer algo, mas quem disse que ele conseguia?
— Cecília, você está maravilhosa! – Finalmente ele conseguiu dizer após mais alguns segundos olhando fixamente a ex-noviça.
— Mamãe, você está muuuito linda! – Sorriu a menina
— Obrigada! – Exclamou sorrindo — Ainda estou me acostumando com essas roupas, esses acessórios...
— Você está perfeita! Ainda mais linda! – Afirmou o empresário com um sorriso bobo, tendo uma ideia em seguida – Esperem aqui, eu volto já.
— Onde você vai? – Perguntou Cecília
— Vai fugir papai? – Falou a garotinha sorrindo
— Tenham paciência, mocinhas. Eu já volto!
Fabiana e Estefânia, que estavam observando, estranharam quando o “papai bonitão” se afastou das duas e saiu em direção ao carro.
Enquanto as duas curiosas esperavam Gustavo voltar, aproveitando que estavam de pé Dulce Maria pediu o colo da mãe.
— Me pega no colo mamãe? Quero ver você mais de pertinho!
No colo de Cecília, Dulce a olhava com muita curiosidade, com uma expressão séria no rosto.
— Por que está me olhando tão séria, meu anjo? – Estranhou a jovem
— Você está tão bonita mamãe... Seu cabelo é tão lindo! – Afirmou a menina com encantamento e um brilho nos olhos, passando seus dedinhos pequenos pelo cabelo da mãe – Você está ainda mais bonita sem o vestidão, quer dizer, sem o hábito! – Abraçou e deu um beijo no rosto da jovem ex-noviça
— Obrigada filha! — Cecília tinha no rosto um de seus sorrisos mais lindos e verdadeiros, e lágrimas finas em seus olhos. Dava mais um beijo no rosto de sua carinha de anjo quando Gustavo voltava, exatamente da forma como havia saído, sem nada nas mãos.
— Onde você foi? – Questionou a moça
— Fui até o carro pegar uma coisa importante!
— E cadê? – Perguntou curiosa
Gustavo não respondeu.
— Filha, desce do colo da mamãe. – Pediu
A menina saiu do colo de Cecília e ficou em pé em cima da cadeira onde estava sentada antes, já curiosa para saber o porquê desse pedido do pai.
Gustavo achou graça do olhar curioso das duas para ele, olhou para trás e viu a prima e Fabiana emocionadas pela cena entre mãe e filha, mas igualmente curiosas. Tirou de seu bolso uma caixinha de veludo preta e se ajoelhou diante de Cecília, deixando a mulher de sua vida surpresa e envergonhada.
— Cecília Santos... – Aceita namorar comigo? – Abriu a caixinha e revelou um belo par de alianças de ouro branco
— Gustavo! – Sorriu visivelmente emocionada – Você tem alguma dúvida?
Gustavo se levantou, olhou para a filha e piscou para ela, entregando a caixinha aberta em suas mãos. Pegou a mão direita de Cecília e deslizou a delicada aliança em seu dedo, beijando sua mão logo depois.
Cecília também olhou para a filha e sorriu ao ver a emoção da pequena. Pegou a aliança de Gustavo e voltou-se a ele, repetindo o gesto de colocar o anel em seu dedo e beijar sua mão.
Cecília e Gustavo olharam-se apaixonadamente, e num instante toda a ansiedade da ex-noviça por seu primeiro beijo havia sumido. Gustavo aproximou-se dela, pegando em seu rosto delicadamente antes de selar seus lábios aos dela.
Cecília sentiu um arrepio percorrer seu corpo, mas obviamente era um arrepio de felicidade. Esqueceram de todos à sua volta, vivendo a plenitude daquele momento tão esperado por eles. Era um beijo calmo, apaixonado e cheio de ternura, tal como Cecília tinha imaginado. Não saberiam dizer por quantos segundos se beijaram antes que o ar lhes faltasse, mas ao se separarem viram a filha bater palmas para eles, antes de pular em seus braços. Os três se abraçaram fortemente. Gustavo e Dulce sabiam que Tereza estava feliz de onde quer que estivesse. Feliz porque o marido e a filha enfim teriam a felicidade que sempre mereceram. Cecília também estava radiante, até aquele momento não achava que seus sonhos se realizariam. Olhou para a aliança em seu dedo e embora não estivesse acostumada jamais a tiraria, só quando se tornasse a esposa de Gustavo.
Os três olharam em volta e viram que a maioria das pessoas os admiravam, e com razão; quem olhava de fora jamais poderia imaginar que Cecília não era a verdadeira mãe de Dulce Maria, eram realmente como uma família.
— Mamãe, agora que você é oficialmente namorada do papi você pode ir morar com a gente?
Os dois riram, e Gustavo respondeu.
— Se ela quiser... – Viu a namorada corar – Nós temos quarto de hóspedes, não se assuste. – Riu
— Se for no quarto de hóspedes, eu topo!
— Iupiiii! – Exclamou a garotinha
Todos os que observavam a cena sorriam satisfeitos pela felicidade da pequena família (por enquanto).
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