Notas iniciais
Ora, olá olá. Vim com mais uma história após tanto tempo, eu sinceramente fiz esta fic como um esforço para me "desenferrujar" durante as férias. Eu tentei fazê-la de um modo simples. E agradeço muito pela opinião da @Paytuci (Social Spirit), me ajudou muito. Espero que gostem, beijoca!

Grãos de uma areia

Escrita por Meiline Damestein

Tudo se esvaia tão rapidamente. Tudo o que poderia ver era simples grãos de uma areia sedosa esvaia-se dentre seus dedos. O sol batia sobre sua pele formando um cobertor que a aquecia do frio daquela situação, a areia imediatamente ficou vermelha. O cobertor feito com os feixes da luminosidade do sol começara a queimar sobre sua pele, mas seus dedos tremiam de frio pois a areia estava gélida. Mas não era areia, era um líquido viscoso que pingava com serenidade sobre o piso de um azulejo polido. Dentre suas unhas era possível ver os grãos de areia grudados ali junto com a sujeira, não havia como disfarçar.

Sua mente procurava dentre os grãos de areia uma resposta, mas os grãos de areia simplesmente correspondiam sem nenhuma vitalidade, apenas proclamavam aquilo que já sabia. Sua mente estava bagunçada, seus joelhos queimavam sobre a areia quente, o sol queimava suas costas, e a areia queimava dentre seus dedos. Areia, e mais areia. Mas onde estava a areia? Em nenhum lugar. Não existia areia em lugar algum. O sol se escondeu dentre as nuvens, ele não queria ver aquilo. De seus olhos desceram lágrimas quentes, ela os piscou inúmeras vezes, não poderia ser real. E não era real, era mais um delírio de sua mente.

A areia se foi por inteira dentre seus dedos, imediatamente ela colocou suas mãos sobre outra parte da montanha de areia, estava quente. Mas não poderia sentir mais o quente de imediato tudo se ficou confuso. Dentre seus dedos pálidos estava aquele líquido novamente, ela não conseguia entender a situação. Mas poderia ver claramente, havia olhos vidrados lhe observando. A areia se transformou naquele líquido, seus joelhos estavam sobre eles, e dentre seus dedos ele estava presente. Ele estava em todo lugar. Seus olhos não puderam crer naquela realidade, tudo o que conseguia pensar era de se limpar daquele líquido. Se debatia para se livrar daquele líquido, mas cada vez se espalhava mais.

Suas mãos batiam contra o corpo, sua cabeça batia contra o azulejo polido. Sua mente conseguia ver que a cada vez que ela se debatia ela se afundava mais na areia, mas seus olhos viam ela cada vez se manchar com aquele líquido. Como era o nome dele mesmo? Não importava. Os olhos vidrados continuavam a lhe observar. A luz do sol apareceu mais uma vez, lhe ofuscando a visão. Seu corpo parou, lágrimas desceram em seu rosto. Mas tudo ficou branco. O sol, os olhos vidrados, a areia, tudo se esvaiu, tudo se foi, tudo era um delírio. Mais um delírio.

Não era primeira vez, mas aquela situação foi o que causou tudo. Aquela sala. Tudo ali era branco e tão puro. Os olhos vidrados viraram câmeras de um circuito interno de segurança. O sol uma lâmpada fluorescente. A areia somente representava seu pesadelo. Pois a areia a levara paraaquele lugar. Aquele quarto tão calmo, mas uma vez controlou sua mente. Ela pode ver através da janelinha de seu quarto apesar de estar deitada sobre o chão, pessoas lhe observando. Ela devem estar cheia de areia. Não. Qual era o nome daquele líquido? Sim, sangue.

Notas finais
Existe um quadro abaixo feito para os comentários, se quiser usá-lo, ficarei grata. Obrigada pro ler. Beijoca.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!