Grávidos II
11 Ser Pai.
Notas iniciais
Kamus estava sentado no sofá com um jornal em mãos enquanto entre uma folha e outra desviava seus olhos verdes em direção ao loiro que estava deitado no chão olhando para uma revista de moveis infantil, na verdade aquela era a 15° revista que Kamus via Milo folear, vez ou outra dobrava ou circulava alguma coisa.
— Mon ange o que tanto marca nessas revistas? — O ruivo abaixou o jornal.
— Estou vendo as POSSÍVEIS coisas do quarto do nosso bebê Kamyu.— O loiro enfatizou a palavra “possíveis”.
— E por que possíveis? — Questionou o francês se sentando atras do loiro no chão levando as mãos ao ventre de quase 3 meses de milo, que como ele dizia parecia que havia comido um lanche grande.
— Por que tem muita coisa linda pra escolher.— Respondei animado o loiro.— Olha só esse quarto Kam, ele é todo azul e branco, mas também tem esse aqui que é com vermelho.
—Vermelho Mi?— O ruivo pegou a revista com uma das mãos e olhou a a foto.
— Sim vermelho. — O loiro não direcionou seu olhar ao francês.— Eu gosto dessa cor, é a cor dos seus cabelos.
O aquariano ficou surpreso com a fala de seu companheiro, deu um beijo nos ombros de Milo, e sussurrou um obrigada no ouvido do loiro.
— Kam acho que vou pedir ajuda ao Afrodite.— O escorpiano jogou a revista no chão junto com todas as outras.
— Acho melhor não.— O ruivo simplesmente disse.
— Por que?— O loiro se virou em seu agarre e se sentou no colo do ruivo ficando de frente a ele.
— Esta cedo, cedo digo para se preocupar com isso Mon ange.— O ruivo colocou uma mecha loira displicente atras da orelha do escorpiano.— Nós não sabemos ainda o sexo do bebê, onde sera o quarto aqui no templo ou no seu, então tenha paciência sim.
O loiro concordou com um aceno de cabeça e ia abrir a boca para falar algo mas foi interrompido do por um barulho alto vindo de sua barriga que o fez corar.
— Acho que meus anges estão com fome. — O ruivo sorriu com o desconcerto do loiro.— Vou buscar algo para comerem, deseja algo em especial ?
Kamus se ergueu do chão com Milo em seu colo e o colou no sofá.
— Kam tem picles em casa?— O loiro perguntou. — E sorvete?
— Picles... Sorvete tem, mas Picles acho que non ange.
— Ham que pena. — O grego fez um bico.— Queria comer picles com sorvete.
Ao ouvir aquilo Kamus não pode evitar de fazer uma careta ao imaginar os dois alimentos juntos.
— Não pode ser outra coisa ?— O ruivo perguntou.
— Aquele bolo que o Hyoga trouxe ainda tem?— Milo o olhou pedinte
— Sim, vou traze-lo para você.— Kamus suspirou em alivio.
—Trás o sorvete Kamuy!— Milo gritou para o loiro da sala.
Após alguns minutos um Kamus chocado olhava milo se deliciar e solta gemidos em satisfação ao comer seu 4 pedaço de bolo com sorvete, mas o que deixava o ruivo enjoado era que o bolo era de Milho e Milo o comia com sorvete de Iogurte e frutas vermelhas.
— Kamuy tem certeza que não quer?— O loira oferecia a colher ao ruivo.
— Não mon ange merci.— O ruivo olhava para a colher como se ela fosse um Alien.
— Sobra mais.— O loiro voltou a comer com gosto.
Apos a pequena refeição Kamus levou um sonolento grego para o quarto, o ajeitando na cama para que pudesse dormir.
— Mon ange vou deixa-lo dormindo enquanto arrumo as coisas.— O ruivo dei um beijo no topo da cabeleira loira.
— Por que ao invés de arrumar as coisas não deita aqui comigo?— O loiro pediu fazendo bico.
— Manhoso.— O aquariano sorriu.— Depois que terminar eu venho.
— Não demore Kamuy.— O loiro bocejava.
Kamus voltou para sala e começou a recolher as revistas que estavam pelo chão, as organizando e colocando junto com todas as outras que Milo já havia comprado antes assim que descobriram o resultado positivo da gravidez.
Enquanto estava ali o Aquariano ficava repetindo a si mesmo que seria pai, pois por mais que já tivesse passado dois meses ainda era surreal, ele seria pai, esse pensamento o trazia outros, sua relação com o Hyoga, o loirinho russo que que o conquistara com aqueles grandes olhos azuis.
O ruivo se sentou no sofá se lembrando do passado com o menino, menino Kamus riu por ainda chamar o russo de menino, se havia uma coisa que Hyoga não é, era um menino. Ele tinha uma família agora, seu marido, seu filho, sua casa... Isso lhe causava um certo sentimento de perda, pois sabia que Hyoga o considerava como seu pai, ele se sentia pai, cuidara e treinara Hyoga, mas no fundo de todo seu amor pelo menor tinha uma leve nuance de amargura que sempre que brigavam aparecia em seu paladar.
Quando pequeno o loirinho tinha pesadelos do dia que perdera sua mãe, quantas noites Hyoga fora nos braços do ruivo buscar abrigo e segurança, por Deus Kamus nunca conseguira negar nada a Hyoga, quando ele o olhava com aqueles grandes olhos azuis celeste o pedindo para dormir junto a si, mas no dia seguinte o repreendia com palavras duras que sabia que machucaria. E depois veio a luta no santuário onde teve que machucar seu menino. Que teve que fazer seu Hyoga ir ao extremo do desespero, esses lembranças faziam ecoar em sua cabeça que era Pai de Hyoga mas não um bom pai. Um barulho fez Kamus acordar de sua divagação e quando olhou na direção do mesmo o ruivo deu de cara com um Milo descabelado e com cara de sono.
— Você estava demorando então vim ver o que aconteceu.— O loiro foi em direção ao sofá se sentando ao lado do ruivo.
— Pardon, estava pensando em algumas coisas.— Kamus abraçou Milo.
— Por que esta com essa cara de enterro Kamus?— O escorpiano assim que entrou na sala percebera as feições tristes do aquariano.
— Estava pensando em mim, em você … em ser pai.—O francês suspirou fundo.— E me lembrei de Hyoga e de como poderia ter sido um pai melhor Milo.
— Kamus...— O Grego não sabia o que dizer.
— Eu não fui um bom pai Milo, eu machuquei o mon petit e mesmo assim ele nunca me rejeitou Milo, sempre fora o Filho parfait. — Milo somente escutava as palavras de Kamus.— Mon petit depois de tudo o que aconteceu ele veio aqui perguntar se eu o perdoava Milo, se eu o perdoava mon Dieu...
— Kamus acho que esta sendo duro de mais consigo mesmo.— O loiro o encarava serio.— Hyoga o adora Kamus, você é o homem que ele deseja ser e acima disso ele sabe que você o ama.
— Oui, eu sei, mas ainda me assombra as coisas que eu fiz.— Kamus disse triste.
—Eu sei Kamus.— Milo tocou o rosto do ruivo.— Eu também o machuquei, ele me perdoou e mais que isso Kamus, ele me permitiu fazer parte da vida de vocês, da sua vida, Hyoga é um bom homem, e um dos motivos é você ter sido o melhor pai que poderia ser.
— Ha Milo... Eu não quero errar novamente.
— Esta exagerando Kamus.— Milo pegou uma das mão de Kamus.— Devo pergunta se arrepende da nossa situação, se arrepende do nosso filho?
— Non, isso jamais, eu estou feliz por ter você Milo e por esse filho. — Os olhos verdes se encontraram com os azuis. — Ha Mon ange, eu sou o homem mais feliz que existe e eu sei que posso estar sendo exagerado, mas isso só serviu para mim perceber algo.
— O que Kamus? — O loiro perguntou .
— Que quero ser um Pai melhor, não somente para nosso filho mon ange, mas também para Hyoga.— Kamus encostou sua testa na do grego.— Será que ainda eu posso fazer isso?
— Pode Kamus. — O loiro sorriu. — Mesmo eu achando que não precisa melhorar em nada e acredito que Hyoga pense o mesmo.
— Ha mon ange.
Neste instante o casal escuta uma risada vindo da entrada do templo e cada vez ficava mais alta, qual a surpresa dos dois ao descobrirem que ela pertencia ao jovem russo.
— Hyoga, que surpresa.— Milo se ergueu do sofá indo abraçar o loiro mais jovem.
— Desculpe vir sem avisar mas. — O loiro corou um pouco.
— Imagine.— Kamus se aproximou do loiro.— J'ai raté mon petit.
—J'ai aussi papa. — Hyoga respondeu abraçando Kamus.
Milo ficou observando os dois se abraçarem e soube que por mais o que já tenha acontecido Kamus era o e um pai perfeito.
— Meu deus acho que vou chorar vendo vocês dois.— O grego disse ja com a voz chorosa fazendo os outros dois rir.
— Milo.— Hyoga abraçou o escorpiano novamente.— Adoro esses meus pais.
Apos aquela frase Milo se desmanchou em lagrimas e colocou a culpa nos hormônios da gravidez e Kamus que tinha ali os loiros da sua vida só podia sorrir e agradecer por ter o filho e companheiro perfeito e que seria e faria o melhor por eles,
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