Notas iniciais
Obrigada a todos que comentaram e que estão acompanhando esta fanfic.Vocês fizeram meu dia!Aqui está o segundo capítulo. Espero que gostem.

Ele definitivamente sabia o que era ter febre. Quando estava na rua, ferido e cansado, a febre foi o principal motivo de ele ter desmaiado na praça. Mas, foi o motivo dela o ter encontrado. E ele não reclamaria disso.

Agora, o que Fabinho definitivamente não estava acostumado era aquele calor toda vez que eles se encostavam.

Tudo começou depois de um jantar na casa de Silvério, quando este pediu que Fabinho ajudasse Giane a secar a louça. E não, ele não era um cara legal e muito menos estava virando um anjinho como todos gostavam de afirmar. Mas era o Silvério e Fabinho devia muito aquele homem e a filha dele. E enquanto cuidavam da louça, Giane jogou água nele, começando uma verdadeira guerra de água e sabão. Foi em questão de segundos. A garota deu um passo em direção a ele e escorregou em uma poça de água. Um reflexo, um instinto. Ele a segurou firme pela cintura, não deixando que ela caísse.

“Palhaço! Viu o que cê fez? Eu quase caí!” Mas ele não estava mais escutando. Ela sempre foi macia assim? E por mais que Fabinho tentasse, não conseguia deixar de reparar nos olhos dela que de perto não eram exatamente escuros, mas tinham um tom que ele ainda não conseguia distinguir. Se ele chegasse um pouco mais perto... Agora era a boca dela que o estava distraindo, pois parecia ser tão... convidativa.

“Cara, tá me ouvindo? Cê já pode me soltar!” O rapaz nem se quer percebeu que ainda a segurava. Não que ela estivesse com raiva, a expressão no rosto dela era uma mistura de confusão e curiosidade.

Fabinho sentiu o rosto esquentar e a soltou rapidamente, dizendo que precisava falar com a mãe. Saiu da casa ouvindo Giane lhe chamar de idiota, reclamando que agora ela teria que limpar a bagunça que ele ajudou a fazer sozinha.

Mas o que foi aquilo? Ele estava com o rosto quente, os braços, mãos e onde mais ela tinha encostado. Parecia que ele estava queimando. E ela cheirava tão bem. Ele estava sentindo uma vontade quase incontrolável de voltar naquela cozinha e... e... Passar a mão no cabelo dela? Não, não! Se ele tivesse que voltar naquela casa seria para segurar na mão macia dela! Para de pensar isso! Naquele momento Fabinho resolveu ir pra a própria casa e tomar o remédio que ele se esqueceu de tomar antes do jantar. Ele só poderia estar com febre.

Só que a loucura da febre não passou e nos dias que seguiram, Fabinho sentia uma vontade enorme de colocar aquela mecha rebelde no devido lugar atrás da orelha dela. Tinha vontade de lhe segurar a mão, até de sentir ela bem perto do corpo dele como naquela noite na cozinha. O que era extremamente irônico. Já que durante toda a vida dele, Fabinho evitou contato humano. Mas aquele calor que vinha toda vez que se tocavam era até mais viciante que irrita-la.

Na noite que Bento e Amora voltaram de viagem e Fabinho foi tirar a garota de perto da casa, ele não precisava agarra-la, não precisava nem se quer te ido buscar, mas ultimamente ele não conseguia a deixar em paz.

Gostava de como o sorriso dela aquecia todo o corpo dele. O fazia se sentir inteiro, completo. A sensação começava com um batimento acelerado e o calor que se espalhava do peito até o dedão do pé, chegando ao último fio de cabelo. Ele tinha medo que fosse possível quem estivesse perto sentir o calor que emanava dele

E com febre alta ele já estava acostumado, mas o calor que ele sentia sempre que estavam juntos era diferente, fazia ele se sentir bem. Quase tanto quanto saber que o sorriso de Giane era pra ele.