As vezes temos certa dificuldade para aceitar novidades, mas elas são boas. Mudanças são necessárias para definir que nós realmente somos.Algumas vezes, precisamos lutar contra algo novo que acontece em nossas vidas, e isso acaba nos fazendo mais fortes. Na medicina, precisamos sempre aceitar as novidades, pois a todo momento estão lançado novas técnicas e novos equipamentos. Médicos deveriam estar preparados para mudanças, mas não é tão fácil assim quando se trata da sua vida pessoal. No Grey Sloan Memorial Hospital, as mudanças eram constantes, e outra novidade estava prestes a surgir.

Os médicos olharam com certa estranheza a chefe Bailey saindo de sua sala acompanhada de um rapaz. Começaram a se perguntar quem era o tal rapaz, um sobrinho de Miranda Bailey talvez, mas a única coisa que sabiam é que não poderia ser um médico, pois era muito novo para ter tal formação acadêmica. Deveria ter no máximo uns vinte e dois anos. Pele clara, cabelos pretos, olhos azuis. Chief Bailey logo se aproximou e apresentou o rapaz. Seu nome era Ricardo Souza. Era um médico brasileiro formado pela Universidade de São Paulo, e foi aceito no programa de cirurgia como novo residente. Aceito com louvor, diga-se de passagem, por suas ótimas recomendações dos tempos de interno no Hospital das Clinicas da USP. Doutor Souza logo foi se trocar para se apresentar aos novos internos. Trocou-se rapidamente, vestiu seu jaleco, mas antes de se encontrar com os internos, foi conhecer sua maior inspiração, a doutora Addison Montgomey. Durante a faculdade, o doutor Souza colecionava artigos de revistas médicas que falavam sobre os grandes feitos cirúrgicos de Addison. E quando a viu logo correu e deu um abraço. Addison ficou sem entender, mas retribuiu, Jake e todos os outros que estavam ali olharam com um olhar de espanto para o jovem rapaz que logo fez questão de se apresentar. Um pouco tremulo e gaguejando disse:

— Doutora Montgomery, é um grande prazer conhecê-la, na Universidade onde cursei medicina, todos a conhecem, você é uma estrela da cirurgia. Obrigado por me inspirar, eu quero ser um cirurgião neonatal, assim como você.

- Obrigado, considero a possibilidade de ir ao Brasil fazer uma palestra sobre os cuidados que os médicos devem ter ao fazer exames pré natal – Disse Addison um pouco assustada com a reação do rapaz

Logo Ricardo foi ao encontro de seus internos. Estavam reunidos perto dos prontuários quando o doutor Souza se apresentou:

— Olá, meu nome é Ricardo Souza, e eu serei o residente de vocês

- Olá Doutor Souza, ouvi falar que você é brasileiro, tenho muita vontade de conhecer o Rio de Janeiro, minha mãe sempre me mostrou fotos daquela coisa com os braços abertos na praia – Disse Dora, uma das internas

Ricardo logo fez questão de rebater:

- “Aquela coisa com braços abertos” se chama Cristo Redentor, e não adianta puxar saco porque eu odeio vocês e nada vai mudar isso. Eu tenho cinco regras, e é melhor vocês memorizarem.

Mas antes que pudesse citar as regras para seus subordinados, o jovem médico ficou intrigado ao ver um homem se escondendo atrás da pilha de prontuários, logo dispensou os internos para conversar com o homem, e saber a razão pela qual estava escondido:

- Ei cara, meu nome é Ricardo Souza, sou o novo residente.

- Olá meu nome é Alex Karev, sou atendente da pediatria – Respondeu Alex, sem sair de trás dos prontuários.

Logo Ricardo começou a interrogar o doutor Karev:

— É impressão minha ou você está se escondendo de alguém?

- Sim, estou. Mas o pior de tudo é que não sei de quem estou me escondendo – Disse Alex, deixando Ricardo mais confuso ainda – É que minhas duas esposas estão trabalhando no hospital, e não sei qual das duas devo temer mais.

— Duas esposas? Prefiro não saber dessa historia – Falou Ricardo com uma expressão de espanto

Como o turno deles estava acabando, combinaram então de ir conversar sobre isso e tomar uma cerveja no bar da Kitty, que tinha assumido o comando do bar há dois meses desde que seu irmão Joe tinha falecido, vítima de problemas cardíacos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.