Notas iniciais
AAAAAAA desculpa a demora gente, tô com mais de 5 trabalhos pra fazer na escola alguém mea juda

Bakugou acordou com seu segundo alarme tocando, Bears, dos Nekrogoblikon, tocando no volume máximo. O cachorro em seu colo já nem se incomodava mais com o som, apenas virando a cabeça levemente na direção do celular, que o loiro agora desligava, com um resmungo de irritação.

Levantou-se, bagunçando o cabelo amassado e colocando a camiseta do uniforme, que se encontrava na cadeira ao lado do sofá, seguido de suas calças e sapatos formais. Hoje seria um dia especial, todos os funcionários haviam sido avisado do protocolo de vestimenta.

Seguiu para a cozinha, preparando uma xícara de café e abrindo a geladeira para pegar algo para comer. Decidiu preparar apenas um sanduíche de carne com alface e tomate, pegando todos os ingredientes e seguindo para a bancada da cozinha.

Enquanto preparava tudo, Bakugou podia ouvir Grenade ao seu lado, os olhões pidões focados no pedaço de carne nas mãos do loiro. Suspirou, cortando o alimento em dois e entregando o pedaço menor para o vira-lata, que engoliu tudo com voracidade, pulando no garoto e lambendo seus braços.

— Grenade, que nojo! – exclamou, empurrando o cachorro de cima de si. – Você tá com bafo de carne, vira-lata idiota!

O cachorro se sentou ao seu lado, contente, recebendo um leve carinho na cabeça e observando seu dono terminar sua comida. Bakugou levou seu prato e sua xícara para a mesa, sentando-se em uma das cadeiras e começando a comer.

Seus olhos seguiram para o post-it, ainda ao seu lado, fazendo-o lembrar de seus remédios. Terminou de comer rapidamente, abrindo o pequeno frasco e retirando um comprimido, engolindo-o com o que sobrava de seu café e se levantando, olhando o horário novamente.

“11:30 PM”

Saiu do apartamento, apressado, fazendo um último carinho em Grenade e fechando a porta, pegando o elevador e correndo para o Museu próximo de sua casa.

Entrou no local apressado, cumprimentando o porteiro com um grunhido e adentrou o salão principal. Alguns de seus colegas de trabalho já estava ali, Todoroki e seu namorado irritante, Deku. Bakugou manteve sua distância, cumprimentando Todoroki com um aceno de cabeça, suspirando irritado ao ver o menor vindo em sua direção.

— Kacchan! – o garoto de cabelos verdes correu na direção do mais velho, sorridente. – Como vai?

— Pior agora que você apareceu. – resmungou, cruzando os braços. – O que você quer, Deku?

— Só te dar um oi, eu e o Shoto vamos jantar depois que o turno de vocês terminar, que rir com a gente?

— E servir de vela pra vocês dois? Prefiro a morte. – encarou o garoto com um olhar mortal. – Volta pro teu namorado, eu quero trabalhar em paz.

Assim que o sardento se afastou, Bakugou virou novamente para a porta, observando enquanto quatro adultos adentravam, animados. Pode reconhecer Red Riot entre eles, com seu sorriso brilhante, conversando com uma garota de cabelos cor de rosa.

Atrás deles vinham dois garotos, um de cabelos loiros com uma mecha preta em formato de raio em um dos lados, e outro de cabelos pretos e um sorriso quase que permanente.

O coração de Katsuki acelerou assim que o homem de cabelos vermelhos virou para ele, dando um leve aceno e um sorriso caloroso. Red Riot costumava cumprimentar todos os funcionários antes de suas exposições, pedindo que todos façam o seu melhor e agradecendo pelo trabalho.

O homem de cabelos vermelhos segurou o olhar por mais um momento, suas sobrancelhas se juntando levemente, um olhar vagamente confuso, apenas para seu sorriso voltar, momentos depois, ainda mais forte, virando-se para seus amigos novamente.

Escondeu o sorriso com uma das mãos, voltando seu olhar para a porta, esperando os visitantes chegarem. Ainda estava a trabalho, afinal.

Resolveu se virar para Todoroki, que observava tudo com sorriso cínico. Se olhares matassem, Todoroki já estaria há seis palmos abaixo da terra. Respirou fundo, tentando se distrair, o que menos necessitava nesse exato momento era se irritar com aquela Bandeira Canadense idiota.

A noite passou relativamente rápido, várias pessoas entravam e saíam, observando várias das pinturas e esculturas expostas. Red Riot conversava animadamente com todos que se aproximavam, agradecendo os elogios e comentando técnicas e curiosidades.

Bakugou se contentou em observar de longe, tentando ao máximo possível focar em seu trabalho, afinal ainda precisava do dinheiro, e não queria que o artista percebesse e pensasse que era algum tipo de stalker.

O único incidente da noite envolveu Mineta, novamente. Mineta era um cara baixinho, com cabelos roxos de um formato peculiar e uma moral duvidosa. O homem já havia sido expulso da galeria mais de uma vez, todas as vezes por comportamentos imorais ou até mesmo assédio.

Katsuki era quem normalmente lidava com o homem, expulsando-o à força quando necessário, porém, dessa vez, a situação tomou um rumo inesperado.

Bakugou olhava ao redor, tentando ignorar a presença do homem de cabelos vermelhos, quando ouviu uma exclamação de dor vinda de um local próximo. Correu até lá, podendo ver Mineta com as mãos na frente do rosto, sangue escorrendo entre seus dedos.

A mesma mulher de cabelos cor-de-rosa que havia entrado com Red Riot estava parada na frente do homem, uma de suas mãos fechadas com força, uma pequena mancha vermelha nos nós de seus dedos.

— Quem você pensa que é?! – a mulher exclamou, irritada. – Da próxima vez que encostar em mim, eu juro que arranco todos os dentes da sua boca no soco!

Katsuki queria rir da situação, porém não queria deixar de ser profissional. Contentou-se com um sorriso de canto, se aproximando mais, segurando o homem pela gola da blusa e arrastando-o para longe da mulher.

— Ei! Por que eu estou sendo expulso?! – o home exclamou, irritado. – Não fui eu que soquei a cara de alguém.

— Cala a boca, Mineta. Você sabe muito bem o motivo de estar sendo expulso, seu merda. – rosnou, jogando o homem para fora da galeria. – Espero que pense duas vezes antes de voltar aqui de novo, não aguento mais ter que te expulsar.

Voltou para onde a mulher se encontrava. Red Riot já oferecia um lenço para que ela limpasse o sangue do punho, sorrindo suavemente ao ver Bakugou se aproximando. O artista comentou algo com a mulher, se afastando, não sem antes acenar para Bakugou, seu sorriso aumentando.

— Obrigada por se livrar do Mineta, não aguento mais aquele anão desgraçado.

— O maldito não consegue ficar cinco minutos sem fazer merda. – murmurou, acenando com a cabeça e se afastando da mulher com passos largos. – Qualquer coisa é só me chamar.

Assim que seu turno terminou, Bakugou seguiu para a portaria, pegando sua jaqueta e se preparando para sair, quando ouviu seu nome ser chamado pelo porteiro, virando-se para o mesmo.

— Red Riot te deixou um pacote. – estendeu o embrulho na direção do loiro, que segurou-o com cuidado.

— O-Obrigado...

Observou o embrulho irritantemente vermelho em mãos, colado nele, havia um papel com algo escrito. Aproximou o bilhete do rosto e leu o seu conteúdo em voz baixa para si mesmo.

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“Obrigada por ajudar minha amiga, Mina, com aquele pervertido. Sei que é o seu trabalho mas fico aliviado em saber que tudo se resolveu tão rápido.

Aqui está um pequeno presente de agradecimento, eu mesmo que fiz!

Ass.: Re Riot”

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A caligrafia era vagamente familiar, mas Bakugou estava focado demais no calor reconfortante em seu peito para prestar atenção nisso. Correu para casa rapidamente, entrando no apartamento, sendo cumprimentado por Grenade, e sentou-se no sofá.

Desembrulhou o pacote com cuidado, retirando de lá uma pequena escultura de madeira. Um cachorro surpreendentemente parecido com Grenade, sentado nas patas traseiras com a língua para fora.

Bakugou sorriu, colocando a escultura em cima de sua mesa de centro.

“Esse idiota ainda vai ser a causa da minha morte”

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Uma semana havia se passado desde a última exposição de Red Riot. Bakugu estava passeando com Grenade, era um domingo ensolarado, e o vira-lata estava cheio de energia, puxando a coleira com toda a força que possuía.

De repente, as orelhas do cachorro se levantaram, ele farejou o ar por alguns segundos, correndo na direção de uma esquina, arrastando o loiro atrás dele. Bakugou tropeçou, deixando a guia escapar de suas mãos e o cachorro correr para fora de sua vista.

— Vira-lata idiota! Volta aqui! – gritou, correndo na direção que o cachorro havia seguido, sendo surpreendido por uma visão que ficaria presa em seus pensamentos por muito tempo.

O homem de cabelos vermelhos sorria, fazendo carinho na cabeça do cachorro, que lambia sua face, animado. Não parecia se incomodar com a surpresa, e mal notou Bakugou se aproximando.

— Olá, Grenade! O que faz aqui? – perguntou para o cachorro, sorridente, segurando a cabeça do animal em sua direção. – Como você me encontrou? Onde está o Bakugou?

— O vira-lata idiota veio me arrastando até aqui. – Katsuki anunciou sua presença, fazendo o outro se assustar. – Como sabe o nome dele? Ou o meu?

— Ah, olá, Bakugou! – assim que a pessoa levantou o olhar para Bakugou, suas bochechas esquentaram. – Eu sou Kirishima Eijirou, eu cuido do Grenade nos dias de semana.

Parado na sua frente, brincando com seu cachorro e lhe lançando um sorriso caloroso, estava Red Riot.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.