Grenada
13 XIII
Notas iniciais
– Então, estou esperando. — Skyler falou. Estava com os braços cruzados e batendo o pé direito no chão. Estava tão irritado, mas que assustado.
Esperanza arregalou os olhos. Talvez devesse pedir para que a avó a transformasse em um pássaro, seria bem melhor que em sapo.
– Er... Oi. — Deu um sorriso nervoso. Skyler olhando para ela daquele jeito não estava ajudando.
Skyler revirou os olhos. Sabia o que a louca queria.
– Se você quer a porra desse colar... Fica com essa merda! — Tirou, um tanto agressivo, o colar do próprio pescoço e ofereceu a mulher.
Esperanza olhou confusa, não deveria ser tão fácil.
– Espera, você vai me dar o colar assim? Fácil?
– Sim. Não é o que você quer? — Perguntou também confuso, mas ainda irritado.
– Não. Você tem que brigar comigo, falar que não vai devolver... Como nos filmes. — Argumentou.
Skyler respirou fundo. Agora tinha absoluta certeza de que aquele mulher era louca. O que ela estava pensando?
– Olha, você vai pegar isso ou não?! Porque já pode ir. — Pegou a mão da mulher e colocou o colar ali. Deu as costas e jogou se na cama ficando de barriga para cima. Pegou o celular e abriu o Twitter ignorando a mulher parada ali.
– Aquele era seu pai? — Perguntou de repente, Esperanza tinha esquecido tudo o que a avó disse sobre " roubar " um colar e sentou na cadeira da escrivaninha, como se não tivesse invadido o quarto de Skyler no meio da noite para roubar um colar.
– Quem? — Skyler perguntou, mesmo que quissese mandar a mulher sair dali, pois eram quase doze horas da noite.
– O homem que entrou aqui um tempo antes.
– É, é o meu pai. Por quê? — Perguntou novamente.
– Ele gosta muito de você. Ouvi ele falando sobre um carro... Aniversário, algo assim. — Falou encarando o garoto.
– Espera... — Levantou ficando em uma posição sentado na cama. — Carro o que? Conte-me mais sobre isso. — Ficou interessado no assunto, não esquecendo que deveria expulsar a mulher dali, mas por enquanto... — Ele falou sobre um carro no meu aniversário?
– Não ouvi bem. Ele estava falando com a sua mãe, ela está grávida?
– Ela não é a minha mãe. — Olhou para baixo. — É, óbvio que ela está grávida. — Respondeu.
– Ah, seus pais não moraram juntos, então?
– A minha mãe morreu. — Falou rapidamente. Não queria ter uma conversa sobre aquilo com aquela mulher.
– Ah... Que pena. Como ela...?
– Eu acho que você deveria ir. Meu pai pode entrar aqui a qualquer momento.
Esperanza levantou rapidamente, tinha esquecido daquilo, além disso, a avó já deveria está a xingando de todos os nomes.
– Obrigada pelo colar. — Pegou a vassoura e se posicionou para voar, ou tentar voar. Pensou que deveria dizer mais alguma coisa, mas não sabia o que. — Tchau, então.
– Tchau. — Jogou-se novamente na cama. Abriu um pouco a boca quando viu, surpreendentemente, a mulher sair dali... Voando em uma vassoura. Talvez ele estivesse louco. — Eu não vi isso. Foi só um sonho. — Fechou os olhos, e só consegui dormir depois das doze.
..........
Matthew acordou de repente, será que era muito tarde para ir à casa de Skyler?
Olhou no celular, eram 12:15. É, era tarde, mas a vontade era maior de ver Skyler.
Colocou os pés no chão, estava frio por causa do ar-condicionado. Colocou uma camisa e não trocou a calça moletom que estava usando. Saiu pela porta da frente sem fazer barulho, descalço. Não estava pensando, fazia o que o corpo queria que ele fizesse , ele o levou para casa do amigo.
Olhou para cima, a última janela a direita. Olhou para onde uma escada deveria está, e estava. E foi assim que subiu.
– Sky... — Chamou quase em um sussurro, mas o outro nem se mexeu. A janela estava aberta, então pulou para dentro fazendo o mínimo de barulho, pois queria observar o amigo dormir.
Skyler estava de barriga para cima ainda, o braço direito perto da cabeça, e essa virada em direção a Matthew que pode ver, mais ou menos por causa da pouca iluminação, o rosto de Skyler.
Matthew não tinha percebido, esse tempo todo em que eram amigos, como o outro era bonito. Tinha uma pele bonita, quase não tinha espinhas, diferente dele que estava com duas enormes na testa. Tinha algumas sardas que o deixava com uma aparência delicada, assim como os cílios longos e o nariz pequeno. A boca também era pequena, mas carnuda, e era de uma tonalidade rosa avermelhada. Podia dizer que Skyler tinha uma aparência um tanto feminina se não tivesse sobrancelhas grossas e o queixo um pouco quadrado.
Matthew se aproximou, aquela aparência merecia ser vista mais de perto. Ajoelhou em frente a Skyler, ficando a poucos centímetros do seu rosto. Sentiu o cheiro do amigo; Lavanda. Lembrou que Skyler já tinha dito que não usava perfume com esse cheiro, mas era o que Matthew sentia. Tocou o cabelo do outro, sempre macio e cheiroso, e fez cachos com o dedo.
– Mãe... — Skyler sussurou, mas sem acordar. Matthew pensou que ele tivesse.
Olhou para o lado vazio da cama de Skyler, de repente estava novamente com sono. Talvez ele não se importasse se ficasse por ali só um pouquinho... Ainda sem fazer barulho, deu a volta na cama e deitou ao lado de Skyler.
Primeiro ficou de barriga para cima também é com as mãos sob o peito, mas depois virou ficando de lado olhando para Skyler que tinha virado a cabeça em sua direção. E assim voltou a dormir, naquele noita teve o primeiro sonho, vamos dizer, mais quente do que vinha tendo com Skyler.
– Mas o que está fazendo no meu quarto? -Matthew perguntou sem entender o porquê de Skyler está em cima dele, literalmente em cima dele.
– Queria fazer uma surpresa... Desculpe, não pude ir à sua festa de aniversário, e também, não achei que aquele presente seria suficiente. — Falou sorrindo, Matthew pensou que estava vendo um malicioso.
– Que... Que tipo de surpresa você veio fazer? — Perguntou ansioso pela resposta. Skyler continuava sentado em sua barriga, mas Matthew não se incomodava. Se tinha uma coisa que ele não estava era incomodado.
– Você quer saber ou... Eu posso mostrar? — Passou a unha, que para surpresa de Matthew não estava roida, no pescoço do mesmo, o que o fez ficar arrepiado.
– Eu acho... Que... Sky?! — Perguntou surpreso assim que sentiu o outro deslizar a unha cada vez mais para baixo. — O que você está fazendo?
– Você pode pedir para parar se quiser... Mas não vai. — Tirou a camisa e olhou para Matthew como se quisesse que ele fizesse o mesmo.
Mas Matthew estava surpreso demais para ter alguma reação. Skyler estava sob si, apenas de cueca, pois estava usando somente a camisa que tinha tirado e estava... Diferente. Falando de um jeito bom, mas estranho. Matthew queria, queria mesmo fazer o que estava pensando em fazer com aquele garoto, mas...
– Skyler, você está bem? Você bebeu é isso?
– Eu não bebi nada. — Se inclinou para mais perto de Matthew, que respirou profundamente.
– Eu acho que... — Foi interrompido por Skyler o beijando. Okay, aquilo era o ponto final.
– Eu não bebi nada. — Repetiu sorrindo de um jeito fofo, mas que para Matthew, foi bem sexy.
Mudou do posição com Skyler, o pegou pela cintura e o jogou para o lado da cama. Retirou a camisa tão rápido que nem sabia como poderia fazer daquele jeito.
– Sabe, talvez eu que tenha que dizer que você pode pedir para parar se não quiser... Mas não vai.
Skyler riu alto, jogando a cabeça para o lado e deixando o pescoço à amostra. Matthew olhou para lá e mordeu o lábio inferior.
– Feliz aniversário, Matt. Já pode usar seu presente. — Abriu os braços e dessa vez Matthew que o beijou.
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