Greggory Field: A Vingança

1 Capítulo 1 (Prólogo) - Detalhes Fazem a Diferença


Notas iniciais
Olá meus amores! Vocês não fazem IDÉIA de como eu senti saudades de vocês! Mil desculpas pela minha demora, mas eu estava muito enrolada com coisas da escola e eu comecei a escrever outras duas fanfics, mas deixei de lado temporariamente para me dedicar exclusivamente a esta. Queria agradecer à todos que leram a outra Fanfic, todos mesmo, e aos novatos, sejam bem vindos, espero que eu satisfaça a vontade de vocês.
P.S.: Essa estória está com o TRIPLO de suspense da outra.
Boa leitura, até lá embaixo.

Eram altas horas da madrugada quando os guardas ouviram uma explosão. Uma chuva rala caia sobre os homens, mas eles não ligavam, afinal, já haviam passado por coisa muito pior. Quase todos resolveram verificar a origem do estrondo, deixando apenas cinco guardas na entrada. Não que a movimentação lá fosse preocupante, muito pelo contrário; nada acontecia. Em geral, tudo era calmo e monótono naquele lugar, por isso deixaram tão poucos seguranças no local.

Brion Warrior era um dos que foram checar o que tinha acontecido. Pegaram suas lanternas e suas armas de choque – não tinham permissão de usar armas realmente letais ali-.

- Aposto que foi um gerador. Não pode cair uma gota d’agua nesta espelunca que as coisas já começam a fraquejar. – disse um homem, e algum outro riu e concordou.

Por alguns segundos, Brion acreditou que essa explicação seria plausível, entretanto, quando se deu conta, já era tarde demais. Eles optaram por dividir-se, para investigar. Ninguém fazia muito caso da situação. Uns até contavam piadas conforme andavam. Aos poucos, as vozes foram ficando mais baixas de acordo com a distancia que tomavam. Como ele era o verdadeiro responsável do local, resolveu ir sozinho para o lado leste.

A única coisa de que ele se lembrava, era uma voz áspera e debochada cortando o ar gélido da noite:

- Disseram que eu “merecia perecer aqui para sempre”... Mas, se eu realmente devia, não estaria conseguindo realizar meu plano, certo? – ele olhou ao redor e viu que havia umas trinta sombras que o cercavam. Mesmo assim, ele não se demonstrou intimidado. – Você acha mesmo que seus capangas são páreo para nós? – foi ai que Brion notou que havia outra silhueta nas trevas, postada ao lado do dono da voz que havia dito aquilo.

PAC.

Um vento forte o derrubou fazendo-o cair no chão com o impacto. Ele pensou em chamar socorro, mas já era. Tudo o que Brion vislumbrou, em seguida, foi a escuridão.

***

- O que houve com você? – perguntou-lhe uma voz jovem, porém familiar. Brion desconfiou que ela pertencesse ao seu parceiro, policial Jones. Sua cabeça latejava e seu corpo doía. Ele estava se sentindo um caco. Parecia que um caminhão tinha passado por cima dele.

- Eu não... Eu... Eu não me lembro muito bem... – confessou, esfregando a cabeça. O ato provocou muita dor, e o fez urrar. Em seguida, ele abriu os olhos. A luz que tinha naquele lugar era muito forte, então tornou a fechá-los. Aos poucos, ele iria acostumar-se com a forte iluminação.

- Ora, vamos, esforce-se. Ontem. O que aconteceu ontem? – perguntou o outro, novamente. Ele iria insistir, afinal, precisava investigar.

- Jones, estou te dizendo eu não me recordo! – Brion falou, agora mais irritado. – Você poderia me dizer o que você encontrou de errado aqui?

- Um soldado foi morto. Era o temporário, o Flynn. Tão novo... E dois... Dois Elementos fugiram. Eles eram inteligentes. Eles sabiam que o temporário era o mais fraco, e resolveram atacá-lo... Mas eu ainda não entendi direito como eles conseguiram ter alcance ao Flynn... E como eles conseguiram fugir. Por isso eu preciso saber exatamente o que aconteceu.

- Se eles eram Heróis... É lógico que eles iriam usar seus poderes em mim, para que eu não me lembrasse de nada, sem deixar vestígios para investigarmos. – Brion disse, agora abrindo os olhos e botando-se a pensar. – Quem fugiu?

- Dois de celas diferentes. O 0056 e o 0083. – Jones explicou-lhe.

- Mas... Eles estavam isolados. Como eles conseguiram entrar em contato um com o outro?

- É isso que todos nós queremos saber. – disse uma nova voz vinda da porta. Era Roger Payne, o diretor da Associação de Ajuda aos Heróis, também conhecida como A.A.H. Agora, ele localizava-se na Sede da Associação. – Conseguiu alguma pista, Michael?

- Não. Parece que eles apagaram a memória do Warrior. – disse Jones, com o desapontamento expresso na voz.

- Eu... Acabei de me lembrar de uma coisa... Algo que um dos dois me disse... – disse Brion, meio confuso. – Ele disse que... Que as pessoas falaram para ele que ele devia apodrecer aqui... Mas... Se ele realmente devia, seu plano não estaria saindo de acordo com o planejado... E depois disse algo sobre meus capangas... Que eles não eram páreo para ele.

- Isso não faz o menor sentido. – Jones disse, pensativo.

- Mas é claro que faz! Ele disse que... – Roger interveio, porém, Jones ainda não tinha concluído.

- Não. Não é o que ele disse. É o que ele fez. O Elemento usou os poderes para fazer com que Warrior esquecesse uma parte da fuga... Mas deixou a outra bem clara na cabeça dele... Ele não seria tão descuidado...

- A menos que... – Brion falou.

- Ele quisesse que a gente soubesse desse detalhe. – Roger concluiu. Ele pensou por mais alguns instantes. — Certo, Brion, acho que encerramos por aqui. Descanse, você já se esforçou o suficiente. Michael, me acompanhe. – pediu, sinalizando Jones. Os dois saíram da sala e deixaram Brion sozinho.

Ele queria estar no caso, odiava ficar parado. Sentia-se inútil. Porém, infelizmente, ele fora atingido, e precisava de cuidados. Depois de vários minutos ele percebeu que estava na Ala Médica da Prisão. Era o “Hospital” mais próximo.

Assim que Roger saiu da sala, a primeira pergunta que ele fez para Jones foi:

- A prisão fica a quantos quilômetros da Sede?

- Mais de mil, senhor. – Jones respondeu-lhe.

- Ainda não é seguro.

- Demoraria mais de uma semana se quisessem chegar até lá a pé. De carro, cerca de um dia...

- E de Micro-Jato? Aqueles novos, que vocês tinham projetado? Daqui até o Galpão de Recém-Criados, quando tempo?

- Menos de cinco horas, senhor... Você não acha que...? – Jones perguntou, mas ele próprio se interrompeu. Não seria possível.

- Mande checarem lá. AGORA. – Roger ordenou.

Jones apertou o ponto que estava em sua orelha e segurou com firmeza o microfone preso a sua blusa. Ele murmurou algumas coisas, códigos, e comandos. Passados alguns minutos, ele recebeu uma resposta.

- E então? – Roger tornou a perguntar.

Jones estava pálido.

- O Galpão foi violado, senhor.

Notas finais
Entendedores entenderão. Pois bem, vai funcionar assim: Eu postarei, por enquanto, um capítulo novo a cada semana. Não tenho dia certo para postar, mas raramente postarei as terças e as sextas. Espero que tenham gostado do meu novo jeito de escrever, eu acho que eu aprimorei muito minha ortografia, desde "Desvendando o Passado". O próximo capítulo será: "Capítulo 2 - A Fábula do Pequeno Inventor".