Greg and The Sour Cream
6 Capitulo 6
Notas iniciais
—Bem, aquele era o sábado do tudo ou nada. Greg dizia. -Eu estava tremendo mais do que uma vara verde, o plano estava completo e cada um tinha uma parte importante, dentro de suas ‘Habilidades’. Greg fazia o gesto de aspas com as mãos.
—Qual era o plano então? Steven perguntou.
—Na verdade, era simples. Greg admitiu. -Mas tudo tinha que sair perfeitamente. Greg então começou a improvisar no violão a música ‘Born to be Wild’ enquanto contava história. Jenny se disfarçaria de um dos auxiliares de palco e iria montar os instrumentos antes do previsto de acordo com as nossas próprias afinações, instrumentos esses que pertenciam a Radio Love, mas eles nem iam saber. Roger usaria de sua popularidade para atrair o público para o palco antes do show principal. Como? Ele usaria de seus... Err... Amigos, para passar a informação que haveria um show antes do previsto, o que seria as seis, passaria para as cinco. Joe ficou com a parte de atrasar os garotos da outra banda, ele tinha seu próprio plano então a gente não se intrometeu, como segundo eles eu era o líder da banda, me incumbiram da tarefa mais delicada, eu precisava distrair os monitores com algo bem... perigoso.
—O que? Perguntou Steven.
—O palco foi montado no começo do campo de futebol, os desfiles seriam no campo, as pessoas poderiam ir a arquibancada e assistir os desfiles e em seguida o Show. Mas no lado oposto ao campo, não tinha ninguém, enquanto as pessoas estavam distraídas eu iria agir, exatamente as 4h e 45minutos eu iria até o lixo que ficava bem depois do campo, já na cerca que limitava o campus escolar, e bem, atearia fogo.
—Fogo?! Exclamo Steven. -Isso é perigoso!
—Na hora que montamos o plano, não pensamos em mais nada. Greg se justificava. -Precisávamos de algo grande para distrai-los.
—Eu não acho que essa foi a melhor ideia de vocês. Steven desaprovava. -Você podia ter se machucado!
—Podia mesmo, a gente não prestava, lembra?
—Estou vendo. Steven cruzou os braços.
A Sour Cream iria se encontrar no estacionamento, nas ultimas vagas, quase chegando na parte de trás do colégio, onde aconteceriam as apresentações, às 11 horas. Roger, Jenny e Joe já estavam lá e esperavam Greg aparecer, que para a surpresa deles, chegou dirigindo uma van de cor branca. Greg estacionou a van e desceu do veículo para encontra-los.
—Greeg! Disse Roger animado. Essa van é sua?
—Desde quando tem um carro? Jenny perguntou.
—Eu o comprei ontem. Greg se encostou no carro. -Bem legal né.
—É verdade. Concordou Jenny com um sorriso.
—Foi a primeira vez que o vi sorrindo de verdade, sabe, um sorriso alegre, não um sorriso de quem está rindo da desgraça dos outros.
—Wow, legal. Steven disse.
—Bem, eu achei bem estranho, era um sorriso completamente torto e sinistro.
—Bem, ele tentou pelo menos.
—Há! Vejam isso. Joe mostrou a eles uma grande faixa, ele desenrolou e viu bem grande o nome da banda deles escrito em letras garrafais. — Bem legal, né? Hiley fez para gente ontem a noite.
—Wow, ficou muito bom. Disse Greg, até ler melhor. -Mas tá escrito ‘The Sour Cream’, é só ‘Sour Cream’.
—Agora é tarde. Joe disse rindo.
—Ficou boa mesmo. Jenny consentiu.
—Joe querido. Roger disse. -Você e Hiley estão...
—Não estamos. Joe disse. -Eu não quero apressar as coisas, tipo ela é bem legal, depois que você conhece melhor.
—Joe, você não está apresando nada. Roger disse emburrado. -Você está é atrasado. Ela gosta de você, não tem mais mistério, tem? E pelo que eu estou vendo, você está gostando dela, por que não dá uma chance?
—Só não quero acelerar nada, vou indo com calma e ver no que dá.
—Ele E hiley começaram a namorar na outra semana, segundo o próprio Joe. Greg disse a Steven. Depois disso nunca mais duvidei de Roger quando o assunto era amor.
—Caras. Disse Joe pensativos. -Somos mesmo uma banda agora? Tipo, uma banda seria?
—Eu não colocaria nesses termos. Roger protestou. -Olha a bagunça que a gente planejou fazer hoje.
—A gente pode ser expulso. Jenny comentou.
—E que maneira, mas épica de ser expulso botando esse plano em ação?! Joe disse animado.
—Eu não quero ser expulso. Disse Greg.
—Uma atitude madura pai? Que surpresa. Steven disse em um tom irônico.
—Você sabe, eu posso fazer isso as vezes.
—Eu também preferia não ser. Jenny disse. -Mas chegamos longe para desistir, não concordam?
—Pura verdade. Roger disse. -Eu não poderia mais me encarar sabendo que me acovardei agora.
—Isso! Disse Joe animado. -Colocaremos nosso plano em ação. Greg, espere a hora certa e faça o que precisa ser feito.
—Certo! Disse Greg.
—Então não vamos perder mais tempo, vamos! Todos foram para uma direção e Greg ficou ali pensando sobre o que estava prestes a fazer.
Greg andava por aí e tentava se divertir, bem, tentava, além da ansiedade, estava bem tudo bem chato, haviam apresentações cientificas na parte de dentro do colégio, fora tinha bastante trailer vendendo comida, e algumas barracas com jogos para ganhar prêmios tipo pelúcias e coisas afins. Estava tudo bem cheio de gente e bem sem graça. No palco, ele viu Jenny de boné e óculos escuros, arrumando os instrumentos. Greg então decidiu procurar algum conhecido, em especial Ray que estaria se apresentando hoje com os times. Não foi muito difícil de achar a garota, ela estava com as demais jogadoras do time, o uniforme era branco e tinha linhas da cor dourada o nome de Ray estava escrito em dourado e o número 9 estava abaixo dele. Foi uma das poucas vezes que Greg viu Ray de cabelos soltos no colégio, eram grandes e desalinhados e batiam nas suas costas, tinha uma franja que passava próxima ao olho direito apesar da diferença, ela continuava de óculos. Ela estava conversando animada com suas amigas igualmente altas, como ela, até que avistou Greg e foi até ele.
—Hey Greg. Ela o recebeu com um abraço. -Como está o homem da guitarra hoje.
—Bem... Greg a abraçou de volta. -Nervoso.
—Não era para menos. Ela o soltou e olhou para ele. -Mas vai dar tudo certo, você vai ver.
—Sim. Greg desviou o olhar. -Eu espero.
—Aliás, Joe mostrou a faixa que eu fiz para a banda, passei a noite toda fazendo.
—Foi você? Joe disse que foi Riley.
—É, foi ela mesma. Ray sorria sem graça. -Eu pensei que você ia cair nessa. Greg começou a rir. -Eu dormi na casa dela ontem, pensei em ajudar, mas eu só assisti um filme e depois dormi.
—Imaginei. Greg disse. -Isso é bem você.
—Então Greg, quer fazer alguma coisa, aqui tá bem chato.
—No que você pensou?
—Bem, tem umas barracas com jogos, e comida, a gente joga, e que perder paga o lanche do outro, que tal?
—Ray, eu sei que você vai ganhar esses jogos. Ele cruzou os braços. -Você tem uma mira muito melhor que a minha.
—Isso me parece uma desculpa de quem vai perder. Ela disse em tom provocante.
—Sim eu sei que vou, então já estou caindo fora desse seu plano.
—Tá bom então. Ela se conformou. -Que tal assim, você paga os jogos e eu o lanche.
—É, sendo assim, tudo bem. Ray pegou Greg pelo braço.
—Então vamos logo, daqui a pouco é a apresentação dos times.
Era uma situação engraçada, Ray era maior que Greg e o arrastava sem esforço para a barraca com os jogos. Como se ele fosse uma criança perto da mãe.
Greg fez bem em não aposta com ela, por que a garota ganhou dele em todos os jogos que eles jogaram, ela acumulava prêmios enquanto Greg apenas gastava seu dinheiro. Quando o dinheiro de Greg estava preste a acabar, a garota se cansou dos jogos.
—Qual é Greg. Ray disse. -Você não está mais nem tentando.
—Eu disse. Ele disse rindo. -Você é muito melhor que eu.
—Ah, ok, ganhar de você está me cansando, vamos comer algo.
—Certo. Assentiu Greg aliviado.
Eles foram até um dos trailers que vendia sorvete e sentaram-se em uma das mesas disponíveis, os dois comiam e conversavam alegremente.
—... Eu te disse, a capitã do time pegou ela pelo braço e deu um beijo nela na frente de todo mundo.
—É serio? Greg ria enquanto comia.
—Pois é, eu fiquei, caramba, a capitã parecia não ter sentimentos até 5 minutos atrás, mas eu tenho que ser honesta, elas são muito fofas juntas.
—Estou vendo. Greg ria.
—Então. Disse ela. -Está menos nervoso.
—Um pouco menos na verdade.
—Bom, então meu trabalho aqui está completo.
—Perai, você ficou esse tempo todo comigo, só pra eu me sentir melhor.
—Bem, foi isso mesmo. Ela juntou as mãos. -Deve ser bem complicado essa coisa toda de apresentação e tudo mais, espero ter ajudado.
—Poxa, eu nem sei o que dizer.
—Não diga nada, apenas faça um bom show, a garota disse escondendo o rosto vermelho.
Quando terminaram o sorvete, Ray pagou a conta e os dois caminhavam sem rumo, apenas aproveitando a presença um do outro. Estavam andando quando pararam para ver a banda marcial ensaiando, eles tocavam uma versão cover de ‘Lovesong.’
—Lembro dessa música por que Ray fazia questão de sempre me lembrar. Disse Greg a Steven.
—Por quê? Perguntou Steven.
—Não darei spoiler da minha outra história.
Enquanto ouviam, Greg involuntariamente pegou na mão de Ray, a garota se virou para ele, Greg se assustou com sua própria atitude.
—M-me desculpa Ray, eu...
—Não Greg. Ela respondeu. -Tá tudo bem.
—Quer que eu solte...
—Não. Ela se virou para a banda. -Está... tudo bem.
Eles ficaram assim, até essas e muitos outras músicas tocarem, o tempo parecia voar, mas Greg pouco se importava. Não sabia dizer se era a sua mão que estava suada ou a dela, e tentava disfarça a tremedeira de pernas, ainda sim, ele estava gostando daquilo tudo.
—Greg. Ela se virou para ele com o rosto avermelhado.
—O que? Ele respondeu.
—Faltam meia hora para o seu show.
—O que?! Greg deu um salto para trás.
—É sério. A garota caiu na risada. -Você precisa se preparar.
Greg lembrou-se de sua missão antes do Show e que deveria fazer isso no horário certo.
—Ray, eu preciso ir.
—Eu sei. Ela assentiu com a cabeça. -É bom eu ir indo também.
—Obrigado Ray. Greg disse com brilho os olhos. -Você realmente me ajudou muito.
—Nada que você não daria conta, então... até depois do show.
Greg ficou sem saber o que fazer para se despedir, devia abraça-la, dar as mãos, beija-la...
Antes que ele se decidisse, a garota deu um forte soco no braço dele.
—Vai logo mermão! Ela berrou. Greg colocou a mão em cima da parte do braço que foi golpeada e começou a rir.
—Até já Ray, a gente se ver depois do show.
—Até Greg, boa sorte.
Greg tinha uma garrafa de álcool em mão e um isqueiro, e olhava fixamente para o lixo, sabia que depois daquilo não teria mais volta, ele provavelmente seria expulso, como iria explicar isso para sua família? Por que para os demais era uma decisão tão fácil, e para ele não? Greg tinha comprado a van, era para ele e a banda, mas ainda assim, ele não parecia estar totalmente convencido de seu destino musical.
—Greg? Uma voz masculina e familiar veio de trás, Greg escondeu o álcool e o isqueiro nas costa e se virou.
—Andy?! O que faz aqui?! Greg disse catatônico. Andy ainda estava completamente roxo, mas parecia melhor do que da última vez que o viu.
—O que você faz aqui? Encarrando o lixo?
—N-Nada, eu estou só... tomando folego. Andy estranhou aquilo tudo mas resolveu ignorar.
—Roger me contou do Show, você não devia está no palco?
—É bem, eu estou só me preparando, em um lugar sem ninguém, só pensando, sabe?
—Greg, você mente muito mal. Andy cruzou os braços. -O que veio fazer aqui de verdade.
—Andy, eu... Preciso fazer isso, eles não deixaram a gente tocar. Greg disse cabisbaixo. -Então, a gente fez um plano que...
—Isso atrás de você? É álcool?! Você vai pôr fogo nisso?!! Andy Berrou.
—Shhh... Quer que todo mundo saiba?! Greg tentou sussurrar, mas mais parecia um grito.
—Greg, isso é loucura! Andy colocou a mão na cabeça. -Você não pode fazer isso!
Greg respirou fundo, todos eles, Roger, Jenny e Joe estavam contando com ele, se arriscando também, não havia mais tempo para indecisão.
—Eu preciso Andy. Me desculpe...
—Greg... Não posso te impedir, não depois da surra que eu levei, mas pense, isso tudo vale a pena, você vai troca o seu futuro por...
—...Por tudo que eu sempre quis! Greg completou. -Lamento Andy, mas agora é tarde.
—Você não... eu não... AH! Boa sorte para você seu cabeça oca.
Andy então virou as costas e foi embora, Greg jogou o álcool sobre as grandes sacolas de plástico pretas acendeu o isqueiro e jogou entre os sacos, o fogo rapidamente começou a se alastrar.
‘-Meu caminho. ’ Ele pensou. ‘-Meu momento. ’
Greg então correu para o palco e no caminho viu uma multidão reunida perto dos times, quando se aproximou viu Ray sentada no chão com as mãos no tornozelo com uma expressão de dor, e o time de basquete todo em volta dela, uma a abraçando, a outra a abanando com uma toalha, pareciam todas preocupadas. Quando ele pensou em se aproximar, ela olhou para ele e piscou, ele demorou para entender que ela estava ganhado tempo para eles.
—Como ela sabia? Steven perguntou.
—Roger a contou. Greg explicou. -Ela estava completamente envolvida no plano, ela até ajudou a planejar algumas coisas junto com Riley.
Greg se dirigiu ao palco e viu todos os monitores indo em direção oposta, comentando sobre um possível incêndio. Quando chegou, viu Joe e Jenny na escadaria conversando.
—Hey Greg, e ai? Deu certo? Joe perguntou.
—Você esta vendo algum monitor por aqui? Greg disse sorridente.
—É verdade. Jenny confirmou.
—Tudo certo. Joe disse. -Só falta o Roger.
—Você colocou a faixa com o nome da banda no palco? Greg perguntou.
—Está lá, mas está enrolada. Jenny disse. -Antes de começar, é só desenrolar.
—Certo, Certo. Joe disse irritado. -Vocês viram o Roger?
—Estou aqui amores! Roger apareceu com um grupo de cinco meninas que o seguia, eram garotas bem bonitas e elas riam bastante, todas estavam com uma faixa branca no braço. Parecia que alguém tinha contado uma piada engraçada.
Talvez tenha te passado despercebido Steven. Greg colocou uma das mãos na caixa e tirou do fundo um lenço branco.
—Ahh! Nunca que eu iria reparar isso.
—Roger fez uma espécie de... Espera, eu vou explicar.
—E ai. Joe o saudava. -Quem são essas?
—Essas sãos Sussie, Jennan, Marley e... bem... suas amigas, e elas serão nossas seguranças nessa tarde.
Todos ficaram calados.
—Isso é sério? Disse Joe.
—Seríssimo, que tipo de monstros tentariam invadir o palco com garotas tão lindas nos defendendo. As garotas começaram a rir. -Tem mais, aqueles monitores nem conseguem falar com garotas, quanto mais passar por elas.
—Bem pensado. Joe disse sorrindo.
Greg se virou e viu que várias pessoas se aglomeravam na frente do palco.
—Não sei o que você fez Roger. Disse ele. -Mas deu certo.
—Claro que deu. Roger disse orgulhoso de si. -Enfim, não vamos deixar nosso público a esperar, não é?
Eles subiram ao palco e Jenny desenrolou a faixa com o nome da banda, que pendia o palco. Ele se dirigiu para as tomadas e começou a liga-las.
—Jenny, a afinação tá correta? Roger perguntou.
—Do jeito que vocês pediram.
—Greg pegou uma guitarra Fender Stratocaster branca com vários corações desenhados nela.
‘-Radio Love.’ Greg pensou. Jenny terminou de ligar as tomadas. Greg e Roger iam testando as Guitarras para ver se estava tudo nos conformes, Joe foi para frente do palco, as pessoas já estavam em êxtase comentando sobre o que podia estar acontecendo.
—Jenny? Greg perguntou. -Como você se Livrou dos outros auxiliares?
—Joe me deu uma boa ideia. Jenny disse apontando para o bastão de Baseball perto do microfone principal.
—Você bateu neles?! Greg exclamou.
—Só assustei.
—Você é demais Jenny! Roger disse animado.
O gótico não se deu o trabalho de responder, foi a bateria e testou o som. Roger acenava para as pessoas lá em baixo, o que fazia elas gritarem.
—Conto com vocês meninas! Roger disse se virando as seguranças da banda.
—Sim Roger! Elas responderam em coro.
—Esse daí que é o seu Hare... digo, corte? Joe perguntou.
—Hum, você é um garoto esperto Joe. Ele respondeu em um tom irônico.
Greg tentava reconhecer algum rosto, porém não achou ninguém conhecido lá em baixo. Mas isso não importava, sentia seu coração pulando de seu peito, suas pernas tremiam e ele suava bastante. Greg e Roger já tinham ligado seus instrumentos aos amplificadores, testavam alguns acordes, parecia tudo certo.
—Joe, testa o microfone para ver se está funcionando. Joe então se virou para o microfone.
—EAEW ESCOLAA!! A voz de Joe ecoou pela escola toda. Todos que estavam lá se animaram, mais gente de longe vinha para ver o que estava acontecendo.
—É, parece que está sim! Joe disse. -Nós somos a Banda The Sour Cream!
‘-É só Sour Cream.’ Greg pensou.
—Esse são Greg, Roger, jenny e Joe! Ele disse apontando para cada um respectivamente, inclusive para ele mesmo. -Estamos aqui contra a vontade do diretor bundão para fazer vocês dançarem! Todo mundo começou a rir.
—Hah! Ele disse isso na frente de todo mundo? Steven ria bastante.
—É, não era só você que achava ele um bundão.
—Então vamos lá pessoas! Joe levantou o punho. -Com a gente!
Well, everybody's heard about the Bird!!
Baby, bird, bird, Bird!
Bird is the word!
Baby, bird, bird, Bird!
Bird is the word!
Baby, bird, bird, Bird!
Bird is the word!
Don't you know about the bird?
Well, everybody knows that the bird is a word!!
Surfin’ Bird não era uma música difícil de se tocar, então Greg podia observar o que acontecia enquanto tocava, ele riu quando viu Joe cantando e se movendo tão pouco em torno do pedestal do microfone, parecia que ele não estava nem ai para aquele show sua voz oscilava as vezes mas não era ruim, deixava a canção mais natural, viu Roger dançando junto com o baixo, e as pessoas seguiam sua deixa lá em baixo e dançando também, Greg foi mas para a beira do palco para ver melhor, estava se sentindo satisfeito, parecia que estavam todos gostando, mais gente vinha de longe de todos os tipos, dos descolados aos punks, dos nerds aos esportistas, tinha muitas pessoas que estava pulando e dançando na frente do palco e outras mais no fundo que estavam observando o show, ‘-Ao menos não passamos despercebidos.’ Ele pensou.
Eles fizeram uma pausa na música para deixarem Jenny fazer um pequeno solo de bateria, como no ensaio, e depois Joe e os demais voltaram para a canção.
Nesse momento Greg avistou o diretor bundão...
—Digo. Greg se consertou. -Diretor Jaroussky.
Nesse momento Greg avistou o diretor Jaroussky, saindo pela porta dos fundos da escola tentando desafrouxar a gravata com o rosto rubro de raiva. Olhando em todas as direções como se procurasse alguém.
—SURFIIIINN’ BIIRRRDDD!! Joe Gritava para encerrar a primeira canção. O aplauso era grande e Greg se sentia completamente satisfeito por estar ali, valeu a pena sim ter feito tudo que fez.
—Obrigado! Joe Gritou e mais aplausos vieram, agora parecia ter uma multidão em torno do palco, como se toda a escola estivesse ali. Por um momento, Greg não sentia seus dedos e parecia ter voado pelo céu e ter aterrissado agora naquele palco.
—Greg, você acha que o Joe decorou a outra música.
—Cuidei disso. Jenny apontou para os pés de Joe, o que na hora pareceu um papel qualquer, era a letra da música, o que era perfeito por que Joe estava sempre de óculos escuros, e disfarçava perfeitamente o fato dele está lendo. Joe olhou para eles e fez um sinal de positivo.
—E então pessoal mais uma?! Joe perguntou ao público e este respondeu com um grito alto.
—Então vamos lá! Manda Ver Greg!
Greg então começou a tocar a abertura de Dancing With Myself e foi seguido pelos demais, essa era mais complicada para Greg, que precisava ter mais atenção para não errar. Joe aqueceu a voz e começou a cantar.
On the floor of Tokyo!
Or down in London town to go, go!
With the record selection!
With the mirror reflection!
I'm dancing with myself!
Greg sem perder a concentração olhou para o público frenético, dançando na sua frente, ele se sentiu no ar de novo, como se estivesse bem longe mais ainda assim, em cima do palco, Greg sentiu vontade de dançar com a música, e mesmo que timidamente fazia isso, sem perder o ritmo e a concentração, nem o vislumbre dos monitores ao longe iria estragar esse momento.
When there's no-one else in sight!
In the crowded lonely night!
Well I wait so long!
For my love vibration!
And I'm dancing with myself!
Para a surpresa de Greg, Joe foi até ele e o pela gola de sua camisa puxou para perto do microfone colocou o braço em volta do pescoço de Greg para que ele cantasse o refrão junto com ele, Roger foi com os próprios pés até lá e os três cantaram juntos.
Oh dancing with myself!
Oh dancing with myself!
Well there's nothing to lose!
And there's nothing to prove!
I'll be dancing with myself!
A música seguiu, Greg ariscou até um pequeno solo que foi bem recebido pelo público, ele ouviu um barulho vindo de trás, tinha vários monitores tentando subir as escadas e várias garotas que não deixavam isso acontecer. Greg não ligava mais para nada, e apenas lembrou do que o professor Mike disse sobre ouvir o universo chamando seu nome.
‘-Eu acho que é isso que ele quis dizer.’ Pensou ele.
Oh dancing with myself!
Oh dancing with myself!
If I had the chance
I'd ask the world to dance!
If I had the chance
I'd ask the world to dance!
If I had the chance
I'd ask the world to danceeee!!!
A música terminou e os monitores estavam quase alcançando o palco, se espremendo para passar por entre as garotas. Em um momento de completa aleatoriedade, Joe pegou o taco de Baseball e rebateu o microfone em cima do pedestal, fazendo ele voa para longe. Os demais ficaram sem reação, mas ao verem os monitores se aproximando eles voltaram a si.
—Eu vou é correr daqui! Roger soltou o baixo no chão, saltou do palco para público e ele caiu em pé na frente de todos, então seguiram o exemplo e saltaram também, correram o máximo que conseguiam, em direção ao estacionamento em meio a uma chuva de aplausos, e com vários monitores correndo atrás deles. Eles então correram como se não houvesse amanhã, Joe estava morrendo de rir da situação, apesar de não ter parado de correr. O riso foi contagiante e os quatro estavam rindo de si mesmo correndo de um bando de outros alunos fardados.
—Não parem! Roger disse. -A gente está quase chegando!
—A gente vai fazer o que? Jenny perguntou enquanto corria. -Não tem como a gente chegar na saída só correndo!
—Temos a van! Greg disse esbaforido.
—É verdade. Roger disse sem folego. -Corram mais rápido!
Os quatro chegaram na van, Greg destravou as portas dos fundos e as demais, eles conseguiram todos entrar e Greg saiu catando pneu para longe dos monitores que ficaram ali plantados.
—Vocês acreditam nisso? Roger disse animado.
—Conseguimos! Greg Gritou enquanto dirigia.
—Seremos expulsos! Jenny disse.
—Mas conseguimos! Greg Gritou mais alto.
—Vocês têm que definir prioridades. Roger disse tentando se acalma. -O que eu direi a meus pais?
—Você vai dizer que você é o maior comedor de todo o instituto Marshall! Joe Gritou.
Todos começaram a rir.
—Eu não acredito que você quebrou o microfone do palco. Jenny disse.
—É, foi improviso, eu tenho que admitir. Joe tirou o casaco de couro, estava quente dentro da van.
—É uma pena, eu gostaria de ver o show da Radio Love. Greg disse sem tirar os olhos da estrada.
—Você primeiro ia que ter que encontrar o baixista. Joe disse rindo.
Todos ficaram sérios.
—O que você fez com ele? Roger disse preocupado, tirando seu blazer azul e puxando um leque do bolso do casaco.
—Nada, ele tá no meu armário. Joe disse.
—É sério? Greg perguntou.
—Sim, vão precisar de um chaveiro também para tirar ele de lá por que eu troquei o cadeado.
—Ah, menos mal. Roger disse enquanto se abanava. -Eu pensei que você tinha feito algo idiota, tipo bater nele ou pior.
—Não... Imagina... Joe disse indiferente.
—Você bateu nele né? Jenny questionou.
—Com certeza. Joe colocou as mão no bolso. -Pode fumar aqui dentro?
—Pergunta ao Greg.
—O que é essa caixa de papelão aqui dentro. Joe perguntou.
—São os filmes de Jenny. Este então, quando ouviu isso, rapidamente pegou a caixa.
—É, talvez tenha valido a pena ser expulso.
Eles iam rindo e se divertindo pelo caminho que seguiam.
—Aliás. Roger parou para pensar. -Para onde estamos indo?
—Para o caminho das estralas. Greg anunciou. -É para lá que iremos.
—Olha o Greg universo ai. Joe ironizou. -É o guitarrista dos cosmos e espaços.
—Pode crê! Greg disse.
—Por que parece que estamos dando volta nesse quarteirão? Jenny perguntou.
—Bem... Greg coçou atrás da cabeça. -Estamos dando voltas na quadra da minha casa.
—Fala sério Greg. Joe protestou.
—Que decepção. Jenny disse.
—Vocês querem comer alguma coisa. Roger guardou o leque no bolso. -Menos o Greg que gastou o dinheiro todo com a garota dele hoje.
—Como você sabe? Greg perguntou com o rosto avermelhado.
—Ela me disse ue. Roger disse com um largo sorriso.
—Vocês namoram? Joe perguntou.
—Não. Greg sentiu um calafrio. -Eu bem queria.
—Coitada da garota. Roger disse.
—Como assim? Greg perguntou.
—Só falta ela se jogar em cima de você, por favor Greg! Você está parecendo o Joe.
—Ei! Joe protestou.
—Vamos naquele Billy Burguer lá da Praça. Jenny disse mudando de assunto. -É bem barato.
—Eu pago o seu Greg. Joe disse. -Você fica me devendo.
—Certo. Greg assentiu e acelerou para lá.
—Então foi isso Steven. O que achou?
—Foi incrível, mas tipo, o que aconteceu em seguida?
—Em resumo, passei o resto da semana escondido no me quarto com medo de Andy contar o que aconteceu para meus pais, mas isso não aconteceu, Ray foi me visitar no domingo, disse que não pode ver o show por que estava fingindo ter torcido o tornozelo, mas que ouviu as músicas e adorou. E na segunda eu fui para a aula.
—E? Steven disse apreensivo.
—E não, eu não fui expulso.
—Como? O garoto questionou.
Na segunda enquanto se dirigia ao bloco principal, Greg foi surpreendido pelos monitores levado a sala do diretor Jaroussky, os outros três já estavam acomodados nas 3 das 4 cadeiras que estavam na frente da escrivaninha do diretor, esse estava sentado nela olhando para os 3. Uma música clássica tocava ao fundo, era uma sinfonia de horror para eles.
—Senhor Demayo, sente-se. Greg se sentou sabendo que ia acontecer o pior, nem ousou olhar para os demais, apenas se sentou e abaixou a cabeça.
—Alguém de vocês tem ideia do que aconteceu sábado? Do que vocês fizeram, além de desrespeitar minha autoridade como diretor e administrador dessa instituição e me xingar, claro! Vocês, atacaram um aluno e o trancaram em um dos armários, destruíram patrimônio da escola incendiaram uma área comum do colégio, botando em risco suas próprias vidas e a vida de outros alunos e coagiram os demais estudantes a ajudarem vocês nessa bagunça irresponsável. Ele juntou as mão e olhou para cada um.
—Não me dá nenhum prazer expulsar alunos, mas isso requer medidas drásticas, alguém aqui tem algo a declarar?
—Eu tenho diretor Jaroussky.
Uma senhora de preto vestido, casaco e chapéu, apareceu na porta. Joe deu um tímido sorriso e os três outros garotos olharam para ele.
—Dona Vilma não há o que você possa fazer aqui pelo seu neto delinquente e por esses outros três igualmente maus elementos.
—Não, então me diga, que prova você tem que foram eles que incendiaram o lixo?
—Bem, mas não é preciso de...
—Claro que é preciso diretor, com todo o respeito, você está caluniando meu neto e agora está caluniando a mim, não gostaria de ter de levar isso a um tribunal, gostaria.
—Não senhora, mas...
—Destruir patrimônio escolar? Meu caro diretor, eu financio sua escola a décadas, quebrar um microfone não pode ser causa de expulsão, não é?
—Bem, não... Mas a agressão a...
—Me poupe diretor, não é a primeira vez e nem a última que alunos vão se digladiar e se trancarem em armários, não é só por que fizeram isso com você na sua época que você pode simplesmente punir outros alunos para descontar isso.
Joe começou a rir e o diretor olhou para ele com a cara de ódio mortal, a velha então foi até ele e lhe deu um tapão na cabeça.
—Se bem que eles jamais aprenderão sem disciplina, pode os castigar, mas expulsão seria demais, não acha?
—Ouso isso a muito tempo dona Vilma, e seu neto mesmo jamais mudou o comportamento.
—Verdade, então faremos um trato diretor, não os expulse, e de oportunidade para que eles toquem nos festivais escolares e afins, e eu lhe garanto que o comportamento deles irá melhorar.
—E se não melhorar? O Diretor questionou.
—Expulse os 4, mas eu lhe digo, se deixar eles expressarem a música dentro de si, eles vão de água para o vinho, pode acreditar.
—Pois bem, pelo respeito que tenho pela senhora, aceitarei a proposta, vocês 4 estão suspensos por 2 semanas, e estarão na detenção todas as sextas até o fim do ano letivo. Estamos entendidos?
—Sim senhor, os quatro responderam. A Senhora então abriu a porta.
—Saiam todos. A senhora disse autoritária. -Nos vemos no final do mês diretor.
—Nos vemos. O diretor consentiu com a cabeça.
—No fim, a gente descobriu que Joe morava com a avó, e que ela era parente dos fundadores da escola e havia contribuído a anos com dinheiro para a instituição Marshall.
Os quatro saíram pela porta e andavam pelo corredor, Roger abraçou Joe.
—Eu ainda não acredito que isso deu certo! Roger disse animado. Eu te beijaria se você não fosse me bater logo em seguida.
—Que bom que você sabe Roger, enfim, eu disse a vocês, vovó esculacha esse diretor ai.
Jenny deu um hi five com Joe.
—Mandou bem. Jenny disse.
—Então, a gente não foi expulso? Greg estava incrédulo.
—É o que parece. Jenny disse.
—Não ache que vai sair dessa assim garoto. Vilma puxou Joe pela orelha o arrastando para perto dela. -Nós iremos nos acertar em casa, vocês podem ir para seus respectivos lares, e se entrarem em encrenca de novo, não contem comigo.
—Okay vó. Joe disse sorrindo. -A gente se ver caras.
Em casa, apesar de ouvir muita reclamação, acabou tudo bem para mim, Ray me visitou naquele dia e me deu o jornal da escola me mostrando uma foto borrada e com o título:
‘O show do ano. Rock n Roll ou Desordem? ’ Depois das duas semanas, quando voltamos a escola encontramos o Professor Mike que além dos elogios tinha em mãos uma faixa toda rasgada que ele resgatou do nosso show, aquela que a gente tinha posto no palco, aí tiramos essa foto em frente a uma cantina, que está no porta-retratos. É foi isso, gostou da história?
—Muito. Steven disse animado. -Mas cadê a batalha das bandas que você falou?
—Bem, isso é outra história, e já está na hora do senhor ir dormir.
—Maas paaii. O garoto protestou.
—Mas nada, se quiser ouvir essa história, é só vim para cá amanhã.
—Vou vim com certeza.
—Então é isso. Greg passou a mão nos cabelos do filho. -Boa noite garoto.
—Boa noite pai. Steven se acomodou no colchão e começou a pegar no sono.
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