Notas iniciais
Hey, gente!! Como estão? Bom, eu disse que ia demorar para postar, mas até que não demorei, né? shuahsua ~ Estar de férias, é outro nível! ~ Bem, esse capítulo é a chegada dos novatos e revela um pouco mais sobre o passado da Mayra. Os novatos só serão mencionados, e ninguém vai aparecer muito, mas eu não via a hora de apresentar eles de uma vez. Me desculpem os erros, vou revisar o mais rápido possível. Bom, como eu já tinha falado com uma leitora, depois que todos forem apresentados, vai ter a prova para a missão e a missão e nesses dois, todos vão aparecer bastante - pensamentos, história, personalidade e etc... Ah, outra coisa, todas as histórias dos personagens vão ser reveladas aos poucos (como a da Mayra nesse capítulo). Enfim... Espero que gostem. Bom leitura.

Pela manhã do outro dia, todos os campistas ficaram sabendo da nova missão, e todos estava empolgados para saberem como seria a prova para a missão e quem é que seria o ganhador desta.

O que eles não sabiam, é que não seria "o" ganhador, mas sim "os" ganhadores. A diretora Levy sabia da capacidade que todos tinham, mas achava que quanto mais pessoas, melhor sairia o resultado no final da missão, e secretamente, que mais seguros eles estariam.

Todos os campistas que estavam treinando ouviram um estrondo dentro da floresta, anunciando que não estavam mais sozinhos, já que toda a vez que alguém passava pelas barreiras, aquele era o som que elas emitiam. Os filhos de Ares ficaram, por instinto, em posição de ataque e os outros campistas imitaram os atos deles.

Foi uma surpresa para todos quando o que saiu da floresta não foi um monstro, mas sim sete semideuses. Alguns campistas abaixaram a guarda, já outros, ainda estavam meio indecisos.

— CHARLES! Seu filho de Hermes, ladrãozinho de uma figa! – Mayra enfurecida, corre atrás de um filho de Hermes, somente de toalha. Charles corria da garota com as roupas dela em mão e com um sorriso sacana no rosto.

Depois da surpresa momentânea, o acampamento inteiro dava risada dos dois. Cada um dos novos semideuses expressava um sentimento diferente. A maioria era de diversão.

Mayra, ainda mais irritada com toda a atenção que está recebendo, faz uma armadilha para Charles, usando sua persuasão e o convencendo de ir até ela. O garoto fica alguns minutos atordoado, mas vai até a filha de Afrodite, que tenta pegar suas roupas. Quando percebe o que a campista está fazendo, Charles segura firmemente nas roupas e então se começa um cabo-de-guerra com as roupas de Mayra.

O garoto era bem mais forte do que ela, e vendo isso, Mayra chuta os países baixos do garoto e puxa de supetão as suas roupas, fazendo o garoto se desequilibrar e bater com as costas no monumento do acampamento.

O monumento é um pedaço de concreto em forma de um escudo, – mais velho que as Parcas – que era preso somente pelo seu próprio peso. Todos os campistas passam o mais longe possível do monumento, com medo até de respirar perto dele, para que ele não caísse. Lembrando-se disso, Mayra se afasta o mais rápido que pode do concreto, no mesmo tempo em que o monumento faz um barulho estridente antes de rachar no meio e cair aos pedaços ao lado de Charles, que está agora coberto de poeira branca.

— O que, em nome de Zeus, está acontecendo aqui? – A diretora Levy pergunta caminhando até o local em que os campistas estão aglomerados. — Oh, céus! O monumento do acampamento!

Mayra se encolhe com a voz da diretora, de vergonha. E dá um passo a frente.

— A culpa foi minha, diretora. Mas não foi por querer. – Mayra anuncia olhando mortalmente para Charles, que estremece diante do olhar penetrante da garota.

— Mayra? Outra vez brigando com os filhos de Hermes? – A diretora indaga e arqueia uma sobrancelha a ela. A mulher olha para Glen e pensa no que o seu amigo tinha lhe dito sobre os castigos aos campistas. Ela odiava ter de castigar eles, mas não aguentava mais seu amigo reclamando sobre aquele assunto.

— Venha até aqui, Mayra. E você, Charles, conversamos depois.

Mayra segue a diretora, e passa na frente dos novatos que estavam com Louise – uma veterana –, e recebe alguns olhares maliciosos, lembrando a ela que ainda estava só de tolha. Ela ia falar isso à diretora, mas preferiu ficar quieta e ignorar a todos, como sempre fazia a maior parte do seu tempo.

— Sabe, Mayra, você está aqui desde pequena e sabe que uma das coisas que eu mais detesto é ter que castigar algum campista, mas você já está com 17 anos, quase completando 18. Não pode mais agir desse jeito. – A diretora – já na sua sala – começa a falar e senta na sua poltrona em frente à janela, aonde essa podia ver perfeitamente o restante do acampamento.

Mayra olhava temerosa para a diretora, imaginando como seria passar o dia todo lavando a louça do acampamento e o quanto ela perderia por não estar treinando.

— Vou dar uma chance de você se mostrar responsável, cuidando dos novatos e ficando com o dever de fazer eles se sentirem os mais acomodados possíveis. – anuncia a diretora olhando no fundo dos olhos da garota. Ela sabia que Mayra não estava esperando por isso, e esconde um pequeno sorriso.

— Ah... É só isso? Meu castigo é ter que ficar de babá dos novatos? – Mayra questiona perplexa com tamanha a sua sorte.

A diretora Levy arqueia uma sobrancelha para Mayra.

— Se você acha pouco, eu posso deixar você na cozinha...

— Não! Ser babá é ótimo. – A garota diz rapidamente, apavorada com a outra opção. A diretora ri divertida com a reação da garota.

— Você conhece o acampamento como ninguém, é uma ótima lutadora e poderá treinar com eles até eles se adaptarem. – A mulher fala sorrindo e olha pela a janela. – E com toda certeza é menos irritável do que a Louise. Acho que os novatos já estão com medo dela.

Mayra espia pela janela da diretora e avista Louise discutindo com outro semideus.

Mayra se despede da diretora e vai para seu chalé antes de ir cumprir seu “castigo”.

A diretora Levy observa Mayra pela sua janela e pensa em como a garota tinha parado no acampamento, com apenas cinco anos de idade. Levy cuida da garota desde então, como se fosse a sua própria filha. Afrodite conversava com a menina com grande frequência e mesmo sendo uma deusa, ela também não deixou de ser conquistada pela pequena Mayra. Levy às vezes dizia a ela que um dos dons da garota era de fazer todos se encantarem por ela e o seu jeito explosivo de ser. Porque, depois de conhecer a garota melhor, todos percebem que mesmo sendo explosiva, ela tem o coração mais bondoso até que o da própria diretora.

A diretora suspira, e pede silenciosamente aos deuses que todos os problemas do acampamento fossem resolvidos, agora que eles já sabiam o que fazer.

Mayra, depois de se vestir adequadamente, vai até os campistas novos. Charles tinha se encontrado com ela antes disso e pediu desculpa, alegando ter passado um pouco dos limites desta vez e Mayra, é claro, o desculpou sem hesitar, pois sabia que aquilo tinha sido só uma briga boba. Porém, deixou claro que não queria que ele pegasse suas roupas novamente, se ele não queria acordar sem as suas sobrancelhas.

Mayra vê que um garoto novato está olhando fixamente para os piercings de Louise, com cara de nojo. Louise que já estava irritada com isso, e ia dar um soco nele, porém é parada por Mayra.

— Wow, calminha ai, Louise. Ele é novato, dá uma trégua. – Mayra fala ficando de frente para a outra campista, que a encara com ódio e vai ao encontro do seu namorado, depois de entregar uma prancheta a filha de Afrodite. Mayra sorri e gira os calcanhares ficando de frente com os novos campistas.

— Tudo bem. Sou Mayra e irei ser a "guia", até vocês se adaptarem. – A garota informa a eles, achando que dizer "guia" era bem menos ofensivo do que dizer "babá”, e olha para o garoto que encarava os piercings de Louise com nojo.

— Não é legal ficar encarando as pessoas com cara de nojo, muito menos se essa pessoa puder arrancar suas tripas fora, por causa disto. – O garoto sorri com as palavras dela e da de ombros.

— Não gosto de piercings, tenho vontade de arrancar aqueles troços das pessoas. Mas eu não percebi que estava olhando com nojo para a garota. – Se defende o novato, dando mais uma vez de ombros.

Mayra revira os olhos e olha para a prancheta.

— Seu nome? – Pergunta para ele, com a caneta em mãos.

— Mike.

— Nome completo, gênio. – Mayra ri da cara de "ah, bom." do rapaz.

— Ah, é Michael MacLeod. – Informa Mike colocando as mãos no bolso da calça

— Idade.

— 18 anos.

— Transferido ou novato em acampamento? – Questiona Mayra olhando para ele, mas se arrepende quando o garoto olha no fundo dos seus olhos. Por mais que ela detestasse aquilo, Mayra não desvia o olhar, pois sabia que se desviasse, ela mostraria ser fraca.

— Transferido. – Mike responde sorrindo malicioso com a atitude da campista.

— Progenitor divino?

— Dionísio.

— Hum, o velho Sr. D... – Mayra sorri surpresa para ele, já que ali no acampamento, um filho do deus era raro. — Mas que ele não saiba que eu o chamei de velho.

— Conhece o Sr. D? – Mike questiona franzindo a testa.

— Claro! Todos conhecem, mas eu já fui com a diretora Levy fazer uma visita ao Acampamento meio-sangue. – Mayra responde e ouve um suspiro de cansaço de algum novato, que estava atrás de Mike e indica para que o garoto fosse para o seu lado.

— Tudo bem. Próximo! – A filha de Afrodite anuncia e um garoto, que ela chutava ter 15 anos, dá um passo à frente.

— Nome?

— Wander Wilson. – Wade responde olhando tudo em sua volta, com curiosidade e até mesmo admiração. Mayra sorri gentil para o garoto, lembrando que a reação dela tinha sido a mesma.

— Novato? – Ela chuta e recebe um aceno de cabeça da parte do garoto.

— Certoo... – Mayra arrasta a palavra enquanto anota as respostas. – Qual sua idade Wade?

— 15 anos. – o garoto responde sem a olhar, capturando cada detalhe do acampamento.

Mike bufa do lado de Mayra.

— Ele ganha um apelido e eu uma repreensão por não gostar de piercing.

— Você não está comparando uma coisa com a outra, não é? Porque tem uma diferença muito grande entre as duas coisas, camarada. – Mayra diz a Mike, que levanta as duas mãos em rendição.

— Acho que você ainda não deve saber quem é o seu progenitor divino, certo Wade? – Mayra pergunta para o garoto.

— Ah, meus tios me disseram que meu pai era um maratonista...

— Hermes! – Mayra, Mike, e mais uma voz no fundo, falam em uníssono. Mayra ergue as sobrancelhas surpresa com uma terceira voz e avista um garoto mais ao fundo de cabelos loiros e olhos cinza.

— Ok, fique do lado de Mike, por favor. – Mayra pede a Wade, que obedece prontamente.

— Você! – Mayra aponta para o garoto loiro. – Um passo a frente, marujo.

O garoto vem até a frente timidamente e oferece um pequeno sorriso a Mayra.

— Meu nome é Philippe Cooper, mas pode me chamar de Cooper. Tenho 16 anos. Transferido e meu progenitor divino é a Atena.

— Esperto... Atena é claro. – Mayra resmunga consigo mesma e anota as respostas do garoto na prancheta, enquanto o garoto já se colocava ao lado daqueles que já haviam sido interrogados.

— Bom, só falta vocês. Então, para facilitar a vida de todos, sigam o exemplo do pequeno Cooper. – Mayra pede para as garotas restantes, que concordam com a cabeça.

— Helenna Mëllia, 16 anos, novata e ainda não sei quem é meu progenitor divino... – Lena responde as mesmas perguntas que os outros e fica se perguntando como foi que tudo na sua vida tinha mudado tão rápido.

— Certo Lena... Posso te chamar de Lena? – Lena confirma e Mayra continua. — Seu progenitor irá te assumir, alguma hora. Fique tranquila, isso já aconteceu com todos aqui dentro.

Mayra assegura para Lena e outros que foram transferidos, concordam com a cabeça. Lena sorri minimamente e toma seu lugar ao lado de Cooper.

— Meu nome é Ayla Maya Filintro, tenho 15 anos, sou novata e também não sei quem é meu progenitor divino. – Ayla se apresenta tímida, mas apesar de tudo levava um pequeno sorriso nos lábios.

— Me chamo Annabella Menezes, tenho 15 anos, novata e meu progenitor divino ainda é desconhecido por mim. – Anna diz tudo rapidamente, ainda assustada com tudo aquilo e com tudo o que havia presenciado antes dela chegar ao acampamento.

Mayra era boa em ler as pessoas e ficou em silêncio por alguns segundos quando conseguiu ler a dor nos olhos de Anna, e faz um lembrete mental de perguntar a garota mais tarde.

— Certo, hm. Meu nome é Claire Malarkey, tenho 14 anos, sou novata e eu não faço a mínima ideia de quem possa ser meu pai divino.

Claire é a última a se apresentar e como praticamente todos ali naquele grupo, ainda estava um pouco confusa com tudo aquilo. E às vezes se perguntava quando iria acordar daquele sonho meio surreal.

Mayra e todos os outros sorriem para ela, que deu um suspiro, imaginando que talvez uma vez na vida pudesse fazer algumas amizades duradouras.

— Todos apresentados, tudo anotado... – Mayra murmurou consigo mesma antes de olhar para todos. — Certo, eu tenho que deixar essas anotações com a diretora e enquanto isso, eu vou deixar vocês com alguns campistas.

Eles concordam e seguem Mayra, que caminha pelo acampamento a procura de pessoas conhecidas. Ela para no meio do caminho e se vira para eles, depois de ter visualizado as pessoas perfeitas para aquele pequeno trabalho.

— Quem está cansado e já quer conhecer as suas preciosas camas? – Mayra pergunta. Lena e Anna levantam a mão.

— Quem quer conhecer o acampamento, primeiro? – Essa foi à vez de Mike, que tinha seu sorriso sacana nos lábios, Ayla, Cooper, Wade e Claire. Mayra concorda com a cabeça e diz para eles ficarem ali enquanto ela ia até os outros campistas.

A primeira pessoa que Mayra encontra é o Noah, que como sempre, estava escutando música enquanto lia um livro, sentado debaixo de uma árvore.

— Ei, magrelo. Preciso de um favor seu. – Mayra anuncia cutucando o garoto. Noah olha indignado com o apelido "carinhoso" da amiga e tira os fones.

— O que você aprontou dessa vez? – Ele pergunta, já imaginando o que mais ela poderia aprontar depois de ter quebrado o monumento mais antigo do acampamento.

Mayra coloca a mão sobre o coração teatralmente e depois sorri maleficamente para ele.

— Na verdade, nada. Só quero que você dê uma de babá no meu lugar, enquanto eu vou até a diretora, e que procure por Jaime, Madeleine e Cristian.

Noah assente, se colocando em pé e depois caminha com Mayra até os novatos.

— Peça para Madde levar a Anna e a Lena para os chalés. Anna e Lena ainda não foram assumidas por seus pais divinos. Peça também para Jaime levar Mike e Wade até a Ci, ela vai saber o que mostrar no campo de treinamento para os dois, peça para ele ajudar ela nisso. E você, leve Cooper, Ayla e a pequena Claire até o Cristian, para ele levar os três até a biblioteca do acampamento, se ele puder. — Mayra pedia enquanto apontava os novatos, cada vez que falava seus nomes. Noah acompanhava eficiente do jeito que era.

Jaime era “irmão” de Mayra. O filho de Afrodite é um cara carismático e bem-humorado. Quando não está cumprindo seu dever, é um cara engraçado, fã de festas e jogos de azar. Tem 19 anos, é um cara de ação e odeia o ócio, tanto físico quanto mental. Inteligente e articulado, ele raramente fica sem saber o que falar. Ele e Mayra não tinham a melhor relação do mundo, e muito menos a pior, eles simplesmente só se falavam quando era necessário ou quando queriam.

Madeleine, a filha de Hera de 20 anos de idade, já era um caso a parte. Mayra normalmente evita falar com Madeleine, mas Mayra sabia que Madde sabia ser legal com as pessoas, bastava não irritarem a filha de Hera com coisas idiotas, mas se você virasse um amigo dela, ela se mostraria ser uma amiga leal e divertida com eles. Já com um inimigo, Mayra não queria nem descobrir como a filha de Hera tratava.

Percila, ou Ci para os mais próximos, tem a mesma idade que Mayra e sempre que pode está com a filha de Afrodite e o filho de Íris. A filha de Hermes costuma falar com todos, pois é muito extrovertida e não liga se a pessoa não gosta dela, ela conversa com a pessoa de boa. Mas, se alguém pisar no seu calo, sai de baixo. Ci chegou ao Greek Camp um ano depois de descobrir que era uma semideusa, sendo que antes essa se encontrava no Acampamento meio-sangue. Estava no Greek Camp, pelo menos há cinco anos.

Cristian, ou Cris, é um cara quieto na dele e de poucas palavras e que, ou está treinando, ou lendo um livro dentro da floresta. É Filho de Hefesto e ótimo nos treinamentos, generoso, quase sempre honesto, sincero e carinhoso (apenas com quem é íntimo). Se dá bem com Mayra e alguns outros.

Mayra sabia que podia confiar em todos para aquele favor, pois aqueles que não eram seus amigos eram, pelo menos, os mais conhecidos que ela tinha no acampamento que ela pudesse contar.

E internamente, Mayra pedia aos deuses que estivesse correta.

— E por fim, depois vá até a sala da diretora quando terminar. Quero falar com você. – A garota diz tudo rapidamente. — Por favor...

Noah guia todos para os outros campistas que a sua amiga tinha indicado e Mayra segue até a sala da diretora.

Aquele dia ia ser longo para todos...

Notas finais
O que acharam dos personagens? *O Cristian é mais ou menos como aquele ator, só que com os cabelos e olhos negros...* Seu personagem gostaria de ser amigo de algum deles? Desculpem os erros. O próximo capítulo, eu não sei quando sai. (dessa vez é verdade kk) Tem alguns links que não abriram para mim, então se não abrir para vocês também: Cristian : http://feelgrafix.com/data_images/out/18/924005-andrew-garfield.jpg Madeleine : http://www.hdwallpapersos.com/wp-content/uploads/2015/03/Jessica-De-Gouw1.jpg Anna : http://randomstory.org/wp-content/uploads/2013/03/83.jpg Cooper : http://www.myhungergames.com/wp-content/uploads/2012/03/cato.jpg Kisses!