Greek Madness

5 IV - “Every new beginning comes from some others beginnings end”.


Depois daquela tarde nada casta com o Nate, eu estava extremamente cansada e feliz. Me livrei de um grande peso, e agora posso investir com mais coragem no Nate. Aprendi realmente a lição, e não sinto como se estivesse usando-o. Não é o que o meu coração diz quando vê aqueles olhos deliciosos. Quer dizer, toda mulher em plena sanidade mental ficaria enlouquecida só de encarar aqueles olhos azuis, é uma visão do paraíso. E isso porque eu ainda não cheguei naquelas costas de nadador. Ai meu Deus!

Hoje foi um dia que eu acordei cedo e com bom humor! Vi o sol nascer, fiz um alongamento (coisa que eu nunca faço), tomei um banho e fui fazer a preparação pra a reunião que vai ter hoje dez da manhã, na hora do café. Geralmente sou eu quem organiza essa bagaça, o tema de hoje vai ser o dia do rush. Conversei com a Carol sobre isso, e temos idéias brilhantes. Deixei os papéis de lado na escrivaninha da sala e fui ajudar a Ramona no café da manhã. Eu já falei que ela cozinha bem? HAHA, sou um DESASTRE na cozinha. Tenho uma queimadura na mão esquerda de quando fui tentar cozinhar e acabei colocando óleo na água fervendo. Não deu certo.

– Hey, quer ajuda? – Perguntei alegre para a Ramona. Ela me olhou, segurando uma risada, e balançou a cabeça negativamente.

– Não, obrigada. – Respondeu com seu sotaque mexicano muito puxado. – Mas se você quiser conversar comigo ou colocar a mesa, eu agradeço.

– Prazer em te ajudar, ruiva. – Pulei do banco e fui separando os pratos pra colocar, levando aos poucos, porque são quinze meninas na casa. E somente eu e a Ramona estamos acordadas, eu acho. A Giordana deve estar também, provavelmente meditando, ela sempre faz isso essa hora da manhã.

– Eu não sou exatamente ruiva, mas tudo bem. – Gargalhou, mexendo ovos com algumas ervas e queijo na enorme frigideira, levantando assim um cheiro maravilhoso na cozinha. Todos os armários eram de madeira escura, com azulejos brancos na parede, no chão e na bancada americana que dividia a cozinha e a sala. Colocamos as coisas para o café na bancada americana, e fomos levando aos poucos para a mesa, facilitando muito o transporte.

– É, bom, sua raiz é tingida de roxo, que faz um degradê pro ruivo e depois pra o descolorido. É absolutamente lindo. – Exclamei, ajeitando os talheres ao lado do prato, de forma que ficassem simétricos. Maldito perfeccionismo.

– Obrigada. – Sorriu fofa, e ligou o rádio enquanto passava com a panela com os ovos. Eu fui pegar a bruschetta que ela havia deixado pronta no balcão, junto com o café, o achocolatado e o suco. Pessoal exigente esse que mora aqui.

– Pega pra mim a ração do Bilbo por favor? – Pedi, ela estava encostada no armário, bem perto do armário de ração. O Bilbo come muita besteira que as meninas deixam jogadas no chão, o Nate sempre briga com a gente por isso. A gente ás vezes esquece que ele precisa comer, porque o Frodo mesmo se vira com isso, o resultado disso é um cachorro que ficou retardado. Ele devia ser como o Frodo, que é um esquilo inteligente pra caralho, parece até gente aquela merda.

– Claro. – Sorriu meiga. – Então, como você está? – Perguntou casualmente, tentando parecer natural. A verdade é que as meninas estavam preocupadas comigo. Eu estou bem, com aquela dorzinha no peito ás vezes, claro, mas bem, em geral. O Nate me faz bem, sem me fazer dependente, é saudável e me ajuda a me curar.

– Ah, to bem cara. – Respondi sentando na cadeira suspensa. Nós temos uma cadeira que é como uma rede, só que em forma de banco, e é presa no teto ao invés de na parede. – Sério, to bem mesmo.

– Certo. Que bom. – Ela tem tentado meio que compensar as merdas que a Kara tem feito ultimamente. É doce da parte dela, eu tenho me aproximado muito da Ramona por causa disso, mas não vai adiantar muito.

– É, sério. O Nate tem sido um doce comigo. Não to me prendendo muito porque eu sei que ele é galinha também, mas ele me faz bem. – Respondi sentindo uma sensação feliz por dentro.

– É, ele é um cara legal. Ele gosta de você, Cindy. – Afirmou com uma expressão benevolente.

– Que gosta coisa nenhuma. O Jonathan é dado assim mesmo, fofo com todo mundo. Dera eu ele gostar de mim. – Revirei os olhos.

– Você precisa ver a forma como ele te olha. Parece que vai ter um orgasmo a qualquer segundo. – Declarou com uma gargalhada, olhando através da janela o Frodo aterrorizar outro esquilo na árvore perto da casa.

– Para né, Ramona. – Gargalhei com ela, e pegando o Bilbo no meu colo. Ele era um buldog tão fofinho, não guento ficar séria olhando pra ele. Aqueles olhinhos vesgos me dão ânsia de riso, quando ele chora, a lágrima de um olho deve sair no outro.

– Ah, isso me lembrou que ele vem pegar você depois da reunião. Disse que era pra você colocar um biquíni. – Opa, o pega de hoje ta garantido!

– Okay, que horas são, by the way? – Perguntei, procurando algum relógio por perto. Ta aí uma coisa que falta nessa casa, relógios.

– Quase oito horas, daqui a pouco elas descem. Vamos tomar café logo antes delas, se não sobra farelo. – Constatou, e fomos para a mesa.

A mesa era um retângulo enorme, Sentei perto da cabeceira da Kara. Não é como se eu quisesse, é porque eu organizo o planejamento da reunião, então preciso sentar perto dela, que é a presidente da fraternidade e comanda a reunião. Pelo menos as meninas sentam ao meu redor. E a Giordana, que é a ex-presidente. A Ramona sentou mais pra baixo da mesa.

– Bom dia! – Gritou a Caroline, já descendo a escada. Começou, a manada de búfalas violentas vai descer desvairada. Melhor eu terminar de comer.

– Oi, coisa. – Respondi de boca cheia.

– Fecha essa boca, credo, Cindy. – Audrey desceu atrás de Carol, já implicando de manhã cedo.

– Vai nessa, não faz seu prato mesmo não, querida. Fica aí reclamando de mim, que daqui a pouco elas descem e a comida acaba. – Engoli a comida de vez esse café da manhã. Eu sei, ela cozinha muito bem, a comida está deliciosa e não deve ser engolida desse jeito. Sim, eu posso passar mal, é, eu também sei disso. Mas, to tão ansiosa pra contar pra as meninas sobre a Ravena, que eu não to conseguindo pensar em comida!

– Ai meu Deus! – Ela arregalou os olhos e sentou-se á mesa, fazendo um prato bem de pedreiro.

– E depois fala de mim. – A olhei com desdém. – Vai lá, só falta o uniforme laranja. Vai ser confundida ou com pedreiro ou com presidiário.

– Que engraçada. Nossa, morri de rir. Pelo menos eu vou usar um laranja berrante, as pessoas vão notar a minha beleza. – Falou dando língua. As coisas são bem agradáveis assim de manhã cedo, eu sempre morro de rir.

– Claro, mas vai ser demitida assim que tocar em um cimento! – A Carol retrucou, e todas nós gargalhamos.

No minuto seguinte nós começamos a ouvir uns gritinhos lá em cima e a conversa típica de quando todas acordam. Não agüentamos e voltamos a rir novamente. A mesa se encheu rapidamente, e vários tipos de comida estavam lá prontas pra serem digeridas. Desde frutas até os ovos e a bruschetta da Ramona, sucos até café.

– Que mesa farta, galera! – A Kara gritou, aparecendo no vão da escada no segundo seguinte. A maior parte das pessoas sorriu e a cumprimentou, todos gostavam dela. Eu só dei um sorrisinho amarelo, olhando pra as Omega Ni Psi comendo e se divertindo. Perguntei-me como ela conseguia manter um loiro tão platinado assim.

– Vamos começar logo a reunião? – A Giordana interrompeu o burburinho com a sua voz grave, e todas fizeram silêncio, olhando para a Kara com um ar de expectativa. Quando a Giordana chegou ali?

– Ae! Já estava na hora! Tenho a integrante perfeita pra a Omega Ni! – A Carol exclamou ansiosa, e com os olhos arregalados. Sempre que ela fica empolgada assim, tem um olhar meio psicopata, eu acho engraçado.

– Perfeito. Então, vamos começar. A reunião da fraternidade Omega Ni Psi está oficialmente começando. Hoje vamos falar sobre o rush e sobre as calouras. Cindy? – A Kara se virou para mim, dando-me a deixa com um sorrisinho convencido de líder. Ew.

– Certo. – Iniciei, dando um pigarro. – Quem conseguiu uma candidata pra a fraternidade se pronuncie e quem tiver idéias ou sugestões para o dia do Rush também.

A reunião prosseguiu calmamente, cada uma dando uma sugestão ou apresentando alguém que achou legal. Eu falei da Ravena para as meninas, elas adoraram, ainda mais a chance de fazer pirraça com as Iota Pi. Decidimos o que fazer no dia do Rush, e eu vou conseguir as roupas rapidinho. A decoração vai ficar com o resto delas. E é claro que eu não vou falar pra vocês uma palavra do que foi decidido, muito menos sobre as novas meninas! Segredo de estado. Uns dez minutos depois a mesa já estava vazia e os pratos na pia, alguém vai lavar depois. Eu acho. Enfim, pra todos os efeitos, já estava vestida, maquiada e esperando o Nate pontualmente na sala.

Não me surpreendi quando a campainha tocou meia hora depois da hora marcada. O Nate nunca chega na hora, ele sempre atrasa! Se algum dia ele chegar na hora, pode cair um raio nessa sala! NA SEXTA, OUVIU ZEUS? NA SEXTA!

– AE! A estrela chegou, já podem aplaudir. – Jonathan chegou fazendo palhaçada, e todas as meninas riram. Eu só ria internamente com os olhares desejosos que algumas deram á ele, porque hoje ele vai sair comigo! HÁ, in your face, bitch.

– A estrela já estava aqui há muito tempo, meu bem. – Eu desdenhei, me levantando do sofá onde Ramona havia sentado anteriormente, e toda a nossa conversa voltou á minha mente. Fui em sua direção e me apoiei no seu tanquinho maravilhoso de nadador, dei um selinho e mordi seu lábio inferior. Suas mãos envolveram minha cintura com uma pegada que me deixou até sem ar. Ai meu pai eterno, esse garoto me mata. Sua mão esquerda se entrelaçou na parte de baixo do meu cabelo, me puxando com a mesma pegada de antes para perto dele. Meu coração batia á mil no peito, ele havia me pego de surpresa, e me deu um beijo da porra na frente de todas as meninas. Minhas mãos passeavam por debaixo da sua blusa, aproveitando pra arranhar e apertar seu abdômen maravilhoso. Paramos porque as meninas começaram a gritar, eu virei pra elas, me apoiando no peito dele, e sorri meio constrangida.

– Procurem um motel, cara! – Carol gritou, óbvio. Aquela empata foda. Vou me ver com ela depois!

– Se vocês quiserem, posso fornecer algumas camisinhas diferentes! – Camille, uma francesa intercambista, ofereceu com um sorriso maroto. Ela é meio ninfomaníaca, isso não é novidade. Gente boa, mas bem ninfo.

– Não valeu, acho que a gente já está indo. – Fiz graça, fingindo que ia sair.

– Há! Vocês duas me devem vinte pratas. – Audrey gritou com prazer, quase chorando de alegria. Rocktavia e Carol deram um muxoxo e pagaram as vinte pratas.

– Vocês vadias apostaram? – Gritei indignada. – O que vocês apostaram?

– Seu macho está te esperando, chica. – Ramona falou, e eu bufei de indignação. Como essas vadias apostam ás minhas custas? Que absurdo!

– Vocês três vão ver depois, me esperem. Vai ter surra de cinto de noite. – Disse, fazendo aquele trecho de apontar com os dois dedos pro olho e depois pra elas. O abraço do Nate se afrouxou e nós fomos para o carro. Não era nada maravilhoso, só um Eco Sport, mas dava pra guardar as coisas. (N/A: Nos EUA o Eco Sport é carro de estudante). O equipamento de mergulho, a prancha e os trecos cabiam muito bem.

– Iai, pra onde vamos? – Questionei, com os olhos brilhando.

– Surpresa. – Deu um sorrisinho de lado que me deixou queimando por dentro.

– Fala, fala, fala! Vou encher seu saco até a gente chegar lá! – Ri provocando, e mordendo meu lábio inferior. Ele deu partida e tomamos rumo á praia. As ruas cheias de estudantes e casas de fraternidade me davam uma sensação de nostalgia filha da puta. Eu amo esse lugar.

– Você sabe que isso não funciona comigo. – Riu junto comigo, mas se concentrando na rua. Balancei a cabeça um biquinho meio emburrado e fui fuçar no carro dele.

Abri o porta-luvas procurando alguma coisa interessante, e isso de fato aconteceu. Um monte de camisinhas desceram de lá como numa avalanche. Eu não agüentei e comecei a rir, ainda mais pela cara vermelha meio chocada e constrangida que ele estava. Tentou dizer alguma coisa, mas cada palavra que ele dizia só o comprometia mais.

– Relaxa, babe. Eu sei que você pretende usar todas comigo. – Sussurrei no seu ouvido com a voz rouca e colocando a mão na sua perna, subindo cada vez mais. Voltei pro meu lugar, ele estava mordendo o lábio inferior, tentando não se excitar muito. O que era difícil, já que o volume na bermuda dele não estava exatamente normal.

– Cindy, eu vou bater o carro. – Foi a vez dele gargalhar, e colocou a mão na minha perna, apertando-a. Achei sexy, e dei um selinho nele. – Para velho, vou bater o carro.

Nós rimos mais ainda, e eu pensei em alguma coisa pra abaixar o volume. Ah, tenho a idéia perfeita.

– Pensa no Belford sem camisa, que você desiste da idéia de ter filhos algum dia. – Disse, colocando minha mão na sua perna também. O volume baixou na hora. HAHA, eficaz!

– Uow, não precisava ser tão cruel também. Aquilo é a visão do inferno. – Rebateu, meio desgostoso.

– Ah, coitado. – Ironizei. – Sorte sua que não tem mais aula com ele, ainda bem que seu limite de aulas de cálculo chegou ao fim, porque eu ainda tenho que ver ele pelos próximos dois semestres.

– Sinto pena por você. – Afirmou, balançando a cabeça. Já havíamos chegado na praia e ele parou numa vaga no estacionamento. Não estávamos na praia exatamente, e sim num porto pequeno que tem por aqui.

– Chegamos, quais são os planos? — Perguntei, saltando do carro. Ele estava me esperando do lado de fora, e entrelaçamos as mãos quando nos encontramos.

– Fala sério, que mina chata. Aquieta aí, cara. – Fingiu reclamar, balançando a cabeça. – Onde eu fui amarrar meu jegue.

– Nossa! Essa foi do tempo da Vovó Sandford! – Ele pegou uma chave do bolso e nós ficamos vagando lá no pequeno cais. Nate parecia estar procurando alguma coisa, e seus olhos se iluminaram quando pousaram no objeto da procura. Minha curiosidade crescia ainda mais.

– Aí. Finalmente! Cindy, eu lhes apresento o Maria Helena! – Ele falou, fazendo um gesto com as mãos que apontavam para um barquinho branco e vermelho muito fofo. Não era muito grande, era perfeito pra o Nate. Bem eficiente, tinha uma cabine de comando e, presumo eu, um quarto no andar de cima. Quer dizer, deve ser né, o teto é alto demais pra ser um só andar.

– Que fofo! – Exclamei.

– Valeu. – Agradeceu, meio que achando graça da minha cara. Eu devia estar com uma cara de boba, portanto desfiz o sorrisinho. – Eu uso pra pescar e pra viajar pelo litoral, só velejar pelo alto-mar. Consegui comprá-lo com o dinheiro do estágio que fiz no verão passado.

O Jonathan quer fazer veterinária pra bichos marinhos, acho bonitinho, mas odeio biologia. É incrível o amor dele pelo mar, é uma coisa tão grande que parece ter um motivo maior. Seus olhos brilham e ele vibra toda vez que há algo envolvido nisso.

– Acho incrível você se dedicar tão verdadeiramente ás coisas que você ama. Você é extremamente esforçado. – O abracei de lado e murmurei verdadeiramente, como se quisesse manter aquele momento só para nós dois. Por algum motivo, senti que me lembraria desse momento depois.

– Obrigado. É realmente importante pra mim. – Murmurou de volta, firme no que estava dizendo. Retribuiu o abraço e me aconchegou no seu peito. – Vamos lá. Tem um mar inteiro esperando pela gente. Quando não estamos em terra firme, Cindy, o tempo não passa. O relógio para por nós, pois o que acontece no mar é mais importante que tudo.

Tremi dos pés a cabeça com o que ele disse, e só o deixei me guiar, pois minhas pernas tinham amolecido. Pela minha surpresa, ele me pegou no colo e eu senti aquela sensação gostosa sempre que estava com ele.

– GAROTO, VOCÊ VAI DERRUBAR A GENTE! – Exclamei, tentando me soltar.

– Relaxa, gatinha. Sou o Superman, ele nunca derruba as mocinhas. Só de cansaço. – Gargalhou, saltando para dentro do barco. Ele me jogou para o ar na direção do mar, fingindo que ia me largar lá, mas logo me pegava de volta. Fez isso umas quatro vezes, e na quinta eu me agarrei com firmeza no seu pescoço.

– NÃO FAZ ISSO, É SACANAGEM! – Esperneei, e ele me soltou em seguida.

– Nah, que mimadinha você. – Me largou, me olhando como se me esnobasse. Eu arregalei os olhos e corri atrás dele, que tinha entrado na cabine de comando.

– Mimadinha coisa nenhuma! Volte aqui. – Entrei com tudo na cabine, e tive como recepção uma bela visão dele de costas abaixado, ajeitando alguma coisa num armário. Inclinei um pouco a cabeça para ter um ângulo melhor da sua bunda. Uau, que delicia. Todo esse negócio de nadar faz bem pra ele mesmo.

– Bom saber que você gosta. – Ele falou, ainda com a cabeça enfiada dentro do armário.

– Quê? Han? – Perguntei, ainda meio atordoada.

– É isso aí. – Repetiu.

– Eu falei algo em voz alta? – Arregalei os olhos, temendo ter dito algo em voz alta na frente dele.

– Não, Candy. – Gargalhou de uma piada que eu não estava entendendo. – Mas tem um espelho bem ali. – Apontou para um canto onde havia um espelho bem posicionado, este refletia outro espelho, que mostrava bem a cena de eu comendo o Nate com os olhos. Oh meu Deus.

– Caramba. – Me olhei em um dos espelhos e constatei que estava vermelha como o meu batom, que havia deixado algumas marcas no rosto do Nate.

– Bom saber. – Ele já estava a minha frente, e eu nem tinha o visto se aproximar. Me lançava um olhar de desejo, com um sorriso provocador que eu nunca havia visto em ninguém antes, só no Cocker. Engoli em seco e suspirei.

Oh meu Deus.

Sexo em alto mar.


xXx

"(...) There’s a piece of you that’s here with me

It’s everywhere I go, it’s everything I see

When I sleep, I dream and it gets me by

I can make believe that you’re here tonight

That you’re here tonight (...)"