Greco-Romana

23 Whisky,Espumante e Vegas,baby.


Notas iniciais
Eu confesso que amei o nome de cap. ÇLKSAÇDLDSLÇDSAKDSALKDASLDASKLDSAKLDS. Sou eu a ~Kah e espero que tenha dado certo postar aqui. Beijos ♥33

Tresh deu mais uma andada comigo em suas costas. Eu havia calado a boca. Mas ainda chorava. Viramos. Ele me colocou no chão. Estávamos em um beco. Ele me colocou no chão e fiquei sentada. Ele não abriu a boca,muito menos eu.

Eu me encostei na parede,abaixei minha cabeça e continuei a chorar. Tresh se aproximou de mim delicadamente e colocou uma garrafa de água. Ele recuou e ficou em pé olhando para mim. Aquele gesto me deixou brava.

-Acha que eu quero sua droga de água?-Eu levantei,joguei a água de volta e acertou a parede. Escutei o barulho da garrafa se amassando contra a parede.

Ele se aproximou de novo e colocou-a do meu lado.

-Eu já disse que não quero!-E minha lágrimas escorreram mais,quando a garrafa acertou em cheio o nariz dele. Ele colocou a mão no nariz e começou a sangrar. Vi de relance uma lágrima saindo de seus olhos.

Ele se sentou e apertou a mão contra o nariz. Ele não tocou na garrafa. As lagrimas deles caiam aos poucos.Eu estava agindo assim com Tresh porque ele me impediu de salvar Jay. Eu estava com raiva dele. Simplesmente sentei-me de novo.

O tempo em que fiquei ali naquela parede fria me fez pensar sobre algumas coisas. Tresh só quis me ajudar e eu fiz ele sangrar sem motivos. Comecei a chorar novamente. Eu o olhei de relance e ele estava com os olhos vermelhos. O seu nariz estava inchado. Não sei porque,mas minha consciência havia pesado.

-Tresh?-Disse choramingando.

Ele não respondeu. Eu me levantei,fui até ele. Ele abaixou a cabeça.

Passei a mão nos cabelos dele. O olhar dele subiu e veio em direção aos meus.

-Sabe...-Eu estava choramingando.-Desculpe.

Agora ele havia se interessado.

-É isso. Me desculpe. Se quiser ir embora,está livre. Tem a chance, não é obrigado ficar aqui comigo. Perdi minha mãe,perdi meu melhor amigo. Você pode ir também. Assim como todos se foram!-E agora de novo eu chorava. Estava cansada de tudo. Da missão. Da vida e de tudo que estava acontecendo.-Vai embora!-Eu gritei. Voltei para meu lugar,agarrei minhas pernas e continuei a chorar.

-Eu não vou embora.-Ele se levantou. Achei que ele nunca mais ia abrir a boca, principalmente para falar comigo.

Olhei para ele.

-Devia ir.-Mais uma lágrima caiu.-Tresh?

-Estou aqui.-Ele disse.

-Desculpe por tudo.-Abaixei minha cabeça de novo.

-Romana,esta tudo bem...

-Não está! Cara,qual o seu problema? Eu te xinguei disse coisas ruins,o que faz aqui ainda? Eu ainda te machuquei!

-Você é minha amiga. Não vou te deixar aqui. Vim com você nessa missão e vou até o fim.

Olhei para ele. Tresh disse que eu era sua amiga. Não sei se ficava surpresa ou tonta. Para caso de duvidas,fiquei as duas alternativas.

-Sabe,-disse ele se sentando ao meu lado- nunca achei que você fosse me pedir desculpa.

-Não enche o saco.-Eu ainda estava chorando.

-Romana,eu sei que sua perda foi grande e que...

-Se você for ficar tem que prometer que não vai me deixar!-Agora eu estava frente a frente com Tresh e olhava no fundo dos olhos dele.

-Romana,eu não posso prometer. Eu também posso morrer e...

-Não me deixa!-Eu estava berrando com ele.

-Ei! Calma,está tudo bem. Não vou te deixar.

-Obrigada.-Eu agora estava me sentando mais próxima a Tresh e debrucei em seus ombros.-Eu estou mesmo perdoada?

-Está.

-Porque você estava chorando?

-Certas coisas eu prefiro não falar. Ta na hora de dormir. Amanhã a gente vai para Vegas.

-Você disse que não vai deixar. Está fadado a me ter na sua vida para sempre.

-Se você não me atingir mais com uma garrafa,eu aceito isso numa boa.

-Obrigada,seu gordo.

E eu e ele ficamos ali. Eu debruçada em seus ombros. Algumas lágrimas escorriam. Mas eu me sentia melhor. Agora tinha um amigo por perto. Talvez eu tenha sido bem cara de pau ter me deitado em cima dele. Mas confesso,ele foi mais cara de pau quando passou o braço por cima de mim. As mãos dele ficaram em meus ombros.

Olhei para a cara dele com quem diz: 'Isso foi estranho'. Ele deu um sorriso de vergonha,mas não recuou.

-Essa noite foi estranha.-Sussurrei.

-A nossa vida é estranha.

Tresh passou algum tempo falando algumas coisas de sua vida para mim. Acho que aquilo foi para distrair. Acabei dormindo.

As vezes eu acordava no meio da noite e Tresh estava dormindo. O nariz dele ainda estava inchado.

-O que foi?-Disse ele abrindo os olhos calmamente quando eu estava olhando para ele em uma das minhas acordadas.

-Nada. Volta a dormir.

Tive uma breve imagem em meu sonho. Jay estava sorrindo para mim e eu estava chorando. Depois estávamos em Las Vegas na frente de um cassino com uma fachada escrito: 'Hotel e Cassino Lótus'. Acordei com alguns raios de sol batendo em meu rosto.

-Ei! Acorda! Cara,acorda!-Eu estava sacudindo Tresh para ele acordar.

-Que horas são?

-São sete e meia da manhã. Aqui,coloca isso.

-Ahh! Romana!

-Gelo. Seu nariz ta meio inchado.-Eu tinha pego junto com mais algumas comidas de uma loja.

-Roubou onde?

-Aqui perto. Isso aqui vai para minha bolsa.-Disse colocando alguns pacotes de doce em minha mochila.

-Obrigada.

-Não me agradeça.

-É educado agradecer.

-Sabe que comigo isso não funciona.

-Você me pediu desculpa. Tudo é possível.

-Sabe o sentimento de arrependimento? Estou tendo isso neste momento.

-Vamos até o ponto de ônibus e ver que horas vai passar o nosso,ok?-Falei.

Após acharmos o nosso lugar da partida ficamos sabendo que as três ia ter um ônibus. Ficamos perambulando até dar nosso horário.

Usamos o único dinheiro que nos restava pagamos o ônibus e as três estávamos saindo daquela cidade que eu nem sabia o nome para irmos para Vegas.

-Tresh,o que você acha que vamos encontrar lá?

-Sinceramente? Eu espero que o seu irmão.

-Não sei se ele é meu irmão. Só estou fazendo isso para essa criança não cair em mãos erradas.

-Você fala criança,mas ele é apenas um ano mais novo que você.

-Tanto faz.

Após cinco horas dentro do ônibus e sem nenhuma parada, enfim,chegamos em Vegas. Eram mais ou menos umas sete da noite.

Os cassinos e casas de jogos piscavam e aquilo para mim era um sonho,adorava coisas que me deixavam tentadas.

O ônibus nos deixou na avenida dos grandes cassinos. Eu e Tresh saímos e fomos andando atrás do nosso destino.

-Onde vamos?-Tresh perguntou.

-Em um tal de cassino Lótus.

-Sonho?

-É.

-Alguns semideuses dizem que ele nos prendem lá, dificilmente as pessoas saem.

-Acredite,se eu tivesse grana eu não sairia daqui tão cedo. Eu me torturaria jogando em cada cassino.

-Quem sabe uma próxima.

O lugar era enorme. Mas meu senso de viagem estava me dizendo que estávamos perto do nosso destino.

-Nossa cara! Ouvi falar maravilhas sobre esse hotel!-Disse um homem que estava do nosso lado.

-Perdão. Eu esqueci meus óculos no meu ônibus de viagem e quero saber o que está escrito ali.-Falei para o homem apontando para a fachada do lugar.

-Você é realmente míope, nesse letreiro vermelho chamativo é impossível não ver.

A claro moço. Sou disléxica,seu bocó. Mas claro,mantive o disfarce.

-Aliás,você não deveria estar aqui. Você é muito nova.

-Procuro meus pais. Lua de mel em comemoração ao casamento. Sabe, se juntaram agora.

-Bobos eles de trazerem os filhos.-O moço apontou para nós dois.-Aqui diz ‘Hotel e Cassino Lótus’.

-É nesse aqui mesmo.

-Seu irmão não lê?

-Ele? Perdão,ele é surdo e mudo. Não entendo libras. Obrigada,ta? Passe bem.-Peguei Tresh pelo pulso e entramos.

Aquilo realmente era uma perdição. Havia várias máquinas de um lado para o outro. Luzes piscavam a todo instantes e não paravam. Uma moça jovem nos deu uma ficha e disse:

-Tome,a estádia já foi paga.

-Ãn...nós não vamos ficar.-Tresh disse.

-Mas da esse treco aqui que a gente vai ver se vale a pena!

-Romana,esse lugar não é o que parece.

-Eu sei. Mas antes da gente ir embora eu vou roubar umas coisas.

-Nossa,como eu sou tolo.

-Eu sei! Vamos embora.

Subi feito uma louca para o quarto 1279.

-Ual! Nem se eu roubasse o dinheiro dos mercados eles iam pagar esse quarto. Isso é divino!

Quarto com suíte. Era tudo enorme,havia frigobar,doces, aperitivos e umas coisas que eu nem sabia que existia. A cama era de casal e havia algumas roupas no enorme guarda-roupa.

-Tresh,abra sua bolsa.

-Para que?

-Bebida. Coloca isso aqui.-Abri a geladeira e peguei todas as latas de refrigerante possível para ele colocar em sua bolsa.

-Não esquece desses!-Disse Tresh colocando as coisas de comer.

-Meu sonho é beber isso!

-Você vai beber whisky e espumante? De uma vez? Você é de menor e...

-E chances como essa é só uma vez. Pegamos tudo o que podíamos?-Dei um longo gole no whisky. Aquilo desceu quente.- Acho que sei porque minha mãe amava isso!

-Espero que você não fique bêbada. Não quero carregar uma adolescente toda vomitada.

-Se toque! Vamos embora?-Bebi um gole da garrafa de espumante.

-Vamos.

E fomos a procura da criança com a bolsa de Tresh cheia de coisas roubadas e eu com duas garrafas em mãos.