Greco-Romana
14 História da Minha Vida
Me sentei e comecei a história.
-Minha mãe e eu nos dávamos muito bem, ela era um amor de pessoa. Ela trabalhava em uma agência de turismo, graças a isso eu conheci boa parte do mundo, eu era meio que uma mini guia, ajudava bastante ela nas viagens.
-Foi para a Grécia? -Jessy me perguntou.
-Não.
-Porque? -Jay quis saber.
-Nunca teve oportunidade e nunca gostei de lá.
-Engraçado, agora você está com três gregos Nova Iorquinos.-Jessy disse.
-Ta, ta. Que seja. -Continuei.-Quando eu fiz dez anos paramos de viajar e minha mãe ficou na empresa da Califórnia. Lá é próxima a localidade do acampamento Romano. Minha mãe então começou a dizer poucas coisas sobre mim, Tipo: ‘filha você é especial’ ‘filha,seu pai é um cara bom. Só não pode te criar’. Tivemos então que nos mudar para Nova York por causa do by CouponDropDown\">emprego dela. Então, foi quando eu completei onze anos e minha mãe e eu éramos sempre seguidas. Quando eu estava na escola os caras de preto sempre me esperavam na saída. Mas minha mãe sempre esteve lá por minha causa. A partir dessas aparições minha mãe me contou uma história.
‘Filha, eu sei que sou legal e gentil. Mas nunca fui assim. Antes de conhecer seu pai, eu fazia coisas feias e muito mal para as pessoas. Sabe esse caras? Eu trabalhava para eles.’ ‘Mãe, o que você fazia?’ ‘Romana,eu matava pessoa e roubava para aqueles caras.’ ‘Mãe...mãe você...’ ‘Eu sei,querida. Romana, é importante que você tome cuidado e a partir de hoje você vai aprender defesa pessoal.’ ‘Mãe,você era ruim?’ ‘Sim. Mas eu mudei. Foi quando conheci seu pai e tive você. Mas Romana, eles acham que eu devo a eles por ter simplesmente abandonados o serviço. Eu era umas das melhores’.
-Você sabe tudo o que sabe por causa dela?- Tresh me perguntou.
-Sim. A partir daquele dia minha mãe me treinou para lutar com facas. Ela meio que era de uma máfia. Só que uma máfia fajuta. Aqueles caras são burros de mais. Mas ai, minha mãe e eu voltamos a fazer viagens turísticas. Na nossa segunda viagem, nós estávamos em Londres. Minha mãe e eu, naquela noite fomos comprar sorvete e deixamos o grupo no hotel. Cercaram a gente, a única coisa que minha mãe fez foi me proteger. Ela mandou eu correr e chamar alguém. Em vez de fazer isso fiquei escondida. Quando minha mãe ia ser atingida por uma bala eu atirei minha Adaga.- Que ela tinha me dado quando eu comecei a treinar.Ela disse que era presente de meu pai.Mas deu errado,pois bronze celestial mata só monstro.-Matei o cara com uma faca enfiada no peito,eu sempre tinha uma comigo. Quando perceberam que eu estava lá tentaram atirar em mim. O tiro ia ser certeiro se minha mãe não tivesse entrado na minha frente. Três tiros. Damon ria. Mas o que ele não esperava é que eu fosse me vingar dos homens dele. Voltei a Nova York, fiquei vagando pelas ruas até que matasse todos. E matei. Damon escapou por sorte. Mas se hoje ele não morreu, eu vou matar ele até que me parem.
-Mas eles te queriam como divida?-Jay disse.
-É o que parece. É que agora tudo faz sentido, sabe? Minha própria mãe me tirou a inocência da vida. Eu nunca quis matar ninguém. Mas eu peguei o jeito. Eu sou igual a ela.
-Como ela conheceu Hermes? -Jessy perguntou.
-Ela estava roubando uma empresa. Mercúrio estava por perto. Ele sente cheiro dos ladrões. Minha mãe e ele depois tiveram um caso e deu no que deu.
-Como você fugiu naquela noite em Londres? -Tresh me perguntou.
-Eu corri. Deus dos pés ligeiros também, lembram? Sou filha dele, me favoreceu. Disse para o grupo que minha mãe estava morta e que em breve teriam outra guia. Na mesma noite peguei um vôo para Nova York. Peguei tudo que tinha de direito no meu nome e no da minha mãe. Pedi que colocassem tudo na conta da minha mãe, como eu sabia todos os dados dela não me preocupei. Eles quiseram chamar a policia, mas fugi na mesma noite. Quando comecei a busca foi fácil achar. Acabei com o grupo que matou minha mãe sem dó e nem piedade. Ainda me lembro quando eu enfiei minha Adaga na garganta do homem que atirou na minha mãe. Quando fui matar Damon só foi uma facada e depois deixei ele sofrendo. Ele sobreviveu. Depois fui para minha antiga casa Califórnia. Foi quando os lobos de Lupa me chamaram e eu fui. Nem cheguei entrar em casa.
-Lupa?- Tresh disse.
-É. A loba que convoca os romanos. -Jessy respondeu.- Você tem um reflexo muito bom.
-Bom? Romana deve ter acertado o Mark só por ter sentido que alguém estava atrás dela. -Jay disse.
Eu deveria ter ficado brava com Jay. Mas não. Ela tinha que saber.
-Você matou ele? -Ela estava com seus olhos negros como carvão me fitando.
-Sim. Mas não foi minha intenção. Simplesmente, reflexo.
-Não! Você matou um campista por simplesmente reflexo? Não! Você é uma maluca. Tyler vai me desculpar, mas...-Ela ia se levantando e quase subindo em cima da mesa para me bater. Fiquei para olhando para ela. Jay e Tresh a seguraram.
-Ei, calma. Ainda temos uma missão. Lembra do trato com Tyler.-Jay disse.
-É! Aconteça o que acontecer, Tyler disse para relevar.-Tresh completou.
-Não! Ela matou alguém. Vai saber se ela não nos mata quanto formos dormir!- Ela estava extremamente com raiva.
Quando ela se aquietou eu terminei os últimos detalhes.
-Agora, eles voltaram atrás de mim para vingar o outro. Só que eles querem a criança. Ela deve ter sido criada pelos lobos, até que atingiu idade e saiu vagando.
-O seu irmão?- Jay falou.
-Não sei se é mesmo meu irmão. Mas tenho certeza de uma coisa. Não vou deixar que eles peguem essa criança.
-Então essa é a pista. -Jay disse.
-E ela é o problema- Jessy falou. Soaria engraçado, mas eu estava assimilando tudo.
-Claro! É isso! Ele é a pista. Eu tenho que achar ele. Sendo meu irmão ou não já temos uma pista. Vamos achar a criança.
-Vamos mesmo fazer isso? Sabe, eu estava gostando de você,mas...mas...você matou um cara inocente.
-Jessy, se coloca no meu lugar! E se fosse você?-Falei.
-Não fui eu porque eu estava no meu chalé!
-Ok, Jessy! Vai embora! Volta para o acampamento. Vai! Ta fazendo o que aqui? Verdade, o que você está fazendo aqui?
Ela ficou sem reação. Na verdade acho que nem ela sabia porque estava nos acompanhado.
-Escuta, Jay estava nos guiando por conhecer. Mas agora tenho um destino e oficialmente eu lidero essa missão. Não me encha o saco. Pode ir embora se você se sentir incomodada. — Eu estava agora de pé e com a mão estendida para fora.
-Eu fico. -Ela fez uma cara de emburrada.
-Ótimo. Vou pegar mais um lanche e planejamos uma rota.
-Outro? -Tresh resmungou.
-Falar da fome.
-Então você vai morrer obesa. Tagarela- Tresh me devolveu.
-Um dia eu piso no seu pescoço gordo. -Sai de lá e Jay ficou falando com Jessy.
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