Great Love
10 Cap.10.A flor da pele
Notas iniciais
Espero que vocês gostem.
~Boa leitura~
–NICHOLLAS, NICHOLLAS!
Ouvi uma voz me chamando, olhei para trás e o vi acenando para mim com um sorriso no rosto. Ele veio andando rápido na minha direção, e me deu um aperto de mão.
–Oi, Ed.
–Posso te chamar assim, não posso!?
–Sim, claro que pode.
Edward respondeu-me sorrindo e assentindo.
–E então, como vai!?
Perguntei.
–Tudo bem... Tudo ótimo.
Ele respondeu tão alegre que eu tive que questionar.
–E o filhão, alguma pista?
Edward me olhou pensativo, depois voltou os olhos de um lado para o outro.
–É... Não nada ainda.
–Ah, mesmo assim boa sorte para você.
–Obrigado
–Você está indo para onde?
–Para lá.
Ele disse apontando para a rua a esquerda, a mesma pela qual eu ia.
–Eu também.
–Eu vou passar naquela cafeteria que tem ali, dizem que o café de lá é ótimo.
Ed disse enquanto íamos para a rua da cafeteria.
–Ah, é sim, muito bom.
Edward parecia um cara legal e eu estava gostando de conversar com ele enquanto andávamos, mas ai...
–Qual é Nichollas meu irmãozinho!?
Ai nós passamos em frente um beco, e não era simplesmente um beco, era aquele beco. Sim eu admito que ainda estava viciado em drogas, mas estava tentando para e já fazia tempo que eu não passava naquele beco, geralmente eu procurava outras bocas de fumo, porque eu já estava devendo um dinheirão lá.
–Oi... Jack.
Respondi frustrado por tê-lo encontrado.
–E ai não fala mais com os amigo não.
–É cara isso que eu tô vendo.
Disseram Nancy e Joe quase juntos.
–Ah, foi mal é... Nancy, Joe.
Acenei e sorri para os dois.
–Quem são esses?
Edward perguntou olhando para os três.
–É... não Ed não são ninguém, você não vai querer conhece-los.
O respondi baixinho para que os outros não ouvissem.
–Você tem certeza de que vai parar para falar com eles? Não é melhor irmos tomar aquele café!?
Ele disse tentando me fazer desistir da ideia de conversar com aqueles caras.
–Olha, eu até gostaria de ir, mas...
Eu disse olhando para Edward e fui interrompido por Jack.
–Acho que você tem uma parada pra acertar com a gente manolo.
Ele disse indo na direção contrária e eu e Ed, e fazendo um sinal indicativo para que eu fosse com ele.
–Desculpa Ed, eu tenho que ir, a gente se vê!
–Tudo bem então.
Eu fui atrás de Jack, Nancy e Joe e fomos andando, eu não sabia para onde estávamos indo, e Edward foi para a cafeteria.
–Escuta Jack eu não estou com seu dinheiro agora cara, mas eu prometo...
Como sempre Jack não me deixou terminar.
–SHIWWW, fica na sua ai.
Ele disse me mandando ficar em silencio. E foi isso que eu fiz, fiquei quieto o tempo todo até que nós chegamos a uma rua completamente deserta.
Lá Joe me empurrou contra um muro, eu não me defendi, porque achei que ele era muito mais forte do que eu, mas depois ele me soltou e eu descobri que não conseguia me defender porque estava com muito medo do que Jack poderia fazer, paralisado de medo.
E quando ele começou a me encarar firmemente, como se estivesse me matando com os olhos, tentei explicar tudo e convence-lo de que ia paga-lo.
-Que isso cara eu vou te pagar, amanhã eu estou com a grana mano, eu juro.
Eu dizia desesperado enquanto Joe e Nancy riam e Jack continuava me encarando.
Eu estava angustiado e a angustia aumentou quando.
-Quem é você!?
Ele perguntou calmo, enquanto eu estava tentando lembrar meu próprio nome. Eu não respondi.
-Tá me tirando maluco, fala rapá quem é que é tu!?
Ele disse já muito nervoso e aos berros.
-Nichollas... Nichollas Lafontaine.
Respondi gaguejando.
-E o Nichollas Lafontaine gosta de ficar doidão. Mas será que ele acha que pode me passar pra trás!? É isso que ele acha!? Responde moleque!
Ele continuou gritando.
-Não.
Eu gaguejei mais uma vez.
-Tu se meteu com o cara errado Nichollas, com o Jack aqui é só os firmeza na pampa, e você é mais um caçulinha da febem. Cadê meu dinheiro manolo !?
-Pô cara eu vou te pagar, eu vou te pagar.
-Agora acabou cara não quero seu dinheiro não quero nada seu, a fita era pra ontem rapá, tu vai subir.
PA...PA...PA...
Eu bati de costas e fui escorregando e manchando de sangue a parede do muro atrás de mim, e depois formando uma enorme poça de sangue ao redor de meu corpo, e eu achei que o último som que ouviria seria o ecoar dos três tiros que atingiram meu peito.
–Nichollas.
Gritou a voz.
–Edward!?
Seus olhos fitaram os meus e se encheram de lágrimas, ele me abraçou se sujando com meu sangue.
–Calma Nichollas, papai tá aqui, papai tá aqui com você tá bom!?
–Pai!?
Sussurrei a única pergunta que consegui fazer até que meu olhar parecia já não ter mais vida.
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