Gravity Falls: Diário numero 3
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Quando o beijo estava próximo, os lábios quase se encostavam e a musica parecia longe, e eles pareciam em outro universo, algo aconteceu tudo ficou cinza, um triangulo amarelo, com um olho e chapéu preto pontudo apareceu, ele era a ultima “pessoa” que Dipper gostaria de ver naquele momento, um momento tão especial e tão único que desta vez parecia real, parecia ser o que ele desejava, ele parecia estar pronto porem Bill havia aparecido para estragar tudo:
– ora, ora, se não é o velho Dipper Pines, o Pinheiro do meu jogo
– Bill Cipher – praguejou – oque você está fazendo aqui justamente neste momento tão importante para mim!
– Olha meu querido a culpa não é minha se você é um enrolado que faz tudo em câmera lenta, quero fazer um trato com você.
– não, não vou ser burro igual da ultima vez.
– relaxa Dipper, desta vez tem haver com outra coisa, e nem vou fazer esta proposta agora porém só vim aqui te alertar uma coisa, estou de olho em você, e quando você tocar, se aproximar ou pensar no que eu quero falar sobre, eu irei aparecer e ai te farei minha proposta
– Bill, então por que apareceu agora?
– Relaxa Dipper, só quis atrapalhar seu beijo com essa menina linda ai, mas preocupa não se você fizer tudo certo você vai conseguir seu beijo, e muitas outras coisas.
– Hoje?
– Hora de eu ir Dipper e lembre-se eu estou de olho em você
Bill Sumiu em sua Cifra circular, Dipper estava furioso, mas logo sua fúria se tornou algo diferente, se tornou ternura quando viu que Diana o abraçava forte , ela parecia ter dormido, parecia segura e feliz, ele mexeu um pouco para ela acordar pois ele não queria perder a chance de ficar ao lado dela, ou de chama-la para sair ou quem sabe beija-la de novo , não foi preciso muito esforço para acorda-la, ela acordou e despreguiçou, sorriu para ele e perguntu confusa:
– o que ouve Dipper?
– nada – ele sorriu — você quer alguma coisa?
– quero conversar com você, afinal é bom conhecer você.
– bem, quer falar sobre o que?
– me fale alguma coisa que você gosta de fazer.
– eu gosto de resolver mistérios, estou dedicando meu verão para isso.
–isso é uma coisa muito legal em você, e como é sua relação com sua irmã?
– Bem, eu me preocupo com as maluquices dela, apesar de eu ser mais novo e mais baixo, sinto que sou o irmão mais velho dela, eu gosto que dê tudo certo para ela, já abri mão de muita coisa para ela e não me arrependo afinal, ela é maluquinha.
– nossa! Isso é legal, depois dizem que as mulheres amadurecem primeiro, e isso me fez pensar em uma coisa
– Diz para mim
– Será que você seria assim com a garota que você vai, sei lá, namorar no futuro? Tipo se não ultrapassar a linha da sua amizade com sua irmã, por que até eu concordo, ela tem que ser mais importante, gêmeos tem uma ligação muito forte.
– bem eu acho que eu seria sim um bom namorado – ele sorriu – sim nós dois temos uma ligação muito forte e eu odeio quebra-la por qualquer garota, agora me diz coisas sobre você, não gosto de falar de mim na verdade não sei o que falar.
– bem eu sou meio tapada para as coisas da vida e eu amo essa musica!
– jura?! eu também!
A musica era algo meio brega porém revelou algo mais em comum entre os dois um olhou para o outro e começaram a cantar, com o decorrer da musica eles foram cantando mais baixo até que o clima entre os dois voltou, e um calor romântico pairou sobre eles que pararam de cantar e começaram a se encarar, logo sorriram e começaram a falar juntos confissões bobas de pessoas que se apaixonaram a poucos segundos.
– nunca conheci alguém que gostasse desta musica.
Eles riram desta vez, parecia só existir apenas os dois, um pelo outro, Dipper tomou coragem e chamou-a para pista puxando-a pelo braço, tocava uma musica calma, com um ritmo doce, ele não sabia o que fazer agora, ela posicionou as mãos dele sobre a cintura dela, e depois pousou a mão sobre o ombro dele, encostaram as testas e ficaram dançando de um lado para o outro em um leve balançar, eles estavam na deles. Mabel havia dançado muito, neste momento ela recostou na parede enquanto bebia um refrigerante, Wendy estava do seu lado, ela encarava o copo cheio com uma graça feminina imensurável, olhou para a Mabel que bebia o refrigerante feito uma louca e disse.
– vai com Calma ai Mabel, vi acabar passando mal.
– eu dancei demais, estou com cede.
– olha Mabel, tenho que admitir, eles ate que são lindinhos juntos.
– ele a chamou para dançar?! Meu Deus!
– espero que ela não o machuque.
– eu também espero que não, afinal Dipper é meu amigo.
Elas ficaram ali trocando fofocas, enquanto voltamos ao nosso casal, Dipper pensa em como chamar Diana para sair, ele estava tão ocupado com isso que esqueceu que Bill poderia aparecer a qualquer segundo, mas sua preocupação agora, por incrível que pareça, era em chamar Diana para sair, ele suspirou e ainda com as estas encostadas, dançando aquela interminável musica lenta, disse
– estava pensando Diana, você gostaria de sair comigo?
– desde que não seja como amigos, eu adoraria.
– é como mais que isso.
Ambos sorriram e a musica acabou, infelizmente o celular de Diana tocou, algo que deixou Dipper meio cabisbaixo, porem feliz, afinal ele sairá com Diana, ele vai ter a chance de conquista-la de vez, ele teria que ser rápido, teria que pensar no que poderiam fazer, e como conquista-la.
– então, você tem que ir?
– meu pai deve chegar em 15 minutos, vamos lá fora para conversarmos sobre o que a gente vai fazer no encontro.
– prefiro combinar pelo telefone, por que vou poder pensar durante a noite.
– Okay, então vou esperar lá.
– eu vou com você
Eles sentaram na escada da casa, ficaram lá alguns segundos quietos, Dipper avistou uma florzinha perto da escada e a apanhou com ternura, deu um sorriso tímido e entregou para Diana, ela sorriu, beijou o rosto, bem perto da boca dele, se levantou, puxou-o e dançou com ele, sem musica nem nada, simplesmente, dançou, nem era bem uma dança, ela o puxou para ela para bem perto dela e o abraçou com passou leves de uma dança lenta. Eles se sentiram especiais, eles eram especiais, eles olharam para o céu, sorriram e Diana disse:
– o céu esta, sabe perfeito esta noite.
– não mais perfeito do que seus olhos
O momento fofo foi interrompido por uma buzina baixa, porem eficaz aos ouvidos de Diana, essa buzina parecia ter a incomodado, ela virou e avistou sua prima Cherry, ela suspirou de alivio e de tristeza, pegou o braço de Dipper e anotou em seu braço o telefone dela
– me liga e combinamos tudo
– okay, desculpa qualquer coisa
– pelo oque? Estava tudo perfeito!
Ela subiu no carro, Dipper respirou fundo, pensou sobre a noite, sobre o que tinha feito, sobre tudo, até que seus devaneios foram cortados por Bill, ele apareceu de novo, desta vez não era só para assustar Dipper, era para infernizar a vida dele.
– Parece que você conseguiu chamar a gatinha para sair né? Fico me perguntando, qual é o problema dela
– O que foi Bill
– não pude esperar você pensar ou tocar no que eu almejo, então vou mandar um papo reto
– Bill..
– o que eu quero é, que você pegue para mim a pedrinha de Midas na floresta, aquela que Diana te falou, quero que você a traga para mim, que eu posso te conceder um desejo, um desejo seu de muito tempo, posso te dar respostas Dipper, respostas para tudo que existe ou que já existiu, não só em Gravity Falls, posso te dar tudo o que quiser Dipper, é sua escolha.
– eu vou pensar Bill
– Tic Tac, boa sorte, hora de ir...
Bill sumiu de novo...
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