Gravity Falls: Diário numero 3
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Dipper levou Diana ate o quarto em que ele dividia com Mabel, ela se sentou na cama da direita e ele na da esquerda, olhou ela nos olhos e disse com um tom de entrevistador curioso.
– Diana, o quê de anormal, bizarro e esquisito você já presenciou em Gravity Falls ?
– Já vi Gnomos, Zumbis, Vampiros, morcegos olhos, cristais que fazem você diminuir e aumentar, mas a pior coisa que eu ja vi foi uma pedrinha linda, eu segui um pessoal que fazia trilha, eu chamo de pedrinha de Midas, por que tudo que tinha em volta era de ouro, mas já vi varias coisas como garras, entre outras...
– interessante — Dipper anotou algo, deu um sorriso e disse -me desculpe pela pergunta mas, você não é daqui certo?
– Sou Brasileira... – ela respondeu sorrindo
– oh, nossa, isso e legal, nunca conheci ninguém de lá, como é? Lá no Brasil.
– é normal, é só mais um pais bonito o qual não conheci 10% — ela olhou fixamente para o chão e voltou a olhar para Dipper. E então começou a falar mexendo a mão de maneira intensificadora — agora me lembro de algo muito estranho que vi na floresta, vi um monte de bichos estranhos que passavam em um ponto e flutuavam, é um lugar aonde ocorre a famosa queda de gravidade.
– queda de Gravidade? – Dipper anotou interessado.
– lá tudo flutua, lá é um centro contra as leis de Newton, e pode ser um dos motivos daqui se chamar Gravity Falls, assim como pode ser onde começa as anomalias, assim como pode não ser nada.
– o que você está me dizendo que existe um ponto em Gravity Falls que não existe gravidade.
– na verdade, a gravidade e um pouco menor que da lua, tipo você pode voar lá dentro, porém você consegue tocar o chão para se mover, é uma coisa estranha, é um lugar aonde você pode se sentir livre e voar.
– Isso parece ser muito legal Diana, e você é, tipo assim genial!
– Eu? Que nada, você que é e você é também o garoto mais maduro que eu já conheci até e hoje.
– você me acha maduro... Mas você disse que não conhecia ninguém
– em Gravity Falls, eu saia durante o verão ficava em acampamentos, parques e cidades, é o meu primeiro verão aqui em sete anos.
– nossa então é uma honra — Dipper sorriu para Diana e ela retribuiu. – você me leva até a queda de gravidade?
Na Floresta.
Dipper e Diana andavam cautelosos afinal Gravity Falls é um Lugar sombrio onde nem tudo é o que parece ser, era um ponto da floresta longe da Cabana de mistérios, porém perto da casa de Diana.
– Tem certeza Diana?
– tenho sim, e só seguirmos aqui e pronto.
Dipper avistou a anomalia, no momento possuiu uma expressão atônita no rosto, ele não sabia o que dizer primeiro, ele viu coisas flutuando e dançando no ar, viu animais, gnomos e pedras.
– Meu senhor... Que coisa mais, uau.
– é lindo né?
– é muito louco
–é bastante horrorshow mesmo – ela deu uma respirada funda e então perguntou — então Dipper, como é ser apaixonado por uma pessoa mais velha, ruiva e super gente boa que trabalha para seu tio? — ela disse isso olhando fixamente para o ponto sem gravidade.
– O QUÊEEEE? – Dipper a encarou.
– eu sei que você gosta da Wendy.
Ele a encarou estranhamente, ela sorriu, ele sem reação e por fim finalmente falou.
– eu... Não...
– para com isso, primeiro sua voz pigarreou você se entregou bonitinho e segundo, eu vi o jeito que você a olha, e se você não gosta dela você seria o primeiro adolescente nerd que não se amarra numa ruivinha gente boa — eles sorriram juntos da afirmação final de Diana, porem ele parecia tenso.
– eu sei que não tenho chance...
– vai saber do jeito que os meninos da nossa idade são maduros... Acho mais fácil namorar você.
Ela andou mais para perto da tal anomalia se abaixou, pegou uma pedra, se manteve de costas para o Garoto, ele pensou em como ela disse isso com tanta naturalidade e em como ela parecia tão segura, ele ficou tão intrigado e inseguro, por fim tomou coragem e perguntou.
– então, você... Sei lá namoraria com alguém mais novo, tipo eu? Hipoteticamente.
Ele andou para mais perto dela, se sentiu muito bobo por ter feito uma pergunta dessas ela o encarou o analisou , sorriu, pensou um pouco, sorriu outra vez e disse.
– por que não? — Ela jogou a pedra, com graciosidade para dentro da anomalia, sorriu Para Dipper que estava a encarando ainda e repetiu apontando para a pedra no chão. — por que não?
– queria que a Wendy pensasse assim...
Ela se virou para ele completamente desta vez e então discursou meio indignada e com um tom autoritário de dona da razão.
– Que tal você pensar assim Dipper, se ela não te quis, a boba é ela, você é inteligente e tem um futuro brilhante, dê voltas ao mundo e quando você crescer você vai poder conquista-la facilmente, afinal são só quatro anos de diferença.
– você acha isso?
– tenho certeza! — ela jogou outra pedra na tal região, desta vez sem delicadeza nenhuma- tente você agora!
– Diana, obrigado.
– vai lá...
– é serio mesmo, obrigado.
Ele pegou a pedra sorrindo, e jogou no espaço, a pedra flutuou ambos sorriram e bateram às mãos, sorriram, e então Diana saiu correndo e anotou e então, assim que anotou tudo sem mais nem menos pulou lá dentro do espaço e começou a flutuar, gritou.
– Vem Dipper... Isso é muito legal!
– Claro!
Ele pulou lá dentro sem pensar duas vezes e começou a flutuar atrás de Diana, eles brincaram durante um tempo de pega, de voar atoa imitaram cenas famosas do cinema, e divertiram imensamente , então quando saíram Diana constou algo.
– então, Sabe Dipper aqui é o meu lugar favorito.
– quer saber agora também é um dos meus... Aqui é legal, é um dos poucos pontos calmos de Gravity Falls, gostei a de você ter me dito coisas que... Fizeram-me pensar sobre como esquecer a Wendy, ou tentar coisas novas, enfim quando podemos voltar aqui?
– quando pudermos te avisarei, mas tem certeza que quer esquece-la?
– por quê?
– ela parece ser tão legal e parece que você vai ter chance de conquista-la mais para frente.
– eu não tenho chances agora, e eu gosto dela agora.
– aceita salgadinhos ?
Ela parecia muito largada, muito nem ai, mas ele sabia bem que ela só queria mudar de assunto, ela não queria que aquele assunto deprimente continuasse, ela parecia se preocupar com ele.
– aceito.
Eles comeram salgadinhos e tomaram refrigerantes aleatórios, logo foram embora, deixando aquele lugar perfeito para trás. Na volta Dipper se manteve um pouco atrás dela, ele estava pensativo, e se fosse aquilo mesmo, e se ele tivesse que esquecer a Wendy.
– Dipper, te levo em casa okay.
– obrigada Diana, por tudo que você falou comigo hoje.
– de nada, duas cosias, primeiro não fique para trás, eu gosto de ficar perto das pessoas que eu converso e segundo, para de agradecer.
Ambos deram uma risada calorosa, então trocaram um olhar de confiança, Dipper a apanhou e perguntou.
– como você não tinha amigos?
– pessoas, dificuldades sociais, problemas na infância.
– o que te levou a cabana de mistérios?
– mistérios, eu nunca entendi Gravity Falls.
– ninguém entende.
– parece que alguém já entendeu — ela apontou para a mão e fez como se tivesse um sexto dedo
– você quer dizer o Autor?
– sim, mesmo que ele não soubesse tudo, ele pelo menos entendeu o Lugar, ele entendeu algumas coisas... Coisas como o Shmebulock, é um gnomo estranho? Ele é, porém é algo que ele entendeu, ou simplesmente escreveu sobre.
– Shmeb... Shmebu... Eu não sei dizer isso. Mas como você sabe que é ele?
– você sabe quem é não é mesmo, só de olhar nele você percebe?
– eu não tinha percebido — fez uma cara de bobo que arrancou um sorriso lindo do rosto dela
– chegamos à cabana de mistérios – ela apontou para a grande cabana a frente dela.
– então Diana, você, sei lá gostaria de entrar e tomar um lanche e conhecer minha irmã.
– Claro Dipper.
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