Grava Essa Ideia
63 Noite complicada
Notas iniciais
Faria de tudo para deixá-la com com ciúmes também, ela veria o que era bom pra tosse. Logo que tive minha oportunidade a usei, desafio. As vezes preferia não brincar com os meus primos, eles eram muitos sacanas, eu teria que tirar minha camiseta e dar para a mulher mais bonita dali fora a Carol. Simples, mas como eu sabia que a Carol tinha uma encrenquinha com a Mari entreguei à ela que não perdeu a oportunidade de me elogiar e entrou na roda também. Me abracei novamente a Carol e senti seu coração mais forte, estava com raiva mas não deixava transparecer. A culpa não era minha não, ela que começou a me provocar e eu devolvi na mesma moeda, e nem beijei outra. Tomara que ela leve na brincadeira como eu fiz, ou tentei fazer, não queria que o clima ficasse pesado. Subimos para o quarto pouco depois da meia noite, ela trancou a porta e me beijou, depois tomou um banho e se deitou na cama sem me dirigir uma palavra.
J: Carol
C: Hmmm
J: Promete que nunca mais vai fazer isso? Não gostei nadinha
C: Não prometo nada, Junior. Foi tão difícil pra mim que você nem sabe, não queria ter passado por isso
J: Então por que você fez isso? Não vai dizer que é por causa do amigo secreto?!
C: É Junior, eu precisava tanto falar com você sobre isso mas você sempre se esquivava. Fiquei um pouco magoada com isso
J: Eu? Você sempre perguntava quem era o meu amigo secreto
C: Era só pra poder entrar no assunto, se você me contasse logo eu puxaria outro assunto. Mas não, prefere ficar aí. Tenho o direito de ficar assim
J: Mas eu ainda não entendi porque você ficou tão... Tão assim sobre isso. É só um amigo secreto, amor
C: Quando você tira a pessoa que mais te odeia no lugar não é só um amigo secreto. Mas agora já me resolvi com a sua mãe, não precisa se preocupar, tá? Ela vai me ajudar. Boa noite
J: Boa noite — me aproximei — Desculpa
Ela suspirou e me agarrou com força, descansando a cabeça em meu peito. Comecei a brincar com seus cachos e fui lutando contra o sono até ele me dominar. Acordei no meio da noite com a Carol apertando o meu braço, eu não ligaria se não estivesse machucando um pouco e se ela não estivesse resmungando coisas que não consegui entender
J: Carol... Carol... Amor... CAROL
Ela acordou assustada e escondeu o rosto no travesseiro, a respiração estava um pouco acelerada assim como o coração.
J: Você tá bem? — balançou a cabeça positivamente — Certeza?
C: Aham — beijei o topo de sua cabeça
J: Vou pegar uma água pra você, respira — apanhei a jarra e trouxe um copo, o enchi e entreguei a ela que bebeu quase tudo de uma vez só
C: Grata
J: Você quer me contar? — negou, alegando que estava bem mas cansada, então a deixei dormir
#CONTINUA
Fale com o autor