Notas iniciais
Desculpa pelo sumiço :/

~semanas depois

Como era sábado, Junior tinha tirado o dia de folga e iria ficar conosco no orfanato. Chegamos cedo, então eu comecei a arrumar a mesa enquanto conversávamos com o Chico. Foi quando eu senti uma tontura e me desequilibrei, a xícara que estava em minhas mãos caiu e Junior me segurou por trás.

J: Carol! Chico, pega uma água pra ela por favor
Ch: Aqui... Você está bem, Carol?
C: To sim, Chico, foi só uma queda de pressão. Não precisa se preocupar comigo, eu já to bem
J: Precisa sim, você nunca teve isso. Tem que ficar de olho, se voltar a acontecer eu te levo no médico
C: Fica tranquilo, ok? Não vai acontecer de novo, e é normal a pressão cair uma vez ou outra.
J: Qualquer coisa me avisa, por favor — selinho

Me levantei e terminei de arrumar o que faltava, logo as crianças desceram e a May chegou, tivemos um café bem animado como sempre. Durante a manhã, Junior nos ajudou a cuidar das crianças, o que aliviou bastante nosso trabalho. O almoço estava sendo tranquilo também, quando eu senti um cheiro forte de perfume e aquilo me deu um enjoo terrível. Corri para o banheiro, May e Junior vieram atrás.

J: O quê que você tem, hein? — ele me olhava preocupado
C: Deve ser alguma virose — fui para a pia e lavei o rosto, depois o abracei — Logo passa
M: Você já passou mal antes, Carol?
J: Assim não, mas hoje ela já ficou tonta... To preocupado, meu amor
M: Será que você não tá grávida?
C: Eu? Grávida? Não,, nem pensar. Não agora que estamos de casamento marcado já
M: Por que não? Se vocês não se cuidaram, você pode sim estar grávida, ué. Mas não se precipite, pode ser outra coisa, é melhor ir no médico mesmo — olhei assustada para o Junior, ele sorria
J: Logo a gente vai no médico e vê o que você tem. Não vai ser nada, você vai ver. Agora respira fundo e vamos descer, você precisa terminar de comer

A tarde passou numa lerdeza que só vendo, até que finalmente deu a hora de irmos embora. Pedi ao Junior para parar na farmácia e comprei um teste de gravidez, logo que chegamos em casa os fiz.

C: Amor — disse indo para a sala, onde ele assistia TV
J: Oi
C: O quê que você acha de mudarmos o escritório? Estaria disposto?
J: Depende, por que? — ele olho pra mim curioso e eu ergui o teste — É o que eu estou pensando?
C: Aham — ele sorriu e me abraçou, me girando no ar
J: Não acredito! Meu amor! — passou a mão em meu ventre e depositou um breve beijo — Oi bebê, aqui é o papai. Eu e a mamãe amamos muito você!
M: Eu vou marcar uma consulta pra confirmar mesmo, pode ser que o teste esteja errado
J: Ou não. Marca a consulta pra segunda de manhã, quero ir com você. Eu estou com horas extras no Café, meu pai não vai ligar
C: Junior, e se eu estiver grávida mesmo. O que o seu pai vai falar? Ele não vai gostar
J: E se não, você tá grávida. E o filho vai ser meu, não dele, ele não tem nada que ficar se metendo ou dando palpites na nossa vida
C: E como vai ser com o nosso casamento? Não quero casar barriguda, o vestido pode rasgar — risos
J: Quantas perguntas. Depois a gente resolve isso, desmarca, sei lá...
C: Eu fico preocupada, meu amor. Um filho é muito importante, é uma vida. A gente não tinha planejado nada ainda, e vem esse bebê
J: Hey, parece que eu quero mais esse bebê do que você. não tá feliz? É o nosso filho, amor
C: Ou filha — eu sorri e ele também — Desculpa, fui pega de surpresa. Claro que eu to feliz, é o nosso bebê — passei a mão na barriga e ele colocou a mão dele sobre a minha — To com fome — risos
J: Viu, grávida sempre tá com fome. Tem que se alimentar por dois, pode comer até um boi — soltei uma gargalhada boa e nos abraçamos novamente

#CONTINUA

Notas finais
Cheguei chegando, hein? Haha