Grava Essa Ideia
53 Almoço na casa dos sogros
Notas iniciais
Apaguei um minuto depois, acordando depois das onze no dia seguinte. Junior não estava na cama e eu saí para procurá-lo, ele estava na cozinha conversando com a Eliane. Fiquei ouvindo.
E: Você gosta bastante da dona Carol, não é?
J: Eu gosto muito dela
E: Eu vou sentir falta dela também
J: Você pode ir nos visitar
E: Quando você vai falar pra ela?
J: Hoje mesmo... — entrei na cozinha
C: Bom dia
J: Bom dia amor — selinho
E: Bom dia, dona Carol
C: Amor, hoje nós vamos almoçar com os seus pais?
J: Sim, daqui a pouco tá na hora de ir
C: Me leva em casa antes? Tenho que pegar uma roupa
J: Já peguei pra você, fui lá um pouco depois que eu levantei
C: Grata meu amor — eu disse me sentando em seu colo
E: E a senhora quer que eu prepare alguma coisa?
C: Não precisa me chamar de senhora, Eli, só Carol. Eu acho que não porque a gente já vai sair pra almoçar, neh?
J: Aham, e se você quiser sair pra algum lugar hoje, Eli, tá livre. Pode ir pra sua casa que eu me viro aqui
E: Obrigada seu Junior, vou terminar de arrumar aqui e já vou então
J: Tudo bem... Vou trocar de roupa
C: Também vou ,que roupas você trouxe? — fomos conversando para o quarto
J: Peguei um vestido florido, shorts, saias, algumas blusas, uma calça...
C: Nossa, pra quê tanta roupa?
J: Deixar algumas aqui, vai que precisa como ontem
C: Aí eu visto uma camisa sua de novo... Vou me trocar, já volto
J: Okay
Me troquei rapidamente e ele também, partimos para a casa dos pais dele em pouco tempo. Rosa nos atendeu com um sorriso no rosto.
J: Oi mãe
R: Oi filho, Carol. Entrem
Olhei para a sala que tinha gente que eu nunca tinha visto na vida, só reconheci a Gabi, o Miguel e o pai do Junior ali no meio. O homem que me cantou na noite anterior também estava lá. Pouco a pouco fui apresentada à todos, e me dei bem com eles. A exceção era uma tia extremamente chata, que me olhava com desdém, mas eu teria que me acostumar. Logo o almoço foi servido
JR: Quando que vai ser a convenção esse ano, Antonio?
A: No fim do mês. Se eu não me engano vai ser na fazenda do Rio, não é Carmem?
Ca: Sim, a família inteira vai se reunir dessa vez
G: Todo mundo, tio Pedro?
P: Todos, inclusive o Miguel e a Carol
Mi: Mas a gente nem é da família ainda
A: Mas pelo que estamos vendo logo serão, claro que vão
D: Aliás, arranjaram ótimos genros — Daniele, filha do Antonio
R: Seu pai também, o Silvio é um bom homem e vai ser um ótimo pai. E por quê que ele não veio hoje?
D: Está viajando a trabalho
C: Você está grávida de quantos meses?
D: Acabei de fazer sete, Carol. Vou viajar barriguda
J: Mais um moleque na família
P: Será que um de vocês dois vão nos dar uma menininha?
G: Só se for bem depois, quero me formar antes
A: E vocês, tem planos? — ele se dirigiu a nós
J: Ainda não planejamos nada, vamos ver...
P: Por enquanto eu e o Zé fomos os únicos que tiveram meninas, a família é cheia de homens. Sabia Carol?
C: Nossa, a minha também é cheia de homens
Ca: E os seus pais, Carolina?
C: Meus pais morreram em um acidente
D: Meus sentimentos, Carol
C: Tudo bem, já faz tempo
JR: E um bom tempo, não é Carolina? Nós vimos o acidente, passamos bem na hora que aconteceu
J: Pai, não precisa de detalhes...
R: Olha a sobremesa! — Rosa disse para cortar o clima tenso
J: Você quer?
C: Quero sim, por favor
J: Já volto
D: Então você conseguiu fisgar o coração do meu primo hein. Parabéns! Bem vinda à família
C: Grata... Já tem data para o meninão nascer?
D: Ainda não...
Junior voltou com a sobremesa e começamos a conversar entre nós, sob o olhar incessante da Carmem e do Dr. José Ricardo. Eu me incomodava um pouco, mas não ficava encucada com isso. Logo que Antonio e Daniele foram embora fomos também, só que não para casa.
J: Eu não to com vontade de ir pra casa
C: Então o que você quer fazer? Qualquer coisa pra mim, desde que seja com você
#CONTINUA
Fale com o autor