Notas iniciais
1 - Isso é só uma fic
2 - Nome do Portugal aqui: Manuel Bragança
Boa leitura

O português estava ali deitado à cama. Doente... Imóvel... A única reação do mesmo eram as lágrimas que às vezes saiam de seus olhos. Antonio cuidava dele sempre que podia. Era simplesmente horrível para o espanhol ver ser irmão estirado naquela cama.
— Manu... -falou baixo enquanto acariciava o rosto dele.
Era um tanto tranquilizador o ver dormindo. Era melhor do que ver suas agonias de dor.
O maior olhava o outro e suspirava, logo cuidava de tudo por ali, dava de comer ao outro, dava-lhe banho, trocava-o. Havia virado a baba do português... Era irônico e ao mesmo tempo humilhante. Afinal, quem diria que depois de tantos anos... O grande império português estaria jogado em uma cama a beira da morte.
Bom... Dizem que países não morrem, eles passam para outra face. Era nisso que o Carriedo acreditava... Era melhor. E pensar que poderia ter amado muito mais o irmão... Pensava se ele ainda sentia raiva de si pelas coisas do passado.
Havia sido horrível com o outro, desde quando era pequeno. Mesmo assim, o Brangaça ainda dizia apaixonado pelo outro... Ele também ignorou isso.
— Eu não vou aguentar sabia? — disse o português em um tom baixo e tossindo logo em seguida.
— Como?
— Não irei aguentar você me olhando com essa cara de dó... — ele falou sério, apesar das dores tentava falar o mais nítido possível.
— Ei, não estou com cara de dó.
— Está sim... Fiz tudo sozinho até aqui. Não precisa ficar... Vá embora. -disse este virando o rosto.
— Manuel! Pare de birra, hombre! — ele falou um tanto irritado.
— Não, quero me ame agora. -disse ainda baixo, mas o outro lhe ouvia
— Do que esta falando? — indagou.
— Não quero que se diga que me ama agora... Não depois de tudo. — o tom que saiu de seus lábios foi triste.
Não demorou em o espanhol pegar a mão dele e segurar com força.
— Me perdoe. — disse este deixando as lágrimas descerem e logo as mãos do menor foram até seu rosto, secando-o.
— Antonio, Eu ainda te amo... Só não queria que me visse assim. — acariciava o rosto do outro com fragilidade.
— É bom ouvir isso... — Sorriu, mas se sentia um egoísta. Manuel havia lhe dado de tudo! Tudo que se possa imaginar. Realmente apaixonado...
— Antonio. — o português o chamou fazendo-o despertar dos pensamentos.
— Sim?
— Desculpe-me por não ter te amado ainda mais.
— Não diga bobagens...
— Adeus... — ele suspirou fechando os olhos, pois sentiu que em breve iria "embora". Aquilo vez o espanhol chorar ainda mais, abraçá-lo, não queria perdê-lo.
— Perdoe-me você. E-eu que devia ter te amado mais. Eu devia ter cuidado melhor de você... — ali ele chorou e chorou... A última coisa que pode ouvir sair ainda mais baixo dos lábios do outro foi um último eu te amo.
Sacudiu o português em desespero, vendo que este não reagia mais de maneira alguma, levantou-se desesperado a procura de um médico... Mas quando os dois chegaram ao quarto. O Corpo do português havia sumido.

---- Em um lugar simplesmente distante. ----

— Bem vindo, netinho. — Soou aquela voz familiar.
— Vo-Vovô! — o português sorriu abraçando o tão estimado Império romano.
— Haha Manu! — abraçava-o de maneira apertada.
— Onde estou? E cadê o Antonio? — questionou olhando para os lados.
— Você esta longe dele... Sinto muito. — suspirou.
Olhando em volta, havia pessoas ali, que o mesmo não via há anos. Outros que nem sequer conhecia.
— Que lugar é esse?
— Bom... Bem vindo. Você esta na História, o lugar para onde todos os países e estados acabam depois de "sumir". — disse ele com um belo sorriso no rosto.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!