Notas iniciais
huhuhu, esse capítulo será interessante, espero que gostem. Ah, uma coisa da qual tenho sentido falta - além dos reviews que aumentaram de quantidade ^^ mas diminuíram de tamanho ¬.¬): indicações. Sabem, as estrelinhas?? Então. Mais uma coisa: se puderem me deem pontos de popularidade *-* Façam isso ou terei que começar a apelar pra ciência... u.u Bom, aproveitem o capítulo xD

– Ah!! O que aconteceu ~.~? – perguntou a espadachim.

Milhares de sininhos pareciam ecoar na cabeça das três garotas, mas isso na verdade acontecia do lado de fora da cabine. Logo repararam que era o sinal para o alongamento matutino. Tomaram banho e escovaram os dentes rapidamente e se vestiram igualmente rápido, colocando só roupas simples, para usar até o café da manhã.

Foram quase rastejando até o convés. A que estava em pior situação era Arme – havia comido demais e não estava acostumada a acordar tão cedo, sem falar que fora a última a dormir. Enquanto esperava os outros chegarem quase dormiu em pé escorada em Lire, que havia gentilmente cedido seu ombro como travesseiro.

Tiveram que agüentar os sininhos até todos os alistados aparecerem, o que demorou alguns minutos. Quando o último pisou no convés, os sininhos pararam como mágica, tirando um grande suspiro de todos os presentes. Quer dizer, todos menos Lothos e Elena, que estavam com tampões de ouvido especialmente enfeitiçados. Depois de conseguir controlar o riso, Lothos começou a fazer a contagem. Elesis, Lire e Arme eram respectivamente as guerreiras 368, 369 e 370.

Assim que confirmaram a não ausência de alguém na contagem, deram início ao alongamento, que durou cerca de 15 minutos, e ao seu término, os dois grupos já formados da noite passada foram dispensados, pois já estavam cadastrados. Poderiam tomar café calmamente e receber sua primeira missão.

Os dois grupos, cansados demais para conversar – apesar de parecer que Bhide só estava com tédio – foram juntos ao salão em silêncio. Chegando lá, viram que somente duas mesas tinham três cadeiras – as outras tinham quatro – as duas separadas pelo palco circular em que Lothos havia falado antes do início do banquete na noite passada. O grupo de Trine, Bhide e Zhenir se sentou na mais distante e começou a aproveitar de seu café serenamente.

Assim que Arme se sentou um novo brilho surgiu em seu olhar. De repente a dor de barriga havia dado espaço para a gula. Esse brilho sumiu quando viu que só o que tinha sob a tampa da bandeja eram algumas frutas, um chá revitalizante e de sobremesa uma gelatina de abóbora. Definitivamente quem mais ficou feliz com isso foi Lire, que tinha o banquete vegetariano perfeito.

Enquanto comiam os demais grupos começavam a surgir e se sentavam aleatoriamente nas mesas. Logo atrás do último grupo, surgiram Lothos e Elena, lado a lado, e se encaminharam para o palco. Pareciam estar muito bem então provavelmente já teriam comido antes de todos. Dessa vez, Elena havia conseguido uma escova de cabelo para dar a Lothos como microfone depois de enfeitiçá-lo.

– Bom dia a todos, e para aqueles que ainda não comeram, bom apetite. Alguns de vocês que estavam mais despertos devem ter reparado que estamos próximos à Torre Sombria. Mas ela só será a segunda etapa da missão de hoje. Antes vocês terão que se juntar com outro grupo, porque será uma espécie de prova de revezamento.

“A área do teste é circular e eu e minha equipe – que, adivinhem só, não é só composta por Elena – levaremos os pares de grupos para cada uma das entradas das florestas. Em seguida, levaremos um dos grupos à entrada da Torre. O primeiro grupo terá que entrar na floresta e em alguma etapa encontrará um Ente. Vocês não poderão derrotar esse Ente. Somente pegar alguma coisa, um galho, uma fruta, uma flor ou folha, e encontrar seu grupo na entrada da torre. Somente quando os dois grupos se encontrarem e o primeiro entregar o que achou para o segundo, é que este poderá entrar na Torre.

“Lá dentro, vocês terão que subir até o topo e derrotar o seu determinado Boss, novamente sem matá-lo, mas terão que pegar um chifre dele. Depois terão que voltar em segurança, encontrar o primeiro grupo e voltar com ele para a entrada da floresta. Teremos câmeras espalhadas na floresta e na torre para checar seu desempenho. Vocês poderão voltar para seus dormitórios assim que acabarem de comer e depois nos esperem na base do navio. Podem pegar seus pets se quiserem. Vocês têm até as oito horas.”

Como as meninas não tinham pet, foram logo à cabine se trocar e escovar os dentes. Quando já estavam prontas para sair ouviram alguém bater na porta.

– Bhide? Err... Oi! – disse Elesis que tinha aberto a porta.

– Olá garotas, viemos convidar vocês a se juntar à gente na missão.

– Obrigada pelo convite – disse Lire.

– Aceitamos, lógico – finalizou Arme.

Os seis estavam vestidos para a batalha e levavam suas armas. Elesis vestia uma jaqueta parda com uma blusa vermelha por baixo, luvas amarelas, uma calça azul e botas laranjas. Seus cabelos ruivos estavam amarrados em uma trança que fazia uma volta e se amarrava na sua base. Arme usava um chapéu cônico que a deixava um pouco mais alta – o chapéu não faz milagres u.u – um vestido roxo com uma faixa preta amarrada na cintura, um short azul um sapato social preto de fivela e luvas roxas. Lire, simples, mas linda como sempre, usava um vestido de seda rosa com um babado em flor verde em uma das alças e uma calça branca. Calçava ainda uma bota marrom. Nos dois braços havia proteções para quando fosse atirar flechas. Estava com o longo cabelo amarrado para não atrapalhar o tiro.

Bhide usava uma blusa vermelha de manga curta, uma calça preta justa e uma bota estilo Peter Pan – tá, como se houvesse isso naquela época e como se no mundo de Grand Chase já tivessem ouvido falar de Peter Pan. Escondendo praticamente as duas mãos inteiras estava um babado da luva, que, pelo pouco que podia se ver, era preta. Trine havia feito várias tranças como na noite passada, usava um vestido laranja, várias pulseiras douradas no pulso esquerdo e um brinco de argola na orelha direita. Calçava uma sandália de tira amarrada até o joelho. Zhenir usava uma camisa de manga longa cinza, um calção branco, um sapato de metal, proteções nos joelhos e cotovelos e luvas pretas que deixavam as pontas dos dedos aparecendo.

Assim que o homem viu Lire lá atrás seu queixo caiu.

– Q-que bom. Fico feliz em aceitarem o convite.

– O que estamos esperando? – perguntou a loira que passou animada pelos outros cinco, que a acompanharam.

Foram um dos primeiro grupos a descer da caravela, para depois se encaminhar à orla da floresta, onde vários instrutores já estavam esperando. Assim que chegaram uma mulher de cabelo castanho e um vestido azul foi até eles.

– Olá, sou Alerina, vocês são o grupo um e dois né? Números 121, 122, 123, 368, 369 e 370, certo?

Enquanto ela falava os integrantes de cada equipe acenavam com a cabeça confirmando a informação. Assim que ela terminou, Bhide deu um passo à frente e perguntou:

– Afinal, o que você quer?

A mulher, sem se abalar, respondeu:

– Somente levá-los para a sua entrada à floresta. Sigam-me.

Fizeram o ordenado. Enquanto se distanciavam mais grupos saíam do navio e eram chamados por instrutores que os levariam a suas respectivas entradas. Como eram os primeiros grupos, ganharam a entrada mais distante. Como também foram os primeiros a acabar o café e se arrumar, esperaram por muito tempo até que o sinal fosse concedido. Quando o primeiro alarme – fogos de artifício mostrando um rosto feliz – foi dado, os grupos que iam até a Torre foram conduzidos por cima das copas das árvores até seu destino, enquanto os grupos que teriam que encontrar os entes passavam pela floresta procurando por algum vestígio.

– Porque você concordou em sermos o grupo a passar pela floresta?? – perguntou Zhenir.

– É. Esses bichinhos de pelúcia devoradores de gente são irritantes, mas nada desafiadores ù.u

– Simples. As cartas me mandaram fazer isso.

Os três estavam protegidos por um escudo criado pelas luvas de Trine. Os “bichinhos de pelúcia” pulavam para tentar pegá-los, mas não conseguiam passar pelo escudo. Assim, os três caminhavam calmamente enquanto conversavam.

– Por quê?

– Elas disseram que é preciso que as três cheguem ao topo, principalmente porque querem saber o que vai acontecer lá.

Os outros dois pararam. Como assim as cartas queriam saber o que ia acontecer? Elas já não deveriam saber de tudo??

– Como é? – perguntou Trine.

– Isso mesmo, há uma opacidade com relação a essas três. Num determinado momento as cartas não veem mais nada. É como se a visão ficasse opaca, indeterminada.

– Sinistro... – completou Zhenir, enquanto perfurava três gosmas com a lança. Tinha planos de fazer um assado de gosmas depois que a missão terminasse – Ah, olhem, um ente!

– Finalmente!

Os números 368, 369 e 370 não tiveram que esperar muito. Em pouco tempo o grupo 2 apareceu com uma maça na mão, maçã essa que foi validada por Alerina como sendo realmente de um Ente. Logo, a maga abriu as portas da Torre para nossas protagonistas. Assim que as três entraram as portas se fecharam e elas se viram iluminadas por uma fraca luz esverdeada que vinha do alto da torre.

– Certo, então devemos ir ao topo. Mas como? – perguntou Lire.

– Tem uma escada ali – observou Arme.

– Mas ela está quebrada em várias partes.

– Tem razão.

– E que tal se arrombássemos alguma dessas grades, pelo menos para ver se elas estão conectadas com a parte superior – sugeriu Elesis, falando pela primeira vez desde que entraram.

– Pode ser, mas como vamos fazer isso? – perguntou Lire.

– Há! Isso é simples --, – disse a ruiva que quebrou a corrente com um golpe da espada.

– Boa! Parece que você não é tão burra afinal – disse Arme.

– É, só com um pouco de inteligência a menos ^^,

– Certo, vamos parar com o papo e entrar... Ai! Quem jogou essa pedrinha??

A loira, que tinha avançado para a porta a fim de ser a primeira a entrar foi atingida por uma pedra na cabeça e caiu de bunda no chão. Foi quando as três ouviram algumas risadas.

– Shh! – mandou a maga – Deixem que eu vejo.

Arme se teletransportou pra dentro do corredor, olhou para os dois lados e sumiu novamente, pouco antes de uma pedra passar voando pelo lugar onde ela estava. Apareceu logo atrás de Elesis.

– São dois goblins saltitantes. Eu que não vou lá pra ser atingida por alguma daquelas pedras!

– Ai, vocês são tão frescas u.u Eu vou lá e dou um jeito nisso – e entrou, rapidamente defendendo-se de duas pedrinhas com a espada – Ora seus... >.< Vocês vão ver só – e desapareceu pelo corredor.

Em seguida tudo o que pode ser ouvido foram os guinchos dos pobres goblins, que logo fugiram com a mão na cabeça, afugentados pela espada de Elesis.

– E não voltem!! Podem vir, vocês duas.

Nossa que bruta – pensaram Lire e Arme, antes de acompanhar a ruiva.

O resto da subida foi calmo, tirando uma gosma que caiu na cabeça de Arme e começou a comer seu chapéu, um goblin que deu uma pazada na cabeça de Elesis deixando-a mais tonta do que já é. Quando chegaram ao topo, já morrendo de cansaço, descobriram, ao ver pela grade de uma das passagens, a fonte da luz esverdeada. Era uma bola de cristal. Sob ela, os dizeres: NÃO ME QUEBREM!!

– Certo, então devemos quebrá-la. Elesis, abra a grade pra mim, por favor – pediu Lire.

– Tudo bem.

– Espera um pouco, o que estão fazendo? – perguntou Arme, pasma.

– Simples, me preparando para quebrar a bola de cristal.

– Mas está falando para não a quebrarmos!

– E você acha que querem o quê?? Que deixemos de quebrá-la e não possamos completar a missão.

– É... Tem razão – concordou Arme.

– Grade aberta.

– Obrigada Elesis.

A elfa retesou o arco e atirou duas flechas de uma vez. Fez isso algumas vezes e as outras duas repararam que a aljava que elfa trazia possuía o mesmo número de flechas do início e que as flechas que ela havia cravado na Bola de Cristal tinham sumido. Ficou claro que depois de acertarem o alvo elas voltavam para a aljava magicamente. Dispersas, não repararam quando a Bola se despedaçou e a luz contida em seu interior as consumiu.

– É essa a tal opacidade?? – perguntou Zhenir.

– Ainda não.

Bhide havia feito um círculo com as cartas de espadas e pronunciado alguma magia. No meio do círculo, podiam ver as três garotas dentro da Torre. Quem via de longe, poderia achar que a cartomante estava lendo o futuro de seus parceiros olhando para a grama.

– Ah! – gritaram as três, quando se viram caindo em direção a uma montanha. Ainda bem que ela estava coberta de neve...

Puff

– Como viemos parar aqui?

– Foi a Bola de Cristal, eu falei para vocês não a quebrarem!!

– Ai, que tempestade de neve em cubo de gelo, logo ali tem um teleportador. Vamos.

Nem bem deu o primeiro um passo, um mostro pulou na sua frente. Se fosse no nosso mundo poderia ser confundido com o pé grande, mas nunca ouviram falar disso em Vermecia. Tinha pelo branco, chifres que mais pareciam gelo azul, e uma cara meio retardada.

– Só passando por cima do meu cadáver!

Logo o monstro soprou em cima delas e a única coisa que elas puderam fazer antes de serem congeladas foi uma careta por causa do bafo de peixe cru. Então o monstro correu para longe, até desaparecer na neve.

– B-bem, p-pelo menos aq-quilo foi emb-bora – disse Arme.

– O-olha d-de nov-vo.

O monstro estava voltando rolando, a colisão ocorreria em alguns segundos.

– Porq-quê... – começou Elesis.

– A g-gente... – continuou Lire.

– S-sempre ac-caba... – gemeu Arme.

– Congeladas??? – completaram enquanto um monstro branco vinha rolando pra cima delas.

Ninguém merece... – pensaram as três, pouco antes do impacto acontecer.

Notas finais

Gosma: Nossa, que vergonha eu tenho de minhas irmãs não civilizadas u.u

Gon: Dois

Lunatic: Três

Desculpem se fico grande demais, hehe, muitas idéias, sabem como é... Não esqueçam dos reviews ;)

Ah, muito obrigado ao Netwarrior, por ceder sua definição de bichinhos de pelúcia assassinos/devoradores/comedores de gente para a fic.