Grand Chase - The Beginning
3 3 - Arme - O Livro Proibido
Notas iniciais
Cinco anos depois da Guerra do Continente
– Escudo Mágico! – depois da invocação do escudo, ela aproveitou para dar seu agarrão com as pernas e derrubar Nief. Sua amiga, com quem sempre treinava, continuou no chão, desmaiada, após essa e um monte de sequências – Espero não ter te machucado, Nief. Desculpe-me, venha eu te levo à enfermaria.
– Sério Arme, estou pensando seriamente em parar de treinar com você – disse, se recuperando. Quase toda vez isso termina comigo na enfermaria. (@.@*)
– Desculpe, vou tentar pegar mais leve da próxima vez...
– Você já reparou que sempre diz isso? (¬.¬’)
Não demoraram na enfermaria. Logo, uma alquimista a curou e a deu uma chamada HPUP, ou health percentual upgrade poison, algo como poção de aumento de percentual de saúde, só para precaução. A enfermaria de Escola Meige do Segundo Grau de Magia dava de graça para os mais descuidados ou azarados, como Nief.
Arme era uma maga prodígio. Com treze anos havia sido aprovada para a Escola. Por esse motivo, convivia diariamente nas salas de aula com alunos de dois a três anos mais velhos que ela. Por esse motivo também, só tinha amizade com Nief e alguns alunos do 1º ano, que tinham a mesma idade que ela. Nas horas vagas, quando não treinava com sua amiga ou lia um bom livro, ajudava-os em suas tarefas e os coordenava no treinamento.
O reitor da escola ficava muito orgulhoso de ter uma aluna assim. Ficava imaginando como a Escola poderia ganhar fama se ela se formasse como curandeira e fosse para o campo de batalha ajudar o continente a encontrar a terrível Cazeaje. Ele já havia tido essa conversa com ela, mas ela rejeitou a idéia, pois preferia muito mais a tranquilidade do magistério – isso era coisa da cabeça dela porque em nenhum lugar dar aulas pode ser tão tranqüilo, a não ser que você seja professor de história – ao sangue e ao terror que ocorrem no campo de batalha.
Na verdade, ninguém sabia muito sobre o grupo que estava à procura da “bruxa”, só sabiam que se chamava Grand Chase e que estava alistando humanos, magos e elfos de toda Vermecia para procurar pistas sobre o paradeiro de Cazeaje e de todas as pessoas sequestradas por ela. Hoje, depois de cinco anos da Guerra do Continente, (que terminou com a morte do rei de Serdin e o Contrato Jurado da rainha de Serdin com o rei de Canaban para a proteção do Reino do Sul e a ajuda ao Reino do Norte), serdinianos e canabanianos estavam unidos para recuperar os desaparecidos.
Enquanto isso, o feitiço que desolou Canaban não chegou a Serdin graças à barreira e os menos interessados eram os serdinianos. Mas a rainha insistia que todos os que podiam deveriam se alistar porque a qualquer momento Cazeaje poderia voltar pelos mares do sul para destruir o que restou do continente.
Arme gostaria de ajudar sim, mas longe da guerra de verdade. Preferia ajudar a formar magos preparados, afinal não se sabia o quanto iria demorar a busca nem quanto Cazeaje demoraria a voltar. Coitada, mal sabia que o que o destino lhe guardara era justamente o contrário do que pretendia...
Ela já havia lido quase todos os livros da biblioteca ao longo dos três anos em que havia estado na escola, mas havia uma sessão que restava, a mais cobiçada por qualquer aficionado em leitura: a Sessão Proibida, permitida apenas para as pessoas de mais alto cargo na escola, sendo que alguns livros eram tão restritos que nem o reitor nem a bibliotecária tiveram acesso.
Nos últimos dias, a vontade de ir até lá era tanta, que ela já tinha cogitado tentar algum feitiço para cancelar ou alguma poção, para impedir o efeito do feitiço alarme que ficava na entrada da sessão. Somente com a permissão da bibliotecária o alarme não disparava. Mas logo na hora a dita cuja chegou e a garota resolveu esquecer os planos.
Um dia, tentando pegar um livro no alto de uma estante, acabou deixando cair mais alguns em sua queda, e qual foi sua surpresa quando reparou que um deles era um livro “tarja preta”, ou seja, com o nome apagado, com um símbolo que poderia lembrar um dragão ou um tipo de pássaro na capa.
Quando o abriu, esperando encontrar talvez um texto escrito em outra língua, ou código, ou algo do gênero, viu, quer dizer, não viu nada. Não havia nada escrito. Mas como não era boba nem nada, pensou que talvez fosse um truque barato de escrita com tinta invisível. Quando ia examinar com mais cuidado ouviu os passos da bibliotecária chegando e o guardou rapidamente na bolsa.
Assim que ela apareceu os livros já estavam guardados em seu lugar e Arme apresentava na mão o livro que procurava inicialmente.
– Oi! Desculpe a bagunça que fiz, é que eu caí. Você poderia anotar esse livro pra mim? º-º
– Ahn, claro.
Logo que saiu da biblioteca correu para o dormitório que nessas horas estava vazio. Lá chegando acendeu um fósforo – no terceiro ano magias de fogo ainda não eram permitidas e a bibliotecária não emprestava a alunos livros com magias desastrosas – e foi passando perto das páginas com cuidado para não queimá-las. O calor deveria revelar a tinta. Em alguns instantes apareceu algo. Ela já tinha começado a ficar animada quando percebeu que era apenas a mesma imagem da capa. Então partiu para a próxima.
Durante quinze minutos ela ficou tentando em cada uma das páginas até que, quando já havia visto umas cem cópias do símbolo da capa desistiu. Tentou então jogar um punhado de terra e fazer um ritual simples de revelação. Basicamente, como o papel era proveniente da terra, o ritual faria com que a parte que não provinha da terra se destacasse no papel. Dessa forma, a tinta usada apareceria no papel. Infelizmente não durava muito tempo e ela teria que ler rápido.
Teria. Se tivesse dado certo. A única coisa que apareceu foi um pouco de substâncias impuras usadas na fabricação do papel. Desistiu de vez e foi jantar. Quem sabe de barriga cheia ela não conseguisse pensar em alguma coisa.
À noite, viria a revelação. Enquanto dormia, sonhou com a invasão de Serdin por monstros terríveis, de formas inimagináveis. Samurais, estátuas, mortos-vivos, monstros marinhos e, por fim, um castelo enorme cuja torre mais alta rasgava o céu, parecendo não ter fim. Lá, um ser de forma desconhecida escurecia um globo com sua mão, uma alusão que ela entendeu, significa a dominação, e logo em seguida, a destruição. No globo azul, ela só conseguiu distinguir uma coisa: um pedaço de terra que tinha o formato do continente e que foi o primeiro a ser escurecido pela mão devastadora.
Quando acordou estava suando, mas com frio, e estava encolhida como um feto. A primeira coisa que fez foi abrir a gaveta onde havia guardado o livro e abri-lo. No lugar dos símbolos agora haviam desenhos que mostravam cada uma das cenas que ela havia visto e que, passados rapidamente, formavam uma animação e representavam seu sonho.
Agora ela sabia. O sonho mostrava o futuro. Mas ela sabia que o futuro podia ser mudado. E ela faria de tudo para que isso acontecesse.
Notas finais
Arme: Sinistro, né? *-*
Lass: ...zZ² -q-
Arme: Xatu ¬¬*
Mandem reviews, falando se gostaram ou não!!
Fale com o autor