Grand Chase - The Beginning

1 1 - Elesis - Um Natal Com Lágrimas


Notas iniciais
É meu primeiro texto então tomara que tenha ficado legal

Logo após o fim da Guerra do Continente

O inverno de Canaban nunca havia sido tão seco. Já era véspera de Natal e não tinha caído um floco de neve sequer. A árvore de Natal que ficava no centro da praça havia perdido suas folhas e não foi enfeitada. O clima de alegria, amizade e carinho, típico da época, não apareceu. As pessoas não saíam de suas casas, com medo da invasão.

Apesar de Canaban, o reino do norte, ser reconhecido por seus fortes guerreiros, Serdin, o reino do sul, tinha magos habilidosos e chegaram notícias de que os elfos da ilha Eruel haviam se aliado. Ninguém entendeu. Porque os elfos, sempre tão pacíficos, decidiram ajudar os terríveis feiticeiros de Serdin a tomar Canaban? Graças a isso eles haviam perdido as esperanças e ninguém sabia o que seria do continente de Vermecia.

Enquanto todos na vila próxima ao castelo estavam acuados, uma menina de cabelos de um vermelho intenso, como o fogo que parecia ter queimado as florestas de Canaban, golpeava fortemente um espantalho. Seu pai, o Chefe da Guarda Real de Canaban, já havia partido há alguns dias com suas tropas em direção ao vale que separava o continente e a havia mandado treinar até que voltasse.

Todas as meninas e os demais adultos achavam-na terrivelmente perturbada. Onde já se viu uma menina querer lutar ao invés de brincar com sua boneca de pano? Mas os meninos achavam interessante e, como sempre perdiam para ela, começaram a respeitá-la.

Como prometido, ela continuava treinando para mostrar a seu pai quando chegasse que ela poderia, ao menos, se tornar um estorvo para os magos com o qual ele estava lutando no vale. Enquanto lutava, um dos soldados de seu pai chegou por trás e, fingindo não ouvir, ela o deixou se aproximar. Assim que ele estava atrás dela, fingiu que daria um golpe no espantalho, mas recuou a espada, e continuou o movimento de giro até que a ponta da espada estivesse em direção ao pomo de ouro do soldado, mas o reconheceu antes que o pior acontecesse.

– Ah, é só você, Herm. O que está fazendo aqui seu Mensageiro desertor?

– Elesis, por favor, tire essa espada da minha garganta.

– Ah, claro – abaixou a espada e relaxou os músculos, sacudindo os braços e as pernas. Então, o que quer?

– Elesis, err... Mandaram-me aqui para...

– Me mandar uma mensagem, deer. Sou desprovida de inteligência, mas não sou burra – Ou seria o contrário? Tanto faz... – Vá direto ao ponto.

– Tá, você que pediu – Como posso ter coragem para fazer isso? – Seu pai está desaparecido e o rei de Serdin está morto. Descobrimos que todas as informações que tínhamos foram forjadas pela conselheira do rei, Cazeaje. No meio da batalha, logo depois que o rei de Canaban matou o rei de Serdin, ela invocou inúmeros monstros que começaram a atacar os dois batalhões. Então, as divergências entre os reinos foram esquecidas e, quando a batalha ia começar, Cazeaje desapareceu, deixando sua horda de monstros para trás. Na contagem dos mortos e feridos, seu pai não estava e descobrimos que muitos outros sumiram. Poderiam ter caído do vale, mas algumas equipes desceram e não encontraram nenhum corpo.

– ...

– E então?

– Er... Eu parei na parte do você que pediu – disse, fazendo uma cara de riso misturado com vergonha, algo como um XD.

Como ela pode ser tão tonta?? Pensou o mensageiro.

– SEU PAI ESTÁ DESAPARECIDO! SUSPEITAMOS DE QUE TENHA SIDO SEQUESTRADO!

– Seqüestrado? Por quem?

– Cazeaje, a traidora do reino.

– Quem é a velha? – para variar, sem entender nada fez uma expressão de dúvida meio desinteressada, parecido com isso: ~.^?

Oh, meu pai! – Era a conselheira do rei.

– Conselheira? – enquanto ela pensava (sim, pensava), as poucas engrenagens que haviam em sua cabeça faziam força para funcionar – Espera aí, o rei seqüestrou meu pai?

– Qual parte do traidora você não entendeu?

– Ah... Então ela se calou e abaixou a cabeça.

Herm pensou em acalentá-la, mas resolveu deixá-la com seus pensamentos e foi embora. Minutos depois ela continuava na mesma posição, só o que havia mudado era o chão que se umedeceu com suas lágrimas.Finalmente, ela se virou e continuou atacando o espantalho.

Eu prometo pai, eu vou treinar até me tornar a melhor espadachim de Vermecia e vou derrotar a tal “Case e Aja”. Eu prometo!!

– Crítico X!!

Como sempre, estraçalhou um espantalho. Mas desta vez, não era apenas um espantalho. Em sua cabeça, ela imaginou no lugar do espantalho, alguma velha horrenda com longo vestido preto e um cajado ou algo assim. É. Case e Aja podia muito bem ser assim. Ou, em sua imaginação, ter sido.

Notas finais

Amy: Huashuashuas, Case e Aja!! huashauhaus

Elesis: Ah, Cala a boca sua monstrenga cabeçuda ¬¬

Ryan: Nossa, não imaginei que você tivesse recebido a notícia assim Elesis.

Lire: Pobre espantalhinho Q.Q

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