Grand Chase - Os Defensores de Ernas
14 Capítulo 14 Especial - Primeira missão de Ryan.
Notas iniciais
Primeira missão de Ryan.
— Ah cara! Como a comandante pôde me mandar sozinho para minha primeira missão? O que ela tem na cabeça? Deixa! Tenho que me concentrar na missão! – dizia Ryan com fogo nos olhos e já avistando o paraíso das terras de prata, lembrando-se do que sua comandante havia lhe instruído sobre a missão.
(Flashback)
— Lembre-se Ryan, essa será sua primeira missão, pelo o que foi constatado com o QG da Grand Chase, têm ocorrido fatos curiosos na Ilha selvagem, na Terra de Prata, é necessário que você vá até lá e investigue tudo o que puder e reporte a mim, e caso seja necessário, elimine o mal que assola aquela exótica ilha! – disse a Comandante para o druida que prestava atenção em suas palavras.
— E Comandante Lothos, que eu mal lhe pergunte, o que seria esse mal? – perguntou Ryan com nervosismo na voz, não era de se impressionar, afinal era sua primeira missão após o árduo treinamento no Quartel General da Grand Chase.
— Dizem que há um monstro que esta sugando os nutrientes e toda a vida daquela ilha. Sei que deve estar nervoso, mas estou confiando a você essa missão porque sei de suas capacidades e habilidades, apenas tenha fé em si mesmo, pequeno Ryan!
(Fim Flash Back)
Já fazia quase um dia desde que Ryan havia saído do quartel da Grand Chase
— Pelos Deus de Xênia! Esse lugar é “maravilindo”! Esse ar puro, essa energia revigorante, essas águas tão límpidas, essas árvores frondosas... e essas moscas gigantes monstruosas e extremamente hostil vindo para cima de mim! Mosca gigante?! – rapidamente pegava seu machado concentrando toda sua força nos braços e batendo no monstro que voava, cortando-o ao meio. – Home Run! (isso mesmo, a rebatida no jogo de baseball)! Ryan um, Mosca que comeu fermento zero! – mas a felicidade logo acabou já que vários monstros que se assemelhavam estranhamente a plantas e mais moscas apareciam da mata avançando contra o elfo.
— Então... é Hora da Grande Caçada! – Ryan Avançava soltando um rugido estridente deixando os monstros atordoados com seu grito de guerra e dando poderosos golpes com seu machado. Graças ao peso da arma seus ataques conseguiam facilmente fatiar os monstros e destruir o chão quando ele errava os golpes, mas o peso fazia os ataques serem relativamente lento.
Ryan decidiu adentrar mais na ilha para sua investigação, e quanto mais adentrava mais ele sentia uma energia maligna no ar, mais ele sentia um cheiro terrivelmente doce e chamativo.
— Cara esses monstros não param de aparecer... até parece que eles estão brotando da terra! – após dizer isso Ryan foi atacado por varias aranhas verdes gigantescas.
Ele lutava bravamente e teria sido mais uma luta fácil se as aranhas parecem de parir filhotes.
— Minhas Deusas e Espíritos da Natureza, essas aranha superdesenvolvidas não param.
Ryan cortava as aranhas e seus filhotes, primeiramente acabando com as mães para que elas parassem de ter filhotes, e depois com os numerosos filhotes, e quando finalmente acabou com sua pequena batalha ele foi abordado gentilmente por um macaco gigante caindo em cima dele.
— Hoje é hoje viu, um defensor da natureza sendo atacado por seres da natureza, eu mereço isso na minha primeira missão?! – indagou Ryan após se esquivar do macaco gigante que se levantava olhando para ele furiosamente. – Cara, eu não sabia que a Wendy tinha saído da torre sombria e vindo aqui pegar uma “corzinha”, hoje é um dia cheio de surpresas.
— Não me compare com aquela macaca seu humano fedorento, é obvio que sou muito mais linda! – A macaca gigante se preparava para rolar contra Ryan, já esse simplesmente segurava seu machado como quando atacou a primeira mosca, focando toda sua força nas pernas e nos seus braços tencionando seus músculos e batendo na macaca com o machado fazendo a Wendy Kong desviar da trajetória batendo em uma rocha.
— Eu sou um elfo sua macaca maldita!
— Eu sou uma Gorila! – gritou. Ela avança contra Ryan na tentativa de acertar um poderoso soco no garoto que apenas abaixa escapando do golpe. Logo ela levantava ambas as mãos batendo no chão com força fazendo uma pequena cratera. Ryan é lançado no ar, e o mesmo aproveitava o peso do machado, rodando-o no ar e logo depois o segurando acima da cabeça e dando um corte vertical, mas a gorila desviava do golpe fazendo o elfo colidir com tudo e criando um pequeno buraco no chão.
Aproveitando que Ryan ainda não havia se recuperado do próprio golpe, ela o pegava pela perna o levantando por cima do ombro e bate com ele no chão, e depois o mesmo de forma inversa. Logo o joga contra as árvores fazendo-o quebrar algumas.
— Não... Pense que acabou sua macaca! – gritou Ryan com todo o pulmão e logo seu grito virava um potente uivo. Os músculos de Ryan se enrijeciam ao máximo desenvolvendo-os ainda mais. Seu corpo era tomado por uma pelagem laranja mostrando que ele havia se transformado em um lobo e avançando contra Wendy.
Wendy aplica um soco poderoso, mas o lobo foi rápido o suficiente para desviar para o lado. A macaca desferia outro soco que era novamente desviado pelo lobo pulando para o outro lado. Ele roda liberando uma energia mágica acertando a gorila no peito a atordoando e dando um corte cruzado com as garras, mas incrivelmente o golpe parecia não ter surtido efeito. Wendy dava um golpe com as costas de sua grande mão fazendo o lobo voar para o lado colidindo contra uma pedra com bastante força, e com o golpe o lobo ruivo soltava um choro horripilante.
A poderosa gorila avança novamente contra o lobo, que pulava para cima esquivando-se do golpe de Wendy que batia contra a pedra sendo ricocheteada para trás. Nesse momento Ryan em sua forma lupina desfere um corte com as garras em direção do rosto de Wendy, a gorila não conseguiu desviar a tempo, e como resultado o jovem lobo rasga o rosto da macaca arrancando seu olho direito, deixando-a parcialmente cego e urrando de dor.
Ryan viu que esse era o momento perfeito. Deixando seu lado animal aflorar mais, ele uivava bem alto avançando com vários cortes poderosos com sua garra, pegando Wendy desprevenida, e logo após os massivos golpes que sofreu ela foi lançada para o chão.
— “Ufa! Espero que isso tenha acabado com ela”! – Foi o que Ryan pensou quando tomou sua forma élfica novamente. Ryan caminhou até seu machado, bem cansado e sentindo fortes dores nas costas, foi uma luta exaustiva. E assim que Ryan havia pegado seu machado ele viu uma sombra surgir acima de si.
Não houve tempo para reação, a gorila da ilha selvagem havia caído com tudo encima do elfo que foi esmagado.
Ela levantou e começou a socá-lo enquanto estava no chão.
— Isso é por arrancar meu olho seu maldito! – a gorila tacava furiosamente Ryan, quebrando o chão enquanto o jovem elfo gritava de dor, e num movimento desesperado Ryan pegou o machado e golpeou a perna da Wendy que perdia o equilíbrio e caia, dando tempo para Ryan levantar mesmo que dolorido e assumir a posição de batalha. Novamente ao ver a Wendy Kong levantar e avançar, aplicando um potente soco com toda a fúria que ela tinha no momento, que não era pouco!
Ryan fechou os olhos virando o machado de lado para poder segurar na lamina sem que ela cortasse sua mão, e firmando as pernas no chão.
Ele abriu os olhos no exato momento que Wendy desferiu seu soco mais forte e o elfo segurando seu machado bloqueou o golpe, agora usando toda sua força bruta contra a do monstro, eles ficaram se encarando e quando Ryan fez o movimento para o lado, jogando o braço da gorila monstro para o lado, logo Ryan virava a lamina novamente para o lado que continha o fio e preparava para desferir seu golpe, até que foi surpreendido com um soco do outro braço em seu tórax, fazendo-o ser jogado para trás com violência, mas nesse momento Ryan jogou seu machado contra Wendy que cravava no seu grosso couro na altura do ombro esquerdo. A gorila urrava de dor, e tentava desesperadamente tirar o machado do seu ombro.
O elfo ruivo se levantou lentamente, ele sentia muita dor em seu corpo, devia estar com algumas costelas quebradas, mas nada que ele não pudesse ignorar,
— Droga... – Foi então que ele se lembrou das palavras de druida Satyr, na sua infância.
(Flash Back)
— Lembre-se meu filho, não dependa apenas de seu machado ou de sua transformação, você tem muita força física, você possui o poder da natureza, use-a com sabedoria.
(Final do Flash Back)
— Sim! – Ryan avançava contra Wendy com seus punhos fechados e pulava acertando o peito esquerdo da macaca que havia conseguido tirar o machado de sua carne.
A força do soco de Ryan foi tão forte que ele podia ouvir os ossos da macaca trincar lentamente. O golpe havia derrubado Wendy e a jogando longe o suficiente para ele cair no chão e pegar novamente seu machado.
A gorila avançava novamente louca e cega de raiva. Ryan simplesmente esperou a hora certa e começou a rodar usando o peso do machado e sua força para fazer vários cortes na barriga e no tórax do inimigo.
Ele parava, aproveitando que ela estava atordoada com seu golpe, jogou seu machado para cima que rodava e pegava no queixo da macaca cortando seu rosto. Logo se jogava no ar também, pegando seu machado e usando toda sua força para rodar no ar com o machado para ganhar mais velocidade na queda, e usando todo o peso do machado e o resto de sua força, caia em uma queda aplicando o seu mais poderoso golpe.
A Gorila não teve tempo de reação, o golpe havia acertado sua cabeça, e logo com a força do golpe que foi aplicado, o elfo cortou a Wendy Kong, separando os lados simétricos dela (direito do esquerdo), e quando o golpe colidiu com o chão criou uma grandiosa cratera, que era resultado da força violentíssima do golpe.
— Não sei como sobreviveu até agora, mas que os espíritos da natureza cuidem de você! – disse Ryan. Logo arrastou seu corpo e seu machado para floresta adentro e tomando um liquido vermelho que a Comandante havia lhe dado antes da missão.
Após ingerir o liquido ele sentiu seu corpo reclamar menos de dor, e se deu ao luxo de relaxar encostando-se a uma árvore.
— Tenho que agradecer a comandante por me dar aquela poção... tinha até gostinho de morango! – ele riu começando a fechar seus olhos, mas logo sentiu o mesmo perfume de quando chegou, só que mais forte. Também sentiu algo subir pelo seu corpo.
Ryan teve tempo apenas para pegar seu machado quando foi arrastado até o centro da mata sendo erguido por um cipó até a altura do olho de uma flor gigantesca. Suas raízes estavam cravadas no solo, ela havia três bocas conectadas a caules, logo ela abriu os olhos exalando um perfume muito forte e doce.
— Sinta meu veneno entrar pelas suas narinas meu pequeno pedaço suculento de carne! – falou uma das bocas chegando perto de Ryan que se debatia.
— Nem a pau, me solta! – Ryan balançava seu machado cortando uma das bocas. A planta mutante se debatia e soltava Ryan que caia brutamente no chão.
— Farei você de adubo e nutrientes junto dessa ilha para meus filhotes seu saco de carne!
— Então era você que estava destruindo a floresta?
— E agora destruirei você!
A planta fez várias de suas raízes avançarem contra o elfo, que tocava o chão criando um totem de pedra maciço para protegê-lo por tempo suficiente para correr para o lado desviando das pedras da coluna que se quebravam e das raízes, logo ele cortava as raízes fazendo a planta soltar um grito de dor.
A flor maligna atacava o elfo com suas bocas, o trazendo parar perto com seus cipós.
Ryan não conseguia reagir aos ataques e acabou sendo jogado próximo da planta que havia conseguido se erguer no ar com a ajuda de suas raízes. Ela deixava seu corpo cair e deixando a gravidade fazer o resto, esmagando Ryan.
Ryan cuspia muito sangue tendo seu corpo todo amolecido pelo impacto dos golpes e soltando seu machado.
A planta pegava Ryan que estava quase inconsciente e o jogava perto de seus filhotes que estavam finalmente germinando.
Ryan tentou se transformar em lobo, mas logo sua transformação foi cancelada graças a sua exaustão da luta anterior e com o recente golpe que recebeu. Quanto mais ele perdia a consciência mais ele ouvia uma voz mística falar na sua mente.
— libere sua energia Ryan, use a força da natureza. Use Ryan! – gritou no final.
Assim que Ryan ouviu o grito em sua mente ele juntou toda a energia que havia lhe restado mais a energia da natureza que erguia seu corpo com a pura energia e a liberava num campo de energia poderoso que arrancava e rasgava os filhotes da Planta mutante.
— Ser de carne maldito, eu lhe matarei sem misericórdia! – logo a planta lançava uma grande quantidade de veneno em Ryan.
Ele criava uma proteção feita das raízes das arvores e com a energia da natureza o deixava isolado.
— Droga! Logo irá acabar, eu irei... morrer!!! – Ryan disse sem aguentar, sua defesa começava a se desfazer.
— Você quer viver? – dizia a voz novamente.
— Quem é você? – olhando para todos os lados.
— Sou um espírito da natureza, e eu venho te observado desde que chegou nesta ilha... Eu não quero que você morra agora Ryan, você tem a força e a coragem necessárias para erguer novamente os clã dos sentinelas!
— “Eu não tenho outra opção” – pensou Ryan. Fechou seus olhos, suspirou e relaxou seu corpo.
A planta já havia contado com a vitória até que ela foi surpreendida por duas esferas de energia que cortaram suas bocas.
— destruir! – gritava uma criatura, seu corpo era coberto por uma cor branca jamais vista, seus braços havia tatuagens tribais, seus cabelos eram longos ruivos com duas tranças que desciam pelo seu tronco com as pontas com argolas, suas majestosas asas cores laranja se abriam revelando seus olhos com íris verdes e esclera negra, e seu elmo dava um ar mais maligno ao ser.
— Não pode ser! Você é um... Nephirin, mas como? Os sentinelas não estavam extintos há anos?
Não houve tempo para a planta quando ela sentiu um poderoso soco a fazendo perder toda sua estabilidade.
— Você vai pagar pelo o que fez a este lugar! Agora sinta a fúria da natureza!
A personificação da fúria da natureza dava dois socos fortes que faziam a planta lentamente sair do chão seguido por outro tão poderoso e com tanta energia que a planta foi lançada em pleno ar, tendo suas raízes arrancadas do chão.
A fera alada voou até a planta e aplicava vários socos e um golpe martelo na planta a fazendo cair no chão com tanta violência que fez uma cratera que nivelou uma parte da floresta.
— Agora é seu fim Antoinette! – Assim era o nome daquela planta mutante
Assim que a planta se levantou e começou a penetrar o solo com suas raízes para absorver nutrientes para se recuperar foi agarrada pelas suas pétalas, exatamente no olho por Nephirin, perfurando seu único olho e a fazendo rugir tão agudamente que todos os animais da floresta ouviram sua agonia.
Assim o demônio começa a puxar para lados opostos a rasgando violentamente ao meio com as próprias mãos, soltando uma risada macabra. Assim que terminou de arrancá-la do solo e separar uma metade da outra, acumulou energia nas mãos, assim incendiando a planta e a deixando queimar. O Nephirin vai direção ao machado de Ryan.
— A partir de agora, deve se referir a si mesmo como Ryan, o Sentinela.
Ele tocou no machado e a transformou em uma lamina dupla. Logo a transformação acabou fazendo Ryan assumir a forma élfica novamente, caindo de costas no chão.
Algumas alterações ocorreram em seu corpo, como o seu cabelo que cresceu bastante ate depois da cintura. Ryan havia caído de exaustão, inconsciente.
Rapidamente a planta morreu junto da energia maligna que aquela ilha tinha, os monstros começaram a simplesmente morrer e a cratera era preenchida com água do rio que corria por ali perto formando um grande lago, e assim que a água preencheu toda a cratera os animais daquela floresta saíram de suas tocas correndo e voando livremente pela floresta novamente. Alguns animais até se aninharam em Ryan, pois se sentiram seguros com a energia quente e natural que ele emanava. Agora eles sabiam que Ryan era o escolhido da fúria da natureza, que ele era o escolhido para seguir a antiga ordem extinta, era aquele que iria protegê-la com toda sua força. Os animais, as plantas e os espíritos naturais sabiam que ele era agora... Ryan, o Sentinela!

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