Grand Chase - Os Defensores de Ernas

10 Capítulo 10 - O protetor do lago Crepúsculo


O protetor do lago Crepúsculo

O céu voltava com sua cor original, já era de tarde quando as garotas conseguiram sair do antigo Reino de Prata, que agora estava em ruínas. Estavam todas com fome e mortas de cansaço e não sabiam mais o que fazer. Arme e Elesis já começavam a ver miragens, enquanto Lire sempre cabisbaixa e pensativa, não reclamava de absolutamente nada. Chegaram a um grande lago com águas claras que refletiam o sol e o lindo azul do céu, que já começava a ficar alaranjado, pois o sol já se preparava para se por. No meio do lago, estava um navio que não obtinha nenhum sinal de vida dentro dele e parecia estar quebrado. De todas as formas tentaram achar alguma explicação para aquele navio estar ali, mas todos eram ilógicos, e é claro, estavam com muita fome para poderem pensar.

— Eu não aguento mais andar, estou faminta! – disse arme já se debruçando na areia daquele lugar, era como se fosse uma praia.

— Você não faz outra coisa a não ser reclamar, Arme?! – questionou Elesis com um tom arrogante. Ultimamente ela tem ficado muito estressada com suas “amigas” de equipe, mas na verdade, ela estava mesmo era preocupada, pois viu o quanto suas amigas têm evoluído e o quanto tem se dedicado nessa viajem. Elesis sentiu que de alguma forma estava ficando para trás.

Ouviram um barulho alto vindo de Elesis, era sua barriga roncando por estar com muita fome.

— Pelo visto não sou a única que esta com fome, não é? – disse arme com sarcasmo. Ainda se encontrava no chão, mas agora estava ajoelhada e com as mãos no mesmo.

— Cala a boca seu... Seu... “repolho ambulante”! – disse Elesis bem irritada, levantando o punho na altura do peito e cerrando o punho.

— Olha quem fala! “Pimentão vermelho”, “moranguinho”, “tomatinho”... só esses que lembrei mesmo... que fome! – Arme ficou bem pensativa e logo cabisbaixa, sentando na areia.

— Sua... Sua... Maldita! Agora eu vou acabar com você, Arme! – gritou Elesis não se contendo e avança com muita fúria em direção a Arme.

— O que? Não, Elesis! Eu só estava... Eu só estava... – Arme tenta acalmá-la, mas foi em vão, imediatamente se levanta e sai correndo desesperadamente aos berros, enquanto Elesis corria atrás dela com uma expressão assassina.

Lire observa calmamente toda aquela cena e logo da um longo suspiro, ela só poderia estar pensando o quanto suas amigas eram idiotas. Ela senta na areia, de frente para o lago, e avista uma pequena galha de árvore bem a sua frente. Logo a pega e começa a desenhar na areia, não antes de sentar em uma posição em que parecia estar bastante deprimida. Ela abraçou os dois joelhos com uma única mão e escondeu sua boca atrás do mesmo, olhando de rabo de olho para o seu desenho. Ela fazia lentamente cada detalhe e logo começou a da forma a uma pessoa com cabelos jogados em sua testa, e uma feição séria e um par de orelhas pontiagudas.

— O que e isso? – perguntou Arme inocentemente. Já estava de cima há algum tempo analisando o que a garota estava fazendo.

— Um desenho! – respondeu Lire em um tom baixo, sem sair da posição em que ela estava.

— Sério? – indagou ironicamente. – Quem é esse?

— Meu irmão! – disse Lire bastante tímida e com grande desespero.

— Sei... – desconfiada, mas Lire sorri carinhosamente fazendo Arme não se preocupar tanto com aquilo. – Bem, eu vou dar uma volta por ai, você quer vir?

— Não, não... Eu vou ficar por aqui mesmo! – respondeu Lire desviando os olhos de Arme que se encontrava de pé ao seu lado observando o lago. Logo Arme sai para sua caminhada.

Lire volta seu desenho com a galha, pensou em terminar seu desenho, mas após alguns segundos observando-o acabou por não terminar.

Arme saiu por alguns minutos para procurar comida, mas volta de mãos vazias e encontra Elesis treinando alguns golpes, bastante determinada a aumentar sua forma de combate. A fome era tanta que ela quase não conseguia concentrar-se. A maga aproximava-se de Lire que ainda estava sentada no mesmo lugar. A brisa do mar batia em seus cabelos fazendo-os voarem para trás, mostrando todo o seu rosto triste e pensativo.

— Lire, você esta bem? – Arme se colocando bem na frente de Lire.

— Estou bem! Só estava aqui pensando o motivo daquele navio ter se partido bem ali no meio. Não tem como ele ter batido em algo, mas o que mais me preocupa é se alguém se feriu! – disse Lire tentando esconder o verdadeiro motivo de estar tão quieta.

Arme sentou-se ao lado de Lire e ficou bem pensativa sobre o que Lire havia dito.

— Eu estou com tanta fome que poderia comer até um... – disse Elesis que chegava logo atrás das garotas, embainhando sua espada.

— Caranguejo... – disse Arme com os olhos brilhantes.

— Isso! Eu poderia comer um caranguejo! – disse Elesis.

— Caranguejo! – Arme soltou um grito prolongado, se levantando e saindo correndo com as duas mãos erguidas para frente. Ninguém havia entendido o motivo de desespero de Arme, mas entenderam após perceberem que havia caranguejos por ali. – Droga! Eu quase o peguei. – disse Arme com voz de choro.

— Você não serve nem para pegar um misero caranguejo! – disse Elesis debochando de Arme.

— Ali! Ali! – Arme corre atrás de mais um e se jogando contra o chão, para capturá-lo, mas infelizmente falhou novamente.

— Eu vou mostrá-la como se faz para capturar um caranguejo. – Elesis corre atrás de um, de outro e de outro, mas não obteve sucesso. Com muita raiva, ela pega sua espada tenta acertá-los com a mesma, até fogo ela usou, mas o resultado foi ainda pior. Furiosamente joga sua espada na areia e sai novamente correndo atrás dos caranguejos

De um lado e para o outro, as duas garotas, corriam ferozmente atrás de sua refeição, pareciam predadores atrás de sua presa. Em um momento de descuido, as duas se chocaram uma contra a outra. Começaram suas discussões de sempre, uma xingando a outra por sua falta de cuidado, mas logo foram interrompidas por uma flecha que caiu bem perto de onde elas estavam e atravessando a carapaça de um dos caranguejos. As duas entreolharam e logo via que Lire segurava cinco flechas em sua mão, cada uma com um caranguejo na ponta.

— Isso... Isso foi tudo que eu consegui... Não vai ser o suficiente, mas... – disse Lire timidamente desviando seu olhar, logo foi interrompida.

— Vamos comer! – gritou Arme já com a boca cheia d’água.

Elesis mais uma vez se sentiu rebaixada por uma garota que mal conseguia conversar, mas a fome era tanta que resolveu deixar isso de lado por enquanto.

Arme comia com uma boca tão boa e com um sorriso estampado em seu rosto. Lire vendo aquela cena, não pôde evitar ficar feliz e sorrir.

Elesis após ter acabado, percebeu que como Lire havia dito aquilo não foi o suficiente, mas agora focava sua mente em outra coisa, seu treinamento. Ela se levanta e segui em direção oposta das meninas, que se encontravam um pouco mais perto do lago, e de costa para o mesmo. Saca sua espada e começa a treinar alguns movimentos, não demorou muito para que ela virasse com a espada apontada para as garotas e imediatamente ela começa a correr em direção das meninas, ergue sua espada a cima do seu ombro, o que faz com que Arme se assuste por não entender o que estava acontecendo. Elesis passa direto, ao lado de Arme e golpeia um monstro marinho, fazendo com que o mesmo caia por terra.

— Não baixem a guarda! – disse Elesis um pouco convencida, virando-se de costas para o lago. Logo ela vê Lire esticando e apontando uma fecha em sua direção. Ela atira e a fecha passa ligeiramente bem próximo ao rosto de Elesis, acertando o mesmo monstro que Elesis havia atacado, no qual não havia morrido.

— Eu digo o mesmo! – disse Lire, ainda com seu arco apontado para Elesis.

— Tenha mais cuidado com isso! – disse Elesis bastante arrogante.

— Olha... é gosmento! – Disse Arme quase esfregando o dedo no rosto de Elesis, com um muco que havia pegado sobre o corpo daquele monstro.

— Sua nojenta! Tira isso de perto de mim! – disse Elesis fazendo cara de nojo.

Logo perceberam que muitos daqueles monstros saiam correndo de dentro da água, alguns passavam direto e entravam na floresta, outros paravam para lutar, pareciam estar com muita fome também. Eram muitos, mas não eram fortes. Elesis parecia estar se divertindo e despreocupada com o que estaria acontecendo naquele local, o motivo pelo qual aqueles monstros estariam saindo e correndo desesperadamente da água. De repente as águas começaram a ficar um pouco mais agitadas e surgimentos de pequenas ondas começaram a aparecer. O chão tremeu levemente e algo começou a submergir sobre as águas, não demorou muito até que pudessem ver o que era... Um Caranguejo gigantesco.

— Eu não acredito! Um caranguejo gigante... E bem na minha frente! – disse Arme já com os olhos brilhando e boca cheia d’água.

— Percebi que você gosta de coisas estranhas e nojentas! – disse Elesis.

— Como ousam invadir o meu território sem permissão? – disse o caranguejo.

— Ele fala... O caranguejo fala! – disse Elesis bem paralisada e confusa.

— “Uhuul”! Mas por que a gente esta conversando com o nosso jantar! – indagou Arme.

— Arme! Os caçadores possui uma única regra quando estão procurando comida... Não se come coisas falantes!

— Como ousam insultar o grande Krako? – gritou.

— Eu não ligo se ele fala, eu não sou caçadora! Deuses de Vermécia e da Terra de Prata, obrigado pela comida que tens nos proporcionado hoje! – disse Arme juntando a palma das mãos com gesto de oração, e olhando para o céu.

— Não estou surpresa por estar sonhando acordada de novo, mas agradecer os deuses por um siri gigante?

— Como ousa falar assim do grande Krako, eu irei despedaçá-la, assim como aqueles que tentaram atravessar o meu lago em um navio. Vocês que serão minha refeição! – disse Krako bastante furioso.

— Você... Fez o que com eles? – indagou Lire em um tom bastante tenebroso.

— Eu os destruí, não deixarei que ninguém atravesse esse lago!

— E-eu... – Lire pressionando os dedos contra a palma da mão.

— O único que será destruído aqui será você, “Krapo”! – Arme retrucou e ergue seu cajado com alguma magia conjurada. – Coruscantis! – Arme aponta seu cajado para Krako e lança um relâmpago no monstro, mas este não surge efeito, o que deixa a garota de boquiaberta.

— Fýsima Velón! – Lire lança suas flechas em direção ao Krako, mas este também não surge efeito.

— Agora e a minha vez de fazer o ataque! – Elesis saca sua espada e corre em direção ao lago, logo começa a pular sobre as madeiras quebradas que se encontravam por ali. Ela pulava de madeira em madeira desviando de cada ataque e cada vez mais chegava perto de Krako. Ela salta sobre Krako e prepara seu ataque – Profound Cut! – Elesis ficou espantada por não seguir nenhum efeito, sua carapaça era bastante resiste. Krako a ataca com uma de suas garras, acertando em cheio a garota que defendeu colocando sua espada na frente, mas arremessando Elesis novamente para a praia.

— Elesis! – gritou Arme e Lire ao mesmo tempo.

— Eu... Estou bem... Vamos atacar de novo! – disse Elesis ainda sentindo muita dor.

— Agora é a minha vez, garotinhas! – Krako ataca com varias bolhas que saíram de sua boca e sendo lançadas em direção as garotas.

— Cuidado! – gritou Arme desesperada, puxando Elesis para que o ataque não a acertasse. As bolhas levantaram a areia cerca de três metros, com certeza teria causando bastante dano se tivesse acertado alguém.

A batalha foi longa e repetitiva, Arme conjurava suas magias e lançava em Krako. Lire usava suas fechas muitas vezes para distrair a atenção do caranguejo para que Elesis pudesse fazer seu ataque, mas não era muito eficaz. Elesis cedo ou mais tarde recebia um poderoso golpe e era arremessada para terra firme novamente.

— A carapaça dele e bastante dura! – disse Arme.

— Mas não é indestrutível! – disse Elesis e logo dando sua risadinha e limpando o sague que escorria no canto de sua boca. – Mirem em um único ponto, só assim conseguiremos quebrá-la!

Assim foi feito, novamente a batalha repetitiva, só que dessa vez elas tinham um plano. Estavam cansadas e ainda com muita fome e tudo parecia perdido, as esperanças estavam por um triz, foi quando um pequeno trincado surgiu sobre a carapaça de Krako.

— Finalmente! – disse Elesis bastante animada.

— Não pode... Não pode ser... Minha carapaça era para ser indestrutível! – disse Krako bem zangado.

— Parece que a sua carapaça não era tão resistente assim! – disse Lire ainda com muita raiva.

— Mas...! Eu vou... Eu vou! – Krako rosnava, não conseguia conter sua raiva, estava bastante irritado.

— Prepare-se, Krako! – gritou Lire já esticando seu arco.

— Electrica Scintilla! – Arme conjura outra magia de raio, dessa vez parecia mais fina e mais veloz. A magia penetra facilmente na carapaça do caranguejo, fazendo com que a fenda se rompesse ainda mais.

— Diátrisi Vélos! – Lire lança sua flecha perfurante, ela tenciona tanto o arco que sua flecha saiu mais poderosa que o esperado, fazendo a garota dar alguns passos trás. Sua flecha foi tão rápida que deu para ver somente o feixe de luz. Esta perfura ainda mais a carapaça de Krako, abrindo ainda mais a fenda. Dessa vez o ataque perfura seu corpo de baixo da carapaça, fazendo com que Krako ficasse bastante agitado.

— Elesis faz os mesmos movimentos de antes, mas dessa vez estava em uma velocidade ainda maior, estava bastante empolgada. Ela desvia dos ataques de Krako com facilidade, pois ele já havia perdido o controle. Elesis pula sobre o Krako e prepara seu golpe.

— É o seu fim, Krako! Profound Cut! – a espada de Elesis entra em chamas, mas Krako ataca Elesis diretamente com sua garra enquanto ela ainda se encontrava no ar. Uma forte luz tomou conta do local e algo imprevisto aconteceu, a espada da garota se rompeu e Elesis veio a receber toda a fúria daquele golpe direto, sendo arremessada para o ar e caindo inconscientemente dentro do lago.

— Elesis! – gritou Arme e Lire, saindo correndo em direção ao lago, mas foi impedida por Krako com suas bolhas.

— Temos que salva-la! – afirmou Arme desesperada.

— Eu não irei permitir! – disse Krako.

A batalha continuou tensa na parte de cima, estava ainda mais complicado com uma integrante a menos no grupo. Elesis vagarosamente afundava no lago e ao abrir um pouco os olhos e vê a grandiosidade que era ali no fundo, era tudo bastante colorido, vários peixe passando de um lado para o outro, passeando sem preocupação alguma.

— “Como é bonito aqui em baixo, tudo colorido”! – pensou Elesis, mas logo se ligando que tinha que voltar lá para cima, mas em sua condição não poderia ajudar em nada, estava praticamente esgotada e sem uma arma, mas mesmo assim, ela poderia morrer sufocada se continuasse por ali, não era assim que ela queria que fosse seu fim. Elesis finalmente chega ao fundo do lago e já sem esperança alguma. Ela consegue ver suas amigas batalhando com Krako e percebe que as coisas não estavam indo tão bem. Olhando para o lado pôde-se ver algo, o que faz com que a garota se espante, arregalando os olhos.

— Já faz um tempo que Elesis esta lá em baixo! – disse Arme desviando de algumas bolhas, e conjurando sua magia para acertar Krako.

— Temos... Que... Buscá-la! – disse Lire bastante exausta.

— Esse será o fim de vocês! – Krako faz uma corrida bem rápida até a margem do rio e prepara um ataque corpo a corpo sobre as garota. Erguendo sua garra bem alta e lança fortemente contra Arme e Lire que não puderam nem se mexer. Mas algo surpreendente acontece, Elesis salta do lago com toda sua força e contra ataca o ataque vertical de Krako com uma enorme lança. Um trincado na garra de Krako foi feito, e ele volta para sua posição original, no meio do lago.

— Arme, Lire, fiquem aqui, esta batalha é minha! – disse Elesis seriamente sem virar-se para trás. Ela começa a saltar novamente sobre as madeiras que flutuavam sobre as águas, desviando facilmente dos ataques de Krako. Dessa vez Elesis estava mais rápida do que nunca, as madeiras que ela pisava para se movimentar espatifavam. As águas atrás dela eram jogadas metros de altura, até parecia que ela estava esquiando.

— Droga! Droga! Droga! Eu vou te despedaçar garota! – gritou Krako fazendo seus ataques, mas Elesis esquivava facilmente.

Elesis sem parar, ia em “zig zag” em direção ao Krako, ela sobe rapidamente em cima do navio e salta novamente sobre Krako, um salto tão alto e poderoso que fez com que o navio se partisse, afundando no lago. A ruiva gira a lança em sua mão e desce em alta velocidade com ela apontada para baixo.

Krako novamente faz um ataque direto em Elesis, esta colide com a lança da garota e uma luz ainda maior do que a primeira se formou, mas dessa vez a lança de Elesis atravessou a garra do monstro, fazendo-o arregalar os olhos, surpreendido.

Elesis grita bem alto e coloca toda sua fúria em seu ataque – Fire spear! – após atravessar a garra do caranguejo, ainda no ar, Elesis incendeia sua lança e a joga em direção à rachadura na carapaça de Krako, atravessando. Com isso aquela insana batalha havia terminado.

Elesis, Arme e Lire retiram Krako da água e começam a fazer perguntas.

— Me diga: quantos tripulantes havia naquele navio?! – Lire questionou bem furiosa.

— Quem se importa! – Krako respondeu.

— Eu acho que você não entendeu a sua situação, Siri de merda! Se você não nos responder direito eu vou deixar a Arme te devorar ainda vivo! – Elesis intimidou com seu jeito agressivo.

— Porque você não quer deixar ninguém passar? Você esta recebendo ordens de alguém? – perguntou Arme e Krako desvia o olhar sem querer responder. – Cazeaje! – disse Arme.

— Rainha... Rainha Cazeaje... – disse Krako bastante nervoso.

— De novo com essa de Rainha... E a onde ela está? – Elesis pisoteia a cabeça do caranguejo.

— Eu não sei! – respondeu Krako distorcendo a voz por causa da dor dos pisos de Elesis.

— Arme! Pode comer!

— Não se gabem por ter vencido esta batalha, a guerra ainda não acabou, eu não sou nada comparado a ela. – gargalhou Krako.

— Acho que você não terá mais utilidade vivo! – disse Lire com uma flecha apontada para o rosto de Krako fazendo com que o caranguejo arregalasse bem os olhos por medo. Lire atira.

Não era surpresa alguma dizer que o churrasco de caranguejo foi feito, saciaram a fome e já se preparavam para deitar-se, todos em volta da fogueira se aquecendo, foi quando Arme pergunta:

— O que tinha lá no fundo, Elesis? – Arme comendo um pedaço de caranguejo.

— Era tudo colorido, tudo muito claro e bonito, mas havia corpos humanos, alguns ainda estavam em tactos, mas outros somente o esqueleto e um deles estava segurando essa lança. Reconheceria este metal em qualquer lugar. É um metal bem raro e resistente. Com certeza eles lutaram bravamente, e isso me inspirou, mas o que eles estavam buscando?! – indagou Elesis bem pensativa, parando de comer seu caranguejo.

Lire olha para trás e vê um lindo pôr do sol, parecia que o sol estava entrando na água. Ela ficou encantada com o fenômeno e não tirava os olhos.

— Nossa! É muito lindo – disse Lire.

— É sim. É por isso que este lago é chamado de Crepúsculo. – explicou Arme.

Elesis olhou rapidamente o fenômeno e nem deu tanta importância para tal, estava pensativa e preocupada demais para isso. Logo escureceu e as garotas foram deitar para mais batalhas no dia seguinte. A lua já subia e clareava a noite, uma noite linda de céu estrelado e de lua cheia sendo refletidas nas águas negras.

— Quem eram aquelas garotas? Pareciam fortes! Bem, eu não posso ficar aqui, não tenho tempo, preciso seguir para a Terra dos Deuses! – disse uma garota dentro da floresta observando as meninas. Ela sai correndo e soltou um grito após tropeçar e cair no chão. – Droga... essa doeu! Acho que falei alto demais!

— Han?! Vocês escutaram isso? – Elesis após ter acordado rapidamente.

— Eu ouvi! – Arme respondeu um tanto sonolenta e bocejando.

— Tinha Alguém nos vigiando! Temos que ter mais cuidado. Vamos fazer turnos para vigiar o local. – disse Elesis e as demais concordaram.

Notas finais
ate a proxima pessoal, continue dando review :)