Grand Chase High

2 Capítulo Dois: Cabelos não vermelhos


Notas iniciais
Bem galera, eu tava devendo o segundo capítulo a uns três anos, então eu já vou postar direto...

“Erc... Nard?”

Capítulo Dois: Cabelos não vermelhos

–Pera... Sieghart não é o sobrenome da família da Elesis? – Arme perguntou surpresa, os outros apenas encararam Elesis, igualmente confusos.

–N...Não pode ser... Já faz muito tempo... Não é possível... – A ruiva murmurava, com um olhar chocado e assustado. – Não pode ser ele... Não pode ser... – Ela estava tão distante que quando Lire colocou uma mão em seu ombro, ela deu um salto.

–Elesis... Você está bem? – A ruiva não respondeu. – Você conhecia ele?

–Eu... Eu... – Ela fechou os punhos com força e deu um longo suspiro. – Vamos conversar na sala do clube. – Ela disse tremula, porém mais firme.

–Tudo bem. – Lire assentiu em entendimento. – Todos voltem para as suas aulas! O show já acabou! – Ela gritou para o restante dos alunos que ainda estavam no portão. Gradativamente, cada um voltou para sua sala.

–Vamos para o clube, Ronan-kun, Jin. Vocês podem levar o Lass e o Ryan para a enfermaria? – Arme perguntou, ao lado de Elesis.

–Ok. – Ambos responderam em uníssono. – Nós encontramos vocês na sala do clube. – Completou Ronan, segurando Lass pelo ombro.

E cada um foi para seu lugar designado.

SALA DO CLUBE DA GC

–Tudo bem Elesis, pode falar. – Lire disse, tirando o copo de água já vazio das mãos da amiga. Ronan e Jin entraram logo em seguida.

–Muito bem... – Elesis começou, as tremedeiras voltando. – Mas eu vou ter que contar a história desde o começo...

~6 anos antes~

–De novo. – Elsculd disse, firme enquanto a jovem Elesis dava uma sequencia de golpes em um alvo de feno. — De novo. — Repetiu, a jovem de nove anos obedeceu.

–Tudo bem guerreiros, está na hora de descansar. – Penelope ri, trazendo bandeja com chá para os dois.

–Obrigada mamãe. – Elesis disse, dando um gole e soltando um suspiro revigorante.

–De nada querida. – Ao terminar, ele ouviram o burburinho de cumprimentos pelo Dojo. – Hm parece que ele já voltou para casa. – A mulher ruiva comentou dando um gole no próprio chá.

Logo em seguida, um garoto de dez anos, cabelos negros, olhos cinzentos e uma pose desleixada apareceu na varanda.

–Boa tarde tia Penelope, tio Elsculd. – Ele fez uma pausa e olhou para Elesis. – Ruivinha.

–Ercnard. – Os adultos cumprimentaram, dando um leve reverencia, e ignorando completamente o “Não me chame de ruivinha” de Elesis.

– Como foi a escola hoje? Não entrou em nenhuma briga desta vez, certo? – Elsculd disse, sério. Penelope disfarçou uma risada, Ercnard apenas desviou o olhar constrangido.

–N...Não foi bem uma briga. – Elculd apenas arqueou uma sobrancelha. – E...Ele que começaram, aquele idiota do Canyon...

–Ora, o jovem Dio novamente? Você sabe que ele faz parte de uma família aristocrata e você não deveria brigar com ele.

–Eu sei, mas ele que sempre começa! E eu não bati nele... – Ele encarou o chão. – Dessa vez... – Murmurou o final, mas ambos os Siegharts mais velhos ouviram e reviraram os olhos.

Elesis apenas encarava os adultos, confusa.

–Erc-nii! Eu consegui fazer aquela técnica que você me mostrou! – Ela disse, orgulhosamente, erguendo a espada de madeira.

–Sério? Me mostre então se você é capaz. – Ele disse empinando o nariz em brincadeira.

–Espera só você ver! – Ela disse, e entrou em posição de ataque contra o alvo de feno novamente, e repetiu o ataque que estava treinando com o pai o dia todo, não estava perfeito, porém o moreno a encarava impressionado.

–Muito bem ruivinha! Não acredito que você conseguiu pegar essa então pouco tempo! Nossa, os outros deveria chamar VOCÊ de gênio da espada, não eu. – Ele disse rindo, Elesis riu tentando esconder seu embaraço, Elsculd e Penelope o encararam tristemente em entendimento.

Todavia o momento não durou muito, pois um dos subalternos do Clã apareceu e disse:

–Mestre Ercnard, o Senhor Elscard requer sua presença. – Os mais velhos se entreolharam preocupados, enquanto Ercnard suava frio.

–E...Eu já estou indo. – Ele disse, um pouco tremulo. Elscard era o líder do Dojo, pai de Elsculd e avô de Elesis. Um homem rigoroso e imensamente fiel à tradição. — Depois eu te mostro outro golpe legal, Akage-Chan. – Ele da um sorriso nervoso para Elesis, e segue em direção do patriota.

oOoOoOo

–Eu não me lembro direito o que aconteceu naquele dia, mas o vovô e o Erc-nii... Quero dizer, o Sieghart tiveram a maior briga de todas. – Ela disse séria.

–Espera, eles brigavam sempre? – Amy perguntou, preocupada.

–Como eu havia dito, o vovô sempre foi fiel a tradição, por isso os casamentos na família eram normalmente primo casando com primo, mas isso mudou desde que o meu pai assumiu, e eu acho que é por causa do Sieghart...

–Como assim? – Arme perguntou.

–O meu tio, Elvert, pai do Sieg, seu casou com uma mulher que ele conheceu na faculdade, chamada Primula. E isso deixou o meu avô enfurecido.

–Hm...

–O que foi Ronan? – Perguntou Jin.

–Isso explica o fato da cor do cabelo desse tal Sieghart ser preto em vez de ruivo. – Ronan disse, pensativo.

–Como assim? – Jin disse, confuso.

–A família Sieghart é conhecida pelo cabelo ruivo, todos os membros tem o cabelo vermelho. – Explicou Lire.

–Exatamente, o que deixava o meu avô mais irado, pois se pelo menos o cabelo do Sieg fosse vermelho, ele poderia disfarçar. — Elesis continuou.

–Nossa, então ele era a ovelha negra da família literalmente.

–Lass?! – Todos exclamaram, surpresos. Ele não parecia estar mais sangrando, mas os hematomas ainda estavam óbvios.

–O que você está fazendo aqui? Você deveria esta na enfermaria. – Elesis perguntou, ainda irritado com o jovem albino.

–Não sei se você sabe, mas mudaram a enfermaria pra esse andar, já que o números de pessoas que saem feridos dessa sala é absurdo. Elesis começou a suar frio.

–Ahn... Mas o que aconteceu com o Sieghart depois disso. — Lire perguntou.

–Ele sumiu... – A ruiva disse.

–Como assim ele sumiu? – Perguntou Amy, eufórica.

–Ele saiu de casa e nunca mais ouvimos falar dele. –Ela respondeu, tristemente.

–Mas e os pais dele? – Arme perguntou preocupada.

–Eu não cheguei a conhecer a tia Primula, mas meus pais disseram que ela tinha uma doença debilitante, e acabou morrendo no parto. Já o tio Elvert, se alistou no exercito dos cavaleiros vermelhos quando Sieg tinha cinco anos, e morre dois anos depois durante uma emboscada inimiga. E pelo que parece, essa era a única condição que fez com que meu avô permitisse que o Sieg ficasse com a condição de dedicar seu corpo e alma espada, por isso desde pequeno ele era conhecido como o gênio da espada, mesmo que meu avô não reconhecesse isso. – Todos ficaram em silencio por um tempo.

–Mas se ele ficou desaparecido por tanto tempo, porque ele foi aparecer só agora? – Lass perguntou.

–Eu não sei. – Mais um momento de silencio.

–E...Eu acho que por hora nos devemos voltar para o dormitório, no final das contas acabamos perdendo todo o período da tarde. – Lire disse, olhando o relógio na parede.

–Você está certa, mesmo que eu ficasse me revirando sobro o assunto seria a toa. – Elesis disse séria, se levantou e andou em direção a porta. – Lass, você tem que voltar pra enfermaria, eu vou tomar um ar, encontro vocês no dormitório. – E sem olhar para trás, saiu do comitê de disciplina.

–Elesis... – Arme disse preocupada.

–Vocês ouviram a chefe, vamos pro quarto. – Lire disse, colocando a mão no ombro de Arme. – Não se preocupe, ela vai ficar bem.

oOoOoOo

No terraço do prédio do comitê, Elesis estava sentada encostada a grade de segurança do prédio, refletindo enquanto olhava o céu de fim de tarde.

–Eu cheguei a pensar que você estava morto... – Pensou em voz alta.

–Eu também, mas eu já apanhei mais que aquilo de você e continuo relativamente inteiro... – A ruiva esperava tudo menos uma resposta.

–Lass?! – Ela se levantou no susto e encarou o menino albino que segurava um saco de gelo no nariz. –Eu já mandei você ficar na enfermaria! – Ela disse irritada, Lass deu de ombros.

–Você não pode me impedir de vir aqui, além do mas a enfermeira já me liberou, me machuquei menos do que parecia. – Ele disse, se sentando ao lado dela, ela o encarou e voltou a se sentar.

–Mas você estava coberto de sangue...

–Hmm... A maior parte foi por causa do meu nariz, enquanto brigava, eu sem querer, acabei tropeçando e cai com a cara no chão... – Ele murmurou, nem um pouco orgulhoso disso. – Eu tive um corte na testa também, mas nada profundo o suficiente para precisar de pontos.

–E como é que você conseguiu um corte na testa? Bateu com a cabeça numa pedra? Aquela espada de madeira dele pode até machucar, mas isso seria um exagero... –Ela perguntou, chocada.

–Bem... Sobre isso...

~ Algumas horas atrás ~

–Então essa é a Grand Chase? Muito mais medíocre do que eu esperava. – O moreno mais velho riu, enquanto entrava no prédio da escola. – Ei garoto! – Ele cutucou um jovem de cabelos brancos. Você sabe onde fica o escritório da diretoria?

–Huh? Quem disse que você chamou de “garoto”? – Lass o encarou irritado, Sieghart apenas o encarou confuso.

–Ahn? Bem... Foi mal cara, mas onde fica o escritório da direção? – Sieghart perguntou novamente, confuso. Afinal, qual é o problema desse garoto?

–Não me chame de “cara” também, seu idiota. – Lass disse levantando e ficando frente a frente do moreno.

–Aaahn Lass... Se acalma, ele só quer saber... – Ryan tentou acalmar as coisas, mas Sieghart já estava ficando irritado também e desembainhou sua espada de madeira ficando em posição de ataque.

–Você já está me irritando pirralho, vou te ensinar a respeitar os mais velhos.

–Pode vir então, “velhote”. – Lass já estava indo em direção a ele, quando pisou em seu cadarço e caiu de cara no chão, batendo o nariz numa pedra.

–...- Os outros dois ficaram em silêncio por alguns segundos, até que começaram a tentar segurar a risada, com dificuldade.

–Pfff.... L-Lass, v-você está b-bem? Pfff... – Ryan tentava dizer, Sieghart tinha lagrimas nos olhos, e se afastou um pouco para poder rir.

–Eu estou... – Antes que Lass continuasse, uma quantidade absurda de sangue começou a sair de seu nariz.

–LASS! – Ryan se abaixou ao lado de Lass e começou a segurar os ombros de seu amigo e chacoalha-lo em desespero, para mantê-lo acordado. – Lass! Amigo! Fica comigo! – Então, sangue começou a “jorrar” comicamente de sua cabeça. – LASS NÃO MORRE PELOAMORDOSDEUSES! – Ryan já estava entrando em desespero.

~ Atualmente ~

–Depois que eu bati a cabeça, o corte que eu tive quando você me empurrou da cadeira abriu e começou a sangrar... – Lass disse indiferente, Elesis o encarou com uma gota na cabeça.

–D-Desculpe por isso...

~ Voltando ~

LASS POR FAVOR! NÃO MORRA! – Ryan já estava quase começando a chorar, quando Sieghart resolveu se intrometer.

–Nós temos que leva-lo a enfermaria. – Ele disse indo ao lado de Lass, Ryan concordou. O albino, ao sentir a presença do estranho tão próximo dele, resolveu ataca-lo, inconscientemente, mas quando Ryan tentou para-lo, o que resultou foi no ruivo levando uma cotovelada, o que fez com que ele tropeçasse e batesse a cabeça numa arvore, o fazendo perder a consciência. – Hum... Eu acho que isso é um problema... Vou ter que te fazer desmaiar para poder te levar a enfermaria então. – Ele disse, se afastando gradativamente de Lass. – Não tem jeito... Eu esperava mais da melhor escola da região... — Ele pôs a espada em posição de ataque. – Bem, vamos acabar com isso...

~ Atualmente Again ~

–E foi quando vocês apareceram... – Lass disse com tom de “fim da história”.

–Pera um minuto... – Uma aura negra começou a se apoderar de Elesis, Lass se levantou preocupado. – Você está me dizendo que foi TUDO CULPA SUA?! – Lass andou de costas em direção a porta para a escadaria.

–Bem... Se olhar por um certo ponto de vista, não é culpa de ninguém... – Ele abriu a porta e começou a sair.

–LASS EU VOU TE MATAR!

~ Em algum lugar pelos arredores (do muro) de Serdin (LOL) ~

–Então você voltou Ercnard...

–Já faz um tempo... Tio. – O moreno se virou para Elsculd, o ruivo estava mais velho do que se lembrava, rugas nos olhos, o dando uma expressão cansada e dura.

–Como foi seu treinamento em Xênia? – O ruivo se sentou ao lado do mais novo.

–Bem, depois de seis anos eu finalmente consegui passar pelos 8 estágios para me tornar um highlander... – Sieghart suspirou, orgulhoso.

–Estou orgulhoso de você Ercnard, você provavelmente é o Highlander mais jovem que já existiu... – O ruivo sorriu. — Queria que meu pai estivesse aqui para ver isso... – Elsculd completou tristemente.

–É... Eu também.

~ 6 anos antes ~

–Eu já lhe falei que como um Sieghart você deve agir com honra! E não participar de brigas infantis! – Elscard disse furioso. – Como você pretende que eu aceito você, um bastardo, neste clã tão importante com ações como essa!

–Me perdoe Senhor. – Sieghart disse de cabeça baixa.

–Você ao menos entende o significado de participar de uma família de tão alto escalão? Você realmente que conseguir um lugar neste clã?

–Sim Senhor.

–Huh... E como você pretende fazer isso? – Elscard disse, com o olhar sério.

–C-Como? – Sieghart perguntou, confuso. Não estava esperando para seu avô perguntar algo que não fosse retórico para ele.

–Eu perguntei como você pretende fazer isso? Um menino tão apático e ineficiente. Gênio da espada? Você? Hah. – Ele deu um risada seca e continuou, Sieghart começou a apertar as bordas da calça para conter sua raiva. – Vê? Você já está com aquele olhar de fúria incontrolável de novo em seu rosto. Como eu posso deixar um animal selvagem como você neste clã?

–Quem você está chamando de animal, seu desgraçado? – Sieghart finalmente levantou seu rosto. Seu olhos, normalmente cinzas, tinham um brilho roxo. Elscard nem seu mexeu.

–Então se você não é um animal, me prove.

–Como você quer que eu faça isso?

–Torne-se o melhor na espada. Se você se tornar um Highlander, eu irei te aceitar oficialmente neste clã. — Sieghart arregalou os olhos, os highlanders eram os melhores espadachins da face da terra, porem sua expressão de choque durou meio segundo.

–Pode esperar seu velhote! – Sieghart começou a andar em direção a porta. – EU VOU SER O MELHOR ESPADACHIM QUE JÁ ANDOU NESTA TERRA! – Ele apontou para o patriarca. – E VOCÊ PRECISARA DE MAIS CEM ANOS PARA OUSAR ME DESAFIAR. – E então saiu, batendo a porta.

–Assim eu espero, pirralho maldito. – Elscard sorriu.

~ Fim do capítulo ~

Olá senhoras e senhores (é vaiada)

Hehe pois então, eu demorei um poooouquinho para postar a continuação desta história emocionante (alguns anos, mas ok)

Mas ta ai, e como eu devo ter explicado na sinopse, a menos que eu tenha esquecido de citar isso, eu esqueci meu e-mail como Cross_Hina

Isso é mais comum do que parece, eu também esqueci meu e-mail numa conta no fanfiction.net, but ok...

Mas pelo menos eu postei! Tehe *wink*wink*

Enfim, ta ai, eu pretendo tentar postar sem uma diferença de duas décadas entre capítulos (na verdade eu sou a neta da autora inicial)

E com sorte, isso realmente virá um série constante (que sonho cara)

Bem, espero que vocês tenham gostado deste misero capitulo, valeu e falou. Beijos no KOKORO

Notas finais
E acabou mais um... capítulo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.