Grand Chase Heroes

66 Capítulo 62 - Prendam eles!


Notas iniciais
Linda noite esta de natal, não? Mais do que comemorar religião ou papai noel com seus presentes, trata-se de rever a família que não pôde ver ao longo do ano e passar cada palavra que não pôde, a limpo. Esta data mágica caiu muito bem para a retomada do que julgo que será, a última etapa da fic. É provável que não haverá mais nenhum hiato, e este é o humilde presente de natal que consegui trazer a vocês. Feliz Natal! (=

– Finalmente acabamos com todos os anões. – Jin relaxava com uma boa expressão em sua face.

– Sieghart esperava que não combatêssemos os anões, mas isso pareceu impossível, dada a situação de guerra. – Amy reparava.

Ronan estava alerta:

– Que expressão de alívio é esta, Jin?

Jin reparou que não devia ter feito aquela cara. Tanto alívio ele sentiu, e agora escorreu ralo a baixo.

– Está brincando... – Jin sentiu-se desanimado. – Uma escavadora?

– Enquanto abríamos passagem, Mari falou que os anões tem um potencial militar voltado à robôs assassinos, uma robótica bem básica. – Lass refrescou a memória de Jin. – Não prestou atenção?

Tudo o que Lass falou parecia incompreensível. O robô que aparecera ali, uma escavadora, parecia muito forte! Onde aquilo era considerado uma robótica básica? E o modo mesquinho como falava? Lass parecia estar sob efeito das lembranças implantadas em seu cérebro na Torre das ilusões, ainda. Como podia ele estar sem forcar-se no seu trabalho? Ele não parecia pensar no bem do grupo.

– Acabei de receber uma mensagem de Ryan. – Ronan checou seu distintivo. – parece que o rei dos anões não estava lá.

– Nesse caso, ainda não encontramos ele, também. – Amy desconfiava. – Melhor dois de nós cuidarmos da escavadora, e os outros dois procurarem o líder dos anões. Jin. Eu e você temos a melhor combinação, vamos ficar!

Jin negou. Para ele, Lass estava muito estranho, e devia ficar sob supervisão dele. Amy deveria seguir com Ronan.

Amy estranhou a decisão, mas não se opôs.

Junto de Ronan, Amy atravessou o portal de entrada para um novo lugar. Assim que entraram, ele foi selado. Era uma gigante sala, e dois dos grandes robôs que antes adormeciam, foram ligados.

– Intrusos detectados. Missão: Destruir alvo.

Dois robôs bem piores que a escavadora vinham na direção deles, que agora estavam selados ali. Se não poderiam sair, que grande erro cometeram em focar metade do grupo na escavadora!

***

Jin entendeu agora porque a escavadora deixara os inimigos dela falando sobre táticas este tempo todo. Enquanto conversavam, ela juntava toda a energia necessária para realizar aquele esplêndido poder. Uma explosão de proporções jamais vistas.

– Não consegui conter nem metade da explosão... E o que absorvi não me deu força, pelo contrário: tirou. Lass, por favor, acorde deste seu mundo imaginário ou estaremos em encrencas.

Outro ataque igual se seguiu. Jin estava quase caíndo agora que passou pela segunda vez por esta experiência.

– Você tem razão, tenho que encarar que você é meu amigo e não posso te abandonar. – Lass falava explicando o que achava, mas não necessariamente mostrando-se alterado. Continuava cabisbaixo e pensativo. – Escute, Jin. Se o intervalo do uso da habilidade dele diminui consideravelmente entre a primeira e a segunda vez, seus tubos por onde saem os mísseis já estão aquecidos. Temos que achar uma forma de emperrar, ou simplesmente derrotá-la em um tempo muito curto.

Eram as opções de fato. Mas o que fazer? Um explicava as coisas sem esboçar reações, e outro esboçava mais do que reações, demonstrava cansaço e inaptidão para continuar em pé.

Com a situação crítica deste jeito, só restava rezar pela chegada de seus colegas.

***

– Dois robôs gigantes despertados, um verde e outro vermelho. Que tal chamá-los de “1” e “2” para facilitar discursos de planos? – Ronan tentou. Amy concordou.

Inicialmente, iriam para cantos opostos da gigante sala, cada um tomando conta de um. Se o estilo de combate dos robôs tivesse pontos fracos mais suscetíveis ao outro garoto de se derrotar, trocariam de lugar ou discutiriam o plano em movimento.

Enquanto estiveram encostado vigiando a retaguarda um do outro, tudo que Amy e Ronan fizeram foi desviar, e perceberam que sempre que um robô acertava o outro, o ataque era anulado. Era óbvio que somente um humano poderia pará-los.

Com a benção divina de Ronan aplicada, se separaram.

O arcano corria, atirava ataques de longa distância e desviava, completando o ciclo e repetindo em outra direção. Estava disposto a ser meticuloso em cada segundo de batalha. Um erro poderia significar sua morte, logo, acabaria com o inimigo aos poucos.

“Choque elétrico”, “Fagulhas explosivas”, “Raio místico”, Ronan repetia deixando o adversário em maus lençóis. A inteligência artificial do robô não se equiparava à inteligência humana dele!

Amy sentia-se acuada do outro lado. O robô 2 encurralou a dançarina num canto e queria massacrá-la com sua serra elétrica. Passou raspando a serra por onde Amy estava, mas esta correu dele na medida do possível. Por onde passava, a serra quebrava a parede que logo se reconstituía.

Amy viu a serra emperrada e já cantava vitória, quando uma bolinha – menor que uma bola de gude – encostou nela. Amy foi atingida de frente, mas estranhamente virou para o lado oposto.

“Inversor de gravidade?”, imaginou. Quando atingiu o ponto de altura máxima e começou a cair, de encontro com a serra que estava novamente ativada.

Pulou no braço cuidando para não encostar na serra, jogou seu mascote Seamus na cabeça do robô cujo metal ficou amassado e então amy pulou de novo para fora do corpo do adversário, tentando cair no chão. No meio do caminho, foi detida: outro inversor de gravidade a atingiu.

Na hora que atingiu, Amy direcionou seu corpo para cima tentando escapar, e não foi o suficiente. Em uma fração de segundo caiu com tudo no chão, num baque enorme.

Sem que Amy se levantasse, já parecia ter perdido. A serra mirava nela, e logo a atingiria.

O que fez o robô mudar a direção do ataque? Então Amy reparou: Seamus continuava no “ombro” do robô, e agora usava sua arma para confundir os sentidos.

“Um robô também é vulnerável à música de Seamus, que confunde os sentidos?”, Amy estranhou, mas então lembrou-se que os dois robôs-sentinelas notaram ela e Ronan ao escutar um barulho. “Ah, sim, ele tem reconhecimento de sons. Seu banco de dados, incluindo a parte do próprio funcionamento, ficou embaralhado como o cérebro de uma pessoa ficaria ao ouvir o som de Seamus”.

Era a deixa dela. Quebraria todo o metal tornando-o um robô alejado!

– Cabong, cabong! – Acertou seu violino no movimento mais selvagem que criara até agora. Sua brutalidade de fato derrotou o inimigo!

***

Lass amassou a saída do projétil principal. O cano não dispararia mais nenhum míssil. Mas as armas de combate corporal da escavadora continuavam intactas.

– Assalto-tornado! – e as facas jogadas na escavadora foram explodidas.

A escavadora fora destruída, mesmo com os dois cansados!

– Vocês estão bem? Onde estão os outros? – Ryan já chegara perguntando.

Enquanto achavam um jeito de passar pela sala selada, Ronan continuava combatendo.

O robô caiu nos raios místicos que o cercavam. Estava com os sentidos levemente retardados.

Ronan aproveitou e atacou. Recuou novamente um pouco, esperando levar um ataque. O ataque realmente aconteceu.

“A inteligência artificial... Estou começando a entender!”, Ronan decifrou, esperando a próxima deixa para utilizar sua explosão cósmica.

Assim que ambos os robôs estavam derrotados e Ronan e Amy se reencontraram, o selo da porta foi removido.

Milhares e mais milhares de soldados anões apareceram, com Elesis, Lire, Arme, Jin, Lass e Ryan algemados.

– Vocês estão presos! Larguem suas armas.