Grand Chase Heroes
66 Capítulo 62 - Prendam eles!
Notas iniciais
– Finalmente acabamos com todos os anões. – Jin relaxava com uma boa expressão em sua face.
– Sieghart esperava que não combatêssemos os anões, mas isso pareceu impossível, dada a situação de guerra. – Amy reparava.
Ronan estava alerta:
– Que expressão de alívio é esta, Jin?
Jin reparou que não devia ter feito aquela cara. Tanto alívio ele sentiu, e agora escorreu ralo a baixo.
– Está brincando... – Jin sentiu-se desanimado. – Uma escavadora?
– Enquanto abríamos passagem, Mari falou que os anões tem um potencial militar voltado à robôs assassinos, uma robótica bem básica. – Lass refrescou a memória de Jin. – Não prestou atenção?
Tudo o que Lass falou parecia incompreensível. O robô que aparecera ali, uma escavadora, parecia muito forte! Onde aquilo era considerado uma robótica básica? E o modo mesquinho como falava? Lass parecia estar sob efeito das lembranças implantadas em seu cérebro na Torre das ilusões, ainda. Como podia ele estar sem forcar-se no seu trabalho? Ele não parecia pensar no bem do grupo.
– Acabei de receber uma mensagem de Ryan. – Ronan checou seu distintivo. – parece que o rei dos anões não estava lá.
– Nesse caso, ainda não encontramos ele, também. – Amy desconfiava. – Melhor dois de nós cuidarmos da escavadora, e os outros dois procurarem o líder dos anões. Jin. Eu e você temos a melhor combinação, vamos ficar!
Jin negou. Para ele, Lass estava muito estranho, e devia ficar sob supervisão dele. Amy deveria seguir com Ronan.
Amy estranhou a decisão, mas não se opôs.
Junto de Ronan, Amy atravessou o portal de entrada para um novo lugar. Assim que entraram, ele foi selado. Era uma gigante sala, e dois dos grandes robôs que antes adormeciam, foram ligados.
– Intrusos detectados. Missão: Destruir alvo.
Dois robôs bem piores que a escavadora vinham na direção deles, que agora estavam selados ali. Se não poderiam sair, que grande erro cometeram em focar metade do grupo na escavadora!
***
Jin entendeu agora porque a escavadora deixara os inimigos dela falando sobre táticas este tempo todo. Enquanto conversavam, ela juntava toda a energia necessária para realizar aquele esplêndido poder. Uma explosão de proporções jamais vistas.
– Não consegui conter nem metade da explosão... E o que absorvi não me deu força, pelo contrário: tirou. Lass, por favor, acorde deste seu mundo imaginário ou estaremos em encrencas.
Outro ataque igual se seguiu. Jin estava quase caíndo agora que passou pela segunda vez por esta experiência.
– Você tem razão, tenho que encarar que você é meu amigo e não posso te abandonar. – Lass falava explicando o que achava, mas não necessariamente mostrando-se alterado. Continuava cabisbaixo e pensativo. – Escute, Jin. Se o intervalo do uso da habilidade dele diminui consideravelmente entre a primeira e a segunda vez, seus tubos por onde saem os mísseis já estão aquecidos. Temos que achar uma forma de emperrar, ou simplesmente derrotá-la em um tempo muito curto.
Eram as opções de fato. Mas o que fazer? Um explicava as coisas sem esboçar reações, e outro esboçava mais do que reações, demonstrava cansaço e inaptidão para continuar em pé.
Com a situação crítica deste jeito, só restava rezar pela chegada de seus colegas.
***
– Dois robôs gigantes despertados, um verde e outro vermelho. Que tal chamá-los de “1” e “2” para facilitar discursos de planos? – Ronan tentou. Amy concordou.
Inicialmente, iriam para cantos opostos da gigante sala, cada um tomando conta de um. Se o estilo de combate dos robôs tivesse pontos fracos mais suscetíveis ao outro garoto de se derrotar, trocariam de lugar ou discutiriam o plano em movimento.
Enquanto estiveram encostado vigiando a retaguarda um do outro, tudo que Amy e Ronan fizeram foi desviar, e perceberam que sempre que um robô acertava o outro, o ataque era anulado. Era óbvio que somente um humano poderia pará-los.
Com a benção divina de Ronan aplicada, se separaram.
O arcano corria, atirava ataques de longa distância e desviava, completando o ciclo e repetindo em outra direção. Estava disposto a ser meticuloso em cada segundo de batalha. Um erro poderia significar sua morte, logo, acabaria com o inimigo aos poucos.
“Choque elétrico”, “Fagulhas explosivas”, “Raio místico”, Ronan repetia deixando o adversário em maus lençóis. A inteligência artificial do robô não se equiparava à inteligência humana dele!
Amy sentia-se acuada do outro lado. O robô 2 encurralou a dançarina num canto e queria massacrá-la com sua serra elétrica. Passou raspando a serra por onde Amy estava, mas esta correu dele na medida do possível. Por onde passava, a serra quebrava a parede que logo se reconstituía.
Amy viu a serra emperrada e já cantava vitória, quando uma bolinha – menor que uma bola de gude – encostou nela. Amy foi atingida de frente, mas estranhamente virou para o lado oposto.
“Inversor de gravidade?”, imaginou. Quando atingiu o ponto de altura máxima e começou a cair, de encontro com a serra que estava novamente ativada.
Pulou no braço cuidando para não encostar na serra, jogou seu mascote Seamus na cabeça do robô cujo metal ficou amassado e então amy pulou de novo para fora do corpo do adversário, tentando cair no chão. No meio do caminho, foi detida: outro inversor de gravidade a atingiu.
Na hora que atingiu, Amy direcionou seu corpo para cima tentando escapar, e não foi o suficiente. Em uma fração de segundo caiu com tudo no chão, num baque enorme.
Sem que Amy se levantasse, já parecia ter perdido. A serra mirava nela, e logo a atingiria.
O que fez o robô mudar a direção do ataque? Então Amy reparou: Seamus continuava no “ombro” do robô, e agora usava sua arma para confundir os sentidos.
“Um robô também é vulnerável à música de Seamus, que confunde os sentidos?”, Amy estranhou, mas então lembrou-se que os dois robôs-sentinelas notaram ela e Ronan ao escutar um barulho. “Ah, sim, ele tem reconhecimento de sons. Seu banco de dados, incluindo a parte do próprio funcionamento, ficou embaralhado como o cérebro de uma pessoa ficaria ao ouvir o som de Seamus”.
Era a deixa dela. Quebraria todo o metal tornando-o um robô alejado!
– Cabong, cabong! – Acertou seu violino no movimento mais selvagem que criara até agora. Sua brutalidade de fato derrotou o inimigo!
***
Lass amassou a saída do projétil principal. O cano não dispararia mais nenhum míssil. Mas as armas de combate corporal da escavadora continuavam intactas.
– Assalto-tornado! – e as facas jogadas na escavadora foram explodidas.
A escavadora fora destruída, mesmo com os dois cansados!
– Vocês estão bem? Onde estão os outros? – Ryan já chegara perguntando.
Enquanto achavam um jeito de passar pela sala selada, Ronan continuava combatendo.
O robô caiu nos raios místicos que o cercavam. Estava com os sentidos levemente retardados.
Ronan aproveitou e atacou. Recuou novamente um pouco, esperando levar um ataque. O ataque realmente aconteceu.
“A inteligência artificial... Estou começando a entender!”, Ronan decifrou, esperando a próxima deixa para utilizar sua explosão cósmica.
Assim que ambos os robôs estavam derrotados e Ronan e Amy se reencontraram, o selo da porta foi removido.
Milhares e mais milhares de soldados anões apareceram, com Elesis, Lire, Arme, Jin, Lass e Ryan algemados.
– Vocês estão presos! Larguem suas armas.
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