Grand Chase Heroes
39 Capítulo 36 - O Primeiro Deus.
– Belo atalho este que você encontrou, Amy. Uma pena ter dado um frio na barriga a viagem até aqui. – Jin falava alegre e nauseado ao mesmo tempo.
Estar nas mãos de Amy era estranhamente confortante.
– Continue andando normalmente. – falou a dançarina, percebendo a curiosidade de Jin ao cruzar o olhar com os sacerdotes do local. – Eles protegem o Deus da Luz. Enquanto o Deus da Luz não atacar, julgando que aconteça, os sacerdotes também não atacarão.
– Hm... Não são só sacerdotes protegendo o Deus da Luz, não é? – Observou.
– Mas dentre todos, eles são os piores. Não são deuses, e mesmo assim não morrem. Isso porque eles tem uma cura 100% instantânea. É sabido que se uma criatura morreu há pouco tempo, ela ainda pode voltar à vida, exemplificando: com choques elétricos, desfibriladores. Dessa forma, eles não morrem por mais do que um segundo e continuam, para todo o sempre, vivos e protegendo o Deus da Luz.
– E se o Deus da Luz corre o risco de ser nosso inimigo a partir de agora, como você mesma falou, não seria melhor prender todos os sacerdotes enquanto o Deus da Luz não está por perto?
– Nós precisamos ver o Deus da Luz e assim que fizermos um movimento ofensivo eles não deixarão a gente se mover, pode ter certeza. Aí é que a chance de encontrar o Deus da Luz ia despencar a zero!
A zero? Isso era realmente arriscado. Zero... Estava aí um número que Jin não gostava!
– Por falar em Zero... Realmente a possibilidade desses sacerdotes entenderem o que falamos é zero, não é? Digo... É difícil crer que eles só falem língua mágica!
Amy mais uma vez concordou.
A caminhada foi longa. Jin sempre checava se seu distintivo estava em seu bolso, perguntando-se de como os quatro companheiros que conhecera estavam.
***
– Eles estão quase nos alcançando, fique calma. – Sieghart aquietava a cavaleira, arrependido de trazê-la junto e ainda descrente de que ela era da Grand Chase.
***
– É o Deus da Luz! – Amy alterou-se. Alegre, até pensara na possibilidade, mas não tinha tanta certeza que isso aconteceria em seguida: Fora chutada pelo enorme pé do Deus da Luz.
Naquele espaço fechado, não havia sol para atrapalhar a visão, então Jin olhou o mais alto que pôde para encarar o Deus da Luz. Ainda assim não enxergava a cabeça dele! Quão gigante poderia ser?
– Eu estou bem, não se preocupe. – Amy falou, antes que Jin pensasse que o pezão tivesse a atingido de raspão na hora do chute.
– Não era com isso que estava preocupado. – deixou escapulir por conta de seu medo. Realmente estava preocupado com aquele Deus!
Amy deu uma bolsada em Jin, pela raiva que sentiu de suas palavras.
– Falamos disso mais tarde. – interrompeu as bolsadas escapando de um ataque mágico azul, um projétil estranho.
Jin ficou tão emputecido com Amy que só viu no último momento o ataque que teria que desviar. Deu um giro desengonçado e preparou para atacar a parte mais de baixo dos dedinhos do pé do Deus, a única parte que alcançava.
Começou com uma habitual explosão. Então recuou tanto para não ser acertado como para ter folga para perguntar:
– Espera aí, Deuses não são imortais?
– Se este aqui está sendo controlado, há algum espírito tomando conta dele. Esse espírito tem que ter no mínimo um pouco de vida, e é isso que nossos ataques acertarão. Afinal, nenhum Deus pode ser controlado por meras magias.
Fazia sentido. Jin aproveitou e tirou de sua cola os sacerdotes, sobre os quais conversavam antes.
Amy pegou de sua bolsa seus chakrans e já estava pronta para atacar também. Assim como Jin, concentrava-se nos chutes. Um estilo cem porcento corpóreo.
– Cuidado. – Jin chutou Amy, arrastando-a para juntos não serem atingidos pela enterrada que o Deus deu com seu corpo. Uma vez que sua parte superior estava lá, Jin e Amy aproveitaram e atacaram mesmo no pequeno espaço de tempo. Logo o Deus da Luz voltou à sua posição original.
– O próximo ataque... Jin, fuja! – Amy parecia conhecer a posição de ataque atual do Deus.
Jin corria atrás de Amy e assim que foi atingido pelo ataque fez o que pôde: A gigante explosão era absorvida!
Moveu-se rápido. A absorção lhe rendeu poderes. Sua explosão foi maior do que todas as outras – suas e também maior que a do Deus da Luz – aquilo deixaria o Deus da Luz sem fôlego!
***
– Ainda não alcançamos Elesis, ela realmente já está no templo da luz? – Ronan perguntava duvidando.
– Garanto que está na nossa frente! – Ryan respondeu.
– Me falaram de dois intrusos, mas vocês estão em cinco. – Reparou confusa a figura que cruzou o caminho. – Meu trabalho é não deixar ninguém se aproximar do Deus da Luz, não importa a quantidade!
“Dois?”, Arme pensou. “Isso significa que Jin está com a Elesis!”.
– Nós acabamos de chegar. Seu trabalho de impedir que alguém antes de nós fosse barrado foi um fiasco. – Lire apelou para ver se a oponente mostrava que tipo de movimento costumava usar. Assim como esperava, ela foi para cima de todo o grupo.
“Essa energia... essa não!”, Ryan já sabia o que aconteceria. Com um guerreiro a cada noventa graus cercando a inimiga, ela mataria todos de uma vez. Com a sinalização imediata de Ryan o Texugo subiu nele, dando forças extras.
– Impacto das Almas!
Era muito similar ao ataque de Amon Negro usado anteriormente. Idêntico ao ataque da inimiga, Ryan e ela se acertaram antes que a esfera toda se expandisse e matasse os quatro que estavam próximo, dentre os cinco. Uma contendo a outra, ambas as esferas testavam qual potencial era maior. Por fim, a de Ryan expandiu uma distância pequena a ponto de não acertar os amigos – e arremessou sua rival para longe.
– Seja quem for você, – Ryan cortou o barato – devia saber que nossa intenção é de conversar com o Deus da Luz, e nada mais.
– Foi uma ordem restrita a mim, Venese, eu não posso deixá-los passar. – resmungou caída e com o machado de Ryan apontado para ela.
– Seu machado está destruído, Ryan. – Ronan falou. Aquilo foi efeito de cada batalha a partir de Elena, que fez ele se rachar. Não duraria muito tempo agora.
– Mas eu ainda consigo cortar com ele. – Ryan apressou-se a falar antes que Venese tirasse proveito da situação. Arme daria conta dela, para prendê-la ali.
***
– Ele está fraco e se preparando para abaixar de novo. Jin, essa é a nossa chance de fazê-lo retomar a consciência!
Com o alerta de Amy, Jin se preparava para manter a ofensiva funcional. Uma vez que o Deus se abaixou de novo para atacar, Jin já era agarrado pela gigante mão. A velocidade e direção que a mão tinha significavam que ele queria partir Jin em dois pedaços chocando-o com a parede.
Sabendo que não aguentaria a força bruta, Jin se explodiria para que não fosse o único a morrer. A mão enfim chegava perto da parede – seria o fim.
– Investida fantasma. – Sieghart avançou verticalmente numa direção que, conforme direção de movimentação, chocaria com a mão do Deus.
A mão do Deus da Luz foi arrancada. Nunca souberam de tamanha pressão ser aplicada a um Deus antes. O que aconteceria?
– Rexion, acabe com ele! – Sieghart instruiu.
A mascote se moveu. Então, Rexion era seu nome. Elesis sabia que era um ser mítico, muito além do seu PePe, do Amon Negro Jr., do Ronan ou do Texugo de Ryan. Agora presenciava o tamanho de seu mito: as chamas consumiam toda a vitalidade do Deus de uma única vez. Ele estava derrotado!
– Então é verdade que os Deuses estão tomados por algum espírito. O bom é que vocês não podem morrer se o derrotarmos. – Amy aliviou-se.
– Amy, você! Hm... Obrigado a todos. Sei que a pergunta que farão é sobre quem me fez isso, mas lamento dizer que eu não sei. – já foi adiantando notícia.
– O Deus da luz é capaz de fornecer ajuda àqueles que merecem somente. Aqueles que também tem sua própria luz. Então, por favor, poderia providenciar um violino? Esse idiota estragou o meu. – E o tapa óbvio foi dado em Jin que ainda não perdera toda a tensão que ganhou na batalha. O tapa até rendeu-lhe um pulo de susto naquela condição de agora!
– Nesse caso é melhor me ajudar com um machado novo, também. – Ryan pediu entrando em cena com Arme, Lass, Ronan e Lire.
Deus da Luz riu. Pareciam um grupo de “pidões”, mas ele atenderia. Afinal, era certo que Grand Chase poderia salvar Xênia.
– Venha conosco! – Arme pediu enquanto o Deus da Luz ainda fazia sua magia de conjuração de objeto.
– Ele não pode sair de seu território, mocinha. – Amy falou.
– E quem é esta aí? – Ronan notou. Afinal, já haviam dito que Jin tinha seus cabelos vermelhos. Contudo, não falaram nada de outra garota!
– Eu sou a Amy! – apresentou-se esperando respostas não de Ronan, mas de todos. A presente situação não era favorável a isso, infelizmente. O Deus da Luz já havia providenciado o que lhe pediram.
Um lobo parecido com Ryan entrou do nada.
– Venese, pare. Eles estão conosco. – falou o Deus da Luz, entregando algo junto das armas: um círculo de magia.
– Sua essência? – Amy indagou. Deus da Luz assentiu agora que viu que Venese retornou à forma humana e parou o ataque.
– A essência será necessária para se enfrentar Thanatos. Cada essência de cada um dos Deuses tem em magia o poder do próprio Deus armazenado, dando cada uma um atributo especial.
Elesis não estava entendo nada. Quanta confusão!
– Agora que todos estão juntos e minhas mensagens estão passadas, podem prosseguir. – Ele não quis prendê-los. Venese observava-os de um modo estranho.
Enquanto Ryan ficava se perguntando qual era a origem de Venese, Jin chegava em Arme:
– Amy é confiável. Ela poderia entrar na Grand Chase?
– Tudo tem seu tempo. Nos falamos no caminho!
Fale com o autor