Grand Chase Heroes

38 Capítulo 35 - Lenacien, Octus e Sieghart.


Notas iniciais
Sinopse (Temporada 4 - A Terra dos Deuses):
Grand Chase continuava à procura de novos caminhos, agora que Vermécia foi destruída. Jin alertou a todos que um novo mistério se espalhava por um lugar que poucos conhecem: Xênia, a Terra dos Deuses. Não basta para essa equipe, criar problemas para todos. Eles têm, ainda (e mais do que nunca) se enrolarem em seus próprios amores. Diante de uma Grand Chase apaixonada, os problemas parecerão ainda maiores...

Elesis era acordada por último com um rosto lá no alto de onde enxergava. Levantou-se imaginando quem era. Em pé, a pessoa em questão não parecia tão alta quanto parecera antes.

Esperava um “desculpe pelo susto” ou qualquer coisa do tipo, mas tudo que pôde escutar foi:

– Sou Lenacien, um dos guardiões.

Grand Chase acreditava em Lenacien. Reunidos em círculo para ouvir o que ele tinha a falar, não tentar usar a força em nenhum momento para testá-la.

– Primeiramente, gostaria de esclarecer que há atualmente dez humanos aqui. Ditos salvadores da “realidade atual”, os humanos forasteiros são nossa única esperança. Todos os nativos que não morreram estão agindo em complô com o Deus Governante, que surtou há alguns meses e está alterado. Ninguém sabe o destino que nos espera desde essa mudança súbita. Alguns dizem que Xênia será completamente destruída se continuar assim.

– Dez humanos? Temos nós seis, e vocês dois, os guardiões que nos falou. – Arme listou. – Faltam dois.

– Não, não. Aqueles que sempre viveram aqui não podem ser detectados. – E então abriu um mapa, o mesmo que mostrava o controle que ele, Lenacien, tinha sobre aquele lugar. – Foi difícil, mas consegui um mapa mágico. Eu tenho a capacidade de ver cada detalhe, mas no momento só consigo manipular entrada de forasteiros.

O mapa indicava oito lugares diferentes.

– No começo da primeira área, o “portal de entrada”, há sete pessoas desconhecidas por Xênia. Uma delas vaga por estas terras sem deixar rastros suficientes para que eu a encontre, desde cinco dias atrás. Algo me diz que ele já esteve aqui antes, mas só agora pude notar sua presença. Os outros seis, são vocês. Dois outros foram notados na segunda área, o “templo da luz”, possivelmente chegaram lá pelo atalho que os moradores de Xênia utilizavam antigamente. Eles chegaram junto de vocês. Um, ainda, tem a cor diferente na marcação porque foi notado como “humano”, mas o mapa filtrou como se fosse algum outro tipo de criatura, tempos depois. Ele já vagou por toda a Xênia, mesmo estando aqui há aproximadamente um mês. Sua existência é uma completa dúvida. Mesmo eu não pude encontrá-lo.

Arme parou para pensar.

– Só que seria realmente difícil, você falou que não pode ficar por muito tempo fora do portal de entrada, ou você não dá conta dos nativos rebeldes.

Lenacien concordou. Explicada a situação do local, apresentou cada parte do mapa:

– A primeira área, o “portal de entrada”, guardada pelo espírito amaldiçoado dos nativos. Ela possui duas saídas, ao norte e a oeste, onde atualmente fica o guardião Octus. A segunda área, o “templo da luz”, território do caído “Deus da Luz”. A terceira área, o “vale da Penumbra”, território do “Deus da Penumbra”. A quarta área, o “desfiladeiro incandescente”, território do “Deus do Fogo”. A quinta área, o “altar da harmonia”, território do “Deus do Equilíbrio”. A sexta área, “Altar da construção”, território do “Deus da construção”. A sétima área, a Floresta da Vida, também território do “Deus da construção”. E por último, a oitava área, o “Templo da Sintonia”, do “Deus da Sintonia, Thanatos”, atualmente conhecido por “Deus Governante”.

Elesis notou pelo mapa que a oitava área era a mais próxima – com exceção da primeira – da equipe, mas além de não ter entrada, só alcançariam voando por causa do enorme buraco localizado entre ambos os locais. Se seguissem o caminho continental, por outro lado, poderiam entrar facilmente – ou era isso que esperava.

– Acho que está na hora de andarmos, então? – Elesis ficou confusa, se haveria ou não mais explicações pela frente.

– Avante, Grand Chase. – Ronan se encheu de pose. Grand Chase o obedeceu. Elesis não gostou da atitude de líder. Bufou.

Sabendo que Lenacien esperaria os inimigos diminuírem para prosseguir, Grand Chase se despediu dele por ora.

Atravessando o portal, a cena foi a esperada: milhares de nativos bloqueando o caminho.

– Vamos lá! – Agora a ruivinha estava empolgada.

Indo direto aos muitos guerreiros de corpo-a-corpo, ela não marcava bobeira. Fazia a diferença no campo de batalha e tentava analisar a situação para não parecer ruim na frente de Ronan também! Nessa tentativa observou que haviam poucos guerreiros segurando cetros, atrás dos guerreiros de curto alcance. Estes eram protegidos e davam ordens aos outros. Ao que tudo indicava, eles falavam sua língua. Poderiam aproveitar para pegar mais informações!

– Foco nos magos! – falou, tentando ganhar crédito.

Quando se tratava de quantidade, Lass ganhava a competição. Com sua velocidade e instinto assassino somados, era o melhor. Mesmo Arme, com suas magníficas magias de destruição em massa, perdia para ele no número de inimigos mortos.

O momento considerado “auge” da equipe, que se auto-considerava de elite após concluir o primeiro objetivo, melhorara ainda mais com a chegada de Ronan e Lass. Conforme um se movia, o outro protegia e incrementava ataques necessários. Pareciam invencíveis.

– Crianças... – falou um desconhecido em tom de queixa. Ao menos mostrara o rosto. Seu físico era parecido com o de Elesis, e sua espada também, tirando que era mais fina e comprida. Seu jeito provocante era idêntico ao dela! Quem seria?

Soltada a provocação aos outros, deu um único ataque com sua espada e correu para uma direção diferente àquela que a Grand Chase tomava. Elesis ficou impressionada com aquele movimento e foi atrás dele.

– Ela vai voltar, Lire. Fique conosco. – Arme pediu, vendo que a outra amiga também queria acompanhar. – Octus está a oeste, precisamos encontrá-lo.

Felizmente Elesis seguia o homem ao norte. Também estaria se movendo a uma das duas saídas do portal de Xênia.

– Me espere, você aí! – Elesis gritava enquanto afastava os nativos com sua espada, tentando abrir o caminho tanto quanto o outro havia aberto com sua arma, para poder se deslocar.

Sem respostas, ficava fula.

***

– Este... Este é o outro guardião, “Octus”?

– Sim, sou eu, mas vocês não deveriam estar aqui. – falou apressado enquanto derrotava um dos últimos nativos. Parecia mais valente que Lenacien. Sem ninguém esperar, caiu com a mão em seu peito. Parecia sofrer.

Com os inimigos superados, podiam dar suporte ao Octus.

– O que houve? – Ryan indagou.

– Eu suplico que apenas saiam daqui para o mais longe possível. – ordenou à equipe com seu instinto assassino explícito.

“Exato, você há de derrotar todos eles! É uma obrigação, não uma opção” – falou... mas quem era que falava?

– Apareça, cãozinho! – Lass intimidou.

“Octus, eles são todos seus”. Dito isto, o guardião estava iluminando crescentemente. A luz já atingia uma altura bem acima da cabeça do próprio guardião quando parou. Agora estava sob uma nova forma, gigante de fera.

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– Que diabos...? – Ryan começava, aos saltos para trás mantendo uma distância.

– Temos que imobilizá-lo. Ele não é nosso inimigo como eram os outros que enfrentamos até aqui. Não podemos matar. – Arme lembrou. Ela tinha muita compaixão, embora nenhuma situação até aqui fosse própria para mostrar seu estilo de encarar as coisas.

Na prática, imobilizar era mais difícil do que ferir. Esperavam que não houvesse nenhum conflito necessário, do tipo que desagradaria a maga. Mas qualquer que fosse o tipo de conflito, havia um, era evidente.

Percebendo algo, Lass indagou:

– Por que é que sua espada está menos afiada do que aquele dia, se desde lá não lutamos? – parecia desconfiar de alguma tramoia.

Ronan se justificou:

– Sim, sim, já estou me preparando há algum tempinho. Estão todos aqui? Pois bem: Benção Divina!

As armas de corte estavam mais afiadas. O cajado de Arme estava mais longo e brilhoso, o poder emanava daquele item lendário de Cazeaje mais forte do que antes. O arco de Lire estava maior, o que significava que poderia atirar mais flechas de uma única vez. As flechas, por sua vez, pareciam ter maior poder de penetração.

“Erm, será que ele esqueceu que eu disse para não ferirmos ele?”, Arme pensou. Como seu cajado estava mais forte resolveu arriscar no tempo de paralisação para que pudesse invocar uma gaiola que ajudasse na situação e que requeria mais tempo do que somente a própria paralisação:

Raio paralisante. – Nada aconteceu. Arme bem que imaginava que este poder já não era de nenhuma ajuda contra os novos inimigos.

Ronan partiu para o ataque físico, Atacou, esticou o gládio – sua espada mágica – raspou-a para baixo e dela atirou um círculo de magia. Tudo dava dano e provocava ainda mais Octus. Escapando de ambas as garras dele, Ronan saiu voando depois de acertado pela cauda.

Lass reagiu atacando com suas kunais. Octus repelia todas com seus movimentos. As kunais repelidas Arme filtrava com sua magia. Todo o ferro das armas de Lass viravam pó de ferro ao passar pelo filtro.

Flecha-de-luz! – Lire gritou.

– Pare! – Arme pediu tarde demais. A flecha já danificava Octus.

– Levante-se, Octus. – A voz maligna repetiu.

Mais uma vez em pé, a forma monstruosa de Octus soltou um rugido que levantou o solo em cada canto que o som se propagava. Assim que o som passava, o solo voltava ao normal.

– Magia sonora? – Arme ficava curiosa. – Ou é só semelhante?

Lass saltou de outro canto e imediatamente pegou a Arme distraída, antes que fosse atingida pelo solo devastador.

– Se é disso que você gosta, prepare-se: Devastação! – Ryan gritou, fazendo com que todo o chão na volta do inimigo diminuísse o nível e, uma vez preso lá, jogou o machado para baixo causando um corte e logo arrastando o machado para que mais partes do corpo fossem perfurados.

Octus esticou as mãos para cima de sua cabeça pegando Ryan e então sentiu uma dor. Caiu por definitivo.

Espiral? Seu ataque me salvou, Ronan! – Ryan agradeceu. Ronan não queria ser agradecido:

– O que me fez derrotá-lo foi o seu último ataque, Ryan, você o deixou enfraquecido!

– Desculpe, Arme, não pudemos evitar como eu imaginava. – Lass sentiu-se obrigado a falar aquilo, ainda que a morte de Octus fosse indiferente para ele.

– É melhor sairmos daqui, para você não mais presenciar seu aliado morto. – Lire sugeriu.

Foram andando, em direção à saída oeste, e cuidando da amiga chateada.

***

– É Lenacien! – Elesis gritou perto de alcançar o outro homem. Ele, agora parado, gritou à Elesis que alcançava o guardião:

– Não se aproxime!

Elesis devia ter escutado. Irritado como sua face mostrava, Lenacien explodiu por dentro e Elesis saiu voando com o impulso, para longe. Caiu com um grande baque.

O homem não ficou parado. Por mais que evitasse a Grand Chase, não recusava ajudá-la agora que uma de suas membras estava com problemas. Atirou sua espada girando, como um bumerangue que arrastava o inimigo junto com o percurso. Quando já havia corrido o suficiente para atacar corporalmente o selvagem Lenacien modificado, a espada voltou para ele.

Ele já avançava com seu impacto mortal atingindo em cheio Lenacien. Mesmo grande, Lenacien foi levantado pelo tornado de lâminas que o último ataque criou.

“Eu nunca vi alguém tão forte quanto este homem!”, Elesis sabia, desta vez com muita mais certeza do que quando viu Ronan.

– Levante-se, Lenacien. – A mesma voz de antes falou. – Você tem muito sangue a derramar ainda.

– Revigorado? – assustou-se o homem que não pretendia deixar Lenacien dar um único ataque, mesmo agora que retomou suas forças. – Punição ascendente!

Nesse ataque em duplo X, Elesis lembrou-se de seu crítico-X. O que aquele homem era, afinal?

– Quem é você! – Elesis exclamou, quando na verdade sua intenção era perguntar. A surpresa tomava uma conta dela que mal conseguia raciocinar agora!

– Eu sou Sieghart, ruivinha. Devo admitir que você é menos péssima do que imaginava, criança, contudo, não me atrapalhe na busca pela Grand Chase.

– Nós, as tais “crianças” de mais cedo... Todos nós somos a Grand Chase!

Sieghart gargalhou. Era mais escandaloso do que Arme nesses momentos!

– Nunca alguém fez uma piada tão boa. – e antes que se enchesse de seu orgulho para criar outra provocação, Elesis já contrapôs daquela mesma maneira de quando se irritava e deixava o seu sangue quente falar, ignorando o pouco de esperteza que usava antes de falar em ocasiões comuns.

– A única piada é alguém como você se auto-denominar o chefe de meu clã, o Sieghart. – encarou fervorosa. Não queria deixar o homem se achar, muito menos por algo que ele não é.

– Quem decide se acredita é você, agora... Preciso ir. – falou.

“Quem decide se acredita é você”, essa seria uma boa resposta para Elesis ter dado antes, mas Sieghart pensou melhor e foi ele quem usou primeiro. Aquilo deixava Elesis mais fula ainda do que já esteve em todos os momentos de raiva até agora. “De fato, ele usa habilidades do meu clã... Contudo, ele parece ter seus trinta e cinco anos. O verdadeiro Sieghart não tem, sei lá, uns seiscentos?

– Espere! – Elesis gritou mais uma vez correndo até ele.

– Eu tenho que seguir e não tenho tempo para crianças.

– Se você é o Sieghart, não devia se preocupar com isso. Afinal, não é imortal? O que o tempo faria a um imortal? Hoje, ou amanhã... não importa quanto tempo se passe e quanto tempo o inimigo treine, ele nunca te matará!

– É que... Nenhum inimigo será como Lenacien a partir de agora. Os próximos inimigos também são imortais: Deuses!

Elesis se surpreendeu.

– Hm. Você poderia me esperar, só desta vez?

Já reparando antes no estilo de Elesis, Sieghart estranhou ela estar calma agora.

– É que eu gostaria de dar um enterro decente ao Lenacien! – Chateou-se. – E eu queria ajudá-lo, senhor!

Sieghart concordou em enterrá-lo, mas foi grosseiro dizendo que havia um cemitério prontinho para ele no caminho, ao invés de fazer todos os preparativos que um morto necessita. Ambos os guerreiros pareciam ter se dado bem, mesmo que dois humanos provocantes costumassem não se bicar tanto. O que será que os unia assim?

“E essa é sua espada, a tal 'lâmina' cujo material só pode ser encontrado em um único lugar. Fico imaginando se esse lugar é Xênia”, Elesis pensou, olhando bem para a tal lâmina e pensando... Aquele realmente poderia ser o Sieghart. Nesse caso, ele que estava sumido há uns quinhentos anos realmente era imortal, como falavam antigamente!

A mascote que o seguia também tinha uma aparência mítica. Não devia ser pouca coisa, seja ele o verdadeiro Sieghart ou não.

Notas finais
Esclareço mais uma vez que a imagem aqui utilizada não é de minha autoria.