Grand Chase Heroes
15 Capítulo 14 - O Samurai Invencível
Notas iniciais
Elesis estava morta de cansaço. Com a diminuição das pausas, mas tempo perdido para sinalizar o correto caminho a se seguir (afinal, o Castelo de Gaicoz não era um lugar conhecido. Por mais que se soubesse em qual área se concentrava, o caminho exato era desconhecido), Elesis deveria chegar um tempo consideravelmente grande à frente de seus amigos, mas julgando que todos seguissem o caminho sem falhas, elas também gastariam menos tempo.
Atravessando mais um deserto era agora que Elesis chegava ao seu destino.
“E aqui acaba a água”, notou Elesis tomando o último gole que levava consigo. Olhava a frente. Em meio ao deserto, na escuridão da madrugada, um lugar exótico chamava sua atenção. “É exatamente como os boatos contam. Esse é o Castelo de Gaicoz”.
Parecendo um templo, assim que pisasse para dentro aquilo nem mesmo pareceria estar em um deserto. Era moderno, provavelmente baseado em arquitetura oriental, cheia de detalhismo e metais e pedras nobres em sua decoração. Era quase uma cidade, uma grande imensidão.
Deixando para lá o fato do tal lugar ser incrivelmente bem estruturado, Elesis tentou entrar. Ao primeiro passo o simples encostar da bota, numa barreira que antes não podia ver, fez com que ela se derretesse. Se a parte da bota que encostou foi derretida, o que aconteceria com a garota ao tentar passar?
– Golpe brutal! – Elesis realizou seu ataque, quebrando o chão. Como imaginava, a barreira se extendia até o subsolo. Agora a barreira era visível.
Como, então, entraria ali? O primeira ataque que lhe subiu à cabeça foi a “espada de fogo”, afinal eram cortes aéreos que seguiam a direção que apontava. Em outras palavras, não teria que encostar sua espada na barreira, então a espada permaneceria intacta.
“Outra opção seria um ataque rápido de quebra de barreira com a lança e aí a espada se manteria a salvo. Mas o Drillmon se sacrificou caindo num buraco gigante que ele próprio cavou, e minha lança ficou no corpo dele”, pensava. “Seja como for, sobrou a opção da 'espada de fogo' realmente”.
Apontou a arma certificando-se de que ela não encostaria na barreira. Soltou mais do que apenas dois cortes aéreos. Soltava sem parar, gastando sua força e apontando em diferentes partes esperando que elas quebrassem.
Finalmente uma pequena parte da barreira cedeu. Era a oportunidade de Elesis. Aliás, mesmo aquele pequeno buraco já se regenerava. Teria que ser rápida.
Elesis ainda lembrava que quando menor tomou um xingo de Gerard. Ele lhe falava que sua velocidade deveria combinar-se aos movimentos. Ele explicava que, ainda que uma cavaleira não precisasse de uma boa mira, ela teria de saber o básico sobre onde cada movimento iria acertar, para guiar um pouco seu próprio corpo. Essa era com certeza aquela hora onde a prática lhe fazia recordar do treino.
“Pula e gira”, obrigou-se Elesis, sem muita confiança. Pulou, ficou na vertical em pleno ar, girou o corpo para que algumas partes não encostasse na barreira e enfim podia dizer: havia se infiltrado no tal castelo!
“O engraçado é que não vejo absolutamente nenhum castelo”. Continuando a observar tudo, os ataques começaram.
No alto de todas as torres que compunham aquela magnificência de arquitetura, havia diversas criaturinhas bizarras, que lembravam caveiras (ainda que fossem menos medonhas) e utilizavam capas. As criaturas utilizavam armamentos acoplados nas próprias torres, de longa distância. No alto, uma esfera roxa parecida com aquela que dissipou a famosa “nuvem da morte” em Canaban estava flutuando. Seria também obra de Cazeaje?
Por todos os lados, em cada muro do local, exércitos das mesmas criaturas que estavam no alto das torres chegavam, mas estes seguravam pequenas lâminas, que lembravam a arma “sai”.
Na frente de todo o exército, na mais repentina aparição possível, chegou o grande inimigo, o alvo da Grand Chase. Era o Gaicoz!
– Que infiltação difícil era essa da qual me falaram, se você já deu as caras? – zombou Elesis.
– “Você”? Acho que não me conhece para me tratar assim. Sou um nobre guerreiro, pequena Elesis. Trate-me como “vossa senhoria”.
Elesis gargalhou sem o mínimo respeito. Gaicoz não estava brincando, realmente o esperava por parte da garota.
– Juventude rebelde, essa. – resmungou Gaicoz. – Mas sobre a dificuldade da infiltração, suponho que esteja brincando. – apontou para seus guerreiros, para o que enfrentaria à longa distância e também para a esfera roxa do céu. – eu gostaria de cuidar pessoalmente de você, mas após todos os avisos sobre Elesis Sieghart, Cazeaje disse que eu obrigatoriamente deveria recorrer a isto. Ainda que cético com relação a isso, eu jamais posso desobedecer Lady Cazeaje.
Elesis riu.
– Eu acabarei com esse exército aqui e agora! – determinou.
Enquanto Gaicoz se teleportava desaparecendo tão rápido quanto apareceu, Elesis olhava para seus inimigos.
“Mas após todos os avisos sobre Elesis Sieghart”, pensou Elesis nas palavras de Gaicoz. Isso confirmava o fato de Cazeaje ter espionado a Grand Chase no calabouço de Gorgos! Arme não estava errada daquela vez!
Olhando para todos os lados, cercada e também com mais inimigos do que podia contar visualmente, Elesis percebeu a gravidade da situação. Não demorou para que a esfera roxa do céu começasse a lançar esferas menores como ataques mágicos, a frequência de ataques era muito alta, mas do tipo que Elesis costumava conseguir desviar... Exceto, claro, que tivesse também inimigos no chão para dar conta.
– Ah, eu vou surtar. – concluiu!
Elesis atacava todos os lados. Os esqueletos eram tão resistentes quanto outros poderosos monstros que enfrentaram até agora, então não seria um mero corte que os derrotaria. Isso dificultava ainda mais as coisas.
Corria, atacava todos os lados concentrando em força corpórea. Tinha que derrotá-los. Ao mesmo tempo desviava das flechas que vinham por cima sem desconcentrar-se em evitar ataques diretos daqueles que manejavam as pequenas lâminas. Os ataques mágicos não surtiam efeito nos soldados de Gaicoz. Embora Elesis os desviasse preparada para que acertasse um inimigo a seu favor, nada acontecia.
Elesis continuou atacando. Um rodopio no ar para escapar do ataque mágico e uma leve abertura das costas para que a flecha passasse raspando, isso foi só para escapar de uma pequena parte dos ataques! Caindo no chão com a mão apoiando o corpo, Elesis já contornava um inimigo para atacar.
Investia nos inimigos derrotando-os, mas a quantidade jamais parecia diminuir. Cansava-se de tamanha forma que tudo que poderia esperar era a chegada dos companheiros de equipe, focando-se apenas na própria sobrevivência.
Passava tão rápida pelos inimigos derrubando-os um a um, que sua espada pegava fogo. O atrito produzido por ela, especialidade de Elesis, estava mais impressionante que nunca. A velocidade que possibilitava isso também fazia com que o fogo da espada se propagasse no ar conforme corria por ele. Seus ataques estavam mais destrutíveis que nunca. Assim que fincasse a espada, ainda que a resistência dos guerreiros de Gaicoz fosse grande, a dor fornecida seria extrema. Aqueles atingidos pareciam sofrer muito.
– Ataque-flamejante!* – gritou Elesis. Da ponta de sua espada, um projétil que tinha a mesma forma da espada irrompeu. Era talvez essa a maior evolução que poderia dar para a “espada de fogo”. Aliás, tamanha era a força que o impulso contra o ar não a fez desmanchar. A espada-projétil prosseguia intacta derrubando seguidamente os oponentes.
Elesis bravamente continuava viva e em pé. Estava próxima demais de algumas dúzias das caveirinhas.
– Onda de chamas**! – falou, criando chamas em ambos os lados que transformaram os corpos que encostaram em cinzas.
“O que está acontecendo? Eles nunca acabam!”.
***
Aquele pedaço de roupa que foi rasgado agora transformou-se em vários pedaços, pois várias flechas atingiram Elesis de raspão. Os cortes adquiridos pelas espadas inimigas também aumentaram e agora era acertada, ainda, pela primeira vez com uma espada atravessando seu corpo.
Virou, atacou quem fez aquilo com ela e olhou feio. Seus olhos vermelhos e semifechados indicavam toda a rispidez que guardava para aquele momento. Elesis enfim derrotou o último dos inimigos. Os ataques mágicos também cessaram, ainda que a esfera de energia continuasse presente ali. Tudo o que restava, dessa forma, eram os ataques com flechas que os soldadinhos das torres atiravam.
Aproveitando que tinha mais um pequeno tempo até que as chamas de sua espada se apagassem por falta de atividade, Elesis correu ao muro do local e fincou a espada na parede. Prosseguiu correndo e cortando. Tamanha era a força que os muros caíam. Elesis também sofria com as faíscas criadas. Eram muito intensas e seu corpo queimava junto ao mínimo contato.
“Agora eu entendi o que você quis dizer, Lothos” – julgou.
***
Comandante Lothos havia pedido naquela ocasião para falar apenas com Elesis, e assim foi.
– Elesis. Você irá na frente e deverá destruir o Castelo de Gaicoz. Grand Chase vai agir separadamente em duas pontas, uma delas prevenirá qualquer tipo de ataque que ocorra em outra parte, sabendo que aproximadamente daqui a cinco dias uma nova onda de ataques começará em Vermécia. A segunda parte deve chegar no máximo uma hora mais tarde sob correta indicação feita totalmente por você, Elesis.
– Indicar? Para que indicar? Nós temos o mapa à mão.
– O mapa demonstra a área geral, mas a localização exata é desconhecida. O Castelo de Gaicoz aparece em várias partes do deserto, cada noite em um local, e é bem diferente de todo o resto do deserto em questão. A cada noite, quando muda de local, seu exército é reconstruído. Ele é composto de mil soldados, então não deixem que a batalha se prolongue até o fim da noite, ou vocês serão teleportadas para a dimensão que o castelo se encontra durante o dia e os exércitos estarão reformados!
– Eu não entendo! Por que o local muda? Por que só aparece de noite?
– Gaicoz é o fantasma do samurai invencível. Dito assim por derrotar mil guerreiros em uma noite, mais tarde ele morreu e seu corpo foi tomado por Cazeaje como mera peça, uma marionete. Agora, Gaicoz sobrevive apenas durante a noite, o dia é desconhecido tanto para ele como para sua base.
– Essa história não é só intrigante, como ainda desconfio que seja a maior mentira!
– Ei, Elesis, vai me ouvir ou não? – a comandante enfim mostrou-se zangada – acontece que essa é a verdade, e após a ressurreição, Gaicoz tornou-se mais invencível ainda. Ele não é só forte ao ponto de parecer invencível a um exército de mil homens, como também tem a verdadeira imortalidade concedida a ele pela fonte de vida, mágica, que existe no núcleo do mais alto andar de seu castelo. Como será difícil ir até seu interior, seu trabalho é destruir o castelo inteiro para que Gaicoz seja “derrotável” quando seus reforços chegarem.
***
Com as torres quebradas, rumava ao verdadeiro castelo para fazê-lo desmoronar em um único ataque. Gaicoz voltava à sua visão.
– Não a deixarei fazer isso. – provocou o samurai invencível.
Elesis soltou um “hãn” em seu tom de desafio. Duas coisas eram notáveis: a primeira era que onde quer que Gaicoz concentrasse sua visão, uma letra ou palavra (seja em “kanji” ou em “língua mágica”) aparecia. A segunda era que a esfera roxa agora virava uma mescla de cores e se multiplicava.
Qualquer coisa que estivesse vindo por aí, não seria fácil.
“Droga”, Elesis notou de última hora. A palavra que se formava no ar estava em cima dela mesma, isso significava que algo aconteceria. Correu o mais rápido que pôde e fugiu de última hora do ataque que se seguiu. Gaicoz cortava por todos os lados rapidamente o alvo, que teria sido retalhado por completo se posicionado sobre alguém.
Aproveitando que Gaicoz atacava sem parar, Elesis correu até o castelo. Gaicoz já apareceu por trás... É mesmo, ele se teletransportava! *susto*
A cavaleira da Grand Chase apontou sua espada no chão, acumulando suas forças em um único ataque e falou “golpe brutal” fazendo com que além da habitual ruptura do solo causado pela explosão da espada acertando o chão, as últimas chamas da espada se soltassem para todo lado. O local explodiu como um todo. O castelo estava destruído.
– Aqui está você, Elesis. – falou Arme. Lire estava andando sozinha, Ryan parecia estar bem e Wendy ainda acompanhava os amigos. Gaicoz virou-se olhando para eles.
– Vocês não podem estar na visão focada dele! – avisou Elesis. – Ele os matará assim que conseguir isso!
Ainda que Elesis estivesse em desespero e não fosse clara, deu uma ideia aos amigos de que era a tal palavra que se formava no ar e se locomovia junto com a visão do samurai.
– Vocês ignoraram avisos, vocês quase mataram umas às outras se aventurando pelo Calabouço de Gorgos e pelo Vale do Juramento. Ainda assim, aparecem aqui. Por que ignorar tais avisos? Vocês podem, como os fortes, se juntar à Cazeaje, mas não... Aqui estão vocês, defronte a um aliado dela esperando que isso acabe com a guerra incessável. Isso é tolice, Grand Chase, por isso acabarei com os quatro e também esse monstro agora mesmo! Se a humanidade de todos morrer como a minha morreu, quem sabe não haja um pouco de razão em vocês, quem sabe não se juntem após enxergarem a verdade.
– Razão? Humanidade? Avisos? Cala essa boca. – gritou Elesis, com seus próprios lábios sangrando. Ela os mordeu de raiva.
Grand Chase agia sob justiça e avançava no samurai. Todos se moviam na tentativa de encurralar, mesmo que um membro estivesse a uma distância diferente da que o outro estava.
– Ridícula tentativa. – falou Gaicoz. Estava teletransportado, atrás dos quatro. – Eu olharia para cima.
Quando Elesis, Arme, Lire e Ryan olharam para cima encontraram três esferas. Elas não eram mais roxas, agora tinham imagens formadas, como as de uma televisão redonda.
À direita, Canaban era atacada. Seus guerreiros enfrentavam não mais magos, mas sim monstros – e de todos os tipos, inclusive aqueles que matavam em instantes e dificilmente morriam.
Elesis derrubou uma única lágrima perante a imagem.
No centro, a esfera formava a imagem de um grupo de orcs invadindo uma tribo élfica. Os elfos não contra-atacavam. Pelo contrário, apenas rezavam.
Lire jogou-se no chão. Perdeu toda a confiança, que havia demorado para conquistar ao lado dos amigos, ao ver aquela imagem. Ryan segurava o ombro dela, também formando lágrimas.
À esquerda, Serdin sendo tomada por mais cavaleiros de Canaban. Aquilo não só era frustrante para Elesis, que sabia que seus guerreiros deveriam sofrer ainda mais na falta de alguns por estarem em Serdin. Aquilo também era frustrante para Arme, que viveu ali. Chorava e gritava, como um bebê pedindo pela sua mamãe faria, de tanto escândalo.
– Se estão dispostas a tentar viver diante desse problema e realmente não percebem como são inúteis para modificar a realidade, então meu dever não deve ser matá-las. – principiou Gaicoz. – acho que o correto seria prendê-las à ilusão até o momento em que ela se torne a única verdade.
Gaicoz aumentou a área da palavra flutuante, que agora brilhava. Os quatro membros da Grand Chase ficaram paralisados, mudos e olhavam mais fundo do que o cenário poderia ir. Estavam presos em uma ilusão.
– E assim acaba a Grand Chase, Cazeaje. – sorriu Gaicoz, triunfantemente.
***
Elesis não se mexia. Não conseguia se mexer. Enxergava seu pai, sua mãe que não conheceu, seus avós, os poucos tios que ouviu falar, seus companheiros de colégio, seus companheiros de treino e os amigos do pai. Todos caíam. Olhos negros, profundos e maléficos a encaravam. Ela sentia-se torturada psicológica e fisicamente, e ao mesmo tempo. Tudo de mal acontecia ao seu redor, e os olhos se fechavam.
Abriu os olhos. Ali estavam seus parentes. Mas espera! Enxergava-os sofrendo, todos caíam. Olhos negros, profundos e maléficos a encaravam. Ela sentia-se torturada psicológica e fisicamente, e ao mesmo tempo. Seus olhos voltavam a se fechar, esperando ela que não voltasse a repetir a experiência, quando tudo recomeçava.
***
– E assim acaba o Samurai invencível! – gritou Wendy, que chegou por cima num pulo de gigante alcance acertando-o com seu antebraço.
– Eu vou, mas eu levo você! – falou Gaicoz, semimorto sendo sufocado por Wendy.
Enquanto Wendy apontava a mão para o lado criando sua especialidade, o portal de teletransporte oficial da Grand Chase, Gaicoz acertava Wendy com sua letra formada no ar. Gaicoz cortou ambos matando-os. Naquele estado quase morto em que se encontrava, a ilusão acabou.
Todos estavam mal, se recompondo. Até mesmo Elesis suava frio!
“As esferas estão roxas novamente, isso é péssimo”.
– Todos vocês, fujam daqui. – gritou Elesis. – Quando a esfera se desfez em uma nuvem roxa em meu reino, todos os moradores ficaram presos em uma ilusão ainda mais horripilante que a última!
De fato, a esfera virava uma nuvem aos poucos. Elesis sabia que em determinado momento, ela se dissiparia em uma velocidade enorme. Logo, rumava à saída.
– Parece um teletransporte de Wendy. – avisou Arme. – não vá por aí, Elesis. Há um portal!
Ryan caiu. Estava machucado por alguma razão. Elesis correu, pegou-o e foi ao portal de teletransporte. Estava em outro local já.
– Este lugar é... – Lire começou.
– Exato. – falou Arme, sabendo que o que as esperava ali seria espantosamente difícil de se vencer.
Notas finais
* = lança de fogo, da segunda classe, adaptada para a espada com nome diferente.
**= "Onda de chamas" da terceira classe, usada também com a arma da primeira.
Além disso, bom esclarecer. Os monstrinhos que pareciam caveiras de fato são caveiras, mas Elesis não tinha certeza disso porque, diferentemente dos esqueletos do cemitério (capítulo 12) estes se encontravam com os ossos limpos e eram um tanto bonitinhos, perto do quão assustadores foram os primeiros esqueletos que presenciou.
A imagem é de autoria da KOG' studios.
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