Grand Chase Em: Os Contos De Fadas!
9 Alice no País das Maravilhas Parte I
Notas iniciais
Esse cap é SIM! Alice no País das Maravilhas o/ Só que não é o conto original, é baseado no filme do Tim Burton, então sim, o filme é dele, eu fiz um tipo de releitura e adaptei para a nossa versãozinha dos contos de fadas. O cap ta grande pra compensar *3* (acho q ta grande --')
Boa leitura!
Fonte da imagem: http://aniplay.deviantart.com/art/drawing-wonderland-265014951

Era uma noite em Londres, uma garotinha de estranhos olhos heterocromáticos e longos cabelos azuis se aproximava da sala onde seu pai falava de negócios com pessoas desconhecidas.
- E aquela coisa de “Era uma vez” e todo aquela bobagem de contos de fadas? – Lupus perguntou, ele se encontrava sentado em uma das poltronas de frente para o palco.
- Você devia estar na coxia... – a narradora suspirou irritada.
- Eu só entro depois. – o loiro deu de ombros.
- Elesis, por favor.
- Deixa comigo. – a ruiva saiu detrás da coxia e segurou Lupus pelos cabelos, ignorando seus gritos de raiva o arrastando para de onde havia saído.
- Da próxima vez, puxa pelas orelhas, são sensíveis. – comentou Lass.
- Pode deixar. – respondeu Elesis.
- Aquele pesadelo de novo? – o pai da menininha, com longos cabelos azuis perguntou, e a garotinha apenas afirmou com a cabeça. – Não demoro. – o homem saiu da sala.
- Eu estou caindo, em um buraco escuro e vejo... Criaturas estranhas. – ela contava já deitada em sua cama com o pai do lado.
- Que tipo de criaturas?
- Têm um pássaro Dodô, que por sinal é realmente muito estranho, porque esse ser foi extinto há muito tempo. – ela ajeitou seus óculos.
- Minha filha é tão inteligente... – disse o homem com lágrimas de felicidade.
- Qualquer tonto saberia disso papai.
- Desculpa, eu não sabia...
- Tolos, tolos por toda parte. – a garotinha negava com a cabeça.
- Eu também não sabia disso. – comentou Ryan inocente.
- Shi! – todos falaram em uníssono e Ryan imediatamente ficou quieto.
- O que eu fiz de errado agora?...
- Um coelho de paletó, um gato risonho. E, uma lagarta azul. – ela deu uma pausa. – Você acha que eu estou ficando maluca?
- Sim, você está maluca, pirada! Mas vou contar um segredo. As melhores pessoas são assim.
- Só que não né? – falou Dio cruzando os braços.
- Dá pra calar a boca! Eu to tentando atuar aqui! – Ronan finalmente se irritou. – Seu idiota, seu chifre ocupa seu cérebro também?
- Ui, tá irritadinho. – acompanhou Siegh.
- Mas ainda falta muito pra virar homem. – agora era Lupus.
- Verdade. – concordou os outros dois. Nesse instante, os três são atingidos por uma enorme Enciclopédia.
- Valeu Mari. – sorriu Ronan.
- Você continua agindo como uma garotinha. – falou a garota em um tom frio.
Treze anos depois, Alice estava em uma festa dançando com um homem de cabelos ruivos.
- Haymith, você não se cansa de dançar? – pergunto Alice enquanto os dois davam passos lentos para os lados.
- Pelo contrário, acho revigorante. – Haymith possuía uma feição alegre. – Não se pode lutar contra os velhotes dos meus pais. – O homem deu uma pequena risada. Alice deu um grunhido. – Acha isso estranho?
- Só imaginei seu cérebro trabalhar em um nível consideravelmente normal.
- Seria bom guardar sua imaginação só para você, isso nunca vai acontecer. Quando tiver dúvida, fique em silêncio.
- Epa, perai. O personagem tá se xingado aqui, pode isso produção? – Jin reclamou enquanto o pessoal da produção negava com a cabeça.
- Cale a boca, eu quero que seja assim. – imediatamente, a produção assentiu com a cabeça murmurando “Sim”, “Claro”, “Ficaria legal”, “Foi ela que disse, fazer o que né...”. A narradora revirou os olhos. – E de vez em quando, o script fala coisas que são reais em relação ao ator.
- O que quer dizer com isso? – o garoto choramingou.
- Que você é tão idiota que até hoje não percebeu que a Amy não dá a mínima pra você. – comentou Mari fazendo ele voltar para sua posição no palco com lágrimas nos olhos.
- Meu pai sempre dizia que acreditava em seis coisas antes do café da manhã. – Haymith suspirou e a levou para longe da dança.
- Alice, me encontre no coreto em dez minutos. – e se afastou.
Alice foi andar pelo Jardim. Ouviu uma movimentação estranha nos arbustos.
- Um coelho. – ela viu o pequenino animal com sua pelagem meio lilás o perseguiu até ser parada por Haymith.
- Antes, a Mari me machucou com aquelas palavras frias, agora o Azin pegou o meu papel de coelho! Desisto dessa peça! – Jin pegou um objeto qualquer no palco e jogou na plateia.
- Por que fez isso Jin?! – Arme disse surpresa.
- EU TO NERVOSO!
- Ih, ataque de pelanca logo agora Jin? Você tá ficando velho. – falou Azin com os braços cruzados e com ar de decepcionado.
- Você está ai. – ele a segurou pelo braço e a guiou até o coreto. O homem se agachou e segurou as mãos de Alice.
- Alice, quer ser minha esposa? – e sorriu esperando a resposta enquanto um homem ao fundo pintava um quadro da cena.
- Todos esperam que eu aceite. Eu. – Alice olhou para o lado e viu um coelho com paletó. – Com licença. – e disparou atrás do bicho.
Chegou em uma árvore. Lá havia um buraco, ela se abaixou mas acabou por cair dentro do buraco. A queda era grande, a sua volta estavam vários objetos, uma cama, relógios e até um piano. Mesmo caindo, Alice não gritava, estranhamente estava muito calma.
- Esse vento está amarrotando minhas roupas. – comentou Mari com os braços cruzados.
O fim era uma sala de ponta cabeça, ela simplesmente caiu e a sala voltou ao normal. Em volta havia várias portas, todas trancadas. E no centro, uma mesinha com uma chave. Alice tentou abrir as portas, mas a chave coube apenas em uma pequenina porta.
- É fisicamente impossível eu passar por essa porta.
- Uma Alice nerd, que legal. Olha, vem cá, porque você decidiu mudar o enredo praticamente todo nesse conto? – perguntou Lin.
- Porque eu posso tudo, iaha! Agora volte pro seu canto, pés descalços.
Olhou ao redor e viu que na mesinha onde estava a chave, agora se encontrava um frasquinho onde havia escrito “Beba-me”.
– Isso é apenas um sonho estúpido. – então tomou um gole do líquido e encolheu. - Definitivamente um sonho estúpido. – deu uma pequena pausa e olhou para cima. – Oh, esqueci a chave.
- Você achou que ela se lembraria de tudo que ouve na primeira vez. – disse uma voz.
- Você trouxe a Alice errada! – outra voz porém muito mais exaltada falou dessa vez.
- Essa é a verdadeira Alice! Eu tenho certeza.
Alice achou uma caixinha onde estava um bolinho escrito “Coma-me”. Deu uma mordida e de repente sua cabeça já estava encostando no teto.
- Acho que enlouqueci e vim parar no hospício. – ela pegou a chave bebeu o líquido novamente e encolheu, abriu a porta. – Eu definitivamente estou no hospício.
O mundo onde ela agora se encontrava era completamente diferente de sua realidade: imensas flores de cores jamais antes imaginadas, árvores que davam curvas e mais curvas em seus galhos, animais engraçados que chegavam a ser até bizarros, uma verdadeira floresta “encantada”.
- Estranho e curioso. – comentou avançando.
- Eu avisei, essa é a Alice certa. – era o coelho lilás comentando com um casal de gêmeos de cabelos brancos e olhos azuis.
- Mas ela não parece. – falou o menino.
- Isso é porque ela é a Alice errada! – esbravejou uma garota de cabelos escarlates com um par de orelhas, um focinho de rato e um fino rabo. Esta usava roupas um tanto quanto vulgares.
- Elesis... Cê tá tão sexy... – comentaram em uníssono Ronan, Sieghart, Ryan e Azin.
- CALEM ESSAS MALDITAS BOCAS! – a ruiva jogou um livro e nesse momento sua saia levantou um pouco deixando quem estava atrás, no caso Lupus, “feliz”.
- Eu vivi até esse momento, agora posso morrer em paz... – falou o loiro já caindo nocauteado pela ruiva. Todos riam descontroladamente, exceto a narradora que já estava prestes a explodir.
- E VOCÊ FICA QUIETA! Você não tem moral pra falar nada aqui não! – Elesis apontou para alguém aleatoriamente.
- Desculpa queridinha, mas não sou eu quem está usando fantasia de rato. – disse Rey soltando uma risada.
- Ah, falou a garota que anda por ai com praticamente só trapos no corpo, e você ainda é rica!
- Você morre hoje ruivinha...
- É assim que me agradece?! Passei semanas, meses, quem sabe até anos procurando por essa Alice! – Disse indignado.
- Cala a boca, você passou dois dias. – completou a rata. – E ainda não me convenceu, essa é a Alice errada!
- Ah, se ela fosse, ela poderia ser. – disse a menina que compunha os gêmeos.
- Se não é ela, ela não será. – disse o menino.
- Se fosse mesmo, ela seria.
- Mas ela não é de jeito nenhum!
- Ai meu Deus, deu Lag! – falou Ryan segurando a cabeça e se agachando.
- Ahm? O que? Não entendi. – falou Sieghart completamente por fora do assunto. – Ah, foi mal, estava tão focado na bunda da Elesis que não consegui prestar atenção. – babou.
- IAHA!
Elesis o acertou com uma voadora.
- Amy, por que diabos você gritou isso?! – Disse Elesis com o colarinho de Sieghart preso em seu punho.
- Os efeitos sonoros não podem ser esquecidos amore! – sorriu a rosada fazendo pose.
- Com licença. – Alice interrompe, voltando atenção para ela. – Vocês poderiam me informar em quarto do hospício eu estou hospedada?
- Temos de encontrar o Absolen! – apressou-se o coelho.
- Eu a acompanho. – sorriu o menino de cabelos brancos.
- Não! Eu a acompanho. – a menina entrou na frente.
- Eu nasci primeiro!
- Eu sou mais bonita!
- Mas eu nasci primeiro!
- Você nasceu dois segundos antes de mim!
- A gente nasceu juntos sua burra!
- Os dois podem acompanha-la. – disse o coelho revirando os olhos.
No caminho, mais e mais coisas estranhas apareciam, então Alice disse:
- Quem é esse tal de Absolen?
- Ele é sábio, é absoluto.
- É Absolen. – disseram os gêmeos.
Eles caminharam mais um pouco até encontrarem um espaço coberto de fumaça azul e, no centro, uma lagarta azul maior até do um leão.
- Quem és tu? – a lagarta soltou uma baforada de seu estranho cachimbo em Alice que tossiu.
- Você sabia que fumar causa grandes prejuízos aos aparelhos respiratórios?
- Vem cá, onde arranjou esse troço? — disse Lupus.
- É que eu manjo dos paranauê. – respondeu Ronan tragando o aparelho.
- Você vai manjar desses paranauê, quando tiver cinquenta anos, seu pulmão estiver preto e você morrer de parada cardíaca. – falou Elesis afastando a fumaça que tinha ido direto para seu rosto.
- Ih bruta.
- Absolen? – perguntou Alice.
- Eu sou Absolen, menina burra.
- Foi o que eu disse.
- Ah... Que seja. – a lagarta deu de ombros. – A pergunta é. quem. és. tu?
- Alice.
- Tanto faz, desenrole o Oráculo.
Ao abrir uma espécie de pergaminho, ela viu a si e matando uma criatura com chifres enormes, escamas e asas horrendas: um dragão.
- Essa sou eu?
- Sim! Esse é o Glorian Day! – falou o gêmeo
- O dia em que você acaba com o reinado da Rainha Vermelha! – completou a menina.
- Mas diga Absolen. – Alice voltou seus olhos para a lagarta e se afastando aos poucos junto dos outros. – Essa é a verdadeira Alice?
- Há! Claro que não! Nem de longe! – disse Absolen desaparecendo em meio à fumaça azul.
- Eu avisei! – esbravejou a rata.
- Oh céus! – lamentou o coelho.
- Eu disse. – falou a garota.
- Não, eu disse! – seu irmão a contrariou.
- Pelo contrário, você disse que não pode ser.
- Não! Você disse que ela seria se ela fosse!
- AH! DE NOVO! Parece que tomei sorvete rápido demais! – gritou Ryan.
- Sério? Sério mesmo Ryan? – ironizou a narradora.
- Não, é porque ela fala que disse, ai ele diz que não disse mas que ele disse que disse e ela diz que ele não disse! – gritou Ryan desesperado.
- Essa nem eu entendi...
- Estou passando mal! Levem-me! – Ryan falou caindo para trás certo de que Lire o seguraria.
- Ahm?- ela ergueu os olhos de seu pequeno livro e viu o elfo caído. – Ué...
- Acreditei em você! – disse o coelho.
- Eu não tenho culpa de ter sido trazida pra ca por você.
- A culpa é sua! – gritou a rata apontando para Alice.
- Mas espera, esse sonho é meu. Eu vou acordar e vocês todos desaparecerão. – Alice fechou os olhos e se beliscou. Ao tornar a abri-los, todos continuavam lá. – Curioso. Um beliscão sempre resolve.
- Se quiser eu furo você! – a rata tirou uma espata de uma bainha de sua cintura e a apontou para a menina.
- Pode ser que ajude, obrigada.
- Vai ser um grande prazer! – a rata correu e deu um golpe mirando o pescoço de Alice, ela abaixou segundos antes de a lâmina tocar sua cabeça. – Aff.
- Ryan! – sussurrou a narradora da outra coxia. – Levanta!
- Levanta daí seu encosto! – Elesis o chutou para fora da coxia e o garoto caiu sentado com um baque surdo.
- Anda!
- Ah! Desculpa!
De repente, uma fera com o pelo laranja e dentes afiados adentrou da mata seguido por vários guardas como cartas, gigantes e completamente vermelhos.
- Capturandan! – gritaram os gêmeos em uníssono.
Imediatamente todos começaram a correr desesperados, com os guardas em sua cola. Alice conseguiu sair do caminho, porém a fera a seguiu com urros e passos pesados. Até que então, a menina parou subitamente.
- Espera, é apenas um sonho. – e se virou enquanto Capturandan continuava correndo. – Não vai me machucar.
- O que você pensa que está fazendo?! – a rata correu e montou no bicho, cravando sua espada em seu olho e o retirando. A fera urrou de dor. – Corre sua tola! – falou correndo enquanto o Capturandan se debatia em plena fúria.
O ataque de fúria da fera arranhou o braço de Alice antes que ela começasse a correr. Porém ela conseguiu sair e disparou pelo local desconhecido junto com os gêmeos, já que o coelho havia sido capturado pelos guardas.
No caminho antes ocupado por Alice e os outros, um homem com os cabelos louros com sua franja caindo sobre um dos olhos em um formato curioso de um Naipe: Espadas.
Ele se abaixou e apanhou o Oráculo. Olhou-o e um semblante preocupado mesclado com raivoso apareceu em seu rosto. Fechou o pergaminho, correu e montou em um cavalo negro que disparou junto com os guardas.
- Que gay Lupus! – ria Sieghart olhando o garoto. – Qual é a da franjinha? – ele mexeu na franja do louro e caiu na gargalhada novamente.
- É, mas pelo menos meu rosto não dói por causa dos socos de uma garota.
- A Elesis é forte tá? Tem que ser muito homem pra aguentar oitenta quilos daquela garota. – reclamou Siegh tampando seu olho machucado.
- Oitenta quilos? – a ruiva apareceu com uma aura negra que segou o moreno.
- EU NÃO QUERO MORRER! LUPUS! SOCORRO! – gritou com lágrimas nos olhos.
- Depois fica zoando o Ronan. – e começou a rir.
- Olha o bullying! – protestou o azulado.
Uma bifurcação no caminho que Alice e os gêmeos seguiam os atrapalhou e um imenso pássaro agarrou os irmãos e voou para longe, ficando apenas a menina de cabelos azuis.
O pássaro voou entre um deserto com formações estranhas de pedras até chegar a um castelo imenso e vermelho.
- ALGUÉM ROUBOU TRÊS DAS MINHAS ESSÊNCIAS! – as portas enormes de dentro do castelo se abriram com força e uma mulher esbravejou. Esta, tinha cabelos rosas e ondulados e usava um grande e luxuoso vestido vermelho. Em sua cabeça, uma coroa. Porém não era isso que chamava atenção, e sim chifres que brotavam.
- Cara, nem nas peças dos contos de fada você consegue tirar isso de você. – riu Lin.
- Há há há, muito engraçado, oxigenada. – disse Rey sarcástica arrumando a coroa no topo de sua cabeça.
- Deve ter alguns benefícios também. – falou a de cabelos brancos, Rey ergueu uma sobrancelha. – Deve servir como um para-raios né? – ela fez dois chifres ao lado da cabeça, zombando da asmodiana, quando um cajado voou bem no meio de seu rosto, fazendo com que ela caísse.
- Opa, acho que joguei fraco demais, era pra ter afundado o crânio dela. – Rey ria enquanto alguém pegava seu cajado de volta.
A rainha andou em meio ao corredor, olhando cães rottweiler de paletó sentados, enfileirados.
- Foi você? – perguntou ao primeiro da fila.
- Não, Vossa Majestade.
- Você roubou minhas essências?! – perguntou exaltada para o próximo.
- Não fui eu, Vossa Majestade.
Ela andou um pouco mais e parou. Abaixou-se um pouco.
- Você roubou as minhas essências? – perguntou docemente.
- Não, Vossa Majestade. – falou o cão nervoso.
A rainha respirou fundo e comentou:
- Essência de flor da meia noite.
- E-eu precisa...!
- CORTELHEM A CABEÇA! – ela esbravejou e guardas vieram de todas as partes e carregaram o cão, apesar de suas súplicas.
Andou ate o final do longo corredor e sentou-se em um trono.
- Majestade. – o cavaleiro louro apareceu, fazendo a rainha sorrir e beijou-lhe a mão.
- Valete. Por onde esteve?
- Trouxe novidades. Eu encontrei o Oráculo. – e nesse momento, desenrolou o pergaminho que trazia consigo.
- Esse pedaço de papel velho? Já vi coisas melhores.
- O Glorian Day. – Valete apontou para o pergaminho e a cena de Alice matando o dragão.
- Impossível não reconhecer esse cabelo ressecado. É a Alice? – perguntou fazendo um enorme esforço para pronunciar o nome.
- Creio que sim.
- Ela vai matar meu bebê Jaguadarte?!
- Ainda não, mas vai, se a gente não a impedir!
- Ache aquela menina! ACHE-A!
Fora do castelo, Valete se encontrava com uma garota loira, com orelhas de cão e um rabinho peludo, utilizando roupas não muito casuais.
- Obrigado meu senhor! — agradeceram a maior parte dos meninos.
- Quem diria que a Lire ficaria tão bonita com essa roupa... – babou Siegh.
- P-parem de olhar, isso é constrangedor... – a elfa disse envergonhada.
- Corada fica mais bonita... – comentou Ryan.
- TARADOS! – Lire ergueu o braço com rapidez e acertou ambos os garotos, nocauteando-os. – Opa... – Elesis fez um sinal de positivo com o polegar e sorriu para a garota.
- Ache Alice, e terá sua liberdade. – falou o Valete.
- C-certo... – a menina saiu correndo com os guardas e o Valete atrás.
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Alice vagou pela floresta sozinha até que parou.
- Parece que você estava fugindo de alguma coisa com garras afiadas. — era uma gatinha, de pelo roxo que balançava sua cauda enquanto repousava em um galho.
- Você deduziu isso ou viu pela cicatriz que eu tenho no meu braço?
- Foi o Capturandan?
- Sim.
- É melhor eu dar uma olhadinha não? – a cabeça da gata flutuou até o braço de Alice com um sorriso estampado no rosto peludo. – Precisa ser examinada e purificada por alguém que possa desaparecer senão você apodrecerá e putrefará, eu não quero isso, gosto dos seus olhos. – a gata sorriu novamente.
- Quando eu acordar vou estar melhor.
- Deixe eu pelo menos enfaixar pra você. – a gatinha arranjou um pedaço de pano e enfaixou o braço machucado de Alice. – Como você se chama?
- Alice.
- A-alice? – a gata sorriu.
- Já teve uma certa discussão sobre isso.
- Bem, é melhor seguir seu caminho... – ela flutuou um pouco.
- Que caminho?
- Esse. – ela sumiu e reapareceu na frente de Alice. – Vou lhe levar à Lebre e ao Chapeleiro. Isso e nada mais... – e desapareceu de novo. – Você vem? – ela disse já mais a frente.
A lua crescente se virou e se transformou em um sorriso com olhos felinos em cima.
Continua
Notas finais
Mereço reviews? Só um pedido, não taquem nada em mim, sou sensível T^T
Obrigada novamente pelos insentivos e até o próximo cap o////
- L.N.
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