Grand Chase: Dio E A Dimensão Paralela!
3 O Rio De Sangue.
Notas iniciais
Em meio a um lugar totalmente privado da luz, onde a única iluminação vinha de uma lua precária, um jovem de cabelos cor-de-vinho corria freneticamente por entre as árvores do local. E o pior, parecia estar perdido, sabendo que já não se encontrava na dimensão de Elyos. Dio, tomado pela fadiga, sentou-se em uma tora de madeira caída no chão infértil da estrada para retomar o fôlego e pensar, pensar muito.
– Como... Como eu vim parar aqui? Rey... Você está no final dessa estrada? Merda... Eu odeio este lugar! Mas o que... Esse cheiro...
Enquanto olhava e analisava a vegetação e o clima pertencente àquela dimensão, o jovem Asmodiano sentiu uma fragrância de uma natureza metálica invadindo seu apurado faro. Dio já sabia do que se tratava, e não era pouco, justamente o contrário. Parecia ser de uma quantidade absurda. Dio retomou energias, e com um impulso de suas asas correu novamente estrada a cima. Chegando ao final desta parte da estrada, onde as árvores cessaram, Dio foi obrigado a parar de correr e brecar brutamente, pois a continuação da estrada estava a uns 25 metros de onde jazia o jovem. Entre elas, um enorme precipício sem fim.
A distância era muito grande para atravessar voando, pois as asas de Dio não eram capazes de suportar seu peso por muito tempo.
Havia somente uma forma de ultrapassar esse obstáculo. Mais a direita do precipício, uma única passagem estava disponível, e a mesma, fez a visão de Dio confirmar o que seu faro indicava. Sangue. Um rio de sangue, de uns 100 metros de diâmetro. Sangue humano.
Em seu leito, o sangue escorria em forma de uma cascata precipício abaixo.
A distancia entre o rio flutuante e o pedaço da estrada onde Dio se encontrava era de aproximadamente 5 metros, uma distancia que Dio conseguia atravessar com suas asas. Não era de seu agrado atravessar aquele tenebroso rio, mas era sua única alternativa. Precisava fazer isso para sair dessa dimensão. Seus pés tocaram no líquido de um contínuo vermelho vivo, e afundaram até chegar a conclusão de que era raso, batia no meio de suas pernas. Dio molhou sua garra com o sangue do rio, e levou até sua boca. Aquele sangue tinha sido tirado a força. Seu paladar, assim como os outros sentidos, não possuía só uma mera finalidade, como somente ouvir, sentir ou degustar, essa era mais uma característica do povo de Elyos. Com o paladar Dio conseguia chegar a outros resultados, além de simples gostos. É complexo demais para a mente humana entender.
O cheiro metálico deixava o jovem atordoado, o que resultou em mais um obstáculo durante sua jornada. Aquilo era horroroso! Gêiseres de sangue emanavam do rio, e Dio podia ouvir as almas de quem aquele sangue todo pertencia, gritarem ao seus ouvidos. Precisava se concentrar em seus objetivos, e focar no que queria. Porém, Dio não estava nem perto da metade do rio. Cada passo levava uma eternidade.
Dio tirou sua cota, que por sinal estava encharcada de sangue, enviou para a mesma dimensão onde estava sua Death Star, e prosseguiu viagem com o peito nu. Sentia materiais duros e pontiagudos no chão, já sabia o que era, mas não queria conferir. Que aqueles ossos ficassem lá, bem longe de seus sentidos super-apurados.
Próximo ao centro do rio, o guerreiro de Elyos avistou um pedaço de terra suspensa, um tipo de ilha, onde o sangue não alcançava. E no centro dele, jazia um outro jovem, de armadura pesada, com um casaco pendurado nos ombros, uma espécie de tiara, cabelos negros e espetados com mechas roxas, e uma espada. Uma aura negra emanava de seu corpo, uma aura extremamente densa, dificultando consideravelmente a visão. A aura descia dos céus, e vinha em forma de uma linha de poder, de um lugar mais distante, provavelmente o outro lado da estrada. Evocou sua Death Star, e pôs-se em posição de batalha. Porém, Dio conheceu o rosto de seu adversário, que o fuzilou com um olhar amedrontador e penetrante.
O jovem Asmodiano, sabia o que tinha de fazer, mas ficou pasmo, pois não estava esperando o presente que havia encontrado. Teria que lutar contra sua vontade, algo que nunca antes tinha acontecido....
– Si... Sieghart!?
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