Grand Chase: Dio E A Dimensão Paralela!

5 A Feiticeira Dos Campos Nevados - Parte Um.


Notas iniciais
Dio finalmente conseguiu derrotar seu adversário e sair do Rio de Sangue. O que ele encontrou no segundo pedaço da Estrada das Lamentações? Um belo campo arroxeado, e uma bela (Ou nem tanto assim) feiticeira.

A batalha contra a segunda guardiã tem início!

Num milésimo de segundo, o Highlander desapareceu nos olhos de Dio.

Caiu abruptamente, e ficou sentado, olhando aquele líquido vermelho percorrendo seu corpo. Ficava pensando que parte do seu sangue tirado durante a batalha pertencia agora ao Rio de Sangue. Pensativo, tentava em vão, novamente, achar uma saída desse inferno que ele se meteu.

Merda...- Sussurrava o guerreiro Asmodiano – O que o Sieghart estava fazendo aqui? Segundo o escorpião, ainda tenho que derrotar 4 desses guardiões. Não importa quantos monstros eu tenha que derrotar, eu vou sair daqui com você, Rey!

Levantou, e prosseguiu durante o rio, que foi ficando raso a cada passo.
Chegou no extremo do rio onde era possível ver o sangue caindo precipício abaixo em forma de cachoeira. O outro lado da Estrada das Lamentações estava a iguais 5 metros do rio.
Dio voou até lá, e aterrissou seus pés no solo da estrada. Uma coisa havia mudado em relação a outra parte da estrada. A primeira parte, onde tinha derrotado o escorpião, era feia, cheia de árvores com galhos tortos e retorcidos, folhas secas, solo infértil e esburacado, sem contar no horrível cheiro de enxofre, e a sensação de medo e morte. Já essa parte da estrada, era de um tom igualmente roxo, porém mais belo. Inúmeras árvores, algumas delas semelhantes a ipês roxos, cheiro de lavanda, borboletas púrpuras, e um imenso gramado novamente roxo cobriam o local. Era possível ver o sereno deixado em alguns arbustos, que refletiam a luz do luar arroxeado. O frio tomava conta desse pedaço, e pequenos flocos de neve eram visualizados. Era um lugar maravilhoso, que passava uma magnífica sensação de serenidade. Pétalas do ipê plainavam junto a brisa calma e cheirosa. Era tanta tranquilidade, que fazia suas pálpebras pesarem. Dio podia ver o rosto de sua amada se formar ao vento...

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– NÃO! – Exclamou em um tom de ferocidade o Asmodiano, o que fez toda aquela calmaria cessar em um piscar de olhos. Aquele era um lugar enfeitiçado, perigosíssimo! E Dio tinha consciência disso devido aos seus super-sentidos. Podia sentir o mal que se exalava por traz de toda aquela beleza.

A poção que Sieghart lhe deu fez mais do que somente o curar. O deixou mais forte, mais cheio de si, mais determinado. Sussurrou grosseiramente em um tom serio:

– Apareça.

A brisa tornou-se mais fria e ligeiramente mais potente, criando um pequeno vortex, que fazia sons de assovio serem ouvidos. Uma doce voz ressoou:

– Ora, ora... Temos visitas! Hahahahahaha!

O pequeno vortex de folhas e ventos fundiu-se e deixou aparecer a imagem de uma pequena garota, branca como a neve, com um cabelo preto extremamente liso, vestindo trajes japoneses. Uma túnica branca semelhante a um roupão, com bordas douradas, amarradas por uma bela faixa roxa. Vestia chinelos de madeira e uma meia comprida. Sua maquiagem era semelhante a das usadas por gueixas, com uma sombra roxa nos olhos. A parte de cima de seus cabelos negros eram presos em um coque por um hashi, deixando o resto solto. Uma aura branca brilhante e extremamente poderosa emanava do seu corpo. Tinha uma aparência muito bela, e um aspecto inocente, como se não quisesse machucar ninguém. Segurava dois leques com o símbolo do “Yin Yang”, ambos com lâminas pontiagudas nas pontas. A neve começava a cair, o que a deixava ainda mais inocente.

– Suponho que seja a segunda guardiã.
– Esplêndido! – Ironizou o demônio. — Parece que aquele imprestável do Scopius finalmente teve seu fim!
– Você será a próxima. – Disse o Asmodiano, impaciente.
– Hoho... – Riu, colocando um leque sobre a boca. — Antes de mais nada, vamos nos cumprimentar! Prazer em conhecê-lo, meu nome é Reika, e como já sabe, sou a segunda guardiã desta dimensão! E vale também constar... Sua futura assassina!
– Hunf – Fungou Dio.
– E você, é Dio! Um Asmodiano metido a fortão só por que derrotou o Scorpius! Ah, e você é muito lindo!
– Eu vou te matar seu demônio. – Dizia grosseiramente, desviando o olhar dos belos olhos castanhos cor de mel de Reika. Ela era extremamente linda apesar de tudo, e Dio tinha que se focar para alcançar seus objetivos, e não cair nos encantamentos da bela garota.
– Que má educação! Não é assim que se trata uma bela jovem como eu! Você é dos durões então? Hahahaha! Mas acho que podemos nos divertir pelo menos um pouco antes do banho de sangue! O que acha?
– Como quiser! *Como quiser? De onde diabos eu tirei isso? Droga, seus feitiços são extremamente poderosos!* — Redimiu-se o Asmodiano, que percebeu sua leve rendição ao encantamento do demônio.

– Aaaah lindinho, não torne as coisas difíceis para mim... – Em um rápido movimento, Reika estava de olhos para olhos com Dio. – Não tem que ser assim... Eu posso realizar seus desejos. Todos eles.

O Asmodiano permanecia imóvel. O demônio fechou seus olhos, e se aproximou lentamente. Tudo nela parecia perfeito, seu cheiro, sua pele, suas expressões, tudo isso fazia Dio quase chegar ao ponto de se render. Mais um milésimo de segundo sequer que ele ficasse naquela posição, todos os seus objetivos não seriam alcançados. Concentrou-se, e conseguiu enxergar a forma verdadeira do demônio, e o que estava prestes a beijar. Em um movimento certeiro, Dio passou o braço pelo ombro de Reika, e a projeto para trás, fazendo a garota ser arremessada.

– Seu insolente! Poderia ter tido tudo o que quisesse!
– Olhe só para você! Um demônio que não consegue atingir a real beleza, e tem que apelar para uma ilusão!
– Ora seu! Você tem é inveja da minha beleza!
– Inveja de um monstro como você? Nunca! – Provocou Dio

O rosto da bela menina que antes era tomou uma expressão mais seria, era possível ver o ódio em seu olhar. O belo castanho que antes tomava os olhos do ser, deu lugar a um vermelho vivo.
– Você vai se arrepender de cada palavra dita, seu reles asmodiano!

O vortex novamente apareceu, e seu emaranhado de folhas, neve e vento fez a fez desaparecer. Era possível ouvir sua risada ao fundo. Dio levantou sua guarda e evocou a foice maldita. Esperava o inicio da batalha. Precisava ficar atento, pois conhecia esse tipo de inimigo, que joga com o silêncio no seu time.
Reika apareceu de repentino por trás de Dio, como um pequenino tornado, e lhe acertou uma investida em espiral em suas costas, Dio foi arremessado.

– Argh! Vagabunda!

– Hihihihihi – Ria o monstro.

Investiu novamente, mas dessa vez fez um corte no quadril e outro no ombro do jovem Asmodiano, ambos efetuados pelas lâminas do leque. Repetia simultaneamente essas investidas, e acertava algumas. Estava prestes a acerta-lo novamente com seu tornado, até que Dio realizou uma expulsão rápida de energia que fez Reika ser jogada para trás, e bater suas costas em um ipê

– Chega de palhaçada e me enfrente dignamente! – Rugiu.
– Já entendi... Você não é paciente. Bom, como meus feitiços não funcionaram, não tenho outra alternativa a não ser elimina-lo agora. Que pena, você é bonitinho...

A neve agora tomava conta do lugar. O chão que antes era de um gramado roxo, agora é coberto pela fria e branca neve, e as lindas pétalas de ipê roxo tornaram-se brancas. Toda magia que antes exalava daquele lugar se fora, e a única coisa a restar foi o frio.


Notas finais
No próximo episódio, uma mudança no cenário da história! Grand Chase se apresenta!

* O nome "Reika" veio de um mangá chamado Gantz, o qual tenho um grande gosto

* Farei uma pausa na história de Dio. No próximo capítulo, o foco da história muda para os demais integrantes da Grand Chase! Então, no capítulo 7, recapitularei a historia do Asmodiano!

* Devido a um erro de formatação, não consegui inserir a outra imagem, que ajudaria ainda mais a ter uma idéia do cenário. Podem conferi-la nesse link: http://4.bp.blogspot.com/-O_wfCULo8oc/UF26Q8y-WQI/AAAAAAAADLY/WYztuoP0Y_k/s1600/Roxo.jpg