Notas iniciais
Sinto muito pela demoraaaa!!! ;-;

Por favor, não me matem, leitores. É que eu tinha começado esse capítulo faz duas semanas, porém eu achei que não ficou legal, então comecei a reescrevê-lo e me faltaram ideias. ._.'

Mas vou tentar postar os capítulos mais rápido. Só espero que eu consiga. OTL

Ah, acho que vou parar com os erros de gravação, porque senão eu não posto esse capítulo nunca. D:

Se houver algum erro de português, peço desculpas agora mesmo! É que eu digitei isso de madrugada, então meu cérebro não estava funcionando muito bem... '-'

O dia amanheceu nublado e frio. O orvalho, que caiu sobre as folhas durante a noite, brilhava gentilmente, transformando a paisagem monótona e silenciosa das árvores e arbustos. O céu dava sinais duvidosos naquele dia. Iria chover? As nuvens negras já iam se aproximando, posicionando-se acima da base da Grande Caçada e da cidade ali perto.

- Que droga! – resmungou olhando o céu.

- Qual o problema, Amy? – Ronan olhou-a.

- Eu queria ir fazer compras hoje. Mas não posso arriscar arruinar meu penteado caso chova! – cruzou os braços e fez biquinho

- Leve um guarda-chuva. Simples. – Ryan disse ao mesmo tempo em que mastigava seu sanduíche.

- Primeiro: não fale de boca cheia. É falta de educação! – o druida revirou os olhos. – Segundo: mesmo que eu levasse um, minhas compras iriam se molhar. – disse num tom triste.

- Então não vá. – falou Ryan com um leve tom de irritação na voz.

- Mas eu quero ir! – choramingou a dançarina.

- Escolha entre molhar seu cabelo e suas compras tão pesadas quanto um ogro ou fique aqui e cale a boca! – gritou Ryan, quase explodindo de impaciência.

- Mimimimi... Cavalo! – escondeu-se atrás de Zero.

O andarilho analisou a situação e suspirou. Olhou para sua espada, Grandark, enquanto Ronan impedia Ryan de aproximar-se de Amy.

- Acalme-se, Ryan. Essa indecisão é normal em garotas como a Amy. Foi o que Grandark disse. – sussurrou a última parte. – E Amy, reclamar não vai mudar em nada o estado das nuvens. Se você quer fazer suas tão amadas compras, terá que sacrificar-se e se molhar um pouco. É assim que o mundo é, você não pode querer algo sem abrir mão de outra. – o garoto e a menina encaram-se, emburrados.

- É... Acho que o Zero está certo. – Amy desviou o olhar para o chão. – Desculpa por ter te chamado de cavalo, Ryan... – disse num fio de voz.

- Acho que exagerei um pouco também. – coçou a cabeça, olhando para a janela. – Eu que devo pedir desculpas. – suspirou.

- Ok, problema resolvido. Agora, apertem as mãos e sorriam! – falou Ronan alegre.

Os dois, depois de alguns segundos, desataram a rir e apertaram as mãos como o inquisitor sugeriu.

- Bem, não te culpo por estar estressado, Ryan. – riu Amy. – Quem não ficaria estando aqui?

Enquanto os quatro conversavam num canto, cadeiras, mesas, talheres, pratos e comidas voavam pelas cabeças dos demais que mais pareciam estar guerreando do que tomando o café da manhã. Jin estava de pé em uma das poucas mesas que sobreviveram e jogava fatias de pão em quem estivesse próximo. Arme, com o cabelo cheio de geléia, atirava bolas de fogo em Sieghart, que ao mesmo tempo tinha que desviar também das rajadas de suco que Elesis lhe atirava. Lass, Mari, Lire e Dio olhavam aquilo com uma calma assustadora e estavam apenas como público no meio de toda aquela bagunça. Quer uma dica? Se você fosse escolher entre comer na base da GC ou cozinhar seus rins, escolha os rins. Você duraria mais tempo.

- Abaixou a guarda! – Elesis deu uma rasteira em Jin. O rapaz caiu da mesa e bateu forte a cabeça no chão.

- Ai! – berrou, rolando no chão.

- Toma essa, Sieghart, seu idiota! – Arme concentrou sua magia na ponta do cetro e atirou com toda força. O imortal desviou da bola de fogo um pouco assustado, porém não sofreu dano algum, muito diferente de Lire, já que ela se tornou vítima do ataque.

- A-ah! – gritou a elfa, tentando apagar o fogo em seu cabelo.

- Calma, Lire! — Ronan, ao ouvir o grito de Lire, foi socorrê-la.

- ... – Dio olhou para Mari. A garota ajeitou seus óculos, mas parecia mais concentrada no livro que estava lendo do que com toda a confusão que ocorria ao redor dos dois.

Depois do tumultuado começo daquele dia, todos foram fazer algo para ocuparem-se. Como eles não podiam sair em missões e o fato levar todos os membros da Grande Caçada seria muito problemático, a única coisa que podiam fazer era treinar ou ir até a cidade.

- Ei. – Arme tocou o ombro de Lass, aparecendo atrás dele. – Quer ir para a cidade? Estou indo agora.

- Certo. – olhou ao redor. – A Elesis não vai também?

- Ela disse que iria lavar o cabelo. Daqui a pouco ela chega. – deu de ombros.

A justiceira não demorou. Mais ou menos em cinco minutos já estava pronta e aproximava-se dos amigos animada. Os três partiram da base antes que as gotas de chuva começassem a cair e, assim, impedissem o grupo de realizar seu caminho. O primeiro destino escolhido foi o mercado de poções e derivados, localizado ao leste da cidade.

- Olhos de Gosma, pernas de Sapos Venenosos, sangue de Harpia... Cuspe de Troll?! – Elesis franziu o cenho. – Acho que não devia ter comido nada hoje. – comentou ao mesmo tempo em que analisava os itens das prateleiras e aqueles expostos no balcão.

- Elesis, você já viu coisa pior, faça-me o favor. – Arme falou do outro lado da loja, revirando os olhos.

- Uma coisa é ver em batalhas. Outra totalmente diferente é ver após uma refeição e sendo vendido como comida. – cruzou os braços.

- Ora, mas alguns desses ingredientes são comestíveis. Por exemplo, esse intestino de Gorgon do lado desse rapaz. – apontou o vendedor na direção de Lass. – Fica ótimo com músculo de Drillmon e seiva de Ente. – Lass e Elesis entreolharam-se.

- Ele quer morrer, né? – falou a ruiva colocando a mão no cabo de sua espada.

- Imagino que sim. – respondeu já empunhando suas adagas.

- E-ei, vocês dois. Parem com isso! – Arme pegou um pacote das mãos do vendedor e virou-se para eles.

- Essa mocinha aqui também compra muitos ingredientes para fazer refeições. Ontem mesmo ela comprou as finas Minhocas Decompositoras, vindas da Terra de Prata. São muito nutritivas e parecem fios de macarrão. São deliciosas. – a arquimaga olhou apavorada para o vendedor.

A mente de Elesis se voltou para as lembranças da janta da noite passada. O que estava sendo servido mesmo? Macarrão. E quem era a responsável pelo jantar? Arme.

- Arme... – sua voz, sombria e cheia de raiva, fez estremecer a garota de cabelos curtos. – Diga-me suas últimas palavras. – falou apontando a espada na direção dela. Arme engoliu a seco, o medo estampado no rosto.

- Socorro, Lass! – implorou a maga.

- Não se preocupe, Arme. – o retalhador entrou na frente da ruiva. – Você prefere uma morte rápida, certo? – apontou suas adagas para ela.

Arme saiu correndo e gritando da loja como uma condenada. Atrás dela, um ninja aproximava-se cada vez mais enquanto uma espadachim lançava-lhe ameaças de morte lenta e dolorosa. Resolvido o problema, eles rumaram para a loja de armas.

- Ué! – Elesis bateu na porta da loja, que se encontrava fechada. Depositou a mão na cintura e arqueou uma de suas sobrancelhas. – Parece que não tem ninguém.

- Estranho... – Arme tentou olhar pelo vidro da porta, porém não havia nada iluminando o interior da loja. Os poucos raios de Sol que entravam eram fracos por causa das nuvens e iluminavam apenas alguns objetos.

- Vocês querem alguma coisa, meus jovens? – a dona da floricultura ali perto perguntou gentilmente, aproximando-se dos três.

- Nós queríamos falar com o vendedor dessa loja. – a mulher olhou para as portas fechadas. – Você sabe quando ela vai abrir? Ou se podemos encontrá-lo em algum outro lugar? – perguntou Elesis.

- Bem... – ela pôs uma mão no queixo e franziu o cenho. – Se não me engano, ele viajou e disse que voltava daqui a um mês. – disse num tom pensativo.

Lass, Arme e Elesis encaram-se e agradeceram pela ajuda. A mulher retirou-se e eles não demoraram em fazer o mesmo. Felizmente, conseguiram escapar da chuva, que começara assim que eles fecharam a porta da base.

- E agora? – Arme virou-se para Lass, encarando-o.

- Esperamos ele voltar. – deu de ombros.

- Tem certeza, Lass? – o retalhador encarou o chão sem emoção no olhar. Elesis colocou a mão no ombro do amigo e sorriu. – Se quiser, podemos ir atrás desse homem. – o albino encarou-a.

- Não precisa. – falou frio. – Eu esperei alguns anos pra saber sobre meu passado. Um mês a mais não faz diferença. – esboçou um sorriso curto e rápido. – Mas obrigado por se preocuparem.

- Não precisa agradecer, bobo! – Arme riu, dando leves tapas nas costas do garoto. – Qualquer um faria isso no nosso lugar. Somos companheiros, esqueceu?

Antes que Lass pudesse dizer alguma coisa, eles ouviram o som de fortes batidas na porta. Elesis abria-a e se deparou com três pessoas ofegantes e assustadas.

- O... O que aconteceu? – Arme perguntou confusa.

- Vocês... V-vocês... – um deles tentava falar, porém estava sem fôlego.

- Acalme-se! Respire fundo e depois fale! – ele seguiu o conselho de Elesis e assim que conseguiu recuperar o fôlego, desatou a gritar.

- M-monstros! Vários monstros apareceram e estão atacando a cidade! Vocês precisam nos ajudar! – gritou desesperado.

Os três entreolharam-se sérios, porém surpresos. As sobrancelhas de Elesis curvaram-se, demonstrando a irritação dela.

- Vamos acabar com eles! – Elesis deu um soco em seu punho. – Arme, avise os outros. Eu e Lass estamos indo na frente! – saiu correndo, sendo acompanhada pelo ninja.

A maga disse para aqueles três ficarem na base até que as coisas estivessem resolvidas. Após isso, foi o mais rápido possível atrás dos outros membros da Grande Caçada. Dentro dela, seus instintos avisavam-lhe que aquilo não era coisa boa. Mordendo o lábio inferior, apressou seus passos.

Notas finais
Err... O que acharam? Tosco, não? Argh, não sei fazer fanfics. ;-;

Ah! Achei pistas do meu Sid. :D *mostra penas chamuscadas do Sid* Um dia, iremos nos reencontrar, meu querido Sid! ;-; *olhando esperançosa para o céu*

Gostaram? Odiaram? Não estão lendo isso mesmo? Reviews são bem-vindas! *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.