Notas iniciais
Desculpa a demora aos que me incentivaram a postar, eu estava querendo me organizar primeiro para manter constantemente postando, então por favor tenha em mente que eu acordei cedo hoje e não estou pensando com clareza. ~Enjoy

Olhei da sacada do meu quarto no décimo quinto andar, eu tinha uma boa visão do jardim e conseguia ver a entrada do teatro, as poucas pessoas que andavam pela grama e os portões dourados abertos a espera de novos alunos que chegavam aos poucos na escola.

Um som de metal caindo no chão me tirou dos devaneios, Mari, minha colega de quarto, estava tentando organizar suas coisas no armário dela. Mari possui olhos bicolores, um azul e outro vermelho, cabelo azul escuro, é muito inteligente, quieta e fica sempre com uma cara séria principalmente se está concentrada lendo um livro ou montando algum equipamento, tentei conversar com ela para conhecê-la um pouco melhor, mas é uma tarefa difícil e eu não tenho paciência para nada, não consegui nem descobrir qual curso ela faz aqui.

O nosso quarto consistia em duas camas de solteiro, duas mesas para estudos e dois guarda-roupas, a escola dá permissão para decora-lo como quiséssemos deste que não atrapalhasse nosso colega de quarto. Mari manteve seu lado da mesma forma, apenas colocou prateleiras na parede para guardar suas coisas. No meu lado do quarto desenhei nas paredes a imagem de uma guerreira amazona ruiva carregando dois sabres vestindo uma toga branca e no fundo uma floresta no outono com alguns corpos de homens ensanguentados. Eu adorei fazer isso.

–Mari, eu vou comprar algo para comer, vai querer alguma coisa? –perguntei, colocando um casaco.

–Não.

–Ok. –respondi enquanto fechava a porta.

Apertei o botão para chamar o elevador, quando a porta abriu havia uma garota de cabelo rosa e olhos verdes e um garoto de cabelo vinho e olhos da mesma cor, a garota estava claramente nervosa.

–Eu realmente não entendo, porque justamente eu tive que vir aqui tomar conta de você, eu não preciso disso, mas não Rey, vamos estudar e aprender sobre musica, para mim isso é uma perda de tempo!

Entrei no elevador, o garoto manteve-se calado, com uma expressão de ódio enquanto ela continuava falando.

–Eu poderia estar em casa descansando na minha piscina, no shopping comprando roupas para mim e para Mary, mas não posso porque eu tenho que ser a sua babá, ou você realmente pensa que eu preciso de alguma coisa daqui, eu sou diva naturalmente, mas vamos gastar alguns anos da minha vida aqui e por culpa sua, entendeu? Eu...

–CALA A BOCA! Eu estou apenas alguns segundos aqui e já não aguento ouvir sua voz, imagina ele — me irritei, paciência não é comigo.

–Quem você pensa que é para falar assim com uma Von Crimson? – disse ela indignada.

–A garota que vai ter o prazer de acabar com esse rostinho.

O garoto olhou para mim, se divertindo com a cena que se passava provavelmente ele não estava acostumado com alguém enfrentar a rosada.

–Vem cá que eu vou mostrar quem vai acabar com quem, ruivinha! –ela deu um sorriso de lado, provavelmente percebeu que me irritara com o apelido.

Ela olhou para o lado e começou a andar para fora do elevador que estava no térreo a um bom tempo, as pessoas olhavam a briga esperando que saíssemos no tapa.

–Eu não vou perder meu tempo com gente inferior. Vamos Dio, o Alfred não esta aqui então vai ser você que vai pegar as coisas para mim. – jogou o cabelo e saiu empinando o nariz.

–Como você atura isso? –perguntei para Dio.

–Eu meio que preciso, muito mesmo. – pelo olhar que ele deu a ela pensei que se ele pudesse, ele atravessaria o corpo dela com a mão e seguraria seu coração para ter a sensação de ter a vida dela em suas mãos.

Eu sou normal, só que não. Ter uma mente fértil faz isso com você.

Olhei as mesas vazias a minha volta, a escola tinha um café no térreo para os alunos e um palco pequeno para apresentações ocasionais, eu adorava o cheiro que ele tinha de manhã, aquele cheiro de paes saindo do forno era delicioso. Pelas deusas de Ernas, como isso era bom, isto é, se você não tiver um idiota gritando “ruivinha” para todo mundo ouvir, correndo na sua direção:

–Elesis! Quase não acreditei quando disseram que você tinha vindo pa... – ele foi interrompido quando recebeu um soco no estomago. – Bom ver... Você também... Ruivinha.

Olhei aquele sorriso presunçoso, eu iria matar aquele garoto. Peguei seu braço e torci-o, passei o meu braço pelo pescoço dele e apertei.

–Quantas vezes eu já disse, Sieghart, não me chame de ruivinha! – praticamente rosnei para ele.

–Certo. Mas me solte, isso está começando a doer. –O soltei que respirou profundamente, olhei seus cabelos negros e olhos cinza que pareciam prateados, cara, não importa quanto tempo passe, ele não muda nada.

–O que você quer, velhote?

–Te cumprimentar é claro, achei que jamais iria vir para este lugar, mas a arte esta no sangue da família é difícil abandonar isso. Olha para mim, lindo, maravilhoso, a personificação da beleza.

–Esqueceu de comentar humilde.

–Esta vendo, sou incrivelmente perfeito. – ele exibiu um sorriso brilhante que faria qualquer garota desmaiar, mas ser prima dessa coisa me ensinou uma coisa, eu tenho alergia a pessoas como ele.

–Cansei de você, vou voltar para o meu quarto.

–Qual quarto você esta? Sua colega é gostosa? –eu estava me controlando para não bater nele de novo, tinha gente demais e se eu podia não conseguir parar.

–Vaza daqui, agora. Eu só quero comer alguma coisa, conhecer o meu ateliê e passar o resto da tarde lá dentro.

–Eu sei que vai chegar umas gatinhas da Costa Leste e eu tenho que aproveitar para apresentar a Grand Chase para elas. –eu quero quebrar os dentes e faze-lo cuspir um por um – Amanhã é a Abertura, então os veteranos sempre fazem uma festa para mostrar a qualidade, você devia ir.

–Prefiro passar minha noite jogando Call of Duty.

–Tem patricinhas para você zoar.

–Te vejo lá.

Notas finais
Eu devia dar um pouco de paz para a Elesis, ela só esta começando, ainda tem muito estresse pela frente. Good Night, Good Lucky, Kisses Bye Bye.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.