Graecus
15 Para o Grego há um aviso:
Notas iniciais
“Alec baixou a cabeça, meio decepcionado por não ter mais nenhuma pista sobre Asmodeus, mas em seu interior ele se sentia feliz em ser o Grego da profecia e por poder sair do acampamento em busca de uma arma que poderia por fim ao Apocalipse, as mortes, aos desastres naturais e por fim a quem quer que tenha iniciado o Apocalipse.”
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– Alec Stephen! Acorda! Acorda!
Alec dormia desde o final do Torneio, que fora no dia retrasado. Há um dia inteiro o Grego dormia um sono profundo sem sonhos. Como se o Torneio houvesse o desgastado mais do que qualquer um pudesse imaginar.
– Alec Stephen! Acorda, droga!- Daenys, filha de Athena e Escriba Sênior Júnior do Acampamento Meio- Sangue tentava em vão acordar o menino em meio a gritos.
Como não conseguia fazer o garoto abrir os olhos, ela pegou um copo e o encheu de água. Jogou na cara de Alec, ele levantou bruscamente, tossiu e se engasgou um pouco, mas estava acordado afinal.
– Mas o que?- Alec esfregou o rosto com as mãos e focalizou uma linda garota loira de olhos castanhos, usando um óculo de armação preta.
– Desculpe te acordar assim, mas não podemos mais esperar por você descansar. É a profecia, foram encontrados novos resquícios e você deve vir comigo a Casa Grande- Daenys disse em tom urgente, ajeitando a armação do óculo como sempre fazia quando estava nervosa.
– Tudo bem- Alec respondeu se levantando da cama e pegando uma camiseta azul qualquer- Como é o seu nome?
– Daenys, filha de Athena e Escriba Sênior Júnior- A garota respondeu com a voz orgulhosa.
– Olá tia!- Alec deu uma risada curta, relembrando da mãe. Colocou um tênis simples, levou as adagas no cinto.
– Tia?- A garota hesitou um momento, pensando se era brincadeira e então compreendeu- Ah, sua mãe.
– É. Vamos então?- Alec estendeu o braço e a garota entrou na brincadeira e juntos, de braços dados chegaram a Casa Grande, trocando ideias e informações.
Quíron estava em sua cadeira de rodas, escondendo sua forma de cavalo e ao seu redor encontravam-se Fay, Math e Meliorn. Pareciam fazer parte da Távola Redonda.
– O que há?- Alec perguntou sentando ao lado de Meliorn e Daenys foi sentar ao lado de Math, com um caderninho na mão, fazendo anotações rápidas. Alec reparou que ela utilizava símbolos estranhos, uma espécie de código que ele não conhecia.
– Você dormiu demais molengão- Disse Math.
– Deixe- o, Alec venceu o Torneio e mereceu um bom descanso- Fay foi defender o amigo.
– Mas...
– Chega disso crianças! Temos coisas mais urgentes a tratar- Disse Quíron e todos se calaram, por ora- Alec, recite a parte da profecia que você encontrou nos registros de sua mãe.
Alec se endireitou na cadeira relembrando as palavras misteriosas que sua mãe deixara para ele.
– Tempos negros se aproximam dos heróis que não amam, pois o Apocalipse foi iniciado por aquele que não é idolatrado.
– Bem, essa primeira profecia é difícil de entender até para mim que já decifrou tantas- Quíron disse em tom desolado por não poder ajudar os semideuses.
– Bem, o apocalipse foi iniciado e isso já sabemos. Perdi as contas de quantos semideuses morreram indo em missões de resgate que se tornaram suicidas- Disse Meliorn.
– Nem me fale, no meu chalé foram oito até agora e isso é um número enorme considerando que foram quatro missões- Disse Math.
– Não vamos contar os mortos, isso não traz boa sorte- Disse Fay com um leve estremecimento.
– E não é necessário- Quíron interrompeu o falatório e se concentrou nos assuntos importantes- Bem, temos uma lista enorme de quem pode ter iniciado o Apocalipse e não vamos nos preocupar com isso agora. Temo principalmente a profecia relacionada ao Alec.
– Para o grego há um aviso: Cuidado com aquele que se diz amigo, pois Asmodeus você deve procurar e aos 14 anos o da linhagem de Hades começar a jornada que irá lhe calar. –Alec recitou as palavras.
– Acho que já sei qual arma é Asmodeus- Disse Meliorn olhando diretamente para o centauro, que também já tinha ligado os pontos.
– Asmodeus é a arma que feriu seu pai Alec há muito tempo atrás, a arma que quase o matou, mas que de alguma forma, apenas o enfraqueceu terrivelmente. O Jace com quem você conviveu durante tanto tempo era apenas um terço da energia e do poder do Jace que treinou aqui- Disse Quíron olhando com pena do garoto.
– Essa arma é de uma lâmina incrível pelo que já ouvi falar dela. Muitos tentaram reproduzi-la, mas ninguém conseguiu direito. Essa aqui é a replica mais fiel que foi guardada durante muito tempo no arsenal. É uma espécie de tesouro- Disse Meliorn desembainhando uma longa espada muito brilhante.
– Conheçam uma réplica de Asmodeus, a arma que você deve procurar- Disse Meliorn pousando a espada em cima da mesa para que todos pudessem vê-la bem.
A espada era longa de prata, com a ponta meio curva e ao longo da lâmina de dois gumes tinham muitas escrituras numa língua muito mais arcaica que o grego antigo, já o punhal era todo trabalhado em curvas com o metal, perfeito para ser segurado apenas com uma mão.
– É realmente linda- Disse Math tocando com a ponta dos dedos na arma.
– Nem se compara a original- Disse Quíron.
– Você a viu?- Alec perguntou sem tirar os olhos da espada, para se lembrar de cada detalhe dela.
– É claro que sim. Quando seu pai veio quase morto para cá, eu a vi e a toquei, mas nada aconteceu comigo. Como sabem, ela apenas mata os da linhagem de Hades. Basta um toque e você está infectado. Então não toque nela Alec- Quíron recomendou ao jovem semideus que se limitou a acenar com a cabeça em concordância.
– E o que faremos agora?- Perguntou Math.
– Precisamos de mais informações sobre a espada e onde podemos acha-la. –Disse Fay.
– Sabe de algo mais Quíron? Meliorn?- Alec perguntou cheio de esperança de ter uma pista da arma.
– Não que me lembre agora- Quíron respondeu com um meio sorriso.
– Desculpe cara, vou dar mais uma pesquisada no Arsenal- Respondeu Meliorn guardando a espada.
Alec baixou a cabeça, meio decepcionado por não ter mais nenhuma pista sobre Asmodeus, mas em seu interior ele se sentia feliz em ser o Grego da profecia e por poder sair do acampamento em busca de uma arma que poderia por fim ao Apocalipse, as mortes, aos desastres naturais e por fim a quem quer que tenha iniciado o Apocalipse.
– Hei, já que não há ninguém aqui no acampamento que viveu naquela época, porque não falamos com quem viveu aqui e já não está mais por aqui?- Fay disse com um brilho de genialidade no olhar.
– Boa ideia!- Alec se animou- Mas quem?
– Seus pais Alec, Jace e Rovena Stephen. Vamos visitar seu avô!- Fay disse e Alec sorriu em resposta, pois viu que o plano da garota era muito mais do que genial.
– Ótimo! Math e Fay, vocês vem comigo. Vamos nos preparar porque temos uma longa viagem até o Mundo Inferior- Alec disse em tom animado e os amigos deram gritos de guerra, todos pensando em como seria bom ser útil, ser o herói que se é treinado para ser um dia.
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