Graecus

11 O Rugir do Torneio


Notas iniciais
Cap de hoje, nas primeiras horas do dia! Que maravilha! Aproveitem e tal tal

“Campistas, estamos reunidos para vermos um Torneio até a morte!- Sr. D gritou, feliz em muito tempo com a ideia de ver seus campistas lutando até a morte.”

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Quando os primeiros raios de sol surgiram no céu azul, Alec se levantou da cama num pulo, se espreguiçou e vestiu sua camiseta laranja, seu jeans e seu coturno. Pegou uma de suas espadas de ferro Estígio, Athos e a atou na cintura e colocou também Sopro de Vento e Fúria Negra em seus coturnos, para sentir os pais junto dele na hora do torneio.

Assim que saiu do chalé percebeu que todo o acampamento ainda dormia em sono tranquilo e sentiu bem ao fazer uma caminhada lenta ao longo do estreito riacho Zéfiro, na borda da Floresta do Norte.

A caminhada foi revigorante para o jovem garoto, que com 14 anos já começava a sua jornada para se tornar um herói com um enorme fardo. Do fundo do coração, Alec não se importava em o que deveria fazer durante a missão, mas sim de deixar os pais orgulhosos, de mostrar que a morte deles não foi em vão.

Quando regressou para o Refeitório, ele já estava barulhento de conversas sobressaltadas e nesse dia o assunto era apenas um, o Torneio. Todos tinham seus preferidos e algumas apostas estavam sendo feitas sob a supervisão dos filhos de Nike, a deusa da vitória. Lion era o que estava com mais apostas a favor e Alec, contra.

Quando se sentou a mesa dos filhos de semideuses, Nicol, a conselheira de seu chalé, veio sentar na frente do garoto, sorrindo como nunca.

– Hei Alec, como vai o meu herói?- Nicol disse aos risinhos.

– Hum, bem eu acho- Alec respondeu desconfiado enquanto comia sua panqueca.

– Eu apostei em você, então ganhe ok?- Nicol piscou para o garoto e ele sem que percebesse ficou rubro de vergonha.

– Farei o possível.

Quando Alec pensou que estava livre de Nicol, uma amiga dela chegou sentando ao seu lado, sorrindo como uma bêbada.

– Nicol, não vai acreditar quem me pediu para ficar com você- Exclamou Agaté, a menina de cabelos azuis e de olhos castanhos, filha de Anfitrite, a deusa do mar.

– Quem?- Os olhos de Nicol brilharam em excitação e ambas as garotas esqueceram que havia Alec para escutar toda a conversa.

– Math!- Agaté falou o nome e as duas caíram em risinhos, loucas de animação pelo ocorrido.

– Não acredito! Ele é gato demais! Espere... – Nicol finalmente notou o olhar de riso de Alec e lembrou que o garoto andava com o seu pretendente. A garota ruiva teve a decência de corar ao se deparar com o olhar de Alec, mas Agaté não.

– Nunca diga nada disso a ninguém Alec. Está entendendo?- Nicol o ameaçou com o garfo e Alec levantou as mãos, em sinal de rendimento.

– Quem é esse garoto?- Perguntou Agaté, subitamente interessada em Alec, com seu cabelo negro e olhos azuis.

– Me chamo Alec e sei falar- O garoto disse mau humorado por não ser tratado pessoalmente.

– Agaté, prazer- A garota abraçou Alec meio de lado, por estar sentada ao seu lado e deixou uma marca rosa de batom na bochecha do garoto, pois ao ouvir o nome dele ela se lembrou do Torneio e que se tratava de um futuro possível campeão.

– Prazer filha da deusa do mar- Alec disse se retirando- Tenho que buscar minha armadura, até.

– Até- Disse Nicol.

– Boa sorte hoje Alec, torço por você- Agaté mandou beijinhos, mas o filho de Jace apenas continuou andando até a Forja, onde encontrou Jon, com seu cabelo negro e pele suja de tanto trabalhar na Forja e Brandon com sua enorme cicatriz no lábio superior, de quando outro campista o batera com um martelo de guerra, ambos os filhos de Hefesto estavam trabalhando num enorme escudo de um ferro escuro e pouco flexível, quando Alec passou, os dois campistas acenaram com a cabeça.

Alec encontrou Meliorn nos fundos da forja, sentado tomando café de uma garrafa térmica.

– Meliorn?- Alec o chamou e o enorme filho de Hefesto se virou para ele, indicando que sentasse ao seu lado.

– Terminei sua armadura, ficou magnífica- Meliorn puxou de seu lado todo o equipamento da complexa armadura e mostrou o peitoral para Alec, todo revestido de Ferro Estígio. No peitoral tinha um elaborado trabalho de uma coruja em caveira voando, olhando ferozmente para frente.

– Coruja para sua mãe e a caveira para seu pai, honre-os- Meliorn disse ao dar a armadura para Alec.

– Obrigado. É incrível e vou honrá-los sim, pode ter certeza.

Quando o torneio chegou Alec vestiu a armadura e nela se sentiu leve, pois ferro Estígio se adapta melhor ao seu toque, mesmo sendo descendente indireto de Hades. Colocou as duas adagas no cinto de couro e também sua espada e marchou em passos lentos até a Arena, onde o Torneio seria realizado. Fay e Math estavam ao seu lado, como escudeiros.

Todo o acampamento Meio- Sangue estava presente no Torneio. Alguns tinham cartazes com nomes dos competidores, outros gritavam pelos seus preferidos. As filhas de Afrodite faziam torcida por Lion, pois era de longe o mais bonito entre ele e Alec. Lion com seu cabelo e olhos negros como a escuridão do Tártaro e com feições duras, mas com um sorriso tão branco e iluminador como o dos filhos de Apolo.

As apostas ainda corriam por entre os campistas por intermédio dos filhos de Nike, Lion ainda era o favorito da maioria e Alec, o menos favorito.

Quando Quíron e o Sr.D chegaram na Arena um silêncio instantâneo se fez, todos estavam ansiosos para o Torneio começar e quando Sr.D falou ninguém soltou um suspiro, para não perder nada que o deus resmungão falasse.

– Campistas, estamos reunidos para vermos um Torneio até a morte!- Sr. D gritou, feliz em muito tempo com a ideia de ver seus campistas lutando até a morte.

– Não, é até a vitória e todos saem vivos- Quíron o corrigiu e Sr.D resmungou soltando palavrões contra o centauro.

– Ok. Ok. Fiquem vivos e blá blá. Que vença o melhor!- Sr. D caiu pesadamente em sua poltrona roxo berrante e começou a tomar uma Coca Diet, pois ainda lhe era proibido o vinho.

– Temos três provas- Quíron começou a explicar os testes aos dois campistas ali presentes para competir- A primeira é luta armada. Quem fizer o oponente se render vence, não vale golpes para aleijar e matar. A segunda é arco e flecha. E a terceira é a luta Greco- romana. Sabem as regras heróis e que vença o melhor!

Todos aplaudiram animados, menos Alec em seu canto com sua armadura negra de ferro Estígio e seus dois escudeiros, Fay e Math e Lion no outro canto, com sua armadura de ferro normal, com um enorme leão dourado a rugir em meio ao tecido vermelho e com seus dois escudeiros, Maxon filho de Hades e Dion filho de Poseidon.

Todos aplaudiram novamente quando Lion fez jus a seu nome e rugiu como fazia quando estava em batalha e quando queria que o inimigo o temesse. Era o som que todos esperavam, o início da competição, o rugir do torneio.

Notas finais
Gostaram? Comentem e... deixem uma recomendação? Valeu? Valeu. Próximo cap: -- “Lion não era dos mais pacientes e instigados pelos outros campistas correu em direção a Alec com Garra em uma posição de ataque. No primeiro tilintar das espadas se encontrando, os campistas gritaram em aprovação e incentivavam a ambos para lutar mais e mais.” --