Graecus
17 A Lua traz novidades
Notas iniciais
“Tenho mais algumas coisas para dizer. Achei uma frase ou duas de uma parte de alguma profecia, é nova para mim e ouvi de uma menina que recrutei para lá do Canadá”.
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– Eu já lhe disse Quíron, o mundo lá fora está um caos tremendo! Minhas caçadoras estão exaustas de tanto abater monstros e criaturas que eu nunca havia visto antes!- Ártemis disse novamente, tremendo levemente ao pensar nos terríveis monstros que pareciam caranguejos com cara humana gigante que mataram ao longo do caminho.
Depois de uma noite de descanso em nos aposentos de seu chalé oito, Ártemis foi até a Casa Grande para ter uma conversa com Quíron, pois por mais que ela trouxesse semideuses para a segurança do acampamento, ela nunca chegava a entrar no limite do pinheiro, apenas deixava seu protegido e ia embora com suas caçadoras, em busca de mais aventuras. Mas nesse momento era diferente, quando fora informada de que o garoto da profecia havia sido encontrado, Ártemis se permitiu relaxar um pouco e permanecer no acampamento durante um período.
– Entendo minha senhora, mas o que hei eu de fazer?- Quíron perguntou.
– Eu não sei Quíron, precisamos unir forças. Suportar o que ainda está por vir, pois o Apocalipse apenas foi iniciado- Ártemis disse e apertou o arco de prata forte contra o corpo de menina, tirando força da arma celestial.
– E o Olimpo? Ninguém se dispõe a ajudar?
– Não muito. Os outros olimpianos não enxergam um passo a frente e Apolo que deveria ser o deus das profecias também parece cego, meu irmão ás vezes pode ser muito tapado.
– Entendo. E a senhora Hécate?
– Ela é a única olimpiana que está me ajudando no momento. Ela sabe as escolhas que teremos que fazer no futuro, mas ainda não quer vir para cá, acha que o mundo mortal é demasiado perigoso para se andar só.
– E se mandássemos alguns de seus seguidores para escoltá-la até aqui?- Quíron sugeriu.
– É uma boa ideia. Consegue dizer isso a ela?
– Claro. Farei isso logo.
– E tem mais coisas Quíron. Em todas as minhas caçadas, o que mais me chamou atenção foi o enorme número de monstros circulando entre os mortais. É como se as Portas da Morte estivessem abertas, deixando passar todo tipo de criatura, até as mais sombrias.
– Ouvi muitos relatos desse tipo, mas não há muita coisa que eu possa fazer. Mandei muitas equipes de Busca e Limpeza de monstros, mas muitos acabaram morrendo e acabei com essa má ideia. Não podemos nos dar o luxo de perder campistas em tempos negros como esses.
– Tens razão, por isso não quero tirar muitas de suas campistas. Vim recrutar quem quisesse vir comigo, mas não aceitarei mais de seis meninas. Dessa vez quero todas as forças aqui, Hécate disse que minhas caçadoras serão mais úteis aqui do que morrendo lá fora. Perdi três apenas no caminho até aqui e tantas outras enquanto eu caçava.
– Lamento minha senhora pelas suas perdas. Também perdemos campistas, recentemente Alec Stephen chegou até nós, perdeu os pais numa luta com uma ordem de monstros. Jace e Rovena, os pais mortos do garoto, eram ótimos campistas e seriam tremendamente importantes em dias como estes, mas agora nosso futuro está nas mãos de Alec.
– Então esse é o Grego da profecia?
– Sim. Fizemos um Torneio, pois tinham mais campistas com as características certas dispostos a serem o Grego e Alec o venceu. Agora nosso futuro pertence as decisões de Alec.
– Espero que esse garoto seja realmente um excepcional campista.
– Ele é bom espadachim, mas é excepcional na luta Greco- romana. -Quíron disse, se esquivando do arco flecha. Mas a deusa do arco de prata não deixaria uma habilidade tão importante para ela passar.
– Arco e flecha?
– Péssimo ainda é um elogio para ele- Quíron disse meio envergonhado pelo seu campista não deter todas as capacidades.
A deusa donzela deu um longo suspiro, então anunciou para Quíron:
– Irei treiná-lo na habilidade do Arco e Flecha, Quíron, anuncie para o pequeno.
– Como quiser minha senhora. –Quíron fez uma leve reverência, ia sair da Casa Grande para falar com Alec, que estava no refeitório, ajudando com o almoço.
– Aonde vai Quíron?- A deusa perguntou sem dar o assunto por encerrado.
– Falar com o Alec...
– Tenho mais algumas coisas para dizer- A deusa começou a falar fazendo um gesto para o centauro se sentar e ele o fez- Achei uma frase ou duas de uma parte de alguma profecia, é nova para mim e ouvi de uma menina que recrutei para lá do Canadá.
– Uma frase? Qual?- Quíron estava animadíssimo com a novidade da deusa da caça.
– “Se uma Relíquia Fatal portar, dois caminhos pode seguir”. É isso que a minha caçadora se lembra dos tempos em que sua bisavó recitava para ela quando era pequena- A deusa disse.
– Relíquia Fatal?- O centauro ficou inquieto com a junção das palavras, pois elas o faziam relembrar de algo há muito esquecido de seus séculos de vida.
– Creio que seja uma arma, mas como diz “Se uma Relíquia Fatal portar” eu acho que diz respeito a mais de uma arma. Não sei ainda quantas.
– Espere. Isso quer dizer que Asmodeus é uma Relíquia Fatal e consequentemente que Alec tem dois caminhos que pode seguir, mas quais?
– Hécate pode ter a resposta, já que ela é a deusa das encruzilhadas e das decisões. Precisamos constatá-la antes de o garoto sair pelo mundo a procura de Asmodeus, a Relíquia Fatal- Ártemis disse se pondo em pé.
– Tens razão minha senhora, vou mandar uma mensagem para Hécate agora mesmo- Quíron se levantou também e foi até um de seus papéis de fogo, para contatar a deusa da magia.
– Tudo bem, diga ao pequeno semideus que depois do almoço iremos treinar arco e flecha- Ártemis disse e foi para a floresta passear entre as ninfas e sátiros, aproveitando a brisa fresca da natureza.
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