Gotta Be You - Parte II
6 Henrie
Notas iniciais
Seguinte, eu resolvi voltar com a fanfic porque ela é o meu xodó etc etc ♥
Espero que alguém ainda esteja aqui para poder ler.
Se estiverem, PELO AMOR DA MÃE DE VOCES, me mandem review para eu ter noção se continuo postando de vez ou paro.
Violet POV
A noite havia sido incrível, mas sem sombra de duvidas, cansativa. Por causa do voo e do fuso horário, eu havia perdido grande parte do meu sono e eu sabia que quando deitasse minha cabeça no travesseiro, seria questão de minutos ate que eu realmente dormisse.
O caminho até o hotel foi assustadoramente silencioso. Harry e Katherine que haviam dividido um dos táxis com a gente, também estavam em silencio e eu arrisquei a pensar que talvez ambos estivessem cochilando. Eu estava deitada no peito de Louis, enquanto ele acariciava o meu ombro. Eu estava morrendo de saudades dele, de estar com ele, rir com ele. Eu estava com saudades de sentir o cheiro dele, de receber carinho dele, de simplesmente me sentir segura só por ele estar no mesmo ambiente que eu.
Louis e Harry trataram de pagar o táxi, nós descemos do mesmo e entramos no enorme hotel aonde os meninos estavam hospedados. Era óbvio que eu dormiria com Louis e as garotas com seus devidos namorados. Os quartos ficavam todos no mesmo corredor e antes de entrarmos, nos despedimos desejando boa noite.
A primeira coisa que fiz ao entrar no enorme quarto foi tirar minhas sandálias, deixando-as em um canto qualquer. Depois, peguei um dos meus pijamas que estavam na minha mala que provavelmente havia sido traga por alguém do hotel, hoje mais cedo.
– Preciso tomar um banho. Eu já volto. Não durma sem mim. – Brinquei apontando o dedo para Louis, que riu.
– Tudo bem.
Tomei um banho morno. Eu precisava relaxar um pouco. A água batia nos meus ombros fazendo com que eu me sentisse leve. Eu demorei o bastante pra que quando saísse, encontrasse a figura de Louis deitado desajeitadamente na enorme cama de casal. Um sorriso sereno surgiu nos meus lábios. Ele parecia tão frágil e cansado que me fez sentir dó de apenas pensar em acorda-lo.
Caminhei a passos lentos até a cama, me sentando ao lado de Louis. Fiquei observando-o por alguns minutos e percebi que eu poderia observa-lo por horas, sem me cansar. Passei a mão suavemente pelos fios desalinhados do seu cabelo, eram macios.
Optei por não acorda-lo, não teria coragem, já que ele parecia tão cansado. Inclinei a minha cabeça na direção da de Louis e fitei por alguns segundos os seus lábios.
– Boa noite. – Sussurrei.
Depositei um breve beijo em seus lábios, sem ter a intenção de acorda-lo. Senti dois braços fortes envolvendo minhas costas, fazendo com que eu caísse em cima de Louis. Ele abriu os olhos vagarosamente, sorrindo.
– Boa noite. – Ele respondeu.
– Eu não sabia que você estava acordado.
– Eu não estava, mas acordei quando senti sua mão no meu cabelo.
– Porque você não me disse que estava acordado? – Eu ainda estava em cima de Louis, perto demais de seus olhos, sua boca, de seu rosto em geral.
Louis permaneceu em silencio um bom tempo, parecendo me analisar.
– Senti a sua falta. – Ele confessou, aproximando meus lábios do seu, iniciando um beijo.
Eu me perguntava se um dia teria uma reação diferente aos beijos do Louis. Se eu ainda sentira um frio engraçado percorrer a minha barriga, se eu ficaria boba e sentiria vontade de nunca sair de perto dele. Eu sabia que a resposta seria não, mas não custava se perguntar. Louis se afastou, pressionando meus lábios no seu no final, como num selinho. Eu sorri.
– Eu também senti muito a sua falta, Lou. – Eu respondi tombando para o lado da cama, abraçando-o.
Louis me apertou contra os seus braços, fazendo eu me sentir segura e aquecida. Permanecemos em silencio. Ambos aproveitando a presença do outro. Ouvindo as respirações e sentindo os corações baterem. Eu queria ficar acordada e aproveitar os segundos mas senti meus olhos cada vez mais pesados, até que eu adormeci.
Estremeci, fazendo com que minha mão procurasse com urgência o corpo de Louis. Não o achei. Abri os olhos lentamente, me espreguiçando. O quarto estava vazio e não havia sinal dele. Suspirei. Caminhei em direção ao banheiro, olhando meu reflexo no espelho. Mesmo com o rosto inchado dava para perceber que a olheiras haviam diminuído e que eu havia descansado bem. Lavei meu rosto, escovei meus dentes, fiz a higiene básica e voltei até a cama. Jogando-me um pouco na mesma. Ouvi meu celular apitar e no visor estava escrito "SMS — Tommo" comecei a ler e nela dizia "Ei, você dormiu bem? Eu e os meninos tínhamos algumas coisas para fazer hoje cedo. Você parecia tão cansada e estava num sono tão profundo que eu não quis te acordar. Nós falamos assim que você acordar. Te amo. — Louis." Sorri ao terminar de ler.
Abri a porta do quarto dando de cara com o extenso corredor. Caminhei até a porta de frente com a o meu quarto e tentei abrir. Ela estava trancada, então eu bati algumas vezes até Cassie aparecer.
– Finalmente! – Reclamei me jogando na cama vazia.
– Não se pode mais dormir? – Cassie reclamou se jogando ao meu lado.
– Já dormimos tempo o suficiente. – Respondi. – Enfim, o que faremos hoje?
– Os meninos vão passar o dia em algumas sessões de fotos, então acho que poderíamos sair, ir no shopping, comprar algumas coisas, comer e depois nos voltamos par cá e encontramos com os meninos.
– Tudo bem. Vou falar com as garotas.
Sai do quarto de Cassie e fui falar com as meninas. Todas gostaram da ideia e tratamos de nos arrumarmos o mais rápido possível. Conversei com Louis por telefone durante alguns minutos comentando o que eu e as garotas faríamos durante o dia.
Pegamos um taxi que nos deixou em frente a um enorme shopping da cidade em que estávamos. Estávamos todas rindo, conversando e aproveitando o dia de compras. No meio disso tudo eu recebi uma ligação de um amigo meu que havia estudado junto comigo. Ele disse que havia conseguido entrar numa ótima companhia de teatro e que estava em cartaz com uma peça aonde ele era o ator principal. Ele também me disse que estava coincidentemente na cidade e me chamou para ver os ensaios. Aceitei. Parecia divertido e fazia tempo que eu não via Henrie.
Deixei as meninas almoçando no shopping e peguei outro taxi, dessa vez indo em direção ao teatro. Ao chegar lá, encontrei Henrie já em cima do palco, ensaiando. Ele acenou disfarçadamente para mim quando me viu e eu retribui o aceno com um sorriso nos lábios. Me sentei numa das centenas de cadeiras vazias do teatro.
Pelo o que eu havia visto e entendido dos ensaios, parecia uma ótima peça de humor. Depois que Henrie foi liberado, nós saímos para conversar um pouco.
– Que bom que não deu errado sua vinda para os EUA. – Eu disse.
– Se não desse certo, acho que eu enlouqueceria. – Ele riu. – Mas e você? Como está? Conte-me como é namorar o membro e uma das maiores boybands do momento.
– É normal. – Eu disse séria, logo depois caindo na gargalhada com ele. – Não, não é normal mesmo. Quer dizer, Louis ainda é o mesmo do dia em que eu o conheci, mas tudo que aconteceu com ele não mudou só a rotina dele como mudou um pouco a minha também. É difícil ter que conciliar faculdade, trabalho, fãs que desejam que você levante da cama, escorregue e morra e esses tipos de coisa. Mas eu consigo.
Ele riu.
– Deve ter as suas vantagens, vai. – Henrie disse.
– Se com isso você quer dizer ter mais seguidores no twitter, então sim. – Nós rimos. – Estou brincando. É claro que tem as suas vantagens. É engraçado.
Passamos horas conversado, rindo e conversando sobre as nossas vidas. Henrie e eu fomos tomar um sorvete e logo depois eu tive que me despedir. Desejei boa sorte com a peça e prometi que tentaria ir o ver. Ele me abraçou e me colocou dentro de um táxi. Eu acenei através do vidro.
O taxi havia me deixado na frente do hotel. Ao sair, pude ver algumas fãs sentadas, esperando por algum movimento. Algumas delas se aproximaram de mim um pouco apreensivas.
– Violet? – Uma delas me chamou pelo nome.
– Ah, oi querida. – Respondi com um sorriso nos lábios.
– Ninguém quer nos dar uma informação sequer. Você pode nos dizer se os meninos estão lá dentro? Por favor?
Parei para pensar que eu havia passado a tarde inteira com Henrie e não havia falado nem com Louis e nem com as meninas, que também não me procuraram. Eu não sabia a resposta.
– Eu realmente não sei garotas. Mas, eu acho que eles ainda não chegaram.
– Você acha que quando chegarem, eles irão falar conosco? – Outra garota perguntou.
– Se eles puderem, sim. E querem uma dica: Tentem manter a calma. Isso ajuda. Agora eu preciso ir, mesmo. Tchau!
– Tchau Violet. Obrigada. – Elas disseram e eu entrei no hotel.
Subi diretamente para o meu quarto e joguei a bolsa que eu carregava em cima da cama. Saí em busca das meninas e foi fácil acha-las já que estavam todas no quarto da Manu, conversando.
– Finalmente, apareceu. – Katherine disse ao me ver em frente a porta. – Achamos que você tinha morrido.
– Achamos que iria passar a noite com o tal do Henrie também. – Cassie comentou e eu revirei os olhos, me deitando na cama de Manuella, cansada. – Louis não vai ficar feliz com isso não.
– Que engraçadinhas vocês. – Eu disse sem animação. – Sem contar que eu tenho um evento para irmos.
– Qual? – Perguntou Lunna, saindo do banheiro.
– Henrie vai estrear numa peça aqui na cidade, semana que vem. – Eu disse.
– Sim, mas semana que vem já estamos em Londres novamente. – Manu me lembrou.
Houve um momento de silencio. Pude perceber que todas nós ficamos um pouco decepcionadas. Não pela peça de Henrie e sim porque teríamos pouco tempo com os meninos. A semana de prova estava chegando na faculdade e não poderíamos perder nenhuma aula importante.
Ficamos conversando um pouco e logo depois eu decidi ir para meu quarto. Eu estava realmente cansada. Mandei uma mensagem para o Louis, perguntando se ele e os meninos estavam chegando. Ele respondeu que estava á caminho do hotel e que logo estaria comigo.
Dito e feito, Louis não demorou tanto para chegar. Nós ficamos deitados assistindo TV por um bom tempo, até que eu tive que levantar para tomar um bom banho. Me lembrei que eu não havia dito a Louis sobre Henrie e que contaria assim que saísse do banho.
Ao voltar para o quarto, pude ver Louis mexendo em seu notebook sem tirar os olhos do mesmo. Ele parecia concentrado.
– Louis? – O garoto parecia não me ouvir. – O que você está vendo de tão interessante aí? Tá tudo bem?
– Não estou vendo nada demais. Só que casualmente a minha namorada saiu hoje para ir nos shopping com as amigas e acabou se ‘perdendo’ no meio do caminho, encontrando outro ‘namorado’ – Ele disse virando a tela do seu notebook.
Era uma matéria de um site de fofocas. A manchete dizia “Louis Tomlinson é trocado por anônimo?”. Logo abaixo haviam fotos minha e do Henrie, de hoje, enquanto conversávamos, andávamos e tomávamos sorvete.
Aproximei-me mais do notebook e comecei a ler. Era ridículo o que estava escrito. Dizia que eu e Louis já não andávamos muito bem e que o termino do namoro ainda era secreto, mas que eu não havia perdido tempo e já estava saindo com outro cara que supostamente tinha sido o motivo de eu e Louis terminarmos. E o pior é que ainda havia coisas escritas tipo “Fontes próximas ao casal” e era tudo uma notícia idiota. Eu havia sido seguida por paparazzi e nem meus amigos tinham direito a ter privacidade. As coisas estavam começando a tomar uma proporção muito grande e eu mal estava tendo noção daquilo.
– Aí meu Deus. Preciso ligar ou mandar uma mensagem para o Henrie me desculpando. Antes que ele seja seguido por um monte de fãs revoltadas, paparazzi e pessoas que o encham o saco com essa notícia estúpida. – Eu disse me afastando, mas que para mim mesma, descendo da cama e indo pegar meu celular que estava ao lado de uma pequena estante.
– Será que antes disso você pode explicar que é Henrie e o que você estava fazendo com ele, para o seu namorado? – Louis arqueou as sobrancelhas.
Eu respirei fundo e voltei até a cama, fitando Louis e desistindo de pegar meu celular.
– Henrie é um amigo meu da faculdade, que teve sorte saindo da Inglaterra e entrou num ótimo grupo de teatro. Agora ele conseguiu o seu primeiro papel como ator principal e a peça em que ele atua está passando por aqui. Ele soube que eu estaria aqui por causa de você e dos meninos, e então me chamou para assistir um ensaio e vê-lo.
– E quando você iria me contar?
– Quando eu saísse do banho. Eu havia esquecido Louis. Ele é apenas meu amigo. Não é uma coisa que eu tinha achado que era de extrema importância você saber.
– Não? Tudo bem. – Não, não estava tudo bem e ele estava mentindo. Louis e seu ciúmes idiota bem nos dias em que eu não estava nem um pouco afim de começar uma discussão.
– Louis, escute: Não foi uma coisa que eu tivesse combinado, ele me ligou enquanto eu estava no shopping com as garotas e então eu decidi ir. E esse seu ciúmes idiota não faz nenhum sentido. – Eu disse por fim me cansado e deitando ao seu lado na cama.
– Não é ciúmes.
– Claro que é. E se isso te confortar: Henrie está muito ocupado correndo atrás de uma garota que também faz parte do teatro.
Louis resmungou alguma coisa e eu ri.
– Pare de besteira. Tá, eu poderia ter avisado, mas não foi nada demais. E bom, eu te amo. – Eu disse.
Louis se alinhou em mim e eu pude jurar que estávamos dormindo em questão de minutos. Estávamos ambos muito cansados e amanhã eu daria um jeito no assunto Henrie.
Fale com o autor