Gotta Be You
16 Capítulo 16
Notas iniciais
POV Christian Grey
– O Jack. Por que? — Responde com desdém. Filha da puta!
– Eu não vou deixar ele fazer. — Falo, simples.
Jack quer morrer, ou o que? Fazer gol para Anastásia? O quê que esse idiota tem na cabeça?
– Por que? — Franze o cenho, confusa. — Para você seria bom, já que ele é do seu time.
Reviro os olhos.
– Quem tem que marcar gol para você, sou eu. — Aponto para mim mesmo. — Não ele!
Anastásia revira os olhos.
– Vim aqui para receber um beijo de boa sorte, e acabo ouvindo o que eu não queria. — Bufo nervoso. — Merda!
Passo as mãos no meu cabelo, nervoso. Se o Jack tiver achando que eu vou deixar esse lance de "golzinho" passar batido, ele tá enganado. Anastásia se levanta e abraça minha cintura.
– Quer dizer que meus beijos te dão sorte? — Fala sorrindo. Caralho! O sorriso dessa garota me desarma!
– De certa forma sim. — Falo alisando seu rosto com as costas dos meus dedos. Ela sorri de orelha a orelha, e me puxa pela blusa, me beijando.
Com a minha minha língua, vasculho cada canto da sua boca. Seguro sua cintura com a mão esquerda. Anastásia brinca com os meus cabelos, e sorri durante o beijo.
– Boa sorte. — Me dá um selinho.
– Valeu gatinha.
Ela se senta no seu lugar de antes, e volta a conversa com Kate, me ignorando completamente. Vadia. Dou de ombros e volto para o vestiário, onde o restante do time se encontra. Me aproximo do Jack, que termina de vestir sua camisa.
– Então quer dizer que você vai marcar um gol para Anastásia? — Pergunto cruzando os braços.
– Uou. As notícias correm rápido. — Fala surpreso.
– Correm o caralho! — Descruzo os braços e soco um dos armários que tem ali. — Ela que me contou.
– Ou você a obrigou? — Fala debochadamente.
Travo o maxilar.
– Não te interessa! — Falo rispidamente o fazendo sorrir. Filho da puta!
– Por que tá ficando com ela afinal Christian?
– Porque eu quero! — Dou um tapa no meu peito. — Porque eu posso!
– Eu também quero e ai? — Jack fala se aproximando, ficando cara a cara comigo.
– E aí, que você não é nem louco de ficar com a Anastásia, sabendo que ela tá comigo. — Falo rindo cinicamente.
– Esse rolo que vocês tem é mais falso que os dentes da dentadura do meu vó! — Fala descrente.
– Se é ou não, isso já não é problema seu. — Falo, o fazendo revirar os olhos.
– Eu vou ficar com ela, você querendo ou não, cara.– Fala dando dois tapinhas nas minhas costas, e saí do vestiário.
Esse filho da puta acha que as coisas são como ele quer? Você tá redondamente enganado, amigão.
(...)
POV Anastásia Steeele
O time da nossa escola está ganhando de cinco a um. Jack, como disse, marcou os dois gols. Um para mim e outro para Kate. Christian não deve ter gostado. Falando nesse idiota, ele marcou um para mim. Fez questão de me mandar beijos, e fazer corações. — Bem idiota, eu sei. — Mas até que eu gostei, porque quando as retardadas do meu lado se levantavam e gritavam por ele, Christian olhava na direção delas, mas para mandar beijos para mim, que estou no meio da muvuca que essas idiotas fazem.
– Essa ridícula tem uma sorte!– Escuto uma menina, que está na fileira atrás de mim, comentar com a amiga.
– Ainda me pergunto o que o Christian, gato daquele jeito viu nela.– Outra fala.
– Nem corpo direito essa coisa aí tem!
Isso é o fim para mim. Me viro e encaro as duas. Pelo o olhar delas, vejo que não estou com uma expressão muito boa. Isso é ótimo.
– Estão falando do meu homem?– Falo dando ênfase nas ultimas palavras.
– Que eu saiba ele não é de ninguém. — A vadia siliconizada fala.
– Olha aqui sua...
Eu ia me levantar, mas Kate segura meu braço me impedindo.
– Deixa essas idiotas falarem o que elas quiserem, até porque é o sonho delas estar no seu lugar. O que não é para qualquer — Kate as olhas com desgosto. - uma.
Assinto e volto a prestar atenção no jogo.
(...)
– Eu tenho mesmo que ir lá? — Pergunto para Kate.
– Você que sabe Ana, mais as vadias já estão rondando o seu homem, então acho que você deve marcar território, sabe? — Fala gesticulando com as mãos entre mim e o campo.
Faço uma careta e me levanto. Caminho até a beira do campo e a visto a maioria das líderes de torcida do time da escola — Que eu não sei o porquê delas estarem aqui. — em volta dos meninos que jogaram. Me aproximo um pouco da muvuca e avisto Christian, que segura a cintura de uma ruiva. Bem atrás dele está o Jack, que conversa com José. Faço questão de esbarrar no ombro de Christian enquanto caminho até o Hyde.
– Parabéns pela vitória. — Falo sorrindo.
– Eu até te daria um abraço mais tô muito suado. — Fala rindo.
– Não tem problema. — O abraço, mas confesso que me seguro para não me afastar, ele está muito suado mesmo. — E... obrigada pelo gol. — Respondo agradecendo e ele sorri.
– Mas não fui o único que marcou para você. — Ele fala aponta para Christian com a cabeça.
Dou de ombros.
– Acho que posso me gabar por ganhar dois gols, e as idiotas aí — Aponto para as meninas que estão agarradas nos jogadores. — nenhum.
Jack ri.
– Vai ter uma festa na casa do José hoje á noite, para comemorar a nossa vitória. Você q...
– Gostou do gol que eu marquei pra você, gatinha? — Christian aparece me abraçando por trás, interrompendo Jack.
– Pode repetir o que você estava falando, Jack? — Pergunto irritada.
– Eu tava te chamando para ir na festa comigo, mas é melhor deixa pra próxima. — Fala se explicando.
– Ué por que? Eu vou com você sim. — Falo o fazendo sorrir. Jack, tem um sorriso tão lindo.
– Você não vai não! — Christian se manifesta. — E se for, vai ser acompanhada por mim.
– Eu pensei que você ia levar aquela ruiva que estava com você. — Falo cinicamente.
– Quem? — Franze a testa. — Julie?
Então aquela era a tal Julie? A do telefone. Fico de frente para Christian.
– Essa mesma.
– É impressão minha ou você está com ciúmes — O filho da mãe fala rindo.
– Quem? Eu? — Começo a rir. — Faça-me o favor Grey!
– É, você gatinha.
– Larga de ser retardado. — Falo revirando os olhos.
– Amor? — Acaricia meu rosto. – Eu já disse que sou só seu.
– Então gente, — Jack fala, atraindo nossa atenção. — eu tô indo nessa. — Fala se virando.
– Eu vou com você. — Pego no seu braço.
– É, vai com ele. — Christian fala dando de ombros e se enfia no meio da multidão. Em vez de tentar alguma coisa para ficar perto de mim, ele some. Não sei ainda porque perco meu tempo com ele, tá na cara que ele nunca vai querer ter algo sério comigo. Não faço o tipo dele.
– Vamos? — Jack pergunta.
Assinto.
– Ele é sempre assim? — Pergunto, enquanto andamos em direção aos armários.
– Christian é um idiota. Mais um idiota sortudo já que ele tem uma garota como você. — Fala sorrindo.
Coro.
– Não sei se você já sabe, mais, digamos que esse meu "lance"– faço aspas com os dedos. — com o Christian é uma farsa. — Falo me lembrando da confusão que me meti. Se arrependimento matasse.
– É... tô sabendo.
– Mais para todos os efeitos estamos juntos. — Falo me explicando.
Ele assente.
– Mas e então... — Fala olhando para mim. — Você vai mesmo pra festa?
– Vou. — Lhe mostro meu melhor sorriso, fazendo-o sorrir também.
– Então... nos vemos lá? — Pergunta.
– Sim. — Respondo confiante.
– O Christian vai te levar ou...
– Não! — Chegamos no corredor dos armários. Caminho até o meu e pego minha mochila. — Você me pega em casa? — Pergunto sorrindo.
– Demorou. — Responde animado.
– Eu moro no condomínio Watson's.
– Sério? — Pergunta surpreso. — Eu também moro lá. — Fala me surpreendendo.
– Sério? — Agora eu que estou surpresa.
Como é que eu nunca vi esse menino lá?
– Moro perto da casa da Leila.
– Ah sim.
Tá explicado.
– Então te pego ás oito. — Fala pegando sua mochila.
– Combinado.
Percebo que Jack fica sem jeito para se despedir de mim, então tomo a iniciativa e beijo sua bochecha. Vejo que ele cora rapidamente. Que fofo, meu Deus.
– Tchau. — Falo sorrindo, fazendo-o sorrir também.
Me viro de costas e vou em direção ao estacionamento, sentindo o olhar de Jack queimar minhas costas.
De uma coisa eu tenho certeza, essa festa vai ser inesquecível.
(...)
"Amor, Um sentimento tão cheio de fases, farsas e perfeição, que é impossível ser descrito."
– Michel Souza.
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