Notas iniciais
Mais um capítulo meninas. Obrigada por todos os comentários, eu amei todos de verdade. Continue comentando assim, isso me incentiva muito. Eu quero agradecer a Camila, a Julia e a Alexandra, pelas lindas recomendações que elas fizeram na fic. OBRIGADA suas lindas, EU AMEI cada palavra, pessoas como vocês me fazem ter ainda mais vontade de continuar escrevendo. Vocês não tem noção do quanto eu pirei ao ver as três recomendações. Espero que gostem, eu amei escrever esse capítulo. E Camila, Julia e Alexandra esse capítulo é totalmente dedicado a vocês, mais uma vez obrigada. Boa leitura!

POV Anastásia Steele

Quando chego em casa, a primeira coisa que faço é comer, claro.

Depois, mando um áudio para Kate, dizendo como foi a aula hoje. Já que a mesma resolveu faltar hoje. — Na verdade só conto a parte do Christian. — Ela só falta vir aqui em casa para me bater, por eu ter passado o intervalo quase que inteiro com ele.

Você pode parar de conversar com esse cara. Ele não é para você Ana! Ele não presta! Eu já te falei.– Fala irritada, aposto que ela está revirando os olhos. Kate as vezes passa do limite, parece até o meu pai, ditando o que devo ou não fazer.

Acabo me ofendendo um pouco com o seu comentário, sei que Christian não presta e blah, blah. Mais eu sou tão feia assim para ele não "servir" para mim?! Ou eu que não "sirvo" para ele?!

Reviro os olhos.

– Eu sei que ele não presta Katherine! Mais eu estava sozinha, acabei cedendo ué! — Falo já cansada desse assunto.

Você vai na tal festa com ele?

– Claro que não Kate!

Ainda bem. — Escuto-a respirar aliviada do outro lado da linha. As vezes não entendo toda essa implicância dela com o Christian. Será que ela sabe de algo que eu não sei? Acho que não. Se Kate soubesse de algo com certeza já teria me contado.

Canso de ficar ouvindo minha amiga e jogo o celular na mesinha de centro. Ligo a TV e fico assistindo Toy Story, sou apaixonada por todos os filmes da Disney.
(...)

Meu pai, que até então estava em seu escritório, desce a escada todo arrumado. Levanto um pouco a cabeça, para poder ter uma visão completa dele, e pergunto:

– Vai visitar o vovô?

– Sim

– Posso ir junto? — Pergunto animada. Estou com saudades do vovô.

– Acho melhor não princesa.

Fecho a cara.

– Por que não posso ir pai?

– Seu vô não está tão bem assim Ana. E sua mãe não quer que você o veja tão mal.

Abaixo a cabeça.

– Mais pai. — O encaro com os olhos marejados. Vejo ele vacilar um pouco, mas logo volta com o seu olhar de antes.

– Ana, filha. A gente já conversou sobre isso, se ele realmente estivesse em condições de te ver, eu te levaria na hora, mais ainda não é a hora filha. Qualquer coisa eu te ligo. Eu amo você. — Beija o topo da minha cabeça e vai em direção a porta.

– Promete papai? — Pergunto ainda do sofá.

– Sim, filha. Eu prometo. Agora tenho que ir sua mãe já está me esperando.

– Ok. Eu também te amo pai. Manda um beijo para o vovô e outro para mamãe.

Escuto um "Ok" e logo escuto o barulho da porta sendo fechada.

Eu entendo minha mãe não querer deixar eu ver meu vô nesse estado mais, eu gosto tanto dele, eu preciso vê-lo. É meu vô poxa!

What Do You Mean começa a tocar e eu pego o meu celular, é o Grey. Respiro fundo, e atendo a ligação.

– O que você quer? — Sou direta. Minha paciência hoje tá zero!

Estou bem e você?

Reviro os olhos.

– Fala logo Christian! — Coço o meu nariz e espero a resposta.

Passo na sua casa em cinco minutos.

– Como é q...

Tu... Tu... Tu. O filho da mãe desligou na minha cara? ARGH! Se ele pensa que vou a algum lugar, muito menos com ele, ele está redondamente enganado. Daqui eu não saio, nem arrastada.

Corro para o meu quarto e entro debaixo das cobertas. Não demora muito e escuto a campainha tocar. Eu não atender ninguém. O barulho cessa e eu agradeço a Deus, por ter feito ele ir embora. Escuto batidas na porta e franzo a testa. Ele não pode ter entrado. Não é possível!

– Sua empregada é muito gentil gatinha. — Christian fala ao entrar no meu quarto.

A não! Esqueci da Rose. Ela com certeza também caiu na lábia de Christian, porquê para deixar ele entrar, sem ao menos me avisar, ela realmente deve ter caído.

– Sai da minha casa! Agora! — Tampo minha cabeça com o cobertor.

– A sua sorte é que a festa não é agora.

Sinto o meu colchão afundar, e deduzo que ele sentou.

– Deixa eu te ver gatinha. — Fala, tentando tirar o cobertor do meu rosto.

– Some daqui Christian!

Acaba que ele consegue tirar o cobertor de mim. Bufo, tirando o meu cabelo do rosto.

Ainda não sei o que ele viu nela.– Christian fala tão baixo, que seria impossível de escutar, se eu não estivesse tão perto dele.

– Ele quem? — Franzo a testa.

– Ninguém. — Coça a nuca. — Agora vai se arrumar, vou te esperar lá embaixo.

– Eu já te disse que eu n... ME SOLTA!

Christian me pega e me joga em seus ombros.

– ME SOLTA! — Grito, esmurrando suas costas. E então ele me solta, dentro do banheiro.

– Se arrume. — Olha no seu Rolex. — Você tem dez minutos.

Pisca e fecha a porta.

– EU NÃO VOU EM FESTA NENHUMA! — Grito, tentando abrir a porta. Trancada! — ABRE ESSA PORTA AGORA CHRISTIAN!

A única coisa que consigo ouvir é sua gargalhada do outro lado da porta. ARGH!
(...)

Rose tinha ido embora, Christian a "dispensou". Falando nesse encosto, o despacho para fora do meu quarto, para poder me trocar. Pego um cropped azul marinho, um short salmão de renda, que vai até um pouco acima da metade de minhas coxas. Me visto, e calco um par de vans florido. Volto para o banheiro e ajeito o meu cabelo apenas, o penteando e o colando de lado. Coloco um colar no pescoço e um par de brincos na orelha, todos de ouro branco. Passo lápis, pó, rímel e um batom vermelho "cheguei".

Pego minha bolsa em cima da cama e desço para sala. Christian está jogado assistindo algum filme. Faço um barulho com a garganta, chamando sua atenção. Ele se ajeita no sofá e me olha da cabeça aos pés. Minhas bochechas que já estavam vermelhas, agora devem estar da cor de um pimentão, Christian me olha como se quisesse me comer viva, sinto minhas bochechas esquentarem ainda mais e abaixo a cabeça.

– Eu pensei que tivesse falado dez minutos, não meia hora. — Fala bufando. — E aliás por quê você tá levando essa bolsa?

– Não te interessa. — Falo já irritada.

– Se não me interessasse eu não teria perguntado. — Fala me fazendo revirar os olhos. — Eu só quero saber se você vai ficar andando com isso por lá. — Fala apontando para minha pequena bolsa.

– Christian, eu posso deixar no seu carro idiota. Só tou levando porque não quero levar minha carteira e meu celular na mão. — Fala indo em direção a porta. — Você não vai? — Pergunto debochadamente.

Ele revira os olhos e vai em direção a porta. Tranco a mesma e deixo a chave debaixo do tapete. Caminho até o carro e entro no mesmo. Durante o caminho, Christian está dando umas olhadas nada discretas nas minhas pernas.

– Acho que não deu tempo de te falar de quem é a festa né? — Fala me olhando.

– Tempo você teve se sobra querido. Mais diga?.

– É da Lauren.

– A líder de torcida?

– Essa mesma.

– Hum.

Ficamos ouvindo Drake, até chegar chegarmos no local da festa. A casa é muito bonita. Na entrada tem rolos de papel higiênico, grudado nos para-brisas dos carros e nas arvores. Que nojento! Christian estaciona o carro. Saímos do mesmo e adentramos a casa. A sala é enorme, tem vários pufes espalhados pelos cantos. E o sofá, que provavelmente fica no meio da sala, também está no canto, dando espaço para a pista de dança. Christian abraça minha cintura enquanto andámos procurando provavelmente alguns dos amigos dele. Por onde passamos todos os olhares veem em nossa direção, me incomodo com todos esses olhares em cima da gente. Tenho certeza que se Christian não estivesse comigo, ninguém olharia para mim, não desse jeito.

– Onde esse filho da puta se meteu? — Ele grita para eu escutar. — Achei!

Vamos em direção ao sofá e avistamos Taylor, se não me engano, com uma garota no seu colo. Ela se vira e eu posso perceber que é Leila. Era só o que me faltava! Christian cumprimenta o seu amigo com um toque estranho, e apenas acena para a garota.

– Onde estão os outros? — Pergunta.

– Por aí. Á noite é uma criança cara.

– Ô se é! — Christian olha para mim e pergunta se eu quero algo para beber.

– Tem alguma coisa sem álcool aqui?

Ele revira os olhos. Acho que entendi o que ele quis dizer, e o o que o próprio deve está pensando de mim. Sou uma idiota.

– Tem ponche. Serve? — Pergunta.

– Batizado? — Falo o fazendo revirar os olhos de novo, isso já está me irritando.

– Mais é claro! Estamos em uma festa esqueceu?

Ele tem razão. Dou de ombros e o sigo até onde o barman se encontra.

– Uma vodka para mim, e um ponche para ela.

Percebi que o barman tenta segurar a risada. Idiota! Bufo enquanto ele pega a garrafa e entrega a mesma para Christian, logo me entregando um copo com um líquido azul.

– Estou me sentindo uma ET. — Falo enquanto nos afastamos do bar.

– Você é uma ET! — Dito isso, vira a garrafa de uma vez só. — Vamos dançar?

Faço careta.

– Você está em uma festa. Não seja ridícula!

– Não quero dançar. Na verdade, eu não danço mui...

Christian me puxa belo braço e me leva até o meio da pista. Meu copo que até alguns minutos atrás estava cheio, agora está vazio, graças ao esbarrões que levei das pessoas. Em todos os lados se vê alguém dançando, outras se agarrando, e algumas quase se comendo na pista. Foco no cara do meu lado, que está com um cigarro na boca. Ele não está fazendo isso!

– Apaga isso Christian!

Ele dá uma tragada e solta o ar na minha cara, me fazendo tossir várias vezes.

– Imbecil! — O belisco.

– Vejo que belisca também. — Fala fechando a cara.

– Também sei dar joelhadas. — Falo sorrindo de orelha a orelha.

Começa a tocar uma música que eu gosto, Blame do Calvin Harris. Christian me olha com expectativa. Reviro os olhos e começo a mexer o meu corpo, de acordo com as batidas da música. Me aproximo mais dele e o mesmo segura os meus quadris. Continuo com os meus movimentos. Viro, ficando de costas para ele e começo a rebolar. Christian aperta meus quadris com força, jogo os meus cabelos para o lado, fazendo o mesmo colocar o rosto na curvatura no meu pescoço.

E você ainda diz que não sabe dançar.

Rio fazendo o mesmo me acompanhar, e continuamos a dançar.
(...)

– Vou pegar uma bebida para mim, vai querer algu...

– Um energético.

– Ok

Christian some do meu campo de vista. Saio da pista e me sento em um dos muitos pufes. Um par de saltos vermelhos-sangue aparece, me fazendo erguer a cabeça. Leila.

– Você está com o Christian? — Pergunta me olhando com nojo.

– Está falando comigo?

– Não com a minha vó! — Revira os olhos.

– Cadê ela?

– Não se faça de boba Steele. Ele é meu! — Fala praticamente rosnando.

– Quem? — Me levanto, ficando frente-a-frente.

– Fica longe dele!

– De quem você tá falando garota? — Pergunto irritada, já perdendo a paciência.

– Já dei meu recado.

Dá as costas e sai. Minha fica cai assim que vejo Leila beijando Christian, no meio da pista. Ah, então era do Grey, que ela estava falando. Mais ela não tava com o Taylor? Dou de ombros e me sento novamente no puf.

– Olha se não é a amiguinha do Christian. — Welch aparece se sentando em um puf ao meu lado.

– Oi Welch. — Sorrio enquanto brinco com as pontas do meu cabelo.

– Por que não está dançando?

– Acho que já dancei demais. — Sorrio tímida.

– O que? Mais a festa nem começou direito. As melhores músicas vão começar agora! Levanta essa bunda gostosa dai e vamos nos divertir. — Ele se levanta e pega o meu braço me puxando para pista. Vou fingir que não ouvir o seu comentário sobre a minha bunda.

E lá vamos nós...

Welch dançando é uma piada. Algumas vezes imitava os seus movimentos mais eu sempre acabava caindo na gargalhada. Um menino se aproxima de nós e fica me encarando. Deus, como eu queria que Kate estivesse aqui comigo. Ela já teria colocado esse cara para correr em dois tempos. Para começo de conversa ela não me deixaria sair com Christian.

– Tá sozinha?

Olho para os lados a procura de Welch. Cadê esse menino?

– É-ér...

– Dança comigo gatinha? — Ele fala sorrindo. Caramba o sorriso dele é lindo.

Gatinha. Christian me chama assim, afinal cadê ele? Dou de ombros e começo a dançar com o cara. Dançamos e conversamos. Descobri que seu nome é Jamie, tem dezenove anos, faz engenharia civil, e está solteiro.

– Você é muito linda gatinha. — Fala se aproximando ainda mais de mim. Ah, não.

– Obrigada.

– Você deveria dizer que também sou.

What?

– Ah ri. — Rio sem humor. — Você também é muito bonito Jamie.

– Bonito? Só isso? Que tal um gostosão? — Fala sorrindo maliciosamente.

Esse cara por acaso tá louco?.

– Eu não vou falar isso.

– Não me acha gostoso?

Vê se eu mereço essas perguntas? Reviro os olhos e me surpreendo ao sentir seus lábios sobre os meus. Tento me afastar e ele me aperta ainda mais contra si. Não correspondo o beijo, e vejo-o se irritar. Viro o meu rosto, tentando o afastar, mais Jamie desce os beijos para o meu pescoço.

– Adorei o seu perfume gatinha. — Continua me beijando.

– Me solta! — Tento o afastar novamente, sem sucesso. Será que ninguém está percebendo que eu não estou gostando do que esse menino está fazendo comigo? Mais que inferno!– Eu já falei para você me soltar Jamie! — Falo o empurrando.

– Solta. Ela. Agora!

Essa voz, eu reconheceria de longe.
(...)

“É a pessoa humana, livre, criadora e sensível que modela o belo e exalta o sublime, ao passo que as massas continuam arrastadas por uma dança infernal de imbecilidade e de embrutecimento.”
– Albert Einstein

Notas finais
Roupa da Ana: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=174789819 Gostaram? Espero que sim. Até o próximo. Beijos.