Gotta Be You
8 Capítulo 8
Notas iniciais
POV Anastásia Steele
Acordo sentindo uma mão quente alisando minha barriga. Peraí o que? Me levanto em um pulo.
– Bom dia gatinha. — Sua voz saí rouca me fazendo estremecer.
– Christian você dormiu aqui? — Falo com os olhos arregalados.
– Qual é o problema? — Pergunta confuso.
– Você dormiu aqui esse é o problema. — Mexo no cabelo nervosa. — Será que o meu pai te viu? Ai meu Deus! Ele vai me matar! — Falo choramingando.
– Calma, não precisa chorar gatinha. — Fala rindo me fazendo o fulminar. — Eu tranquei a porta depois que fui para cozinha mais cedo tomar um remédio para dor de cabeça.
– Ninguém te viu? — Pergunto mais calma.
– Não tem ninguém aqui. — Se levanta. — Pelo menos não quando eu saí do quarto.
Respiro fundo, tentando me acalmar.
– Pega suas coisas e vai embora.
– Mais a gente nem aproveitou gatinha. — Fala se aproximando e abraçando a minha cintura. Prendo minha respiração.
– V-vai embora. — Gaguejo. Mais que inferno porque eu gaguejei?
– Não senti firmeza nisso. — Sorri malicioso.
– Me solta Christian! — Tento sair do seu aperto, tentativa falha já que ele prensa ainda mais seu corpo ao meu. Não consigo sustentar o seu olhar. Abaixo minha cabeça envergonhada.
– Ei. — Me chama. — Olha para mim.
Levanto o meu olhar e ele sorri. Uma coisa é certa, o sorriso dele é o mais lindo que já vi. Seu rosto começa a se aproximar do meu, sinto minhas bochechas esquentarem e viro o rosto, fazendo-o beijar minha bochecha.
– Aaaah qual é Anastásia! — Reclama me soltando. Percebo que é a primeira vez que ele me chama pelo nome. — Você é estranha garota.
– Como é que é? — Cruzo os braços o fazendo olhar para os mesmos, olho para baixo e vejo que meus peitos estão quase saindo para fora, tiro os braços e reviro os olhos. Cretino! Christian volta sua atenção para o meu rosto. Idiota acha que não percebi os seus olhares nada decentes para o meus peitos.
– Você tentou me beijar garoto! — Falo irritada.
– E dai?
– E dai que eu não quero te beijar!
Christian se aproxima de novo e eu me afasto ainda mais.
– Tá com medo de mim agora?
Dou de ombros.
Ele revira os olhos e vai até o banheiro, volta vestido com a mesma camisa de ontem e com o seu tênis nos pés.
– To indo. — Se aproxima de mim me dando um beijo demorado na bochecha. — Obrigado gatinha. E até daqui a pouco. — Fala sorrindo.
Vai em direção a porta e se vira.
– E aliás, belas pernas. — Fala sorrindo, me mandando uma piscadela.
Dá as costas para mim e sai. Reviro os olhos.
No que eu fui me meter? Com tantos garotos no mundo, tinha que ser logo com ele? Christian Grey? O bad boy do colegial! Boa Sorte Steele!
(...)
POV Christian Grey
Quando chego em casa vejo que meus pai já foram trabalhar e Elliot e Mia já foram para escola.
– Menino Christian? — Gail me chama aparecendo na sala.
– Oi, Gail. — Vou na direção da mulher que me conhece melhor do que ninguém. A abraço e beijo sua bochecha rosada a fazendo sorrir. Gail tem um sorriso maravilhoso.– Os coroas já saíram faz muito tempo?
– Seus pais sim e seus irmãos também. Onde você se meteu meu menino? — Pergunta me olhando carinhosamente. — Sua mãe quase que chama a polícia Christian. — Reviro os olhos, minha mãe é exagerada demais. — E não revire os olhos para mim mocinho. — Fala sorrindo. — Christian você tem que para de sair tanto assim e ainda por cima no meio da semana, seu pai anda muito irritado com essas suas saídas noturnas, eu e sua mãe não queremos que ele brigue com você, mas você também não coopera.
Realmente o meu pai anda um pé no saco. Quer que eu seja o filho perfeito igual ao babaca do Elliot, que faz de tudo para agradá-lo.
– Eu sei Gail, eu sei. — Fala indo em direção a cozinha.
– Que cheiro é esse? — Pergunta se aproximando de mim. — Cheiro de mulher, e é sabonete dos caros. Quem foi a da vez? — Gail pergunta sem pudor nenhum, ela sabe de algumas das minhas saidinhas por aí.
– Ninguém Gail, ninguém. — Sorrio ao lembrar da minha gatinha.
– Vou fingir que acredito. — Fala me entregando um bilhete. — É da sua mãe. Vou fazer o seu café e agora vá tomar banho porque você já está atrasado Christian.
– Já vou madame! — Beijo sua bochecha a fazendo rir.
– Só você mesmo. — Fala rindo.
"Onde você se meteu Christian? Eu e o seu pai ficamos preocupados com você. Liguei para os meninos e nenhum deles atenderam minhas ligações, o seu celular também só dava desligado. Aposto que você estava em algumas dessas festas. Perguntei para Elliot e Mia onde você estava eles apenas deram de ombros, dizendo que você provavelmente estava na cama de alguma garota. Que garota Christian? Peça para Gail fazer o seu café. Não vá para escola sem comer alguma coisa meu filho. Precisamos conversar hoje a noite. Eu te amo querido, beijos da mamãe. ps: Seu pai está furioso."
Reviro os olhos, Elliot e Mia como sempre não ajudam muito! O que me espanta é Elliot dizer isso, depois da minha última briga na escola, nos afastamos um pouco, vou conversar com ele mais tarde e perguntar qual é a dele. Deixo o bilhete em cima da mesa e tiro o meu celular do bolso. Tem várias ligações dos meus pais, Elliot, Mia e algumas dos garotos. Mando uma mensagem para os meus pais dizendo que estou vivo e bem. Subo para o meu quarto. Tomo um banho rápido, troco de roupa e coloco a blusa do uniforme, uma calça jeans de lavagem escura e um moletom da Gap. Coloco os mesmos tênis e pego minha mochila.
Lancho rapidamente e me despeço de Gail indo em direção a garagem. Durante o caminho para escola recebo uma mensagem do Taylor.
Você sumiu cara. Pegou quem?
– Taylor.
Dou risada ao ler a mensagem. Taylor como sempre muito discreto.
Nem lembro cara. Só lembro de ter acordado na cama da Anastásia.
– Christian.
Estaciono o carro e entro na escola, todos os olhares vão em direção a quem? Em mim obviamente. Caminho até os armários e avisto quem eu quero. Fico parado atrás da mesma, sentindo seu perfume divino e abraço sua cintura. Recebo um gritinho em troca.
– Oi gatinha. — Beijo o seu pescoço e ela estremece.
– Para com isso Christian. — Bate nos meus braços que estão em volta da sua cintura fina. — To falando sério caramba!
Encaixo o meu rosto na curva do seu pescoço e ela estremece. Ela não é indiferente a mim. Rio e ela se remexe.
– Estou adorando ver a forma que você reage a mim gatinha. — Sussurro em seu ouvido.
Anastásia me dá uma cotovelada na barriga, me fazendo gemer de dor. Filha da puta!
– AI PORRA! — Grito.
Ela bufa e sai andando. Acaricio minha barriga tentando fazer a dor passar e a sigo.
– Aonde a vaca vai, o boi? — Pergunta com deboche. Filha da puta!
– Vai tomar no cu! — Falo irritado.
– Idiota! — Fala me mostrando o dedo do meio, rio a fazendo revirar os olhos.
Andamos lado a lado. Quando chegamos no corredor das salas a prenso na parede.
– Você tem problema? — Pergunta tentando me afastar, em vão. — Sai da minha frente Christian!
– Você sempre fala que eu tenho problema. — Reviro os olhos. — Gatinha? — A chamo, e agora é a vez dela de revirar aquelas bolas azuis. A cada dia me surpreendo ainda mais com os seus olhos, são simplesmente incríveis.
– Vai sair ou não?
– Ainda não. — Sussurro roçando o meu nariz na sua bochecha rosada. — Você não deveria ter virado o rosto mais cedo.
– Quer outra cotovelada Grey? — Pergunta me empurrado. Grey. Gostei de como o meu sobrenome soou ao sair de sua boca.
– Para que toda essa violência caralho? — Falo me aproximando novamente.
– Pervertido!
– Um beijinho não mata Steele.
– Na escola? No meio do corredor? Com o risco de sermos pegos por alguém? — Bufa. Você não pensa não Christian? — Aponta para própria cabeça. — Ai tchau!
Entra na sala batendo o pé. Vou ter que amansar essa garota. Sento no meu lugar, que por acaso é na frente dela. O professor ainda não chegou, então fico olhando para Anastásia, que olha para todos os lugares menos para mim me irritando. Garota chata!
– Que que é? — Pergunta, agora me encarando.
– Vamos em uma festa comigo?
Arregala os olhos.
– O que?
– Você ouviu.
– Ouvi e minha resposta é não!
– Por que não? — Pergunto irritado. Garota estranha.
– Primeiro: porque eu não sou sua amiga, e nem nada do tipo. Segundo: Meu vô está internado em coma, e eu quero ter notícias dele e não sair para farrear ou algo do tipo. Terceiro e último: Eu não quero ir para uma festa que eu nem sei de quem é, e muito menos acompanhada por você. — Fala apontando para mim e terminando o seu longo discurso.
– Eu tentei. — Bufo, e tiro o meu celular do bolso. Digito uma mensagem para o Taylor.
Eu tentei cara, mais eu já te disse que ela é marrentinha demais! -_-
– Christian.
Olho para Anastásia, que está entretida com o exercício que o professor — Que acabou de chegar. — está passando.
– Gatinha. — Ela me olha e revira os olhos. — Vai ser legal.
– Para de me chamar assim caramba! — Bufa. — E, pela milésima vez, eu não vou Christian. Agora para!
– Mais gatinha? — Falo manhoso e faço bico. Ela ri e encara a minha boca. Não duvido nada que ela queira me beijar.
– Se não quiser passar o resto do horário fora da sala Grey... — Olho para o professor, que me repreende. — Faça silencio.
Escuto a risada de Anastásia, faço careta e começo a prestar atenção na aula.
(...)
POV Anastásia Steele
Não entendendo o porquê do Christian estar conversando comigo. Ele é popular, tem todas as garotas aos seus pés, os alunos tem um certo respeito por ele, e o idiota vive me perseguindo. Até tentar me beijar ele já tentou!
– Está no mundo da lua gatinha? — Falando no capeta.
– Cala essa boca Christian! Não tô com humor para aturar suas gracinhas.
Ele abaixa a cabeça e ri, fazendo o mesmo me encarar sorrindo.
– O sinal já bateu, a fila deve estar enorme. — Fala olhando no seu relógio de pulso.
– E o que você tá fazendo aqui ainda? — Pergunto confusa.
– Estou te esperando ué.
Eu ainda vou descobrir o porquê de ele estar tão grudado em mim.
– Vou te apresentar a galera.
– Como?
– Vou te apresentar os meus amigos. Você vai gostar de conhecê-los de gatinha. — Fala sorrindo.
– Ah sim. — Arregalo os olhos. — Eu não vou não!
Ele me puxa pelo braço e vamos em direção ao refeitório. Caminhamos juntos até uma das mesas dos populares da escola. Me sinto desconfortável com todos os olhares em cima de nós.
– E ai galera? — Christian fala se sentando em uma mesa onde só há garotos. Conheço todos de vista. O que mais vejo é o Taylor, já que ele é da nossa sala. — Senta aqui.
Christian puxa uma cadeira e me sento, ficando ao seu lado. Tomos me encaram. No que eu fui me meter?!
– Oi. — Falo e sorrio tímida. Não é sempre que garotos tão bonitos me encaram desse jeito. Me sinto uma carne prestes a ser jogada em uma jaula de leões famintos.
– Anastásia né? — Um dos garotos me pergunta, Elliot irmão do Christian se não me engano.
– Sim. Você é o Elliot certo? — Falo sorrindo, fazendo o mesmo sorrir também.
– Sim. Sou irmão do Christian, como você deve saber. — Fala olhando para Christian, que revira os olhos.
Confirmo com a cabeça.
Eles estão conversando cada coisa que minha nossa. Fico na minha comendo o meu lanche, até que o idiota do Christian decide fazer graça. Pega minha maçã com uma mão e com a outra aperta minhas bochechas.
– Abre a boca para o papai vai. — Diz balançando a maçã de um lado para o outro. Seus amigos só sabem rir e eu me seguro para não enfiar a mão na cara dele e na todos que estão rindo da minha cara.
Tiro a mão do Christian do meu rosto com um tapa. Me levanto e saio batendo o pé. Escuto ele gritar o meu nome e continuo andando. Estou tão distraída que nem vejo quando esbarro em alguém. É uma garota. Mais não é qualquer uma. É a capitã das líderes de torcida, Leila.
– Olha por onde anda garota! — Ajeita sua saia, que mais parece um pedacinho de pano que nem tampa a sua bunda direito.
– Me desculpa eu não quis...
– Tá tá! Chega, agora sai da minha frente.
Educada.
Me desvio dela e continuo meu caminho.
– Ei! Anastásia!
Mais que inferno! Ele não me deixa em paz um minuto sequer!
– Da um tempo Grey!
– Da um tempo Grey! — Me imita com a voz fina.
– Eu não falo assim. — Me viro, ficando de frente para ele.
– Eu não falo assim.
Ri pelo nariz e dou um tapa no seu ombro. O que eu posso fazer? É uma mania. Quando vejo já bati.
– Caralho Anastásia. Não vou nem falar sobre esses tapas viu? — Fala passando a mão no próprio ombro.
Dou de ombros.
– Você é muito chata! — Abro a boca, ofendida. — Eu tava só brincando com você lá na mesma.
Viro a casa.
– Fala alguma coisa mulher!
– Algumas coisa. — Falo e o vejo revirar os olhos.
– Gatinha.
Rio e nego com a cabeça.
– Então vai á...
– Nem termine a frase Christian! — Dou as costas para ele e vou para o jardim da escola. Escuto os seus passos atrás de mim e apresso os meus. — Para de me seguir caramba.
Me viro, ficando de frente para ele. Christian se aproxima e coloca os braços, um em cada lado da minha cintura, me puxa para mais perto dele e beija o meu nariz.
– Sério? — Digo rindo da sua atitude.
– Você é muito difícil gatinha. — Minhas bochechas esquentam, com a nossa proximidade. — Eu gosto das difíceis.
Ele me solta, e vai em direção ao estacionamento.
(...)
"A melhor definição de amor não vale um beijo de moça namorada."
– Machado de Assis
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