Notas iniciais
Mais um capítulo meninas. Espero que gostem. Obrigada por todos os comentários. Eu não iria postar hoje, mais depois da linda recomendação que a Diana fez na fic, eu não poderia descumprir o que eu prometi. Diana, obrigada pela sua linda recomendação, EU AMEI cada palavra, pessoas como você me faz ter ainda mais vontade de continuar escrevendo. Boa leitura. *LEIAM AS NOTAS FINAIS*

POV Anastásia Steele

Acordo sentindo uma mão quente alisando minha barriga. Peraí o que? Me levanto em um pulo.

– Bom dia gatinha. — Sua voz saí rouca me fazendo estremecer.

– Christian você dormiu aqui? — Falo com os olhos arregalados.

– Qual é o problema? — Pergunta confuso.

– Você dormiu aqui esse é o problema. — Mexo no cabelo nervosa. — Será que o meu pai te viu? Ai meu Deus! Ele vai me matar! — Falo choramingando.

– Calma, não precisa chorar gatinha. — Fala rindo me fazendo o fulminar. — Eu tranquei a porta depois que fui para cozinha mais cedo tomar um remédio para dor de cabeça.

– Ninguém te viu? — Pergunto mais calma.

– Não tem ninguém aqui. — Se levanta. — Pelo menos não quando eu saí do quarto.

Respiro fundo, tentando me acalmar.

– Pega suas coisas e vai embora.

– Mais a gente nem aproveitou gatinha. — Fala se aproximando e abraçando a minha cintura. Prendo minha respiração.

– V-vai embora. — Gaguejo. Mais que inferno porque eu gaguejei?

– Não senti firmeza nisso. — Sorri malicioso.

– Me solta Christian! — Tento sair do seu aperto, tentativa falha já que ele prensa ainda mais seu corpo ao meu. Não consigo sustentar o seu olhar. Abaixo minha cabeça envergonhada.

– Ei. — Me chama. — Olha para mim.

Levanto o meu olhar e ele sorri. Uma coisa é certa, o sorriso dele é o mais lindo que já vi. Seu rosto começa a se aproximar do meu, sinto minhas bochechas esquentarem e viro o rosto, fazendo-o beijar minha bochecha.

– Aaaah qual é Anastásia! — Reclama me soltando. Percebo que é a primeira vez que ele me chama pelo nome. — Você é estranha garota.

– Como é que é? — Cruzo os braços o fazendo olhar para os mesmos, olho para baixo e vejo que meus peitos estão quase saindo para fora, tiro os braços e reviro os olhos. Cretino! Christian volta sua atenção para o meu rosto. Idiota acha que não percebi os seus olhares nada decentes para o meus peitos.

– Você tentou me beijar garoto! — Falo irritada.

– E dai?

– E dai que eu não quero te beijar!

Christian se aproxima de novo e eu me afasto ainda mais.

– Tá com medo de mim agora?

Dou de ombros.

Ele revira os olhos e vai até o banheiro, volta vestido com a mesma camisa de ontem e com o seu tênis nos pés.

– To indo. — Se aproxima de mim me dando um beijo demorado na bochecha. — Obrigado gatinha. E até daqui a pouco. — Fala sorrindo.

Vai em direção a porta e se vira.

– E aliás, belas pernas. — Fala sorrindo, me mandando uma piscadela.

Dá as costas para mim e sai. Reviro os olhos.

No que eu fui me meter? Com tantos garotos no mundo, tinha que ser logo com ele? Christian Grey? O bad boy do colegial! Boa Sorte Steele!
(...)


POV Christian Grey

Quando chego em casa vejo que meus pai já foram trabalhar e Elliot e Mia já foram para escola.

– Menino Christian? — Gail me chama aparecendo na sala.

– Oi, Gail. — Vou na direção da mulher que me conhece melhor do que ninguém. A abraço e beijo sua bochecha rosada a fazendo sorrir. Gail tem um sorriso maravilhoso.– Os coroas já saíram faz muito tempo?

– Seus pais sim e seus irmãos também. Onde você se meteu meu menino? — Pergunta me olhando carinhosamente. — Sua mãe quase que chama a polícia Christian. — Reviro os olhos, minha mãe é exagerada demais. — E não revire os olhos para mim mocinho. — Fala sorrindo. — Christian você tem que para de sair tanto assim e ainda por cima no meio da semana, seu pai anda muito irritado com essas suas saídas noturnas, eu e sua mãe não queremos que ele brigue com você, mas você também não coopera.

Realmente o meu pai anda um pé no saco. Quer que eu seja o filho perfeito igual ao babaca do Elliot, que faz de tudo para agradá-lo.

– Eu sei Gail, eu sei. — Fala indo em direção a cozinha.

– Que cheiro é esse? — Pergunta se aproximando de mim. — Cheiro de mulher, e é sabonete dos caros. Quem foi a da vez? — Gail pergunta sem pudor nenhum, ela sabe de algumas das minhas saidinhas por aí.

– Ninguém Gail, ninguém. — Sorrio ao lembrar da minha gatinha.

– Vou fingir que acredito. — Fala me entregando um bilhete. — É da sua mãe. Vou fazer o seu café e agora vá tomar banho porque você já está atrasado Christian.

– Já vou madame! — Beijo sua bochecha a fazendo rir.

– Só você mesmo. — Fala rindo.

"Onde você se meteu Christian? Eu e o seu pai ficamos preocupados com você. Liguei para os meninos e nenhum deles atenderam minhas ligações, o seu celular também só dava desligado. Aposto que você estava em algumas dessas festas. Perguntei para Elliot e Mia onde você estava eles apenas deram de ombros, dizendo que você provavelmente estava na cama de alguma garota. Que garota Christian? Peça para Gail fazer o seu café. Não vá para escola sem comer alguma coisa meu filho. Precisamos conversar hoje a noite. Eu te amo querido, beijos da mamãe. ps: Seu pai está furioso."

Reviro os olhos, Elliot e Mia como sempre não ajudam muito! O que me espanta é Elliot dizer isso, depois da minha última briga na escola, nos afastamos um pouco, vou conversar com ele mais tarde e perguntar qual é a dele. Deixo o bilhete em cima da mesa e tiro o meu celular do bolso. Tem várias ligações dos meus pais, Elliot, Mia e algumas dos garotos. Mando uma mensagem para os meus pais dizendo que estou vivo e bem. Subo para o meu quarto. Tomo um banho rápido, troco de roupa e coloco a blusa do uniforme, uma calça jeans de lavagem escura e um moletom da Gap. Coloco os mesmos tênis e pego minha mochila.

Lancho rapidamente e me despeço de Gail indo em direção a garagem. Durante o caminho para escola recebo uma mensagem do Taylor.

Você sumiu cara. Pegou quem?
– Taylor.

Dou risada ao ler a mensagem. Taylor como sempre muito discreto.

Nem lembro cara. Só lembro de ter acordado na cama da Anastásia.
– Christian.

Estaciono o carro e entro na escola, todos os olhares vão em direção a quem? Em mim obviamente. Caminho até os armários e avisto quem eu quero. Fico parado atrás da mesma, sentindo seu perfume divino e abraço sua cintura. Recebo um gritinho em troca.

– Oi gatinha. — Beijo o seu pescoço e ela estremece.

– Para com isso Christian. — Bate nos meus braços que estão em volta da sua cintura fina. — To falando sério caramba!

Encaixo o meu rosto na curva do seu pescoço e ela estremece. Ela não é indiferente a mim. Rio e ela se remexe.

– Estou adorando ver a forma que você reage a mim gatinha. — Sussurro em seu ouvido.

Anastásia me dá uma cotovelada na barriga, me fazendo gemer de dor. Filha da puta!

– AI PORRA! — Grito.

Ela bufa e sai andando. Acaricio minha barriga tentando fazer a dor passar e a sigo.

– Aonde a vaca vai, o boi? — Pergunta com deboche. Filha da puta!

– Vai tomar no cu! — Falo irritado.

– Idiota! — Fala me mostrando o dedo do meio, rio a fazendo revirar os olhos.

Andamos lado a lado. Quando chegamos no corredor das salas a prenso na parede.

– Você tem problema? — Pergunta tentando me afastar, em vão. — Sai da minha frente Christian!

– Você sempre fala que eu tenho problema. — Reviro os olhos. — Gatinha? — A chamo, e agora é a vez dela de revirar aquelas bolas azuis. A cada dia me surpreendo ainda mais com os seus olhos, são simplesmente incríveis.

– Vai sair ou não?

– Ainda não. — Sussurro roçando o meu nariz na sua bochecha rosada. — Você não deveria ter virado o rosto mais cedo.

– Quer outra cotovelada Grey? — Pergunta me empurrado. Grey. Gostei de como o meu sobrenome soou ao sair de sua boca.

– Para que toda essa violência caralho? — Falo me aproximando novamente.

– Pervertido!

– Um beijinho não mata Steele.

– Na escola? No meio do corredor? Com o risco de sermos pegos por alguém? — Bufa. Você não pensa não Christian? — Aponta para própria cabeça. — Ai tchau!

Entra na sala batendo o pé. Vou ter que amansar essa garota. Sento no meu lugar, que por acaso é na frente dela. O professor ainda não chegou, então fico olhando para Anastásia, que olha para todos os lugares menos para mim me irritando. Garota chata!

– Que que é? — Pergunta, agora me encarando.

– Vamos em uma festa comigo?

Arregala os olhos.

– O que?

– Você ouviu.

– Ouvi e minha resposta é não!

– Por que não? — Pergunto irritado. Garota estranha.

– Primeiro: porque eu não sou sua amiga, e nem nada do tipo. Segundo: Meu vô está internado em coma, e eu quero ter notícias dele e não sair para farrear ou algo do tipo. Terceiro e último: Eu não quero ir para uma festa que eu nem sei de quem é, e muito menos acompanhada por você. — Fala apontando para mim e terminando o seu longo discurso.

– Eu tentei. — Bufo, e tiro o meu celular do bolso. Digito uma mensagem para o Taylor.

Eu tentei cara, mais eu já te disse que ela é marrentinha demais! -_-
– Christian.

Olho para Anastásia, que está entretida com o exercício que o professor — Que acabou de chegar. — está passando.

– Gatinha. — Ela me olha e revira os olhos. — Vai ser legal.

– Para de me chamar assim caramba! — Bufa. — E, pela milésima vez, eu não vou Christian. Agora para!

– Mais gatinha? — Falo manhoso e faço bico. Ela ri e encara a minha boca. Não duvido nada que ela queira me beijar.

– Se não quiser passar o resto do horário fora da sala Grey... — Olho para o professor, que me repreende. — Faça silencio.

Escuto a risada de Anastásia, faço careta e começo a prestar atenção na aula.
(...)


POV Anastásia Steele

Não entendendo o porquê do Christian estar conversando comigo. Ele é popular, tem todas as garotas aos seus pés, os alunos tem um certo respeito por ele, e o idiota vive me perseguindo. Até tentar me beijar ele já tentou!

– Está no mundo da lua gatinha? — Falando no capeta.

– Cala essa boca Christian! Não tô com humor para aturar suas gracinhas.

Ele abaixa a cabeça e ri, fazendo o mesmo me encarar sorrindo.

– O sinal já bateu, a fila deve estar enorme. — Fala olhando no seu relógio de pulso.

– E o que você tá fazendo aqui ainda? — Pergunto confusa.

– Estou te esperando ué.

Eu ainda vou descobrir o porquê de ele estar tão grudado em mim.

– Vou te apresentar a galera.

– Como?

– Vou te apresentar os meus amigos. Você vai gostar de conhecê-los de gatinha. — Fala sorrindo.

– Ah sim. — Arregalo os olhos. — Eu não vou não!

Ele me puxa pelo braço e vamos em direção ao refeitório. Caminhamos juntos até uma das mesas dos populares da escola. Me sinto desconfortável com todos os olhares em cima de nós.

– E ai galera? — Christian fala se sentando em uma mesa onde só há garotos. Conheço todos de vista. O que mais vejo é o Taylor, já que ele é da nossa sala. — Senta aqui.

Christian puxa uma cadeira e me sento, ficando ao seu lado. Tomos me encaram. No que eu fui me meter?!

– Oi. — Falo e sorrio tímida. Não é sempre que garotos tão bonitos me encaram desse jeito. Me sinto uma carne prestes a ser jogada em uma jaula de leões famintos.

– Anastásia né? — Um dos garotos me pergunta, Elliot irmão do Christian se não me engano.

– Sim. Você é o Elliot certo? — Falo sorrindo, fazendo o mesmo sorrir também.

– Sim. Sou irmão do Christian, como você deve saber. — Fala olhando para Christian, que revira os olhos.

Confirmo com a cabeça.

Eles estão conversando cada coisa que minha nossa. Fico na minha comendo o meu lanche, até que o idiota do Christian decide fazer graça. Pega minha maçã com uma mão e com a outra aperta minhas bochechas.

– Abre a boca para o papai vai. — Diz balançando a maçã de um lado para o outro. Seus amigos só sabem rir e eu me seguro para não enfiar a mão na cara dele e na todos que estão rindo da minha cara.

Tiro a mão do Christian do meu rosto com um tapa. Me levanto e saio batendo o pé. Escuto ele gritar o meu nome e continuo andando. Estou tão distraída que nem vejo quando esbarro em alguém. É uma garota. Mais não é qualquer uma. É a capitã das líderes de torcida, Leila.

– Olha por onde anda garota! — Ajeita sua saia, que mais parece um pedacinho de pano que nem tampa a sua bunda direito.

– Me desculpa eu não quis...

– Tá tá! Chega, agora sai da minha frente.

Educada.

Me desvio dela e continuo meu caminho.

– Ei! Anastásia!

Mais que inferno! Ele não me deixa em paz um minuto sequer!

– Da um tempo Grey!

– Da um tempo Grey! — Me imita com a voz fina.

– Eu não falo assim. — Me viro, ficando de frente para ele.

– Eu não falo assim.

Ri pelo nariz e dou um tapa no seu ombro. O que eu posso fazer? É uma mania. Quando vejo já bati.

– Caralho Anastásia. Não vou nem falar sobre esses tapas viu? — Fala passando a mão no próprio ombro.

Dou de ombros.

– Você é muito chata! — Abro a boca, ofendida. — Eu tava só brincando com você lá na mesma.

Viro a casa.

– Fala alguma coisa mulher!

– Algumas coisa. — Falo e o vejo revirar os olhos.

– Gatinha.

Rio e nego com a cabeça.

– Então vai á...

– Nem termine a frase Christian! — Dou as costas para ele e vou para o jardim da escola. Escuto os seus passos atrás de mim e apresso os meus. — Para de me seguir caramba.

Me viro, ficando de frente para ele. Christian se aproxima e coloca os braços, um em cada lado da minha cintura, me puxa para mais perto dele e beija o meu nariz.

– Sério? — Digo rindo da sua atitude.

– Você é muito difícil gatinha. — Minhas bochechas esquentam, com a nossa proximidade. — Eu gosto das difíceis.

Ele me solta, e vai em direção ao estacionamento.
(...)


"A melhor definição de amor não vale um beijo de moça namorada."
– Machado de Assis

Notas finais
Meninas no capítulo passado teve pouquíssimos comentários, não que eu esteja reclamando e nem nada, mais a história já tem oito capítulos e normalmente só 10 pessoas comentam e quando comentam. Vejo que tem várias pessoas acompanhando e tal, mais nunca comentam, não vou mentir isso me deixa triste. Eu me mato para escrever e postar o mais rápido possível, o que eu gostaria em troca era que vocês comentarem para eu saber, se estão gostando da fic, se querem que eu mude alguma coisa, etc. Comentem, isso me incentiva a escrever mais e se eu merecer recomendem a minha história, eu ficaria muito feliz e postaria o próximo bem mais rápido. Beijos e até o próximo.