Gotta Be You
17 Capítulo 17
Notas iniciais
POV Christian Grey
Chego em casa, e vejo que o número de mensagens que chegou no meu celular está fora do normal. Entro no grupo, onde só tem os garotos e vejo que o assunto é a Anastásia. Não gostei de saber que o Jack vai levar ela para a tal festa, então ligo para tirar satisfação. Depois de três tentativas, ela me atende.
– Eu já disse que quem vai te levar para essa porcaria de festa sou eu Anastásia. — Falo praticamente gritando. Anastásia me tira completamente do sério.
– Primeiro pare de gritar e olha como você fala comigo garanhão, não sou nenhuma das suas putas para você gritar não. E olha aqui Christian, eu já estou CANSADA desse nosso lance. EU NÃO AGUENTO MAIS!– Fala me surpreendo.
– Você não é a única. Acha que eu gosto de ficar colado em você a manhã inteira garota? — Falo irritado.
– Pra falar a verdade, acho sim!– Responde bufando.
E ela está certa. Tudo bem que a Anastásia é chata, irritante, não faz meu tipo, mais eu gosto de estar com ela, gosto do seu cheiro, da sua risada, dos seus olhos, e dos seus beijos. PUTA QUE PARIU VIREI UM VIADO!
– Christian você tá aí?
Anastásia me chama do outro lado da linha, me fazendo sair dos meus devaneios.
– To sim. Ér... eu passo na sua casa ás oito.
– Christian eu já te disse que o Jack vai me levar!– Responde me irritando.
– Não complica as coisas gatinha, eu vou te levar e pronto! Deixa que com o Jack eu me resolvo. — Respondo decidido.
– Faça o que quiser então!– Aposto que ela está revirando aquelas bolas azuis.
Já disse que ela é chata?
– Ainda está brava comigo?
– Eu?– Cínica!
– É. Afinal, por que está tão bravinha? Eu fiz algo errado? — Pergunto, tentando entender toda essa raiva. — Tenho certeza que você me conhece muito bem, e sabe que eu não trato a maioria das meninas que eu pego, como trato você.
– Eu sei. É que... Deixa pra lá.– Responde visivelmente calma.
Dou de ombros, mesmo sabendo que ela não me vê, então respondo apenas um "Ok".
– Te vejo mais tarde?– Pergunta.
– Ahaam. — Respondo.
– Então tchau.– Fala se despedindo.
Encerro a chamada e jogo o celular na cama.
(...)
POV Anastásia Steele
– Estou com tanta saudades de você mãe. — Falo abraçando Dona Carla.
– Eu também meu amor. — Beija minha testa. — Como anda as coisas por aqui?
Nos sentamos no sofá da sala, e começamos a conversar.
(...)
– Bom. — Expiro. — Mas sem você não tem graça.
– E a escola?
– Do mesmo jeito. — Respondo, lembrando daquele inferno.
– Que bom. — Ela fala e sorri.
– E o vovô? Ele está bem? — Pergunto curiosa.
– Não está cem porcento recuperado, mais já esta de volta no asilo. Você tinha que ver a carinha de felicidade dele. — Fala sorrindo.
– Own, ele deve ter ficado tão feliz. Ninguém merece ficar em hospital.
– Nem me fale.
– Mãe posso te pedir uma coisa? — Pergunto receosa.
– O que quiser Ana. — Responde me olhando atentamente.
– Hoje tem uma festa, na casa de um menino da escola, e eu fui convidada.
– Você está pensando em ir?
– Sim. Se você deixar é claro. Meu amigo vem me buscar as oito.
– Tudo bem. — Fala e sorri meigamente. Minha mãe é maravilhosa.
– Não sei que horas volto. — Torco a boca.
– Olha Anastásia, se seu amigo vai te levar, ele tem a intenção de te trazer de volta, certo?
– Sim Dona Carla. — Respondo revirando os olhos.
– Então tudo bem. Chegue na hora que quiser, de preferência antes das duas, porque você tem aula amanhã.
– Obrigada mãe. — A abraço.
– Não tem de quê querida. Só quero ver você feliz. — Fala apertando o abraço.
(...)
Depois de terminar a segunda parte do trabalho — Sozinha. — decido passar na casa dos Kavanaghs. O motorista, que até então estava de férias, me leva até a casa da minha amiga.
– Quando eu quiser ir embora, eu te ligo Jason. — Falo descendo do carro.
– Ok senhorita.
– Já disse que pode me chamar de Ana, Jason. Você trabalha a anos com a minha família e me conhece desde que eu nasci.
– É força do hábito senho... Ana. — Fala rindo.
– Assim está melhor. — Sorrio. — Até mais.
(...)
Kate e eu conversamos, assistimos vídeos engraçados na internet, e comemos cupcakes, que a tia Lice preparou. Agora, estamos dançando no Just Dance.
– Oh oh oh I really don't care.
Canto, me movendo de acordo com o desenho na tela da televisão.
– Oh oh oh I really don't care.– Kate canta me acompanhando. Depois de ter ganhado três vezes seguidas de Kate, decidimos parar.
– Você só ganhou essas três vezes, seguidas porque estou cansada. — Ela fala ofegante.
– Aceita que perdeu, doí menos. — Pisco para ela.
– Ana, eu ganhei de você nas duas primeiras. — Fala revirando os olhos.
– E perdeu nas três últimas. — Falo rindo.
Ela me mostra seu dedo do meio e eu jogo um travesseiro nela.
– Você vai na festa com o idiota do Grey? — Pergunta, enquanto se senta direito na cama.
– Vou. — Me sento também.
– Por que será que eu estou sentindo que essa festa não vai prestar?
– Não sei. — Rio pelo nariz. — Mais de uma coisa eu tenho certeza. — Falo confiante.
– O que?
– É hoje que eu vou encher á cara.
– Você bebendo? Eu tenho que ver isso. — Fala rindo.
– Vem comigo então.
– Dessa vez eu vou deixar passar. Não quero ficar de vela não.
Reviro os olhos.
– Não vou ficar grudada no Christian o tempo todo não, Kate.
– Mesmo assim, melhor não.
Dou de ombros. Decido não insistir. Kate anda estranha esses dias, depois da festa vou colocá-la contra a parede, quero saber o que está havendo. Me levanto da cama e pego meu celular, que está em cima da penteadeira. Olho as horas e são exatamente 18h00 PM. Arregalo os olhos.
– Kate eu tenho que ir me arrumar. — Falo enquanto ligo para Jason.
– Alô? Jason?
– Sim Ana?
– Venha o mais rápido possível.
– Já estou indo senhorita.
Reviro os olhos, mesmo sabendo que ele não me vê. Encerro a ligação e me jogo na cama de Kate, enquanto espero por Jason.
(...)
Assim que chego em casa, vou direto para o banheiro. Me dispo, e tomo um banho relaxante, porém rápido. Depois de me secar, entro no meu closet e visto minha roupa íntima. Pego uma cropped vermelho, uma jaqueta de couro preta, um saia de cintura alta preta, e meu scarpin meia pata também preto. Me visto, e vou para o banheiro. Faço uma maquiagem bem simples, mas exagerando na sombra e no rímel. Também passo um batom vermelho. Passo meu perfume baunilha, e termino de secar meu cabelo, com o secador. Foi o tempo que eu termino, e a campainha toca. Pego meu celular e desço as escadas rapidamente. Christian está sentando no sofá conversando com a minha mãe. Faço um barulho com a garganta, fazendo os me olharem.
– Está linda, querida. — Dona Carla se levanta e passa o braço pela minha cintura. — Cuide bem da minha Ana, Christian.
– Pode deixar Carla.
Pode deixar Carla? O que deu nele? Desde quando Christian é educado?
– Até mais tarde, mãe. — Beijo seu rosto.
– Até querida.
Caminho até Christian, que está com a mão estendida para mim. Não a pego, apenas sigo meu caminho para fora de casa.
(...)
Assim que Christian estaciona o carro em frente á casa do José, respiro fundo.
– Tá tudo bem gatinha?
– Tá sim.
Tiro o cinto de segurança e desço do carro. Christian trava o mesmo, e vem até mim. Abraça minha cintura e nos guia até a entrada da casa. Quando Christian abre a porta da casa, sinto um cheiro muito forte. A sala, está cheia.
– Meu Deus, que cheiro é esse? — Pergunto afobada. Esse cheiro é quase insuportável.
– Essa festa não é como aquela que eu te levei, gatinha. Aqui você vai ver coisas, não se assuste com o que presenciar ok? — Pergunta acariciando minha bochecha.
Assinto.
Christian continua me guiando. Enquanto desvio das pessoas, observo que tem gente, dançando, se agarrado e se drogando. Percebo que paramos de andar, então volto meu olhar á frente, vejo Jack e os outros amigos de Christian. Alguns sentados, outros de pé. José, o dono da casa, está fumando uma espécie de baseado. Sawyer fuma seu narguilé, as vezes passa para o Flynn e pro Jack.
– Fala aí galera! — Christian grita por causa da música.
– E aí? — Respondem em uníssono.
Jack se levanta, e me abraça.
– Eu tinha quase certeza que você não viria. — Ele diz, enquanto parte o abraço.
– Por que? — Pergunto rindo.
– Christian fez tanto cu doce, que na hora pensei que ele não ia te buscar.
– Bom, eu estou aqui.
Jack se senta novamente. Olho para Christian, que conversa com Taylor. Vou até ele, e o cutuco.
– Que foi, gatinha?
– Não vai pegar uma bebida para mim, amor? — Dou ênfase no "amor".
– Vou. — Fala se levantando. — Vai querer o que?
– Vodka.
– Vodka? — Franze a testa. — Mas eu pensei que...
– Pensou errado. Agora vai lá. — Ele levanta umas das suas sobrancelhas. — Por favor? — Peço manhosa, o fazendo rir.
– Tudo bem. Você vem comigo?
– Não, vou te esperar aqui com os meninos. — Pisco, e me encaixo entre Welch e Sawyer no sofá.
– E aí Ana? — Welch fala passando seu braço pelos meus ombros, me levando para mais perto dele.
– Tudo bem? — Pergunto.
– Na medida do possível.
– Que bom então.
– Vamos dançar? — Pergunta animado.
– Para você me deixar sozinha igual da outra vez? Não obrigada.
– É que uma gata tava me dando mole. Sabe como é né? Não podia perder a oportunidade.
Reviro os olhos.
– Vamos esperar o Christian, assim não tem perigo que eu fique sozinha.
– Ou, eu posso ir dançar com vocês. — Jack dá a ideia.
– Tudo bem então.
Nos levantamos e caminhamos até o meio da pista de dança. Toca Feel so Close, do Calvin Harris. Welch faz suas dancinhas estranhas, enquanto eu me mexo de acordo com a batida da música. Sinto o olhar das pessoas em mim, mas não ligo. Jack se aproxima um pouco mais de mim, juntamente com Welch, de maneira que eu fico ente os dois. Acho isso meio estranho, mas deixo me levar e continuo me mexendo.
(...)
POV Christian Grey
Assim que volto para onde os meninos estão, não encontro Anastásia e nem Jack. Por que eu estou tão incomododado em notar isso?
– Cadê a Anastásia? — Pergunto, olhando para cada um.
– Aquela ali serve? — Taylor aponta para um ponto atrás de mim.
Me viro, tendo a visão de Anastásia dançando sensualmente entre o Welch e Jack. Travo o maxilar e caminho até eles. Empurro Welch com o ombro, que me xinga de todos os palavrões possíveis.
– Sua bebida. — Estendo a garrafa para Anastásia, que a pega e volta á dançar. — É impressão minha ou você tá me ignorando?
Antes de dar o primeiro gole, ela me encara revirando os olhos e em seguida bebe. A careta que ela faz é hilária. Me controlo para não rir.
– Nossa! — Exclama, fazendo um barulho estranho com a garganta.
– Isso é só vodka, gatinha.
Viro minha garrafa de uma vez.
– Como você consegue? — Pergunta perplexa. — Não queimou por dentro?
– Queima um pouco, mas é uma queimação gostosa, você se acostuma. — Pisco para ela.
Percebo que Jack está com suas mãos na cintura dela. Reviro os olhos e pego a mão de Anastásia, a puxando para mim. Ela me olha confusa.
– Não vai negar dançar com o seu amor, vai? — Pergunto maliciosamente.
Coloco meus braços em volta da sua cintura, trazendo-a para mais perto de mim, assim, colando nossos corpos.
– Acho que vou sim. — Responde rindo.
Lhe mando uma carranca.
– Tô brincando, amor.– Fala descendo seu olhar para os meus lábios, mordendo os seus em seguida. Puta que pariu! Então volta a beber sua vodka.
– Sabia que você tá muito gostosa com esse batom vermelho?
E está mesmo. Caralho! Na casa dela, quando ela apareceu na sala, tive que me conter para não babar, ela está maravilhosa com essa roupa, e me contive para não agarra-lá ali mesmo. Tiro a garrafa das mãos de Anastásia e entrego para um cara que passa do nosso lado. Ela me encara fazendo biquinho. Mordo seu bico, a fazendo rir.
– Estou brava com você! — Fala e fecha a cara para mim e rio.
– Por que? — Pergunto rindo.
– Não vou falar. — Vira a cara e eu levanto uma de minhas sobrancelhas.
– Por que não? — Insisto.
– Porque vou fazer uma coisa antes. — Sorri de lado, totalmente sexy, e me puxa para um beijo.
Desço minhas mãos até sua bunda, apertando a mesma com um pouco mais de força. Sugo seu lábio inferior, fazendo a mesma sorrir entre o beijo. Seus braços envolvem meu pescoço com força. Invado sua boca com a minha língua, aprofundando mais o beijo. Assim que nossas línguas se esbarram, ela se remexe. Começamos uma intensa e deliciosa batalha entre nossas línguas. Vasculho cada canto da sua boca. Paramos o beijos com selinhos, por falta de ar.
– Agora você vai me contar por que está brava? — Pergunto. Estamos tão próximos que os meus lábios se esbarram nos seus.
– Não. — Responde e deita sua cabeça no meu peito. — Vamos dançar? — Pergunta visivelmente animada, me contagiando.
– Vamos. — Respondo sorrindo.
(...)
POV Anastásia Steele
Já perdi as contas de quantas garrafas já tomei. Eu falei que ia beber, mas não sabia que beberia tanto, eu não sou disso.
– Acho melhor você parar, linda.
– Ah, não Jack. — Faço bico, e ele ri. Olho para os lados a procura do infeliz.
– Cadê o Christian?
– Ele sumiu né? — Pergunta rindo.
– Aquele idiota sumiu. — Bufo. — Tô nem aí também. Ele faz o que quiser, a vida é dele!
Dou de ombros.
– Você também pode fazer o que quiser. — Jack fala, envolvendo minha cintura com seus braços. Dou risada o fazendo me olhar confuso.
– Eu descobri uma coisa... — Falo rindo ainda mais, com certeza bebi demais.
– O que? — Pergunta rindo.
– Que eu quero ficar com você.
Jack arregala os olhos. Levo minha mão até seu rosto, e acaricio sua bochecha com o polegar.
– Você tá falando sério? — Pergunta.
– Acho que nunca falei tão sério em toda a minha vida!
– Mas e o Chris...
Tampo sua boca com o meu dedo indicador, e sussurro um "Shhh". Jack olha para os lados, dá de ombros e me beija. Coloco minhas mãos em seus ombros, e ele me puxa para mais perto de si, colando ainda mais nossos corpos. Ele morde meu lábio inferior, pede passagem com sua língua e eu cedo, logo deslizando sua língua para dentro da minha boca. Ele explora minha boca assim como eu exploro a dele, calmamente, sem nenhuma pressa. Jack aperta minha cintura com força. A boca dele tem gosto de cigarro e whisky. Paramos o beijo com selinhos. Abro meus olhos e Wyde tem um sorriso mais que malicioso em seu rosto.
– Acho que agora eu sei por que o Christian não sai do seu pé...
– Esquece o Christian, vamos dançar. — O interrompo.
Me viro, ficando de costas para ele e começo a me mexer de acordo com a batida da música que está tocando.
(...)
– J-jack? Eu acho que... e-eu acho que vou... e-eu vou vomitar. — Falo com dificuldade.
– Ei, calma. — Fala pegando minha mão. — Vou te levar no banheiro.
O sigo, até o banheiro. Durante o caminho paro algumas vezes para vomitar, mas não saí nada. Jack abre a porta do banheiro, e eu corro me debruçando no vaso, colocando tudo para fora.
– Isso é nojento. — Falo enquanto tento voltar ao normal, ou quase isso. Jack, que até então segurava meu cabelo, o solta, fala algo que eu não entendo e saí do banheiro.
(...)
POV Christian Grey
– Cadê ela? — Pergunto ao Jack, que me conta que Anastásia está passando mal.
– No banheiro, do andar de cima. Eu te le...
– Pode deixar que eu vou sozinho. — Respondo, já subindo as escadas, mas paro. — EI JACK! — Grito. Ele se vira e me encara. — Não pense que eu não vi o que aconteceu mais cedo. Eu disse para não tocar nela.
– Olha Chris...
– Não pense que vai passar batido não, amigão. — Pisco e lhe dou as costas.
Termino de subir as escadas e caminho até o banheiro. Ao chegar no mesmo, tampo o nariz e vejo Anastásia debruçada na privada vomitando. Viro meu rosto para o lado durante alguns segundos. Puta que pariu! O que aconteceu com você gatinha?. Me aproximo dela e me agacho. Aliso suas costas enquanto ela termina de colocar tudo para fora.
– Eu vou morrer. — Ela se vira e me abraça.
– Isso é normal gatinha. — A abraço. — Pior é a ressaca. — Ela geme em reprovação, e eu rio.
Ajudo Anastásia a se levantar. Levo-a até a pia e mando ela lavar seu rosto. Depois dela ter lavado e enxugado o rosto, decido levá-la para minha casa.
(...)
"O álcool não faz as pessoas fazerem as coisas melhores. Ele faz com que elas fiquem menos envergonhadas por fazê-las mal."
– William Osler.
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