Gotta Be You
4 Friendship
Notas iniciais
Mas tem muito ainda por vir.
Obrigada todo mundo que está lendo, amo vocês.
@1Dbelongs_toMe
Até lá em baixo
5 ANOS DEPOIS
— Que merda, por que tinha que passar tão rápido?
— É né. Não quero mais pegar o avião. – a Camilla fez aquela cara de emburrada que me faz rir.
— Para Milla, tu sabe que tem que pegar o avião hoje ainda. Amanhã tu tem o vestibular né. Ou tu não quer mais ser jornalista?
— Eu sei, eu quero. Mas eu sinto demais a sua falta. Sério. – ela disse quase chorando. Ela tinha passado uma semana comigo aqui na Irlanda e já estava voltando.
Última chamada para o vôo 5671 para Rio de Janeiro. Nós ouvimos uma mulher falando no auto-falante.
— Ouviu? É o teu vôo. – eu puxei ela pra um abraço bem forte e depois ela saiu segurando o choro.
Eu fui correndo até o terraço para ver o avião decolar, depois peguei um táxi em fui para casa. Na verdade eu só passei em casa pra largar a bolsa e pegar o Ipod, depois fui ver se o Nini já havia chegado.
*Toc toc toc*
- Miiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiih – ele veio gritando e quase caiu no chão quando chegou na porta tentando freiar. É o mesmo Niall de sempre. Ele abriu a porta e me deu um abraço de urso. – Mih que saudade de ti menina.
— Eu também, estava morrendo de saudade Nini – retribui o abraço em sua cintura, já que ele havia crescido muito mais que eu nesses últimos cinco anos. Eu lembro de quando nós éramos do mesmo tamanho. – Acabei de voltar do aeroporto, estava levando a Camilla, sabe? Aquela amiga que eu te disse, ela chegou aqui semana passada.
— Ah que azar, se ela tivesse chegado um dia antes eu conhecia ela. – ele fez beicinho de triste. – Não queria ter ido pra minha avó.
— Que isso Niall, ela vem aqui outra vez, dai tu conhece ela. Ou quando tu for um cantor bem famoso quem sabe tu pague uma passagem pra mim e outra pra ti, e nós vamos lá. – ele riu dos meus planos pro futuro.
— É, mas isso a gente vê depois. Vamos almoçar?
— Onde? – nem sei porque eu perguntei isso. Já sabia a resposta.
— Pode ser no Nando’s? – ele sorriu glorioso
— Tudo bem, no Nando’s tu paga – eu sorri e pisquei pra ele como se estivesse dizendo ”ganhei de ti” e ele baixou a cabeça derrotado.
— Fazer o que né – e começou a me fazer cosquinha. Sorte minha que eu era mais rápida que ele. Saí correndo e entrei no carro dele, ele veio correndo atrás mas caiu no chão no meio do caminho. “Sempre o mesmo Niall” eu pensei alto.
— Por quê? Queria outro? – ele entrou no carro me provocando.
— Claro, tu é uma peste Nini. – eu ri mas ele baixou a cabeça, então eu abracei ele e concertei – mas tu sabe que eu te amo né?
— Não... O QUÊ? TU ME AMA? VAI ME PEDIR EM CASAMENTO AGORA? – ele disse se fazendo de idiota.
— Puta que pariu Nialler, claro que te amo, quer casar comigo? – eu disse rindo. Ele riu bem alto do jeito que eu adoro – que saudade daquela risada – e o silêncio predominou o carro até chegarmos no restaurante.
Em todos esses cinco anos que eu estava morando na Irlanda, ele era o meu único amigo. É claro que eu conhecia várias pessoas: vizinhos, colegas da escola, colegas de trabalho do meu pai, amigas da minha mãe; mas nenhum chegou a ser meu amigo de verdade. Ah, e claro, a Hope, a cadela do Mike. Ela é uma golden retriver muito linda, bem clara, e muito dócil.
Mesmo sem nunca voltar ao Brasil, eu consegui manter minha amizade à distância com a Camilla – nós nos falávamos todos os dias, e esta foi a primeira vez que nos vimos em cinco anos. Com a Bárbara a amizade não era tão forte, mas eu falava com ela também. Ela se mudou para a Inglaterra com os pais há dois anos, mas nós ainda não nos vimos.
O Niall era praticamente o irmão que eu nunca tive. Um dormia na casa do outro, sempre almoçamos e jantamos juntos. E quando um precisa do outro, o outro sempre ajuda o um, e vice versa. A única vez se senti ciúmes dele foi quando ele beijou aquela menina francesa que estava fazendo intercâmbio. Mas eu juro, foi a única vez.
— Acorda bela adormecida, a comida lhe espera. – Niall disse abrindo a porta do carro pra mim. Nem percebi que já haviamos chegado.
— Ui, desde quando ta tão cavalheiro assim? – eu debochei.
— Não vai te acostumando tá, isso é raridade.
— Ta bom, senhor raridade – eu disse rindo dele.
— Vamos que eu to com fome. – ele já foi me puxando.
— Como se fosse o único. – eu falei mais pra mim do que pra ele, mas o senhor raridade ouviu e revirou os olhos.
Nem precisamos pedir, de tanto que nós dois íamos lá já sabiam o que era. Em vinte minutos já tinha acabado tudo.
— Meu Deus Nialler, como tu é gordo cara – eu disse rindo dele.
— Por quê? O que foi que eu fiz agora?
— GORDO! – eu gritei e sai correndo e rindo para esperar no carro. Ele voltou logo com o troco na mão, já ameaçando correr. – Não acho uma boa ideia. Imagina o mico que tu vai pagar caindo aqui no meio do estacionamento? Não vai poder voltar no Nando’s por um bom tempo. Já pensou nisso? – eu disse provocando e sentando no banco do motorista.
— Ok, qualquer dia tu me ensina a correr sem cair ta bom? – ele sentou no banco do carona. – Pra onde estamos indo?
— Cinema. – eu disse. Não gostava de falar muito enquanto dirigia, eu ainda não tinha prática e morria de medo de bater, tinha tirado a carteira de motorista a alguns dias.
— Tudo bem motorista. – ele disse rindo e colocando os pés em cima do painel.
— Te comporta Niall Horan, se não vai sofrer as consequências. – eu falei fingindo fúria.
— Aé? Que consequências, eu posso saber? – ele disse ainda rindo.
— Tu sabe, aquelas consequências de pagar os dois ingressos, as pipocas, os refrigerantes e ainda cair no chão na frente de todos quando for tentar correr atrás de mim com a tua pipoca. Ah, e depois disso vai ter que comprar uma pipoca nova pra ti. – eu disse ameançando-o.
— Tudo bem, e se eu tirar os pés tu vai pagar?
— Não – eu disse, segura – Mas pelo menos não vou correr com a tua pipoca. Tu vai economizar o dinheiro da pipoca nova e não vai cair no chão. – eu falei sorrindo pra frente, sem desviar os olhos da rua.
— Fazer o que né? Ainda não sou famoso e rico pra comprar várias pipocas, ou me darem de graça. – ele falou rindo e finalmente tirando os pés do painel.
— Tu é muito teimoso menino – eu falei estacionando o carro.
— Aprendi com alguém.
— Vai te fuder.
— Ah, eu vou te pegar agora.
— Tu sabe que vai cair. – eu disse parando de caminhar e cruzando os braços na frente do corpo. Quando ele parou eu abracei a cintura dele e entramos juntos no cinema.
Notas finais
espero que esteja gostando, mas se não está vem falar comigo, fala o que não ta legal :)
E se está gostando, vem falar também. Fala as partes preferidas, o que queria que acontecesse, se tem sugestão de personagem ou qualquer outra coisa. Sério, vem falar comigo
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Amo vocês s2
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