Gotta Be You
21 Não pode ser...
Notas iniciais
Os meninos vão aparecer no próximo cap, então não me abandonem ok? :c
Boa leitura!
Charlotte
*Horas depois*
Depois de tanto sofrimento, me permito dizer, estávamos em casa. Jes e Bianca mexiam em alguma coisa no computador enquanto eu, Char, estava deitada na cama abraçada com o travesseiro em que Harry dormira todo esse tempo. Vários pensamentos rondavam minha mente, me deixando louca. Eu sentia falta dele, do seu jeito convencido, safado, idiota, engraçado... Seu jeito fofo...
FLASHBACK on
– Charlotte, futura Sra. Styles. Me responda uma coisa: Antes de me conhecer, quem era seu preferido?
Comecei a rir, que menino bobo. Eu sempre amei ele, desde a primeira vez que colocara meus olhos em seus lindos cachos.
– Hum, o Louis. — Tapei meu rosto com minhas mãos. Era mentira, claro. Mas ele não podia saber que eu estava mentindo.
– O LOUIS? — Ele falou num tom bem alto. Soltei um sorriso divertido e assenti. — Ah, bom que ele namora né? Imagina vocês dois juntos.
Harry fez uma cara de nojo que me causou uma crise de risos. Tão lindo.
– É brincadeira seu besta. Eu sempre gostei de você. Isso me irrita, você me irrita. — Ele riu.
– Eu te amo sabia? — Harry se deitou meio que por cima de mim. O que me causou arrepio no corpo inteiro.
– Sabia. — Sorri. — Eu te amo muito Hazza, meu Hazza, só meu. — Passei meu indicador contornando seus lábios, encarando os mesmos. Tão convidativos. Meus dedos continuaram contornando, agora seu pescoço e peitoral. Harry pegou minhas duas mãos e prendeu-as em cima de minha cabeça, com a mão livre começou a acariciar meu pescoço, a lateral dos meus seios, minha barriga... Meu olhar estava fixo em sua boca, mordi meu lábio. Harry roçou seus lábios nos meus, o que me fez abri-los e fechar em seguida. Eu estava esperando um beijo quando do nada começa a rir e me solta, se levantando.
– Você é um idiota Haroldo. — Reclamei nervosa. Me sentei na cama e prendi meu cabelo num coque.
– Um idiota que você ama. — Ele se sentou do meu lado.
– Não amo mais. — Disse ainda com a cara fechada. Me deitei novamente e fitei o teto.
–Tem certeza? — Perguntou enquanto distribuia lentos e molhados beijos em meu pescoço, suas mãos apertavam levemente minha cintura. Uma de minhas mãos ficaram espalmadas em seu peito enquanto a outra entrelaçava os dedos em seus cachos.
– Tenho. — Falei em meio de um sussurro falho. Minha respiração estava um tanto acelerada. Harry deu uma risada rouca e em seguida me beijou. Um beijo completamente apaixonado.
FASHBACK off
– Haroldo o que você fez comigo? — Me perguntei baixinho ao fechar os olhos e me lembrar de seu lábio meio rosado, totalmente beijável.
– Char, vem aqui rapidinho.
Bianca me chamou num tom extremamente feliz, olhei para ela que sorria feito boba. Me levantei da cama lentamente e fui ver de que se tratava.
"Meninos do One direction apaixonados?
Peguem alguns lenços e preparem os corações garotas, porque os meninos do One Direction já tem quem faça seu coração bater mais forte. Isso mesmo, Zayn, Harry e Niall foram vistos com umas belas garotas no tempo em que ficaram em São Paulo. Vejam algumas fotos."
Havia várias e várias fotos nossas. Niall e Bianca aos beijos, Zayn beijando Perrie e Jes entrando as pressas no hotel, no mesmo dia. Uma foto minha e do Harry no dia em que nos conhecemos e muitas outras.
Meu coração deve ter parado em algum momento, minha respiração estava muito, mas muito lenta. Como eles conseguiram essas fotos? Tá, eles são famosos etc mas, porra. Olhei para as meninas que estavam pálidas. Me sentei no meio delas e continuei lendo o site.
"Louis Tomlinson, ou melhor "peter pan", confirmou o rompimento com Eleanor Calder. O gato foi visto sozinho surfando numa praia um tanto deserta. Cade o resto da banda para lhe confortar nesse triste momento?
Mas a pergunta que todas nós queremos saber: Por que a "queridíssima Els" deixaria um príncipe como Louis escapar?"
WHAT? Como isso foi acontecer? Eles pareciam tão apaixonados, tão unidos, tão perfeitos um para o outro... Mas o que posso fazer? Isso mesmo, nada. Se ele fez isso é porque foi o melhor para ele. Lou é uma pessoa incrível e logo vai achar alguém que mereça seu coração.
Me perdi em pensamentos que nem notei quando minha mãe entrou no quarto. Sua expressão era de tristeza, me preguntei o que havia acontecido quando ela mesma se pronunciou.
– Jéssica? — Perguntou mamãe. — Sua mãe ligou, e bem, ela estava chorando.
Jéssica
– Ai meu Deus, ela falou o que era? — Me levantei da cadeira num pulo. Coloquei meu tênis e fui até a porta.
– Não querida, ela só pediu para você ir para casa.
A mãe da Char respondeu num tom de tristeza. Assenti e sai correndo pelas escadas.
Em menos de 20 minutos cheguei em casa. Estava um silêncio que me deixava cada vez mais nervosa. Chamei pela minha mãe e nada. Chamei novamente e logo ouço um barulho vindo do banheiro. Subo correndo até seu quarto.
– Mãe?
– Jes? Querida aqui no banheiro!
Caminhei lentamente até o banheiro. Cade meu pai? Era para ele estar deitado na cama ou na cozinha terminando de jantar.
– Cade o papai? — Perguntei notando os olhos inchados e vermelhos, havia uma pequena olheira em baixo dos olhos.
– É sobre isso que quero conversar. Só deixa eu terminar de me vestir.
Assenti e voltei para o quarto. Me sentei na cama e fitei uma foto que havia na cabiceira do lado do meu pai. Era meu aniversário de um ano, acredito. Estava no colo deles dois, um grande sorriso em nossos lábios que fazia a foto ficar perfeita.
Eu estava com um sentimento ruim, uma sensação estranha. Logo mamãe sai vestindo um pijama que eu tinha lhe dado no dia das mães. Sua expressão era de tristeza, e por mais que ela tentava sorrir eu podia perceber que ela não estava feliz.
– Então mãe, cade meu pai? — Perguntei já aflita com toda a demora.
– Ele... Oh minha pequena, seu pai sofreu um acidente. — Mamãe agora estava sentada no meu lado. Deitei minha cabeça em seu colo, suas delicadas mãos começaram a acariciar meus cabelos. Eu estava confusa, confusa até demais.
– Mas, ele está bem. Não está?
– Posso lhe dizer que sim, só que, ele está bem em outro lugar. Me entende?
Entendo, claro que entendo. Meu pai morreu? Meu herói? Meu anjo? O MEU PAI? Porque o meu pai, justo ele? Eram tantas perguntas que me torturavam. Quando eu ficava dois dias sem vê-lo já ficava desesperada e agora... Nunca mais? Poxa vida. Isso não pode estar acontecendo.
– Ele morreu não é mãe? — Senti as lágrimas rolarem as pressas pelo meu rosto.
– Sim minha princesa. — Ele me chamava assim, minha princesa. — O carro bateu num caminhão e infelizmente ele não resistiu.
Em questão de segundos estávamos chorando, uma no colo da outra. Eu não conseguia acreditar, não podia aceitar isso. Sempre fui mais apegada com ele e agora ele se foi. Eu nunca mais vou ver ele. Nunca mais. Nunca.
O telefone começou a tocar, fazendo eco pela casa. Um frio percorreu pelo meu corpo. Olhei para o lado e mamãe estava adormecida. Me levantei e desci para atender.
– Alô.
– Alô? É a casa da família Berttine? — Uma voz grossa disse educadamente.
– Sim. Quem fala?
– Ah sim, me chamo Thomas Momesso. Sou sócio do Sr. Berttine. Seria a filha dele quem está falando? — Quanta formalidade, rs.
– Sim, ela mesma. O que você deseja? — Perguntei tentando ser o mais educada possível.
– Queria avisar à vocês que o velório será as 00h00. A Sr. Berttine sabe onde será o local. Espero encontrá-las lá. E, meu pêsames, seu pai era um excelente homem!
Claro que era. Meu pai era um homem perfeito. Respirei fundo, agradesci e desliguei o telefone. Me joguei no sofá e liguei a televisão, estava passando A Branca de Neve. Eu era apaixonada por filmes da Disney. Me lembrei de imediato do Liam, meu Liam querido. Soltei um sorriso ao me lembra de tudo o que aconteceu. Preciso ligar para as meninas.
Fiquei assistindo o filme e acabei me esquecendo de ligar para elas, quando acabou, olhei no relógio e marcava 23h02. Levantei do sofá e fui chamar minha mãe. Tomei meu banho e coloquei um vestido três palmos acima do joelho, as mangas iam até o cotovelo e não havia decote algum, da cor preta. Meu scarpin preto fosco e fiz uma maquiagem pouco forte, preta também. Prendi meu cabelo num coque.
– Vamos? — Chamei minha mãe. Ela estava linda. Um vestido longo preto com algumas rendas, seu olho estava com o contorno preto e nos lábios um batom cor vinho meio arroxeado. Seu cabelo estava preso numa trança bagunçada. Ela pegou sua bolsa de mão e caminhou até mim. Demos um longo e apertado abraço e partimos para o tal lugar. O caminho foi silêncio absoluto. Logo chegamos. Estava completamente vazio. Caminhei até o caixão, ver meu pai ali deitado naquela coisa, ver ele ali sabendo que nunca mais iria acordar e dar seu lindo sorriso. Novamente me vi ali chorando. Minha maquiagem já toda borrada, mas de pouco importava como eu estava. Depois de um tempo chorando "em cima" do meu pai, sinto uma grande mão tocar meu ombro. Viro me deparando com a figura de um homem que aparentava ter uns 22 anos. Alto, com a pele extremamente branquinha e os cabelos negros, seus olhos eram um tom de azul bem claro. Muito, muito bonito. Dei um leve sorriso e olhei novamente para meu pai.
– Nós conversamos pelo telefone mais cedo.
– Ah claro, Thomas certo? — Ele assentiu sorrindo.
– Sei como se sente. Perdi meu pai também, à quatro anos. — Fiquei um tempo lhe observando, seus traços eram delicados, lembrava muito a imagem de um anjo. Exeto pelos cabelos rebeldes.
– Eu só não entendo, não entendo por que ele? Por que justo o meu pai? Tantas pessoas no mundo justo ele.
Thomas me puxou hesitavelmente para um abraço. Seus fortes braços me envolveram de tal forma que me fazia inalar perfeitamente seu incrível perfume. Por hora, me permiti esquecer do mundo. Isso não era certo, tais pensamentos sobre Thomas. Eu tinha Zayn, eu o amava e não faria nada que pudesse estragar nossa relação. Mas, não estou fazendo nada certo? Certo. Sai de seus braços ao ouvir me chamarem. Eram Bia, Char e a mãe de Char. Acho que mamãe ligou ou mandou um sms avisando o que havia acontecido. Fui em direção à elas sentindo meus olhos se encherem de lágrimas, deixando minha vista embassada.
– Amiga! — Bianca me abraçou, em seguida Char. Ficamos as três abraçadas por um bom tempo. — Como você está se sentindo?
Sequei algumas lágrimas e respirei fundo umas trinta vezes. Puxei elas para uma cantina que havia ali perto. Pedi um café e um bolinho de chocolate. Enquanto comia contei como estava, sobre Thomas, sobre tais pensamentos e sobre o que farei de agora em diante.
– Eu sinto que ele é uma boa pessoa sabe? Ele me confortou de um modo que nem minha mãe tinha conseguido. — Contei.
– Só não misture as coisas. — Alertou Charlotte. Eu não farei nada de errado, como eu disse, eu amo o Zayn. Meu Zayn. — Depois disso tudo o que aconteceu, ainda quer ir para Londres?
– Ah, não sei. Não quero deixar minha mãe sozinha agora, ela precisa de mim. — Olhei para a sala onde esta o corpo de papai e outras pessoas. Mamãe estava ao lado do caixão acariciando o rosto dele, lágrimas e mais lágrimas escorriam pelo seu rosto. Meus olhos desviaram rapidamente, caso contrário começaria a chorar de novo. Hoje, desde cedo estou chorando. Queria tanto Zayn aqui comigo, queria seu abraço, seu beijo...
– Se você quiser sua mãe pode ficar lá em casa, já que meu pai vai viajar à negócios e nossas mães são tipo melhores amigas. — A linda da Char sugeriu olhando para a sala, me virei e vi nossas mães abraçadas. Dei um pequeno sorriso enquanto observava elas.
– Em casa eu converso com ela. — Dei o assunto por encerrado. Não queria pensar nisso agora.
Ficamos mais de duas horas naquela cantina, comendo e conversando. As meninas tiveram que ir embora, então me levantei e fui até minha mãe que conversava com Thomas e uma mulher um tanto velha.
– Olivia, essa é minha filha Jéssica. Jes, essa é uma amiga minha e esse é Thomas, seu sobrinho.
– Prazer Olivia. — Dei um beijinho em seu rosto. — O Thomas já conheço, ele ligou mais cedo dizendo a hora etc.
Minha mãe sorriu e continuou sua conversa com a Olivia. Me sentei na cadeira perto à porta e resolvi entrar no twitter. Eu precisava muito me distrair.Tinha uma DM do Zayn, abri e estava escrito: "Não consigo parar de pensar em você meu amor, estou morrendo de saudades. Eu te amo, seu Malik :)x" Sorri e logo respondi: "Também não paro de pensar em você amor, não vejo a hora de te ver de novo. Eu te amo, sua Sra. Malik xx". Fiquei mais um tempo mexendo no twitter. Thomas e sua tia foram embora assim como todas as outras pessoas. Sobrando apenas eu, mamãe e papai. Me levantei e fui até minha mãe, que estava novamente ao lado de papai, lhe acariciando o rosto. Me curvei e depositei um demorado beijo em sua testa incrivelmente gelada. Mamãe deu-lhe um selinho e logo me abraçou, começando a chorar. Não tinha mais lágrimas para chorar, meus olhos inchados, meu rosto coberto de maquiagem preta, meus lábios machucados de tanto mordê-los por nervosismo.
Um homem velho e gordo chegou lá e disse que iria cremá-lo agora. Assentimos e fomos para um sala esperar. Logo quatro homens chegam carregando papai. Colocam ele dentro de uma porta e fim. Acabou. Nunca mais vou vê-lo. Nunca mais. Nunca mais. Nunca mais. Senti meu estômago embrulhar com o cheiro, uma senhora trouxe um saquinho com cinzas dentro, meu pai. Peguei no braço de mamãe e saimos de lá. Pegamos um taxi e fomo até a praia, jogamos suas cinzas no mar e nos sentamos na areia.
– Agora é você e eu, mãe. — Disse olhando as cinzas se misturar com a água.
– Só eu e você minha filha. — Ela me envolveu em seus braços, me aconcheguei e ficamos ali, juntas, sozinhas, até amanhecer.
Fale com o autor