Gotta Be You
38 Your reason to be.
Notas iniciais
Louis’s POV ON:
Vida, pra que te quero?
Acordei hoje, num mau humor que... Nossa.
Eu tinha que falar com Jullie. De alguma forma, tinha que consertar todos os erros que tinha cometido. Que eu saiba, ela não se lembrava do que acontecera no passado. Lembro-me, que para ela, naquele momento, foi algo horrível. Mas bom, éramos crianças, e aquilo nem tem tanta importância. Mas agora, eu atropelá-la, foi à gota d’água. Eu queria me socar.
Não queria me apaixonar, sei que não conseguiria. Ao menos não tinha tanta certeza dessa tal paixão.
No dicionário, paixão significava “afeto violento, amor ardente”. Para mim? Significava sofrer. E de alguma forma, sofrer muito.
O dia não começara bem. Talvez pelo fato, de eu não chegar atrasado na escola, e ter que observar o rosto de tais pessoas. Mas... Quem sabe, pelo fato de meu antigo melhor amigo, me tratar de tal maneira, que... Bem, não fora a melhor?
Tudo bem, eu errei. Errei feio, e admito. Mas, eu pedi desculpas. Pedi desculpas pra ele, que não sofrera nenhum dano. Pedi desculpas a Deus. Mas quem realmente merecia as minhas desculpas, não pedi...
Merda!
Flashback ON:
– Liam? – falei, observando-o de longe.
Ignorado. Apenas fui ignorado.
– Payne? – falei, num tom mais formal.
Mas outra vez...
– LIAM! – gritei.
Até que enfim! Me surpreenderia se ele não tivesse respondido.
– Falou comigo? – ele falava, parecia surpreso.
– Não, com a vovozinha. – respondi, rindo sozinho.
– Então vá falar com ela, não comigo. – ele falava.
– Dude, já lhe pedi desculpas! – falava – O que quer que eu faça? Sei que cometi um erro, e grande. Mas...
– Mas nada, Tomlinson. – ele falava – Jullie não perdoará você.
– Como você sabe? – eu dizia – Você não manda em Jullie, não tomas as decisões por ela, e ela já é bem grandinha pra decidir o que faz da vida. Ela não é mais uma criança, Payne. Sua pequenininha cresceu.
– Cale a boca! – ele respondia – Jullie não sabe tomar conta de si mesma.
– Jullie tem opinião própria. – falei – Ela sabe cuidar de si mesma, e quando falam o contrário, ela vai lá e prova que tudo é possível. Ela é totalmente decidida, e sabe o que faz da vida.
– Acha que conhece Jullie o suficiente para sair falando dela assim? – ele perguntava.
– Me desculpe, mas acho que não falei algo ruim à respeito dela. – eu respondi.
– Dane-se, não tem o direito de falar dela. – ele falava.
– Você pode tentar mandar em Jullie... – dizia – Mas em mim, não pode nem tentar, muito menos conseguir.
– Você sempre foi falso assim, Louis? – ele falava.
– Falso? – eu dizia – Olha quem me fala isso, o garoto que a quatro meses era meu melhor amigo! Você não sabe assumir um erro, não é?
– E você? – ele falava – Não consegue se conter com uma coisa só, sempre quer do bom e do melhor, e ainda sim mais e mais. Sempre estive ciente de quem você era, ou melhor, o que era. Você é um cara bom, mas não consegue se conter com uma coisa só.
– Sou um cara bom? – me impressionei. Felicidade subiu sob minhas veias.
– Opa! – ele falava – Era.
– Tudo isso pela porcaria do acidente? – gritei, e assim todos que estavam no pátio da escola me ouviram.
– Porcaria? – ele se irritou – Essa porcaria, poderia ter tirado a vida de Jullie. Você não a ama, Tomlinson? Todos dizem que sim, só eu acho o contrário. Ama mesmo? Tem certeza? Além do mais... Apaixonado, você? Hahaha, faça-me rir!
– Jullie não é sua, Liam. – eu falei – Ela te ama, você ama ela. Mas coloque isso na cabeça, ela não é somente sua.
– Antes uma parte minha, do que toda sua. – ele falava.
– Não vai me perdoar nunca, não é mesmo? – eu falei, cabisbaixo.
– Eu não consigo prever o futuro, Tomlinson. – ele falava – Mas tenho certeza, que agora, e nesses próximos momentos, não. Mas quem sabe... Daqui a uns 20, 30.
– Dias? – falei.
– Anos. – ele ria – Sabe do que sinto falta, Tomlinson?
– Não. – eu falei – Do que?
– Do antigo Louis. – ele começava – Daquele, que por mais que errasse, não cometia um erro tão grande. Daquele que estava comigo sempre, que gostava de ser meu amigo. Sinto falta de meu melhor amigo.
– Mas pode consertar isso em um momento simples! – eu falei – Depende de você.
– Você não entenderia... – ele falava.
– Entenderia, entendo e vou entender. – eu falei – Você tem ciúmes de Jullie, mais do que tudo e todos, quer somente o seu bem, e a ama mais do que tudo. Eu sei como é, Liam.
– Você não sabe não, dude. – ele falava, num tom irônico.
– Você tem obsessão. – falei – Eu tenho paixão.
Dei alguns passos, virei pra trás, e a imagem de Liam continuava lá. E aos poucos... Foi sumindo.
Seu rosto demonstrava uma expressão de incerteza, de dúvida.
Do que ele tinha dúvida? Aliás... Porque queria tanto essa garota? Era mais que ciúmes, tinha que ser. Liam era louco. Mas de fato... Era o Liam de sempre, o meu melhor amigo.
– Sinto sua falta, dude. – falei sozinho, caminhando pelo grande verde que existia na escola.
Aquela mesma lágrima, de tantos sentimentos, tinha caído novamente. Aquela lágrima, era verdadeira. “A gente só dá valor para as coisas, quando as perdemos.”
Flashback OFF.
E sim: Eu havia perdido. Mas faria de tudo, para ter meus amigos de volta, a confiança de volta, a vida de volta. Teria minha garota de volta.
Louis’s POV OFF.
Notas finais
Qualquer dúvida: @matchless1D
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