Gotta Be You

32 Cry or die?


Notas iniciais
London: March, 14th/15th, 2012.

Jullie’s POV ON:

Eu estava perdida.

Em menos de 5 minutos tinha sido abandonada numa festa repleta de gente, que muitas vezes, não conhecia. A música estava alta, então por mais que eu gritasse, ninguém me ouviria.

- LIAM? – eu gritava – NIALL?

Ok, nada feito. Os dois tinham sumido. Bom, a vida é deles, eles que aproveitem do jeito certo. E era hora de eu esquecer tal pessoa, levantar a cabeça, seguir em frente e aproveitar a minha.

Decidi então, pegar algo para beber e me sentar em algum local. Mais cedo ou mais tarde, eu ia encontrar alguém que conhecesse.

E encontrei. Louis Tomlinson, estava ali, na minha frente, abraçando outra garota.

“Nossa, como ele se recupera rápido!” – pensei, querendo gritar.

Parece que os abraços, tinham passado para beijos. Que bom, pra ele.

- Quer saber? Foda-se! – eu falei, direcionando-me para a pista de dança.

Dancei, dancei, dancei. Dancei até cansar, e depois de estar cansada. Aproveitei mesmo.

E até que enfim... Um garoto tinha vindo conversar comigo.

- Oi. – ele falava.

“É um começo.” – pensei.

- Oi! – eu disse, enquanto dançava.

- Qual seu nome, hein? – ele perguntava.

- Jullie, e você? – eu falei.

- John. Que nome bonito. – ele dizia.

- Obrigada. – “John” era familiar – O seu também é muito bonito.

- Está acompanhada? – ele perguntava, parecia cavalheiro.

- Só eu e eu mesma. – eu sorri, fazendo com que ele retribuísse – E você?

- Também! – ele falou – Estuda aonde, Jullie? Aliás... Posso te chamar assim?

- Deve! – eu falei, rindo – Estudo no South High School, e acho que você também.

- Estudo sim! – ele dizia, sorrindo amarelo – Você é a prima do Payne, certo?

- Sou sim. É colega dele? – perguntei, sentando-me em uma mesa.

Ele fazia o mesmo.

Ficamos ali, conversando por um tempão. Pelo menos, me distrai um pouco.

Mas... Tinha durado por pouco tempo. E por mais que não quisesse, eu tinha me virado para aonde Louis estava e me concentrava no que ele fazia. Ele era perfeito. Perfeito sorrindo, falando, gritando, brigando, rindo. Era perfeito pra mim.

Eu estava ciente da minha paixão por ele. E por mais que quisesse que ela acabasse, ia demorar muito (muito mesmo) para se acabar.

“MERDA!” – pensei.

Louis beijava a tal garota como se fosse a menina com quem casaria. Como se fosse a garota de sua vida.

- NÃO! – dessa vez eu gritei alto, mas tão alto, que todos da festa pararam de fazer o que faziam para me olhar – QUE DROGA!

- JULLIE! – Louis gritava.

Eu corri.

Eu estava chorando, saí descontrolada de dentro da casa e fui para a rua. Me sentei no chão, apoiei a cabeça nos braços, que eram apoiados nos joelhos, e fiquei ali chorando.

E então, uma sombra estava sobre minha frente. Era de Louis.

- O que faz aqui, Tomlinson? – falei num tom de voz rouco, limpando as diversas lágrimas que desciam de meu rosto.

- O que você faz aqui. – ele dizia – O que você tem, garota? Eu não era um idiota?

- Você é um idiota. Continua sendo e sempre vai ser. – eu falava, estava extremamente revoltada.

- Você tem problemas, Jullie! – continuava – Não pode ser certa.

- EU TENHO PROBLEMAS? – eu gritava – AH, É MESMO. ME APAIXONEI POR VOCÊ! ESQUECI DISSO.

- TENHO CULPA SE SEU CORAÇÃO ME ESCOLHEU? – ele respondia, fazendo com que todos olhassem para nós – O PROBLEMA É DELE, GRITE COM ELE. ALIÁS, O PROBLEMA É SEU.

- VOCÊ NÃO SABE O QUE É O AMOR, NÃO É? JÁ AMOU ALGUÉM NA VIDA? – eu gritava.

- JÁ! E ME ARREPENDI PROFUNDAMENTE! – ele respondia.

- AH, E FOI VOCÊ MESMO? – eu falei, irônica.

- CALA BOCA GAROTA! – ele gritava, segurando meus pulsos e me colocando contra a parede.

Eu chorava. Chorava que nem uma criança que perdia seu doce. Era uma idiota, ele era um idiota!

- Você não entende Louis... – sussurrei – Você não entende, que tem que ser você.

Ele tremeu. Ficou me observando com um certo pavor em seu olhar. E por mais nem menos, escapei, correndo para dentro da casa novamente.

“JOHN!” – eu tinha esquecido do garoto.

- John! Me desculpa! – eu gritei – Eu tive que sair correndo e...

John estava apontando para Louis. Ele estava bebendo.

- LOUIS, O QUE ESTÁ FAZENDO? – corri até ele.

- ME DEIXA! – ele falava – VOCÊ NÃO ENTENDE.

- Você ouviu o que eu disse, a menos de 15 segundos atrás? – falei – Tem que ser você.

- Não é o que parece... – ele falava, bêbado – Liam, John... Quem é o próximo? Niall, Zayn? Ou Harry?

- Você não sabe o que fala, garoto. – eu disse – E pare de beber! Você vai ficar louco!

- É o que pretendo querida. – ele disse, num tom malicioso.

- IDIOTA! – eu gritei – JOHN, VAMOS?

O garoto fez que sim com a cabeça.

- VAMOS NADA! – Louis falou – AONDE PENSA QUE VAI, FOFA? ALIÁS, NÃO TINHA QUE SER EU?

- FALOU BEM, TINHA! – eu estava mentindo, na cara de pau, mas estava – ME DEIXA, TOMLINSON, E VAI APROVEITAR SUA VIDA!

Eu corri, segurando a mão de John. E ele vinha atrás, que nem um louco. Ele era louco. E eu mais ainda. Era louca por ele.

O relógio marcava meia noite e vinte e cinco. O som da música dominava a rua. E eu, acompanhada de John, saía correndo para o outro canto da rua.

Pena que Louis fora mais rápido. Ele estava no carro. A velocidade que estava era imensa, e, para melhorar, ele estava bêbado.

- Você que não entende, Jullie! – ele sussurrava, dentro do carro – Aliás, tem que ser você.

- JULLIE, O CARRO! – John gritava.

- O que? – me virei, deparando-me com o carro de Louis, que tinha me jogado a metros dali.

Uma grande luz branca dominava meus olhos. Eu não conseguia falar, nem me mexer. Estava machucada, toda machucada. Nem chorar conseguia. Só conseguia escutar a voz de Louis, que chorava ao meu lado pedindo perdão.

- DROGA! – ele gritava – POR FAVOR, DEUS, NÃO FAÇA ISSO, NÃO AGORA. ME DESCULPE, JULLIE!

Em menos de 5 minutos, uma aglomeração de pessoas estava em minha volta. E eu, inconsciente. Inconsciente, mas não morta.

Jullie's POV OFF.

Notas finais
POV = Point Of View.
Qualquer dúvida: @matchless1D