Gotta Be You
32 Cry or die?
Notas iniciais
Jullie’s POV ON:
Eu estava perdida.
Em menos de 5 minutos tinha sido abandonada numa festa repleta de gente, que muitas vezes, não conhecia. A música estava alta, então por mais que eu gritasse, ninguém me ouviria.
- LIAM? – eu gritava – NIALL?
Ok, nada feito. Os dois tinham sumido. Bom, a vida é deles, eles que aproveitem do jeito certo. E era hora de eu esquecer tal pessoa, levantar a cabeça, seguir em frente e aproveitar a minha.
Decidi então, pegar algo para beber e me sentar em algum local. Mais cedo ou mais tarde, eu ia encontrar alguém que conhecesse.
E encontrei. Louis Tomlinson, estava ali, na minha frente, abraçando outra garota.
“Nossa, como ele se recupera rápido!” – pensei, querendo gritar.
Parece que os abraços, tinham passado para beijos. Que bom, pra ele.
- Quer saber? Foda-se! – eu falei, direcionando-me para a pista de dança.
Dancei, dancei, dancei. Dancei até cansar, e depois de estar cansada. Aproveitei mesmo.
E até que enfim... Um garoto tinha vindo conversar comigo.
- Oi. – ele falava.
“É um começo.” – pensei.
- Oi! – eu disse, enquanto dançava.
- Qual seu nome, hein? – ele perguntava.
- Jullie, e você? – eu falei.
- John. Que nome bonito. – ele dizia.
- Obrigada. – “John” era familiar – O seu também é muito bonito.
- Está acompanhada? – ele perguntava, parecia cavalheiro.
- Só eu e eu mesma. – eu sorri, fazendo com que ele retribuísse – E você?
- Também! – ele falou – Estuda aonde, Jullie? Aliás... Posso te chamar assim?
- Deve! – eu falei, rindo – Estudo no South High School, e acho que você também.
- Estudo sim! – ele dizia, sorrindo amarelo – Você é a prima do Payne, certo?
- Sou sim. É colega dele? – perguntei, sentando-me em uma mesa.
Ele fazia o mesmo.
Ficamos ali, conversando por um tempão. Pelo menos, me distrai um pouco.
Mas... Tinha durado por pouco tempo. E por mais que não quisesse, eu tinha me virado para aonde Louis estava e me concentrava no que ele fazia. Ele era perfeito. Perfeito sorrindo, falando, gritando, brigando, rindo. Era perfeito pra mim.
Eu estava ciente da minha paixão por ele. E por mais que quisesse que ela acabasse, ia demorar muito (muito mesmo) para se acabar.
“MERDA!” – pensei.
Louis beijava a tal garota como se fosse a menina com quem casaria. Como se fosse a garota de sua vida.
- NÃO! – dessa vez eu gritei alto, mas tão alto, que todos da festa pararam de fazer o que faziam para me olhar – QUE DROGA!
- JULLIE! – Louis gritava.
Eu corri.
Eu estava chorando, saí descontrolada de dentro da casa e fui para a rua. Me sentei no chão, apoiei a cabeça nos braços, que eram apoiados nos joelhos, e fiquei ali chorando.
E então, uma sombra estava sobre minha frente. Era de Louis.
- O que faz aqui, Tomlinson? – falei num tom de voz rouco, limpando as diversas lágrimas que desciam de meu rosto.
- O que você faz aqui. – ele dizia – O que você tem, garota? Eu não era um idiota?
- Você é um idiota. Continua sendo e sempre vai ser. – eu falava, estava extremamente revoltada.
- Você tem problemas, Jullie! – continuava – Não pode ser certa.
- EU TENHO PROBLEMAS? – eu gritava – AH, É MESMO. ME APAIXONEI POR VOCÊ! ESQUECI DISSO.
- TENHO CULPA SE SEU CORAÇÃO ME ESCOLHEU? – ele respondia, fazendo com que todos olhassem para nós – O PROBLEMA É DELE, GRITE COM ELE. ALIÁS, O PROBLEMA É SEU.
- VOCÊ NÃO SABE O QUE É O AMOR, NÃO É? JÁ AMOU ALGUÉM NA VIDA? – eu gritava.
- JÁ! E ME ARREPENDI PROFUNDAMENTE! – ele respondia.
- AH, E FOI VOCÊ MESMO? – eu falei, irônica.
- CALA BOCA GAROTA! – ele gritava, segurando meus pulsos e me colocando contra a parede.
Eu chorava. Chorava que nem uma criança que perdia seu doce. Era uma idiota, ele era um idiota!
- Você não entende Louis... – sussurrei – Você não entende, que tem que ser você.
Ele tremeu. Ficou me observando com um certo pavor em seu olhar. E por mais nem menos, escapei, correndo para dentro da casa novamente.
“JOHN!” – eu tinha esquecido do garoto.
- John! Me desculpa! – eu gritei – Eu tive que sair correndo e...
John estava apontando para Louis. Ele estava bebendo.
- LOUIS, O QUE ESTÁ FAZENDO? – corri até ele.
- ME DEIXA! – ele falava – VOCÊ NÃO ENTENDE.
- Você ouviu o que eu disse, a menos de 15 segundos atrás? – falei – Tem que ser você.
- Não é o que parece... – ele falava, bêbado – Liam, John... Quem é o próximo? Niall, Zayn? Ou Harry?
- Você não sabe o que fala, garoto. – eu disse – E pare de beber! Você vai ficar louco!
- É o que pretendo querida. – ele disse, num tom malicioso.
- IDIOTA! – eu gritei – JOHN, VAMOS?
O garoto fez que sim com a cabeça.
- VAMOS NADA! – Louis falou – AONDE PENSA QUE VAI, FOFA? ALIÁS, NÃO TINHA QUE SER EU?
- FALOU BEM, TINHA! – eu estava mentindo, na cara de pau, mas estava – ME DEIXA, TOMLINSON, E VAI APROVEITAR SUA VIDA!
Eu corri, segurando a mão de John. E ele vinha atrás, que nem um louco. Ele era louco. E eu mais ainda. Era louca por ele.
O relógio marcava meia noite e vinte e cinco. O som da música dominava a rua. E eu, acompanhada de John, saía correndo para o outro canto da rua.
Pena que Louis fora mais rápido. Ele estava no carro. A velocidade que estava era imensa, e, para melhorar, ele estava bêbado.
- Você que não entende, Jullie! – ele sussurrava, dentro do carro – Aliás, tem que ser você.
- JULLIE, O CARRO! – John gritava.
- O que? – me virei, deparando-me com o carro de Louis, que tinha me jogado a metros dali.
Uma grande luz branca dominava meus olhos. Eu não conseguia falar, nem me mexer. Estava machucada, toda machucada. Nem chorar conseguia. Só conseguia escutar a voz de Louis, que chorava ao meu lado pedindo perdão.
- DROGA! – ele gritava – POR FAVOR, DEUS, NÃO FAÇA ISSO, NÃO AGORA. ME DESCULPE, JULLIE!
Em menos de 5 minutos, uma aglomeração de pessoas estava em minha volta. E eu, inconsciente. Inconsciente, mas não morta.
Jullie's POV OFF.
Notas finais
Qualquer dúvida: @matchless1D
Fale com o autor