Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês gente, espero que gostem. Vou tentar postar outro capítulo hoje, mas não prometo nada. Boa leitura minhas lindas.

Harry POV

Eu e Anne estávamos chegando à casa dos pais dela e eu estava ficando cada vez mais nervoso, eu já cheguei a conhecer os pais das minhas ex-namoradas, mas com a Anne era diferente eu tinha certeza que iria passar o resto da minha vida com ela e eu estava com um pouco de medo de eles descobrirem o que eu fiz com ela há um tempo atrás. Durante o caminho nós fomos em silêncio, às vezes ela me perguntava algumas coisas e eu respondia normal. Quando chegamos na casa dos pais dela, ela desceu do carro, eu deliguei o carro e parei do lado dela. Ela me puxou pela mão, mas eu não me mexia:

– Harry?

– Que foi amor?

– Vamos?

– Eu estou com medo pequena.

– Harry, você confia em mim?

– Confio mais do que tudo.

– Então é só relaxar e confiar em mim que vai dar tudo certo.

– Mas e se eles ficarem sabendo que eu te magoei há um tempo atrás?

– Isso é passado tá? Não precisamos reviver o passado, vamos viver só o presente tá?

– Tudo bem.

– Então vamos. – ela disse me puxando pela mão.

Nós saímos de perto do meu carro e fomos até a porta da casa dos pais dela. Tentei me acalmar, ela virou para mim e disse:

- Pronto?

- Não tem outro jeito né? – eu disse rindo.

- Não – ela disse rindo também.

Ela apertou a campainha e eu dei a mão para ela, de repente a porta se abre e uma mulher que por sinal era bem bonita abriu a porta, pelo jeito era a mãe de Anne. Agora eu sei de quem ela puxou a beleza. Anne abriu um sorriso e correu para abraçar a mãe:

- MÃE – ela disse abraçando a mulher.

- Filha quanto tempo, estava com saudades.

- Eu também estava com saudades mãe e o papai onde está?

- Ele está lá na sala, entrem. – a mãe de Anne disse dando passagem para nós.

- Mãe, esse é o Harry meu namorado.

Calma Harry vai dar tudo certo, só seja simpático e você mesmo.

- Prazer Harry, sou a Catarina mãe da Anne.

- O prazer é meu senhora Parker. – eu disse estendendo a mão para ela.

- Só Catarina, por favor. – ela disse pegando a minha mão.

- Tudo bem senh... Catarina. – eu disse sorrindo.

- Entrem, o jantar está quase pronto.

Nós acompanhamos a mãe da Anne e fomos até a sala e a cada passo que eu dava ficava ainda mais nervoso e apertava a mão de Anne cada vez mais. Acho que ela percebeu, se virou para mim e disse meio baixo:

- Você está me machucando. – ela disse rindo.

- Eu estou nervoso, me desculpa. – eu disse dando um beijo na bochecha dela.

- Fica calmo eu já disse.

Eu a segui ainda segurando sua mão, mas agora não estava mais apertando, acho que estava um pouco nervoso por que agora eu vou conhecer o pai da Anne e não posso fazer nada errado. Quando chegamos na sala encontrei um cara sentado em uma poltrona assistindo TV e quando ele viu Anne abriu um grande sorriso.

- Pai – ela saiu correndo para abraça-lo.

- Princesa, eu estava com saudades de você, desde que foi para Londres nunca mais veio nos visitar. – ele disse abraçando ela e fazendo carinho em seus cabelos.

Não pude deixar de sorrir com essa cena, ver a Anne feliz me fazia ficar feliz também. Quando ela se soltou de seu pai ela me puxou pela mão e disse:

- Pai, esse é o Harry meu namorado.

Eu apenas sorri e estendi a mão para ele.

- Prazer senhor Parker.

- Só Rodrigo, por favor, e o prazer é meu – ele disse apertando a minha mão um pouco forte.

- Tudo bem então Rodrigo.

- Sentem-se crianças. – a mãe de Anne disse indicando o sofá.

Nós nos sentamos e ficamos conversando.

Anne POV

Harry estava bem nervoso e eu conseguia perceber isso, mas eu tinha que fazer ele se acalmar. Ele estava com medo dos meus pais não gostarem dele ou ficarem sabendo o que aconteceu com a gente há alguns dias atrás. Quando chegamos na casa dos meus pais eu o apresentei para a minha mãe e para o meu pai, depois minha mãe falou para nos sentarmos no sofá da sala enquanto o jantar ainda não estava pronto. Eu sentei no sofá e Harry sentou do meu lado, eu peguei a mão dele e entrelacei nossos dedos tentando passar uma certa segurança para ele. Nós estávamos conversando com meus pais:

- Como está a vida lá em Londres filha? – minha mãe me perguntou.

- Está muito boa mãe, eu e a Vic nos entendemos muito bem e também temos a ajuda dos meninos né?

- Meninos? – meu pai perguntou.

- É pai, Harry e o Liam que é o namorado da Vic.

- Então a Vic também está namorando?

- Está sim e começou primeiro do que a gente né amor? – eu disse olhando para o Harry e rindo.

- Sim.

- E então como vocês se conheceram?

- É uma história engraçada, quer contar Harry?

- Pode ser. – ele disse rindo um pouco nervoso.

Eu fiz um sinal para ele continuar e ele começou a contar a história:

- Bom, eu estava chegando à faculdade um dia, acabei esbarrando na Anne e derrubei todos os livros dela no chão. Então, eu a ajudei levantar e pegar seus livros, depois de um tempo nós nos tornamos amigos, depois eu acabei me apaixonando por ela e a pedi em namoro.

- É isso ai. – eu disse sorrindo e dando um beijo na bochecha do Harry que ficou vermelho.

- E quantos anos você tem Harry? – meu pai perguntou.

- Tenho 19 anos.

- Você trabalha?

- Ainda não, mas pretendo trabalhar assim que acabar a faculdade.

- E você faz faculdade do quê?

- Medicina.

- Muito bom. – meu pai disse pensativo.

- Amor, chega de perguntas. Assim você vai deixar o menino constrangido. – minha mãe disse.

Meu pai e suas manias de interrogatório, agora mesmo que o Harry iria ficar nervoso com medo de decepciona-lo. Mas, eu sei que meu pai vai adorar o Harry. Continuamos conversando e o meu pai estava conversando com o Harry:

- Filha, você pode me ajudar aqui na cozinha, por favor? – minha mãe me perguntou.

- Claro mãe.

Eu levantei do sofá e quando estava saindo Harry não soltou a minha mão, eu então sussurrei para ele “Vai dar tudo certo, eu já volto.” Eu sai da sala e acompanhei minha mãe até a cozinha.

Harry POV

Anne havia saído da sala para ajudar sua mãe na cozinha e me deixou sozinho com seu pai, eu não podia falar nenhuma besteira agora e eu sabia que ele iria fazer um interrogatório, então eu tentei relaxar enquanto ele me olhava da cabeça aos pés:

- Você aceita uma cerveja?

- Não obrigado, senhor Parker.

- Só Rodrigo, por favor.

- Desculpa.

- Então, de onde você é?

- De uma cidade da Inglaterra, chamada Holmes Chapel.

- Ah sim e o que os seus pais fazem?

- Meu pai é dono de uma empresa e minha mãe trabalha em um ateliê de moda.

- Ah sim. Você me parece ser um bom rapaz.

- Obrigado Rodrigo.

- Agora a pergunta mais importante. Eu sei que a Anne não gosta quando eu faço essa pergunta, mas eu preciso fazê-la.

- Pode perguntar.

- Quais são as suas reais intenções com a minha filha?

- São as melhores, eu pretendo ter um relacionamento firme com a Anne até eu ter condições de me sustentar sozinho e poder dar uma boa vida para a sua filha. E quem sabe depois de alguns anos a gente se casa.

- Gostei, pelo menos você foi sincero.

- Obrigado. Eu sei que eu deveria ter falado com o senhor antes de pedir a mão da Anne em namoro, mas é que eu não imaginei que a gente viria para o Brasil tão rápido.

- Tudo bem, eu te entendo. Eu também não pedi a mão da Catarina para o pai dela logo de inicio.

- Mas, já que eu estou aqui, posso fazer isso?

- Não há necessidade.

- Mas, eu faço questão.

- Do que você faz questão Harry? – disse Anne aparecendo na sala e parando do meu lado.

Eu então levantei e fiquei do lado dela, peguei a mão dela e entrelacei nas minhas e disse:

- Rodrigo, eu gostaria de pedir a mão da sua filha Anne em namoro.

- Eu concedo a mão dela para você Harry. Você mostrou ser um bom rapaz e é esse tipo de pessoa que eu quero que namore a minha filha.

- Pode ter certeza de que eu farei a sua filha muito feliz. – eu disse estendendo a mão para ele.

- Eu confio em você hein? – ele disse rindo e apertando a minha mão.

- O jantar está pronto. – a mãe de Anne disse aparecendo na sala.

O pai dela levantou e foi na frente e quando eu estava indo atrás deles Anne me puxou pelo braço me fazendo encarar aqueles lindos olhos:

- Estou orgulhosa de você, eu disse que daria tudo certo.

- Eu só consegui fazer isso, por que você estava do meu lado.

- E vou estar sempre e para sempre. – ela disse me dando um beijo rápido.

Nós fomos até a cozinha e nos juntamos aos pais dela, eu sentei na cadeira ao lado da dela, ela sentou de frente para sua mãe e eu de frente para o pai dela. A mãe dela colocou a comida na mesa e nos serviu. Durante o jantar nós ficamos conversando e a mãe dela cozinhava muito bem, depois que acabamos de jantar eu disse:

- A senhora cozinha muito bem Catarina.

- Obrigada querido. Querem sobremesa?

- Eu quero – Anne disse mais rápida do que eu.

- Vou pegar a sobremesa.

Ela saiu da sala de jantar e foi até a cozinha. Pouco tempo depois ela voltou com uma panela e alguns bolinhos com sorvete. Aqueles doces estavam com uma cara muito boa. Ela nos serviu e eu experimentei cada um deles, aquilo era realmente muito bom.

- Nossa, isso aqui é muito bom, como é o nome desse doce? – eu disse apontando para a panela.

- É o famoso brigadeiro, você nunca provou? – a mãe de Anne me perguntou.

- Não, lá em Londres nós não temos essas coisas divinas. – eu disse rindo.

- Foi a Anne que fez o brigadeiro. – a mãe dela me disse.

- Nossa amor, parabéns. Você cozinha muito bem.

- Obrigada gatinho. – eu disse dando um selinho nele.

- Posso retirar os pratos? – a mãe de Anne me perguntou.

- Pode sim, precisa de ajuda?

- Não precisa, você é nosso convidado. O Rodrigo me ajuda.

- Tudo bem então.

- Amor, eu quero te mostrar uma coisa. – Anne disse me puxando pela mão.

- Tudo bem, com licença. – eu disse acompanhando ela.

Ela saiu de sua casa e me levou até a varanda, aquele era um lugar muito bonito. Ela então, me puxou até uma rede que tinha perto de uma árvore e sentou, eu sentei do lado dela, ela colocou a cabeça no meu peito e eu a envolvi com os meus braços.

- Isso é tão lindo. – eu disse.

- Isso o quê?

- Esse lugar, essa noite, você.

- Harry, obrigada por me fazer feliz.

- Não tem que agradecer Anne, eu sempre vou fazer de tudo só para ver um sorriso no seu rosto.

- É por isso mesmo que eu tenho que te agradecer.

- Eu te amo muito, sabia? – eu disse agora olhando nos olhos dela.

- Eu te amo muito mais, sabia? – ela disse olhando nos meus olhos.

Ela foi se aproximando de mim e eu dela, nossas testas estavam coladas e eu podia ouvir a respiração acelerada dela. Eu fui me aproximando mais até que senti nossos lábios se colarem. Era incrível o que aquele beijo era capaz de fazer comigo, eu me sentia bem quando estava beijando ela e toda vez parecia ser o primeiro. Nossas línguas estavam em perfeita sincronia, mas como tudo que é bom dura pouco nós tivemos que nos afastar, eu me afastei dela e sorri:

- Eu amo o seu sorriso. – ela disse sorrindo também.

- Eu acho o seu sorriso a coisa mais linda do mundo.

- Bobo.

- Idiota.

- Trouxa.

- Tonta.

- Besta.

- Minha.

- Só sua. – ela disse sorrindo.

Nós nos beijamos mais uma vez e depois eu perguntei:

- Anne, que horas são?

- São 22:30, por que?

- Por que nós temos que voltar para Londres hoje.

- E que horas é o nosso voo?

- As 23:45.

- Então vamos embora porque tenho que me despedir de Nicole e fazer a minha mala.

- Vamos.

Nós levantamos da rede e fomos até a cozinha de mãos dadas. Quando chegamos lá o pai e a mãe da Anne estavam conversando:

- Mãe, pai, nós temos que ir.

- Mas já? Fiquem mais um pouco – disse Catarina, a mãe de Anne.

- Nós temos um voo marcado para daqui a pouco. – eu disse.

- Vocês vão viajar? – o pai dela perguntou.

- Vamos voltar para Londres pai, eu só vim passar alguns dias aqui.

Espero que eles não perguntem o porquê de ela ter vindo para cá, porque se não eu estaria ferrado. Mas, eles não perguntaram, o que me deixou aliviado. Nós nos despedimos dos pais dela e fomos até a porta:

- Foi um prazer conhecer vocês. – eu disse para os pais dela.

- O prazer foi nosso. – disse a mãe de Anne me dando um abraço e um beijo na bochecha.

- O prazer foi meu rapaz e vê se cuida bem da minha filha hein? – o pai dela disse rindo e apertando a minha mão.

- Vou cuidar muito bem dela pode deixar. – eu disse apertando a mão dele e sorrindo.

- Tchau mãe – Anne disse abraçando a mãe dela.

- Tchau minha filha, se cuida e venham nos visitar mais vezes.

- Pode deixar.

- Tchau minha princesa, espero que seja feliz lá em Londres e não nos deixe sem noticias. – o pai dela disse.

- Pode deixar pai, eu vou sempre mandar noticias para vocês. – ela disse abraçando seu pai.

Nós terminamos de nos despedir e fomos para a casa da Nicole, quando chegamos lá não a encontramos em casa, então Anne decidiu deixar um bilhete para ela não ficar preocupada. Nós subimos para o quarto e arrumamos as nossas malas, depois eu coloquei todas no carro e fomos até o aeroporto:

- Pronta?

- Estou, embora eu ache que devemos ficar mais um pouco aqui no Brasil.

- Nós precisamos voltar minha princesa.

- Eu sei, nós vamos ter muitas oportunidades para voltar aqui.

- Vamos sim.

Nós ficamos conversando mais um tempo até que escutamos a chamada para o nosso voo. Pegamos nossas coisas e fomos para o portão de embarque, entramos no avião e nos sentamos. Ela sentou em uma poltrona do meu lado e encostou a cabeça no meu ombro, nós ficamos conversando um pouco, mas logo adormecemos.

Notas finais
Gente, espero que tenham gostado. Me falem qual a musica favorita de vocês do novo CD dos meninos e também o que acharam do CD. Bjos minhas lindas e não esqueçam das reviews.