Gotta Be You 1 e 2 Temporada
65 Capítulo 65
Notas iniciais
Harry POV
Eu e Anne estávamos chegando à casa dos pais dela e eu estava ficando cada vez mais nervoso, eu já cheguei a conhecer os pais das minhas ex-namoradas, mas com a Anne era diferente eu tinha certeza que iria passar o resto da minha vida com ela e eu estava com um pouco de medo de eles descobrirem o que eu fiz com ela há um tempo atrás. Durante o caminho nós fomos em silêncio, às vezes ela me perguntava algumas coisas e eu respondia normal. Quando chegamos na casa dos pais dela, ela desceu do carro, eu deliguei o carro e parei do lado dela. Ela me puxou pela mão, mas eu não me mexia:
– Harry?
– Que foi amor?
– Vamos?
– Eu estou com medo pequena.
– Harry, você confia em mim?
– Confio mais do que tudo.
– Então é só relaxar e confiar em mim que vai dar tudo certo.
– Mas e se eles ficarem sabendo que eu te magoei há um tempo atrás?
– Isso é passado tá? Não precisamos reviver o passado, vamos viver só o presente tá?
– Tudo bem.
– Então vamos. – ela disse me puxando pela mão.
Nós saímos de perto do meu carro e fomos até a porta da casa dos pais dela. Tentei me acalmar, ela virou para mim e disse:
- Pronto?
- Não tem outro jeito né? – eu disse rindo.
- Não – ela disse rindo também.
Ela apertou a campainha e eu dei a mão para ela, de repente a porta se abre e uma mulher que por sinal era bem bonita abriu a porta, pelo jeito era a mãe de Anne. Agora eu sei de quem ela puxou a beleza. Anne abriu um sorriso e correu para abraçar a mãe:
- MÃE – ela disse abraçando a mulher.
- Filha quanto tempo, estava com saudades.
- Eu também estava com saudades mãe e o papai onde está?
- Ele está lá na sala, entrem. – a mãe de Anne disse dando passagem para nós.
- Mãe, esse é o Harry meu namorado.
Calma Harry vai dar tudo certo, só seja simpático e você mesmo.
- Prazer Harry, sou a Catarina mãe da Anne.
- O prazer é meu senhora Parker. – eu disse estendendo a mão para ela.
- Só Catarina, por favor. – ela disse pegando a minha mão.
- Tudo bem senh... Catarina. – eu disse sorrindo.
- Entrem, o jantar está quase pronto.
Nós acompanhamos a mãe da Anne e fomos até a sala e a cada passo que eu dava ficava ainda mais nervoso e apertava a mão de Anne cada vez mais. Acho que ela percebeu, se virou para mim e disse meio baixo:
- Você está me machucando. – ela disse rindo.
- Eu estou nervoso, me desculpa. – eu disse dando um beijo na bochecha dela.
- Fica calmo eu já disse.
Eu a segui ainda segurando sua mão, mas agora não estava mais apertando, acho que estava um pouco nervoso por que agora eu vou conhecer o pai da Anne e não posso fazer nada errado. Quando chegamos na sala encontrei um cara sentado em uma poltrona assistindo TV e quando ele viu Anne abriu um grande sorriso.
- Pai – ela saiu correndo para abraça-lo.
- Princesa, eu estava com saudades de você, desde que foi para Londres nunca mais veio nos visitar. – ele disse abraçando ela e fazendo carinho em seus cabelos.
Não pude deixar de sorrir com essa cena, ver a Anne feliz me fazia ficar feliz também. Quando ela se soltou de seu pai ela me puxou pela mão e disse:
- Pai, esse é o Harry meu namorado.
Eu apenas sorri e estendi a mão para ele.
- Prazer senhor Parker.
- Só Rodrigo, por favor, e o prazer é meu – ele disse apertando a minha mão um pouco forte.
- Tudo bem então Rodrigo.
- Sentem-se crianças. – a mãe de Anne disse indicando o sofá.
Nós nos sentamos e ficamos conversando.
Anne POV
Harry estava bem nervoso e eu conseguia perceber isso, mas eu tinha que fazer ele se acalmar. Ele estava com medo dos meus pais não gostarem dele ou ficarem sabendo o que aconteceu com a gente há alguns dias atrás. Quando chegamos na casa dos meus pais eu o apresentei para a minha mãe e para o meu pai, depois minha mãe falou para nos sentarmos no sofá da sala enquanto o jantar ainda não estava pronto. Eu sentei no sofá e Harry sentou do meu lado, eu peguei a mão dele e entrelacei nossos dedos tentando passar uma certa segurança para ele. Nós estávamos conversando com meus pais:
- Como está a vida lá em Londres filha? – minha mãe me perguntou.
- Está muito boa mãe, eu e a Vic nos entendemos muito bem e também temos a ajuda dos meninos né?
- Meninos? – meu pai perguntou.
- É pai, Harry e o Liam que é o namorado da Vic.
- Então a Vic também está namorando?
- Está sim e começou primeiro do que a gente né amor? – eu disse olhando para o Harry e rindo.
- Sim.
- E então como vocês se conheceram?
- É uma história engraçada, quer contar Harry?
- Pode ser. – ele disse rindo um pouco nervoso.
Eu fiz um sinal para ele continuar e ele começou a contar a história:
- Bom, eu estava chegando à faculdade um dia, acabei esbarrando na Anne e derrubei todos os livros dela no chão. Então, eu a ajudei levantar e pegar seus livros, depois de um tempo nós nos tornamos amigos, depois eu acabei me apaixonando por ela e a pedi em namoro.
- É isso ai. – eu disse sorrindo e dando um beijo na bochecha do Harry que ficou vermelho.
- E quantos anos você tem Harry? – meu pai perguntou.
- Tenho 19 anos.
- Você trabalha?
- Ainda não, mas pretendo trabalhar assim que acabar a faculdade.
- E você faz faculdade do quê?
- Medicina.
- Muito bom. – meu pai disse pensativo.
- Amor, chega de perguntas. Assim você vai deixar o menino constrangido. – minha mãe disse.
Meu pai e suas manias de interrogatório, agora mesmo que o Harry iria ficar nervoso com medo de decepciona-lo. Mas, eu sei que meu pai vai adorar o Harry. Continuamos conversando e o meu pai estava conversando com o Harry:
- Filha, você pode me ajudar aqui na cozinha, por favor? – minha mãe me perguntou.
- Claro mãe.
Eu levantei do sofá e quando estava saindo Harry não soltou a minha mão, eu então sussurrei para ele “Vai dar tudo certo, eu já volto.” Eu sai da sala e acompanhei minha mãe até a cozinha.
Harry POV
Anne havia saído da sala para ajudar sua mãe na cozinha e me deixou sozinho com seu pai, eu não podia falar nenhuma besteira agora e eu sabia que ele iria fazer um interrogatório, então eu tentei relaxar enquanto ele me olhava da cabeça aos pés:
- Você aceita uma cerveja?
- Não obrigado, senhor Parker.
- Só Rodrigo, por favor.
- Desculpa.
- Então, de onde você é?
- De uma cidade da Inglaterra, chamada Holmes Chapel.
- Ah sim e o que os seus pais fazem?
- Meu pai é dono de uma empresa e minha mãe trabalha em um ateliê de moda.
- Ah sim. Você me parece ser um bom rapaz.
- Obrigado Rodrigo.
- Agora a pergunta mais importante. Eu sei que a Anne não gosta quando eu faço essa pergunta, mas eu preciso fazê-la.
- Pode perguntar.
- Quais são as suas reais intenções com a minha filha?
- São as melhores, eu pretendo ter um relacionamento firme com a Anne até eu ter condições de me sustentar sozinho e poder dar uma boa vida para a sua filha. E quem sabe depois de alguns anos a gente se casa.
- Gostei, pelo menos você foi sincero.
- Obrigado. Eu sei que eu deveria ter falado com o senhor antes de pedir a mão da Anne em namoro, mas é que eu não imaginei que a gente viria para o Brasil tão rápido.
- Tudo bem, eu te entendo. Eu também não pedi a mão da Catarina para o pai dela logo de inicio.
- Mas, já que eu estou aqui, posso fazer isso?
- Não há necessidade.
- Mas, eu faço questão.
- Do que você faz questão Harry? – disse Anne aparecendo na sala e parando do meu lado.
Eu então levantei e fiquei do lado dela, peguei a mão dela e entrelacei nas minhas e disse:
- Rodrigo, eu gostaria de pedir a mão da sua filha Anne em namoro.
- Eu concedo a mão dela para você Harry. Você mostrou ser um bom rapaz e é esse tipo de pessoa que eu quero que namore a minha filha.
- Pode ter certeza de que eu farei a sua filha muito feliz. – eu disse estendendo a mão para ele.
- Eu confio em você hein? – ele disse rindo e apertando a minha mão.
- O jantar está pronto. – a mãe de Anne disse aparecendo na sala.
O pai dela levantou e foi na frente e quando eu estava indo atrás deles Anne me puxou pelo braço me fazendo encarar aqueles lindos olhos:
- Estou orgulhosa de você, eu disse que daria tudo certo.
- Eu só consegui fazer isso, por que você estava do meu lado.
- E vou estar sempre e para sempre. – ela disse me dando um beijo rápido.
Nós fomos até a cozinha e nos juntamos aos pais dela, eu sentei na cadeira ao lado da dela, ela sentou de frente para sua mãe e eu de frente para o pai dela. A mãe dela colocou a comida na mesa e nos serviu. Durante o jantar nós ficamos conversando e a mãe dela cozinhava muito bem, depois que acabamos de jantar eu disse:
- A senhora cozinha muito bem Catarina.
- Obrigada querido. Querem sobremesa?
- Eu quero – Anne disse mais rápida do que eu.
- Vou pegar a sobremesa.
Ela saiu da sala de jantar e foi até a cozinha. Pouco tempo depois ela voltou com uma panela e alguns bolinhos com sorvete. Aqueles doces estavam com uma cara muito boa. Ela nos serviu e eu experimentei cada um deles, aquilo era realmente muito bom.
- Nossa, isso aqui é muito bom, como é o nome desse doce? – eu disse apontando para a panela.
- É o famoso brigadeiro, você nunca provou? – a mãe de Anne me perguntou.
- Não, lá em Londres nós não temos essas coisas divinas. – eu disse rindo.
- Foi a Anne que fez o brigadeiro. – a mãe dela me disse.
- Nossa amor, parabéns. Você cozinha muito bem.
- Obrigada gatinho. – eu disse dando um selinho nele.
- Posso retirar os pratos? – a mãe de Anne me perguntou.
- Pode sim, precisa de ajuda?
- Não precisa, você é nosso convidado. O Rodrigo me ajuda.
- Tudo bem então.
- Amor, eu quero te mostrar uma coisa. – Anne disse me puxando pela mão.
- Tudo bem, com licença. – eu disse acompanhando ela.
Ela saiu de sua casa e me levou até a varanda, aquele era um lugar muito bonito. Ela então, me puxou até uma rede que tinha perto de uma árvore e sentou, eu sentei do lado dela, ela colocou a cabeça no meu peito e eu a envolvi com os meus braços.
- Isso é tão lindo. – eu disse.
- Isso o quê?
- Esse lugar, essa noite, você.
- Harry, obrigada por me fazer feliz.
- Não tem que agradecer Anne, eu sempre vou fazer de tudo só para ver um sorriso no seu rosto.
- É por isso mesmo que eu tenho que te agradecer.
- Eu te amo muito, sabia? – eu disse agora olhando nos olhos dela.
- Eu te amo muito mais, sabia? – ela disse olhando nos meus olhos.
Ela foi se aproximando de mim e eu dela, nossas testas estavam coladas e eu podia ouvir a respiração acelerada dela. Eu fui me aproximando mais até que senti nossos lábios se colarem. Era incrível o que aquele beijo era capaz de fazer comigo, eu me sentia bem quando estava beijando ela e toda vez parecia ser o primeiro. Nossas línguas estavam em perfeita sincronia, mas como tudo que é bom dura pouco nós tivemos que nos afastar, eu me afastei dela e sorri:
- Eu amo o seu sorriso. – ela disse sorrindo também.
- Eu acho o seu sorriso a coisa mais linda do mundo.
- Bobo.
- Idiota.
- Trouxa.
- Tonta.
- Besta.
- Minha.
- Só sua. – ela disse sorrindo.
Nós nos beijamos mais uma vez e depois eu perguntei:
- Anne, que horas são?
- São 22:30, por que?
- Por que nós temos que voltar para Londres hoje.
- E que horas é o nosso voo?
- As 23:45.
- Então vamos embora porque tenho que me despedir de Nicole e fazer a minha mala.
- Vamos.
Nós levantamos da rede e fomos até a cozinha de mãos dadas. Quando chegamos lá o pai e a mãe da Anne estavam conversando:
- Mãe, pai, nós temos que ir.
- Mas já? Fiquem mais um pouco – disse Catarina, a mãe de Anne.
- Nós temos um voo marcado para daqui a pouco. – eu disse.
- Vocês vão viajar? – o pai dela perguntou.
- Vamos voltar para Londres pai, eu só vim passar alguns dias aqui.
Espero que eles não perguntem o porquê de ela ter vindo para cá, porque se não eu estaria ferrado. Mas, eles não perguntaram, o que me deixou aliviado. Nós nos despedimos dos pais dela e fomos até a porta:
- Foi um prazer conhecer vocês. – eu disse para os pais dela.
- O prazer foi nosso. – disse a mãe de Anne me dando um abraço e um beijo na bochecha.
- O prazer foi meu rapaz e vê se cuida bem da minha filha hein? – o pai dela disse rindo e apertando a minha mão.
- Vou cuidar muito bem dela pode deixar. – eu disse apertando a mão dele e sorrindo.
- Tchau mãe – Anne disse abraçando a mãe dela.
- Tchau minha filha, se cuida e venham nos visitar mais vezes.
- Pode deixar.
- Tchau minha princesa, espero que seja feliz lá em Londres e não nos deixe sem noticias. – o pai dela disse.
- Pode deixar pai, eu vou sempre mandar noticias para vocês. – ela disse abraçando seu pai.
Nós terminamos de nos despedir e fomos para a casa da Nicole, quando chegamos lá não a encontramos em casa, então Anne decidiu deixar um bilhete para ela não ficar preocupada. Nós subimos para o quarto e arrumamos as nossas malas, depois eu coloquei todas no carro e fomos até o aeroporto:
- Pronta?
- Estou, embora eu ache que devemos ficar mais um pouco aqui no Brasil.
- Nós precisamos voltar minha princesa.
- Eu sei, nós vamos ter muitas oportunidades para voltar aqui.
- Vamos sim.
Nós ficamos conversando mais um tempo até que escutamos a chamada para o nosso voo. Pegamos nossas coisas e fomos para o portão de embarque, entramos no avião e nos sentamos. Ela sentou em uma poltrona do meu lado e encostou a cabeça no meu ombro, nós ficamos conversando um pouco, mas logo adormecemos.
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