Gotas serenas: o despertar da alma
13 Sofrimento Silencioso
Notas iniciais

Tuas súplicas dispersam-se no ar,
Evito respirar para não te perder,
Quem sabe, a dor poderei esquecer,
Não mais descontentamento quero sentir.
Sei que não estás mais aqui,
Também sei a imensa saudade que em mim deixou,
Entreguei a ti todo o meu amor.
Tua agrura estava estampada em teu olhar,
Sinto tanto tua perda, que não consigo parar,
Por mais que lágrimas não rolem mais,
Estou ciente de que não voltarás jamais.
Entrementes, ouço ameaças diárias aos animais,
Deves se perguntar: o que isso tem a ver, uma vez mais?
O dilema da vez é o desamor que não fica para atrás.
Delírios de uma alma inquieta,
Fique assim, seja assim, discreta,
Quero sentir a afeição do teu falar.
Recuso-me a lembrar de dissabores,
Teu padecimento ocorreu por meandros desconexos,
Quiçá entender tua angústia seja por demais complexo.
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